CEZAR CANDUCHO

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Agricultora mineira transforma fazenda centenária em museu rural.

Propriedade no município de Inhapim, no Vale do Rio Doce, recebe turistas e excursões escolares.
Carro de boi, arados, moinho, monjolos, carneiro hidráulico, engenho e alambique. Esses são alguns dos atrativos presentes em uma propriedade rural centenária do município de Inhapim, no Vale do Rio Doce. O local se transformou em museu rural e recebe diversos turistas e alunos de escolas públicas e particulares da região. A ação conta com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).
A história começou em 1920, quando uma família partiu em um carro de boi de Rio Pomba, na Zona da Mata, e se estabeleceu no município de Inhapim. As características dessa época foram preservadas e a propriedade se transformou em ponto turístico para proporcionar aos visitantes a vivência da agricultura familiar. Desde a inauguração do local como museu, em 2014, com o nome de Museu Rural Mamédio Francisco Militão, aproximadamente 600 visitantes já passaram pela propriedade.
“Era uma ideia antiga, já que a propriedade tem um vasto acervo e apresenta objetos típicos da história da agricultura familiar. São estruturas centenárias que mostram as riquezas do campo. Temos passeios com carros de boi e diversos objetos típicos, como arados, moinho, monjolos, carneiro hidráulico, engenho, e alambique, entre outros. Podemos dizer que é um museu vivo porque está tudo funcionando. Também é uma homenagem ao meu pai, que deu nome ao local, e iniciou toda essa história”, explica a agricultora familiar e idealizadora do projeto, Maria das Dores Militão Barroso.
Um dia na fazenda.
O museu apresenta diversas atividades para os visitantes. A Emater-MG ajudou a  estruturar e organizar o local para receber turistas e excursões escolares. As visitas são guiadas e todos também podem fazer as refeições na própria fazenda.
“Apoiamos o projeto desde a implantação. A ideia era transformar o local em um produto do turismo rural. Ajudamos a criar um roteiro de visitação, que aborda toda parte de preservação ambiental e apresenta, através de objetos, o ciclo da cana-de-açúcar e a história da agricultura familiar. Os visitantes conhecem de perto como funciona uma propriedade rural”, destaca a coordenadora regional da Emater-MG, Ana Laura Chaves.
As atividades da rotina do campo ficam disponíveis aos visitantes. O museu apresenta um universo desconhecido para muitas pessoas, principalmente dos centros urbanos. “Tem, por exemplo, um pilão que se move um gerador de energia que funcionam a com a ajuda da correnteza de um córrego. Também vale destacar a integração com a natureza”, ressalta a coordenadora.
Produção Agrícola.
Com assistência técnica dos técnicos da Emater-MG, a propriedade  também é utilizada para produção agrícola. Há plantação de arroz e feijão, em baixa escala, e produção de rapaduras e cachaça para comercialização. São produzidos 30 mil litros de cachaça por ano. O trabalho é realizado em parceria com associações de agricultores familiares da região. Mais informações do sobre o museu e agendamento de visitas pelo telefone (33) 9123-3901.
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Governo garante recursos para a abertura do Museu da Cachaça, em Salinas.



Remodelada, casa descreverá de forma interativa todo o ciclo do produto genuinamente brasileiro. Região comemora incentivo à cultura e ao turismo.
Recursos liberados pelo Governo de Minas Gerais vão garantir a revitalização e reabertura à população do Museu da Cachaça, em Salinas. A iniciativa, comemorada no município, favorece a valorização e a difusão da cadeia produtiva da cachaça artesanal, além de divulgar a cultura daquela região do Norte de Minas. Publicado no Diário Oficial do Estado, de 21/7, o convênio de mais de R$ 200 mil com a Prefeitura Municipal de Salinas prevê o custeio das despesas de manutenção do equipamento cultural e a contratação de pessoal.
O Museu da Cachaça estava com as portas fechadas desde o último mês de dezembro por falta de recursos. Convênio com a Unimontes, que garantia funcionamento precário da casa, chegou ao fim e não foi renovado pela administração anterior do Governo do Estado.
O espaço conta com proposta museológica distribuída entre nove salas. Agora, com os recursos provenientes do novo convênio, será reaberto para visitação de moradores e turistas, que poderão conhecer detalhes de toda a cadeia deste produto genuinamente brasileiro.
Instalado em um terreno de 13.120m², o equipamento cultural retrata uma visão antropológica do produto, na qual os aspectos de produção, circulação e consumo são mostrados ao público por meio de elementos audiovisuais e exposições permanentes. O objetivo do Museu da Cachaça é revelar também os costumes de toda aquela região norte-mineira, reconhecida nacional e internacionalmente pela produção da bebida.
Interação com a comunidade.
Além de promover e difundir a história da produção da bebida no município de Salinas, o Museu da Cachaça busca maior interlocução com a população local. A proposta é garantir, além da oferta de cursos de qualificação para os produtores de cachaça, visitas monitoradas de alunos de escolas e outras instituições.
A assessora-chefe de Planejamento e gerente municipal de Convênios e Contratos da Prefeitura de Salinas, Lidiany Ramos da Silva Carvalho, comemora a liberação dos recursos pelo Governo Fernando Pimentel e reforça a busca pela interação com a comunidade.
“O objetivo é fazer com que os moradores abracem o museu e, para isso, trabalhamos na ampliação das parcerias com os sindicatos dos produtores de cachaça e as instituições locais”, diz Lidiany.
A gestão do Museu da Cachaça ocorrerá por meio da Fundação Cultural de Salinas, em parceria com a Prefeitura Municipal. O convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Cultura e o município terá aplicação total de R$ 220.946,08 neste primeiro ano.
Casa de Juscelino também foi contemplada.
O Governo do Estado liberou também recursos para a Casa de Juscelino, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Serão investidos R$ 200 mil em manutenção, conservação e custeio das atividades do equipamento cultural no período de 2015/2016.
Transformado em museu, o imóvel em que o presidente Juscelino Kubitschek viveu dos 5 aos 18 anos é hoje a edificação mais visitada daquela cidade histórica, com média de 1,2 mil visitas/mês. Os visitantes, que chegam de todas as regiões do país, encontram um acervo composto por fotografias, textos, instrumentos de trabalho e até violões pertencentes a JK.
Fonte: Agência Minas.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Salinas.
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Inscrições para editais Bandas de Minas estão abertas até 17/8.
Governo de Minas vai investir R$ 1 milhão em corporações musicais do estado.
Os editais destinados a investimentos em bandas musicais de Minas foram lançados pela Secretaria de Estado de Cultura e a Codemig no início de julho e as inscrições terminam no dia 17 de agosto. São dois editais que destinam recursos para equipamento, formação profissional e para o projeto Encontro de Bandas, a ser realizado em novembro, na Capital.
As corporações musicais receberão instrumentos de qualidade, garantindo a excelência das apresentações mineiras. A Secretaria Estadual da Cultura também oferecerá oficinas de formação profissional aos músicos e maestros mineiros.
Os prêmios destinados às bandas contempladas são convertidos em instrumentos de sopro, metal e percussão, como forma de contribuir com a manutenção e o aperfeiçoamento dos conjuntos musicais.
O edital de 2015 das Bandas de Minas traz como novidade o critério de ‘Região Territorial’ onde está localizada a corporação musical concorrente. A inserção dessa regra se baliza na diretriz de regionalização do Governo Fernando Pimentel, que consiste em estimular a produção cultural mineira, por meio das políticas públicas voltadas para os 17 territórios de desenvolvimento.
Em novembro, o Bandas de Minas vai promover um Encontro de Bandas, integrando programação do Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Os dois editais estão com inscrições abertas até 17 de agosto. Os recursos são provenientes da Companhia de Desenvolvimento de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais – CODEMIG.
Acesse editais e mais informações em 
programabandasdeminas.mg.gov.br e www.cultura.mg.gov.br.

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Projeto de Lei de Agricultura Urbana é aprovado em Comissão.


PL 909/2015, do deputado federal Padre João, cria a política nacional de agricultura urbana.
Aprovado por unanimidade na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, o Projeto de Lei 909/2015, de autoria do deputado federal Padre João(PTMG), institui a política nacional de agricultura urbana. O projeto será analisado em agosto pelas Comissões de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e depois pela Comissão de Constituição e Justiça.
O objetivo da proposta é ampliar a segurança alimentar e nutricional das populações mais vulneráveis; utilizar imóveis urbanos ociosos, gerar renda; promover a solidariedade e produzir de maneira orgânica e agro-ecológica.
Um estudo britânico mostrou que a agricultura urbana vem crescendo no mundo. Hoje ela ocupa um espaço do tamanho do território brasileiro. E segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA – esta prática vem crescendo também no Brasil.
“Para combater a fome e promover a segurança alimentar é preciso produzir com qualidade. A agricultura urbana ajuda a preservar o meio ambiente e gera renda para as famílias. É alimento colhido na hora, perto da mesa do brasileiro. A ONU declarou o ano de 2015 como ano internacional do solo. Segundo dados da entidade, a quantidade de terra agricultável per capita diminuiu 50% no mundo devido a degradações. É preciso preservar e cuidar do solo”, afirma Padre João.
Com informação do Mandato do Deputado Padre João.

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