CEZAR CANDUCHO

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

'Dilma é mulher patriota, lutadora e de fibra', diz dono da usina Raízen.


A presidente Dilma inaugurou  nesta quarta-feira (22),  fábrica, da GranBio, na Raízen, de Etanol 2G da Raízen, em Piracicaba (SP). A Raízen, é a  primeira planta  em  escala  comercial de produção de etanol 2G do Brasil, também a primeira no Hemisfério Sul e uma das pioneiras no mundo, começou a operar no início de 2014 em São Miguel dos Campos (AL). A fábrica, da GranBio,  recebeu R$ 280 milhões em financiamento do BNDES e tem capacidade de produção 82 milhões de litros por ano.

Dilma muito bem recebida na cidade
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Cosan, acionista da Raízen, Rubens Ometto, fez nesta quarta-feira, 22, vários afagos à presidente Dilma Rousseff, a qual chamou de "mulher brasileira, patriota, correta, lutadora e de fibra", durante a inauguração de uma planta produtora de etanol de segunda geração da companhia, em Piracicaba (SP). "Hoje é fácil criticar, mas temos de reconhecer os méritos onde estão", disse ele à presidente Dilma.

Ometto  Lembrou também em discurso das críticas feitas pela presidente Dilma, quando ela era ainda a ministra de Minas e Energia, em reuniões com o setor sucroenergético. "Eram críticas provocativas, mas que sempre incentivaram o setor."


O empresário salientou o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiou 90% dos R$ 231 milhões aportados na unidade. "Sem o apoio do BNDES este investimento não seria viável." Segundo ele, a Raízen enxerga um "potencial enorme em aumentar a produção de etanol de segunda geração (2G) sem perder de vista o investimento".

Na conclusão, Ometto citou a crise econômica e disse que "neste momento, em que se fala de problemas de curto prazo, Raízen e Cosan olham quilômetros à frente", com os investimentos na unidade. "Se precisarmos de prova que o Brasil é maior do que qualquer crise, a prova está aqui", concluiu.

A presidente Dilma  disse durante cerimônia de inauguração de uma usina de álcool em Piracicaba, interior de São Paulo, que o Brasil passa por um momento de transição na economia, em função da alteração nas condições internacionais, como o fim do superciclo das commodities. Segundo ela, o governo persegue o reequilíbrio das contas públicas, que é essencial para que a economia se recupere.

"Estamos atualizando as bases da nossa economia e vamos voltar a crescer dentro do nosso potencial", disse a presidente, ressaltando que o momento de travessia também apresenta possibilidades.

A presidente defendeu que, neste momento de "travessia", o País busque "sempre maior produtividade, menores custos e maiores inovações para garantir emprego e crescimento". Dilma falou ainda sobre o ajuste macroeconômicos e disse que algumas medidas já dão resultados, como o realinhamento dos preços.

Segundo a presidente, o governo vai continuar tomando medidas microeconômicas para facilitar a atividade e garantir ambiente de negócios mais amigável. Dilma prometeu ampliar concessões e "fazer um imenso esforço para manter os principais programas em funcionamento", disse citando o Minha Casa Minha Vida.

A ampliação da classe média é, segundo palavras de Dilma, a prioridade do governo. "Queremos consolidar a classe média. Queremos que o Brasil seja um país de classe média", disse Dilma.

Etanol.

Ainda durante cerimônia de inauguração da usina, Dilma disse que o etanol de segunda geração, que será produzido na unidade, é um importante avanço para o Brasil. Dilma ressaltou o fato de a usina ser localizada na Usina Costa Pinto, "unidade onde nasceu tanto o (Rubens) Ometto quanto a Cosan". "Aqui se encontram tradição e inovação", disse a presidente ao citar que a unidade é grande conquista para que o Brasil lidere um paradigma tecnológico de produtividade.

A proposta do etanol de segunda geração será levada por Dilma à 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, que acontece em dezembro em Paris. Segundo a presidente, todos os países se preparam para demonstrar realizações nessa área.

A presidente negou ainda que o etanol seja uma atividade conflitante com o pré-sal e diz que considera fundamental a construção do etanoduto da Raízen com a Petrobras. Dilma diz que a parceria do governo com a Raízen mantém o país na vanguarda da produção de etanol.

Após o evento, a presidente volta imediatamente a Brasília. A previsão é que Dilma chegue à capital pouco depois das 14h.

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