CEZAR CANDUCHO

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terça-feira, 14 de julho de 2015

Dilma tem que reagir exemplarmente ao crime de injúria e difamação de Lobão.

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Qual a diferença entre um adesivo em que Dilma aparece de pernas abertas e chamá-la de Dilma Bandida?
Nenhuma.
Por isso mesmo, a reação deve ser a mesma. Enérgica, exemplar, imediata.
Lobão achou que tinha sido muito criativo ao transformar, num show vazio em São Paulo, Vida Bandida em Dilma Bandida.
Se foi mesmo criativo, não sei. Mas ele foi criminoso. Cometeu um crime de injúria e difamação, e tem que responder por isso.
Não é importante apenas para Dilma. É importante, mais ainda, para a sociedade.
Você não pode deixar a semente da barbárie se alastrar impunemente.
Tolerância zero com este tipo de delito é uma demanda da civilização, na verdade.
A impunidade estimula o mesmo tipo de comportamento cheio de ódio e violência.
Onde isso foi dar?
Lobão parece culpar Dilma, Lula e o PT pelo seu envelhecimento e pela baixa produção artística das últimas décadas.
Analfabeto político por excelência, ele encontrou dois mestres do mal em sua louca cavalgada.
Um é a revista Veja, que encheu sua cabeça de informações erradas, desonestas e canalhas.
O outro é Olavo de Carvalho, que reforçou a lavagem cerebral da Veja sobre Lobão.
O resultado é que ele virou um velho reacionário, recalcado, amargurado,  repleto de ódio.
E sem palavra.
Lobão tinha prometido deixar o Brasil caso Dilma vencesse. Mas mudou de ideia, o que é uma pena, pelo exemplo nocivo, sinistro que ele representa.
As pessoas têm que saber que há um limite de civilidade que não pode ser transposto, ou o país vira um caos.
O argumento mais obtuso é que se trata de liberdade de expressão.
Não. É crime, a não ser que ele tenha provas de que Dilma é bandida.
Um juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos foi quem definiu com mais clareza os limites da liberdade de expressão.
Cerca de meio século atrás, ele disse que, num teatro lotado, se alguém gritar fogo, não poderá depois invocar a liberdade de expressão. Sua fala poderá provocar uma tragédia.
É uma definição clássica, citada com frequência em casos em que se debate a liberdade de expressão.
No mundo moderno, uma amostra dos limites é que nos Estados Unidos você não pode fazer apologia do terrorismo e depois invocar a liberdade de expressão.
Você será imediatamente preso.
Ah, você pode retrucar: a Justiça brasileira é um horror. Não adianta processar. Danilo Gentili mandou um negro comer bananas e foi absolvido porque o juiz considerou que não havia ofensa na oferta.
Não faz mal.
O mínimo que se pode fazer é incomodar o ofensor em casos como o de Lobão.
Mantega, acertadamente, decidiu processar o desequilibrado que o insultou num restaurante. Lula também seguiu o mesmo caminho com Caiado.
Estão certos.
Para o bem da sociedade, Dilma tem que reagir imediatamente – e com estrondo.
As vozes do ódio não podem achar que podem tudo. Porque, se eles podem tudo, o resto não pode nada.

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NEM TANCREDO, NEM FHC: QUEM FAZ A CABEÇA DE AÉCIO É LOBÃO.

Eles
Eles.

Por 

Nem FHC e nem tampouco o avô Tancredo. Quem faz a cabeça de Aécio Neves, hoje, é o ex-cantor Lobão.
Em sua cavalgada rumo ao pôr do sol do impechment, Aécio tem se comportado com a mesma desenvoltura do antigo roqueiro, adotando, inclusive e especialmente, seu estilo maníaco.
Desde a derrota na campanha presidencial, o ex-senador se destacou não pela originalidade ou contundência das opiniões, mas pelo golpismo tresloucado que lhe confere ares francamente napoleônicos (no sentido clínico).
Organizou uma viagem de fancaria à Venezuela com os colegas, uma farsa desde o primeiro momento com a suposta proibição da comitiva. Bateu boca com Renan Calheiros. Na semana passada, referiu-se a si próprio em entrevistas como “presidente da República” e declarou que o PSDB era o “maior partido de oposição ao Brasil”.
Como Lobão, ele se julga acima do bem e do mal, alguém que não deve desculpas jamais. A responsabilidade pelas bobagens é sempre exteriorizada.
Ambos se tornaram auto paródias. Lobão acha normal interpretar versões adulteradas porcamente das próprias canções em shows com meia casa, se tanto, para agradar gente que não está interessada em ouvir música. Sua turnê, diz ele, “é um sucesso”.
Os dois ficaram reféns de um público canalha. Falam para os revoltados on line e off line de sempre, que esperam deles um comportamento à altura — que eles entregam de bom grado.
“Golpista é esse governo”, diz Aécio. Lobão, por sua vez, afirma que “é um espanto” afirmar que ele faz um espetáculo “panfletário”. Antes, sua apresentação é “engraçada”. “Não falo o tempo todo sobre o PT, Dilma Rousseff e o caralho a quatro”, garante. É tudo fofoca. “Eu sou um artista e exijo respeito por parte da imprensa”.
Quanto mais eles falam, quanto mais eles aparecem falando, seja na TV ou na internet, mais fazem outros paranóicos parecerem razoáveis por comparação.
Há quem veja método nessa loucura. Método onde? Se Aécio fugiu de Lobão num protesto, o encontro das águas dos dois se deu agora esplendorosamente, numa mesma esfera mental.

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