CEZAR CANDUCHO

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Governador lança Minas Digital e destaca importância da inovação para o desenvolvimento do Estado.


Programa pretende formar 100 mil jovens anualmente e concederá bolsas a interessados em criar startups. Meta é que programa gere R$ 1 bilhão em investimento.
Para transformar Minas Gerais em referência mundial no campo da inovação e da educação tecnológica, o governador Fernando Pimentel lançou nesta segunda-feira (27/7), durante evento no Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, o programa Minas Digital. A iniciativa deverá gerar R$ 1 bilhão em investimentos privados e públicos nos próximos 10 anos e formar 100 mil jovens anualmente no setor de tecnologia.
Em seu discurso, Pimentel ressaltou a capacidade do programa de gerar renda e desenvolvimento para o Estado. “Estamos aqui celebrando o que pode ser a chave mais importante para colocarmos, definitivamente, Minas Gerais no século 21. O programa é uma concepção diferente daquilo que vem sendo feito ao longo de muito tempo e eu tenho certeza que vai produzir melhores resultados do que tivermos até aqui”, afirmou.
Pimentel destacou, ainda, a importância do resgate histórico do antigo Colégio Estadual Central, a Escola Estadual Milton Campos, dentro do projeto. O espaço irá abrigar cursos de empreendedorismo e da área digital, abrigando um dos 20 hubs (espaços para instalação de novas empresas de tecnologia, as startups, e incentivo ao empreendedorismo, que serão criados em todas as regiões do Estado).
Segundo o governador, a educação agora terá uma forma diferenciada e atual. “Eu tenho certeza de que, assim, o colégio estará cumprindo a função de trazer para o século 21 aquilo que foi inovador no século 20”, avaliou. O hub da Escola Milton Campos irá abrigar as empresas que formam o chamado San Pedro Valley, um dos mais conhecidos polos de tecnologia de Belo Horizonte.
Uma das metas do governo é promover o segmento de startups e transformar Minas Gerais no principal Estado brasileiro para quem deseja investir ou ampliar o negócio. Hoje, há cerca de 300 empresas digitais em atividade em Minas e a intenção é ampliar este número.
O projeto vai selecionar 600 startups em toda Minas Gerais e, ao final do processo de graduação, que levará cerca de um ano e meio, 30 empresas do segmento terão 20% de seu capital comprados pelo Estado. “Serão entre R$ 100 mil e R$ 300 mil, para que elas sejam parte do desenvolvimento de Minas. A economia digital cresce, e cresce vultuosamente. Queremos fortalecer as startups, fazer com que esses jovens venham montar suas empresas e se estabeleçam em Minas”, explicou o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), Miguel Corrêa. A Sectes será responsável pela coordenação do Minas Digital.
Idealizadora da Cellseq, startup de biotecnologia e ex-aluna das universidades federais de Viçosa (UFV) e de Minas Gerais (UFMG), Carolina Reis de Oliveira ressaltou a importância do programa para ajudar os estudantes a transformarem suas pesquisas “em algo que podem transformar a sociedade”.
“Sempre tive vontade de aprender e de transformar aquilo que eu produzia na pesquisa em algo que fosse um benefício para a sociedade.  Acreditaram na nossa ideia e nos deram meios para que saísse do papel. A ajuda governamental na área de inovação é fundamental. Tenho certeza que esse programa vai abrir oportunidades. A gente quer inspirar essa iniciativa dentro e fora da universidade, seja em áreas mais carentes ou nas mais ricas do Estado”, destacou Carolina, que desenvolve programa de produção de células humanas a partir de células-tronco para substituir o uso de animais nas pesquisas de novos produtos.
Funcionamento.
Na primeira etapa do programa, já em setembro, serão abertas as inscrições para os estudantes de todo o Estado interessados em fazer os cursos superiores, técnicos e de pós-graduação voltados para a área da tecnologia. Entre os segmentos estão programação, análises de mídias sociais e produção de games. Em seguida, o governo fará o processo de seleção, para, já a partir de janeiro de 2016, serem iniciadas os estudos para a criação de empresas de economia digital. A única exigência é que o participante tenha ensino médio completo.
O programa ainda prevê a criação de 17 polos regionais de inovação, um em cada território de desenvolvimento de Minas, observando as vocações regionais. Os polos contarão comUniversidades Abertas Integradas (Uaitecs), parques tecnológicos, startups, instituições de ensino superior, entre outras.
Em cada polo regional será criado pelo menos um “hub de inovação”, que são espaços coordenados pelo Estado com cursos de empreendedorismo e relacionados com a área digital. Estes hubs terão parcerias com entidades privadas como Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Sebrae e Fecomércio.
“Os hubs são locais, escolas digitais, que vão concentrar a inovação no Estado inteiro. Começaremos com 20. Neles, teremos as startups, as empresas, cursos de graduação e pós-graduação”, explicou o secretário Miguel Corrêa.
Também participaram do evento o secretário de Políticas e Informática do Ministério Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida, o presidente do Conselho Administrativo do BMG, Flávio Pentagna Guimarães, o presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, além de secretários de Estado, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores.
Foto e fonte: Agência Minas
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Ministério da Cultura lança em Belo Horizonte nove editais no valor de R$ 26,5 milhões.
Fundação Nacional de Artes destina recursos a 354 projetos culturais nas áreas de artes visuais, circo, dança, música e teatro.
A Fundação Nacional de Artes (Funarte), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), lançou nove editais de abrangência nacional para as áreas de artes visuais, circo, dança, música e teatro. No total, serão investidos R$ 26,5 milhões no fomento a 354 projetos.
A cerimônia contou com a presença do secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, do presidente da Funarte, Francisco Bosco, e do ministro da Cultura, Juca Ferreira.
“Estamos em um momento muito especial de plena sintonia entre o Governo do Estado e o Federal, somando esforços e compromissos positivos com o nosso país para uma transformação que nos leve a novos tempos, com segurança e a democracia necessária para o cumprimento das metas no campo da cultura”, destacou o secretário Angelo Oswaldo. “Agradecemos a Funarte por ter escolhido Minas Gerais para o lançamento desses editais nacionais que contemplam várias expressões da vida artística”.
Entre os nove editais estão as novas edições das três principais premiações da instituição: Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo, Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna e Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.
Juntos, os três prêmios selecionarão 235 projetos, com objetivo de possibilitar o desenvolvimento de atividades artísticas, incentivando a criação e a circulação de espetáculos, além de contribuir para a manutenção de coletivos, grupos e companhias.
Durante seu discurso, o ministro Juca Ferreira lembrou os esforços dos últimos anos feitos pelo Ministério da Cultura (MinC) para fortalecer os processos culturais do país, especialmente na área sociocultural, e disse que agora, nesta sua segunda gestão, o ministério precisa fortalecer as artes.
O ministro explicou, ainda, que outra prioridade do MinC é buscar novas fontes de financiamento para a Cultura. “Um dos caminhos é fazer com que o Estado invista mais a partir do reconhecimento de que a cultura é fundamental para o desenvolvimento do país”.
Foram lançados, ainda, os prêmios de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça, Marc Ferrez de Fotografia, de Arte Contemporânea e o Programa Rede Nacional de Artes Visuais – 12ª Edição. Na área musical, serão dois editais: Prêmio Funarte de Apoio a Orquestras e Prêmio Funarte de Programação Continuada para a Música Popular.
Inscrições
Atenção, os editais têm datas diferentes de inscrição:
Ceacen – de 29 de julho a 11 de setembro (via salicweb)
Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo2015
Objetivo: contribuir para a renovação ou manutenção da infraestrutura dos circos brasileiros; incentivar a montagem, renovação e circulação de números e espetáculos; promover a formação; e fomentar a pesquisa.
Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz/2015
Objetivo: fomentar o desenvolvimento de atividades teatrais, incentivando a criação e a circulação de espetáculos; além de contribuir para a manutenção de coletivos, grupos e companhias.
Ceav – de 27 de julho a 9 de setembro (via Correios)
Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 8ª edição
Objetivo: incentivar produções artísticas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos, fomentando a difusão e a criação das artes visuais e fortalecendo a memória cultural brasileira.
XV Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia
Objetivo: selecionar projetos no campo da fotografia que visem estimular a reflexão e experiência artística, além do compromisso com a formação de público, com a inclusão social e a sustentabilidade.
Programa Rede Nacional de Artes Visuais – 12ª edição
Objetivo: selecionar projetos que promovam o intercâmbio entre os estados federativos brasileiros, por meio de oficinas, seminários e residências, ligados às artes visuais.
Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2015
Objetivo: selecionar projetos de exposição, na área de artes visuais, a serem realizados nas cidades de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte (galerias e espaços da Funarte) e Belém e Recife (espaços parceiros da Funarte), a fim de estimular a multiplicidade e a diversidade de linguagens e tendências da arte contemporânea brasileira.
Cemus – de 28 de julho a 10 de setembro (via Correios)
Prêmio Funarte de Apoio a Orquestras
Objetivo: apoiar necessidades específicas dos conjuntos orquestrais para assegurar a seus instrumentistas a realização de apresentações públicas com instrumentos musicais nas melhores condições possíveis, propiciando a melhoria da qualidade técnica e artística das orquestras; e visando a sua sustentabilidade.
Prêmio Funarte de Programação Continuada para a Música Popular
Objetivo: apoiar palcos musicais (casas de shows, teatros, arenas, galpões, lonas etc.), festivais e mostras de música que venham contribuindo para a difusão da música brasileira contemporânea.
Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2015
Objetivo: fomentar o desenvolvimento de atividades de dança, por meio da circulação nacional de espetáculos, atividades artísticas de profissionais com trabalho consolidado e de novos talentos.
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Livro: “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”
No dia 29 de julho próximo será lançado no Rio de Janeiro, no 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (na Escola de Direito da FGV), o Livro “Quem comanda a segurança pública no Brasil?”, de Robson Sávio, pesquisador e coordenador do grupo gestor do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp), e uma das maiores referência no debate da segurança pública no Brasil.
O livro provoca o debate sobre a necessidade de mudanças na política de segurança pública brasileira. Luiz Eduardo Soares, co-autor dos livros Elite da Tropa e Ex-secretário Nacional de Segurança Pública, apresentou a obra do seguinte modo:
Considero este livro de Robson Sávio Reis Souza uma contribuição muito importante, tanto do ponto de vista reflexivo e acadêmico, quanto do ponto de vista histórico, político, prático. Desde logo, trata-se do primeiro estudo dedicado à política nacional de segurança pública, no Brasil democrático, isto é, pós-promulgação da Constituição federal de 1988 (…). A análise é riquíssima porque mapeia perspectivas, disposições, sensibilidades, conceitos e projetos, que estão longe de esgotarem-se em planos de governo ou programas de políticas públicas de órgãos específicos. Ao contrário, a cartografia elaborada pelo autor, com engenho e atenção de ourives, aplica-se –  desde que se respeitem peculiaridades, níveis de elaboração e consistência, gradações, nuances e mediações – à sociedade, isto é, à análise de vertentes da cultura política brasileira, associadas à temática criminal e da insegurança pública.(…)
O livro mostra a passagem de paradigmas, em que se sucedem distintas perspectivas de segurança pública: militarizada, civil e cidadã. (…) Robson trabalha com uma pluralidade de questões, que remetem a diferentes disciplinas, como história, política, comunicação, direito, sociologia, antropologia e administração pública. A multiplicidade de interlocuções, tácitas ou explícitas, enriquece o livro, de resto uma leitura fascinante, escrito com a agilidade do pensamento vigoroso e o cuidado didático do professor, além de uma vibração típica de um parceiro de travessia, que transmite sempre a sensação de que desejaria que sua obra fosse acolhida como um convite ao diálogo.
O momento da publicação do presente livro torna-o ainda mais precioso. Quando há sombras e ódio por toda parte, as polarizações radicais obstam a negociação de consensos mínimos que permitam caminhar, ondas regressivas ameaçam conquistas da cidadania e o ressentimento infiltra-se como veneno no metabolismo político da sociedade, uma obra que organiza as diferenças e ajuda a hierarquizar contradições e convergências, atuais e potenciais, pode fazer a diferença. Robson aporta uma dose rara de racionalidade e clareza, contribuindo decisivamente para o conhecimento de processos importantes e a formulação de intervenções virtuosas, de inspiração republicana.
(LUIZ EDUARDO SOARES, antropólogo, ex-secretário nacional de segurança pública).
Leitura indispensável para todos(as) nós. O livro estará à venda a partir do dia 29 no site da Editora Letramento (www.editoraletramento.com.br) ou poderá ser solicitado em qualquer loja da Livraria Saraiva.
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Novos medicamentos para hepatite C chegam ao SUS este ano.
No primeiro ano de incorporação ao SUS, 30 mil pessoas serão beneficiadas. O novo tratamento garante mais qualidade de vida e conforto ao paciente.
Uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento aos pacientes com hepatite C estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro deste ano. Composto pelos medicamentos daclatasvir, simeprevir e sofosbuvir, o novo tratamento vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante solenidade que marca o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites, celebrado hoje (28), em Brasília.
Na cerimônia, foi apresentada a nova campanha publicitária de prevenção às Hepatites Virais 2015 e o novo boletim epidemiológico da doença. Também foi lançado o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções. “Estamos incorporando no SUS o que tem de mais moderno no tratamento para a hepatite C. Com isso, o Brasil assume a vanguarda na oferta desta terapia, como já fizemos com a aids, com a oferta de antirretrovirais, afirmou Arthur Chioro durante a solenidade.
O ministro ressaltou que o Brasil é um dos primeiros países em desenvolvimento ofertar, de forma pública e sustentável, este tipo de tratamento. “Isso se deu graças aos esforços de negociação que possibilitaram descontos de até 90% no mercado internacional”, frisou Chioro.
INDICAÇÃO DO TRATAMENTO – As novas medicações vão beneficiar pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante e pacientes com má resposta à terapia com Interferon, ou que não se curaram com tratamento anterior. A meta é ampliar a assistência às hepatites virais, minimizando as restrições impostas pelo tratamento anterior. A nova terapia garante ao paciente mais conforto e qualidade.
Pacientes que venham a solicitar, ou que já estejam em tratamento com Boceprevir e Telaprevir, não serão prejudicados, uma vez que o fornecimento desta medicação será assegurado até o final do tratamento. O documento também padroniza uma rotina de exames e de consultas médicas, permitindo maior conhecimento por parte dos profissionais de saúde, do agravo e da assistência necessária aos pacientes.
O diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Fábio Mesquita, destacou que a grande vantagem do novo protocolo é a ampliação do acesso do ao tratamento de hepatite C crônica. “O protocolo prevê que os novos medicamentos sejam disponibilizados aos pacientes com co-infecção HIV/Hepatite C, aos pós-transplantados de fígados e outros órgãos e outras indicações específicas. Isso irá possibilitar que possamos dobrar o número de pacientes atualmente em tratamento”, ressaltou o diretor.
Para a compra dos medicamentos, apenas neste ano, a previsão é de que sejam investidos até R$ 500 milhões. O Ministério da Saúde conseguiu negociar os preços dos medicamentos com as indústrias farmacêuticas, com descontos de mais de 90% em relação aos preços de mercado. Além do novo tratamento, o Protocolo apresenta também as novas diretrizes para o monitoramento da hepatite C. O Brasil é um dos primeiros países em desenvolvimento a incorporar esse novo tratamento.
CAMPANHA – Focada no incentivo ao diagnóstico e ao tratamento, a campanha traz mensagens  com alertas a população. Uma delas, direcionada à população a partir dos 40 anos, incentiva a testagem: “Se você fez cirurgia antes de 1993, precisa fazer o teste para hepatite C. O teste é o primeiro passo para a cura”.
Nesse público entram pessoas que sofreram acidentes nessa época (antes de 1993) e precisaram de transplantes, transfusão de sangue ou que se expuseram a algum tipo de contato com sangue (por meio de compartilhamento de seringas, objetos cortantes). Os personagens do filme para TV são pessoas reais que passaram por cirurgias, transfusões ou transplantes antes de 1993. A campanha conta ainda com material jingle rádio, cartazes, folhetos, mobiliário urbano e ação de internet.
Outro foco da campanha é a hepatite tipo B, com jovens adultos como público-alvo.  O slogan “Vacina de três doses Hepatites B. Eu me amo, eu me previno, eu tomo a vacina”, acompanha as seguintes peças: filme para internet, estratégia rede social, outdoor nas cidades de Recife, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ceilândia (DF) e Mauá (SP), além de exibição de filme em TV internas de  universidades.
Hepatite C – O SUS garante o acesso aos medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com indicação de tratamento medicamentoso. Vale ressaltar, que nem todas as pessoas que contraíram o vírus precisam ser medicadas, sendo uma recomendação estabelecida por protocolo e avaliação médica.
Em 13 anos de assistência à doença no SUS, foram notificados e confirmados 120 mil casos, e realizados mais de 100 mil tratamentos. Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano. Estima-se que a tipo C seja a responsável por 350 e 700 mil mortes por ano no mundo. No Brasil, são registrados cerca de três mil mortes por associadas à hepatite C. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano. A doença é responsável de 31% a 50% dos transplantes em adultos.
Desde 2011, o país também distribui testes rápidos para a hepatite C. Naquele ano, foram distribuídos 15 mil testes, já em 2014 o número saltou para 1,4 milhão de testes. Este ano, está prevista uma compra de 8,6 milhões de testes a serem distribuídos nos próximos anos.
Sem diagnóstico até 1993, a hepatite C, como a hepatite B, também é uma doença de poucos sintomas. Outras formas de transmissão são o compartilhamento de objetos de uso pessoal e para uso de drogas. A transmissão sexual ainda é um tema muito debatido por pesquisadores de todo o mundo, estando presente nas populações de jovens; homens que fazem sexo com outros homens, trans e travestis.
Hepatite B – Um terço da população mundial – aproximadamente dois bilhões de pessoas – já foi exposta à hepatite B. No Brasil, estima-se que cerca de 14 milhões de pessoas (aproximadamente 7,4% da população) podem ter sido expostos à doença. No entanto, apenas 1% não se curaram espontaneamente, apresentando infecção crônica. Trata-se de uma doença de poucos sintomas, e que pode passar despercebida.
A hepatite B apresenta cerca de 17 mil casos confirmados a cada ano no Brasil. Em 2000, foram notificados 1.169 casos, já no ano de 2013 e 2014 foram notificados 17.814 e 17.940 casos respectivamente, indicando uma estabilidade nos últimos anos. Nesses registros estão contempladas desde infecções recentes até infecções antigas, mas que somente foram diagnosticadas naquele ano.
Os dados mostram ainda uma expressiva queda nos casos de hepatite B em menores de 15 anos de idade dentre todos os casos notificados. Nesta faixa etária, constatou-se uma redução de 46,2% nos casos de hepatite B. Em 2005, eram 594 casos e já em 2014 o número é de 320.
A vacinação contra a hepatite B nas faixas etárias abaixo de 15 anos, que foi implementada pelo Ministério da Saúde desde 1996, tem uma cobertura nacional acima de 97%, sendo uma das razões para os índices menores de infecção nessas faixas etárias.
A partir dos 15 anos de idade há crescimento dos índices da doença em todas as regiões do país. Para reverter essa situação, a campanha lançada nesta segunda-feira (27) é focada neste público de adolescentes e adultos jovens para alertar sobre a importância da vacinação. A vacina está disponível em unidades de saúde para a população até 49 anos de idade ou casos pessoas que apresentarem um fator de risco para exposição à doença.
A hepatite B é uma doença transmitida pelo contato com sangue contaminado, podendo também ser adquirida em relações sexuais sem proteção. Apesar da possibilidade cura espontânea, é uma doença de maior transmissibilidade que o HIV, resultando em crônica em cerca de 20% dos casos. Nos casos mais graves, pode levar à cirrose hepática e câncer de fígado.
HEPATITE A – Desde 2005, a doença vem apresentando redução progressiva de 69,7% no número de casos. Em 2005, eram 21.554 casos e, em 2014, os dados preliminares apontam 6.520 novos casos.
O novo boletim também demonstra que, além a queda no número de casos nos últimos anos, a hepatite A permanece concentrada em faixas etárias mais jovens. As crianças entre 5 e 6 anos de idade são as mais afetadas. Na faixa etária de menores de 5 anos, são 878 casos, na de 5 a 9 anos são 1.796 casos, totalizando 41% do total de casos.
VACINA – Desde o ano passado, a vacina para hepatite A é ofertada para crianças entre 1 a 2 anos de idade incompletos. Esta estratégia tem como objetivo proteger essas crianças antes de atingirem a idade em que a doença é mais comum. A hepatite A é uma doença caracterizada, muitas vezes, por diarreia e icterícia (cor amarela de pele, olhos e mucosas). Entretanto, a doença é frequentemente assintomática e de elevada transmissibilidade. É transmitida por alimentos, água e objetos contaminados e, até mesmo, por contato pessoal, se não houver higiene adequada.
Confira o material de campanha aqui.
Foto e fonte: Assessoria de Comunicação Agência Saúde

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