CEZAR CANDUCHO

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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA., MG, Brazil

domingo, 12 de julho de 2015

'Nosso objetivo é manter a meta fiscal', diz Dilma - O governo fará todos os esforços para manter a meta fiscal prevista para este ano, de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), sigla que representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País em determinado período de tempo. A declaração foi dada pela presidenta Dilma Rousseff neste sábado (11), em entrevista coletiva concedida após visitar o Pavilhão Brasil, na Expo Milão 2015. A meta fiscal corresponde à economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública.

 


“Nosso objetivo é manter a meta. É isso que nós queremos. O Planejamento não está ainda colocando isso [uma eventual redução] de maneira nenhuma. A nossa decisão é manter a meta. Agora, a gente avalia sempre e vamos fazer todos os esforços para manter a meta”, afirmou.

GréciaA presidenta comentou ainda a questão da Grécia, afirmando acreditar no bom andamento das negociações com os credores. “Espero que a Grécia se mantenha na União Europeia, que haja um acordo e que o país saia, o mais cedo possível, dessa situação econômica”.

O parlamento grego deu, na sexta-feira (10), o aval para o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, negociar com os credores um novo pacote de ajuda financeira. Neste sábado, os ministros da economia do Eurogrupo devem se reunir, para analisar uma nova proposta do país para receber ajuda financeira.

Perguntada se a Grécia poderia receber auxílio do Novo Branco de Desenvolvimento dos Brics, a presidenta respondeu que o NBD começa com recursos que serão destinados ao próprio Brics. “Na sequência, ele abrirá para todos os outros países que quiserem. Mas não é agora”.

CongressoDilma Rousseff reafirmou a normalidade das relações entre o governo e o parlamento brasileiro, descartando a ideia de rebelião da base aliada. “Eu não chamo de rebelião votação no Congresso em que há divergências – ou a gente perde umas e ganha outras. Se a gente fizer um balanço, nós mais ganhamos do que perdemos. Eu não concordo que haja uma rebelião. Nós temos tido a aprovação de muitas coisas importantes e temos tido também desaprovações”.

Lembrou que, na democracia, se espera que haja debate. “Não tem como nenhum país do mundo achar que se aprova todas no Congresso, em qualquer país do mundo. Aliás, nos mais democráticos é que se torna mais complexa a aprovação, onde há liberdade de opinião, onde há uma ampla manifestação de opiniões, como nos Estados Unidos”.

Reajuste de servidoresDe acordo com a presidenta Dilma, o governo está avaliando a possibilidade de veto ao aumento de 53% a 78,56% para servidores do Poder Judiciário, que foi aprovado pelo Senado no dia 30 de junho. “Porque é impossível o Brasil sustentar um reajuste daquela proporção”, disse.

Pela proposta aprovada, o custo total do reajuste acumulado de 2015 a 2018 seria de R$ 25,7 bilhões. Após 2018, o custo adicional seria de R$ 10,5 bilhões por ano, segundo cálculo do Ministério do Planejamento.

“Nem em momentos de grande crescimento se consegue garantir reajustes de 70%. Muito menos em um momento em que o País precisa fazer um grande esforço para voltar a crescer. Tem certos valores, certas quantidades de recursos, que algumas lei exigem e que são impraticáveis. O País não pode fazer face a isso”.

Além disso, ponderou, nenhum segmento do funcionalismo público está isolado dos demais. Há uma grande diferença entre os salários dos servidores do Judiciário e carreiras similares do Executivo. Atualmente já há um ganho a maior de até 60% em favor do Judiciário. Com a nova proposta de reajuste, essa diferença subiria para 170%.

“Você não tem somente um segmento pleiteando reajuste. Tem vários segmentos. Então, não é possível supor que qualquer do mundo hoje tem condição de dar reajuste de 70% a qualquer segmento do seu funcionalismo público”, concluiu.
 

Fonte: Blog do Planalto.

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Depois de ida à Europa de Dilma, Itália quer comprar avião do Brasil.


O Brasil está fazendo uma política de comércio exterior forte e ativa para abrir mercados e estimular exportações, de acordo com as informações prestadas pela presidenta Dilma Rousseff neste sábado (11), em entrevista coletiva concedida após visitar o Pavilhão Brasil, na Expo Milão 2015.


 
“Nesse sentido, a Itália vai representar um grande mercado para nós. Assim como a Rússia, que abriu o mercado de leite ao Brasil”, afirmou. Segundo a presidenta, os italianos mostraram interesse em comprar o cargueiro de grande porte KC 390, a maior aeronave desenvolvida e produzida no País.

“É um grande avião de carga que vai substituir os Hércules, fabricados pelos Estados Unidos. Além de ser um avião de transporte de carga pesada, é um jato, o que modifica as oportunidades de transporte que ele tem”. A aeronave realizou o primeiro voo experimental em fevereiro e a primeira entrega para a Força Aérea Brasileira (FAB) está prevista para o segundo semestre de 2016.

Viagem produtivaA presidenta acrescentou que sua viagem à Itália foi bastante produtiva e falou sobre os encontros que manteve com o presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, e com o primeiro-ministro, Matteo Renzi. “Nas duas conversas, nós estreitamos muito a nossa parceria”, disse.

Atualmente, 1,2 mil empresas italianas têm negócios no Brasil, em diversos setores, como o de automóveis. Por isso, na sexta-feira (10), a presidenta Dilma afirmou que a Itália é um “parceiro essencial” e convidou o empresariado local a “intensificar” os investimentos no País, por meio do Programa de Investimento em Logística (PIL).

Em Milão, ela lembrou ainda os bons resultados obtidos durante a II Cúpula dos Brics, em Ufa, na Rússia. “Eu gostei muito dessa viagem dos Brics”, comentou.

Expo Milão 2015A presidenta elogiou a Expo Milão 2015, sobretudo o pavilhão brasileiro que, segundo ela, mostra com muitos detalhes a produção e a força da agricultura nacional. Desta forma, os visitantes têm a oportunidade de ver que o Brasil é um grande produtor de alimentos. “Grãos, cereais. É um grande produtor de proteína. É um grande produtor de frutas. E a exposição tem uma certa característica bem nossa. Achei muito interessante o som dos passarinhos”, comentou.

A imprensa italiana classificou o estande brasileiro como um dos cinco melhores da feira. Além dele, Dilma Rousseff visitou também o Pavilhão Zero (Divinus halitus terrae), onde conheceu, entre outras atrações, o “Arquivo do Mundo”, uma sala com uma instalação artística inspirada em grandes bibliotecas e murais sobre conhecimento humano nas áreas de artes e ciências; a instalação “Domesticação das plantas”, em formato de jarra de terracota com imagens relativas ao mundo vegetal como base da nutrição; e a “Domesticação dos animais”, sala com esculturas de animais com importância na alimentação humana.
 

Fonte: Blog do Planalto.

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Dilma convida empresários italianos a investir no Brasil.


Em visita oficial à Itália, a presidenta Dilma Rousseff apresentou as oportunidades de investimentos em obras de infraestrutura no Brasil ao primeiro-ministro, Matteo Renzi, e ao presidente Sergio Mattarella. Dilma reuniu-se com as autoridades italianas, nesta sexta-feira (10), em Roma.


 

“Discuti com o presidente e com o primeiro-ministro as oportunidades de investimentos que se abrem no Brasil na área de ferrovias, por exemplo. Várias empresas italianas podem participar dos leilões, nas áreas de rodovias, portos e aeroportos. Convidei todos os empresários italianos a intensificar sua presença no Brasil por meio da participação nessa nova fase do programa [de Investimento em Logística]”, disse, em declaração à imprensa, acompanhada de Renzi.

A presidenta relatou que acertou com os mandatários italianos elevar o patamar da relação entre Itália e Brasil. “Acertamos hoje que nossas relações se darão no mais alto nível entre os ministros. e com isso queremos fortalecer essa relação e garantir que ocorram modificações reais que levem essa relação a um patamar mais elevado.”

Em Roma, a presidenta também teve reunião com o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano.

Após a agenda em Roma, Dilma seguiu para Milão onde visitará, neste sábado (11), a Expo Milão 2015 uma das principais feiras de inovação e soluções criativas do mundo. O Brasil tem um pavilhão na feira, onde apresenta sua capacidade de ampliar a produção de alimentos com tecnologias inovadoras e sustentáveis e possibilidade de atender às demandas mundiais.

Antes da Itália, Dilma esteve na Rússia para reunião de cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.
 

 Fonte: Agência Brasil

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Na Expo Milão, Brasil apresenta avanços na produção de alimentos.


Em sua viagem à Itália, a presidenta Dilma Rousseff visita, neste sábado (11), o Pavilhão Brasil na Exposição Universal, que em 2015 é realizada em Milão – e por isso é chamada Expo Milão 2015. A participação brasileira tem como objetivo mostrar a capacidade do País para ampliar a produção de alimentos e atender às demandas mundiais usando políticas sociais e tecnologias avançadas de forma sustentável.


 


O pavilhão brasileiro tem como um dos destaques o Fome Zero, programa que hoje é referência mundial em segurança alimenta, adotado em diversos países.

O evento, que acontece a cada cinco anos em um país diferente do mundo, tem como proposta promover a troca de conhecimento entre povos e compartilhar os avanços da humanidade nas áreas da ciência, arte, educação, comércio entre outras. O tema dessa edição, que teve início em 1º de maio e acontecerá até 31 de outubro, é “Alimentando o Planeta, Energia pra a Vida”.

O pavilhão brasileiro foi concebido para proporcionar ao visitante uma experiência de entretenimento e também de conhecimento sobre o País. O percurso da visita oferece momentos de lazer e de interação com as informações sobre o tema do Brasil – “Alimentando o Mundo com Soluções”.

A diretora da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Kika Concheso, em conversa com o Blog do Planalto, contou como no Pavilhão Brasil estão sendo apresentadas soluções para a alimentação. “No Brasil, nos anos 70, a gente [importava] carne, hoje nós somos o maior exportador. Mostramos aqui que somos grandes em café, açúcar, laranja. E como nós conseguimos chegar a isso, como estamos fazendo melhor proveito das nossas terras, da colheita, como estamos tratando do pequeno produtor, todos os programas que foram feitos para isso acontecer”, afirmou. Palestras e debates envolvendo os setores público e privado estão sendo realizados no auditório do pavilhão.

Ela lembrou que o Brasil saiu do Mapa da Fome em 2014. “Isso é uma coisa que os outros países vêm sempre querendo consultar e dividir informações. Tem sido tema de muitas conferências aqui: o Fome Zero, tudo o que o Brasil logrou. E nós estamos mostrando isso dentro do pavilhão, nos nossos laboratórios, em game, temos um vídeo wall. Os países olham para nós: ‘como [o Brasil] vai ajudar a alimentar o mundo?’”

O Pavilhão
Segundo a diretora, o Pavilhão Brasil, que é organizado pela Apex, é o segundo mais visitado, recebendo uma média de 20 mil pessoas por dia. Com três andares, o pavilhão tem uma área de paisagismo que totaliza 4 mil m². Nele são realizadas exibições, atividades culturais e gastronômicas, seminários, eventos de negócios e de relacionamento. Localizado próximo à entrada oeste da área da Expo e à estação de metrô, está numa posição estratégica, por onde passa mais de 60% do público visitante, estimado em 20 milhões de pessoas.

O projeto utiliza a metáfora da rede, representando a integração dos diversos atores responsáveis pelo protagonismo brasileiro na produção de alimentos. A rede suspensa tem sido a grande atração do Pavilhão, classificado pela mídia italiana como um dos cinco melhores da Expo Milão.

Na área externa, uma galeria verde reúne diferentes plantas selecionadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para mostrar como a tecnologia foi utilizada para adaptar espécies aos diferentes biomas do Brasil. Entre as culturas expostas no Pavilhão estão girassol, café, cana de açúcar, feijão, cacau, dendê, e frutas como abacaxi, morango, jabuticaba, cupuaçu e caju.

No mesmo espaço, cinco mesas interativas trazem informações sobre por meio de jogos. Ali, o visitante pode conhecer o mapa da produção brasileiras e as atividades de um agricultor familiar brasileiro, da agricultura empresarial e da agroindústria brasileira. Também terá contato com temas como sustentabilidade e sistemas integrados de produção, acesso aos alimentos e segurança alimentar.

No primeiro pavimento do edifício, um video wall com 56 metros de extensão exibe um vídeo que acompanha o visitante ao longo de seu trajeto. Aqui, ele pode saber um pouco mais sobre a diversidade, a qualidade e a tecnologia presentes na produção agropecuária e na gastronomia do Brasil. Informações também disponíveis em uma projeção no segundo pavimento.

E pode ver como a revolução agrícola brasileira e o acesso ao consumo de alimentos nas últimas décadas transformou um país que ampliou a produtividade e a qualidade dos alimentos sem abrir mão da preservação do meio ambiente. Investimentos em tecnologia, inovação e políticas sociais garantiram o acesso a alimentos para todos e posicionaram o Brasil entre os maiores exportadores de alimentos do mundo.

Ainda no primeiro andar, uma bancada apresenta a ciência que está por trás da produção alimentar no Brasil. Ao explorar o espaço, o visitante vai conhecer números que demonstram a capacidade agropecuária do Brasil. Dados e fatos sobre tecnologia, proteína animal, produção de frutas e de bebidas, e sobre o consumo de alimentos no Brasil são encontrados aqui.
 

Fonte: Blog do Planalto

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