CEZAR CANDUCHO

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A importância cívica do ato deste domingo no Instituto Lula.


Escrevo uma nota bem rápida antes de deixar a região da avenida Paulista, onde resido, a qual será tomada, neste domingo, 16 de agosto de 2015, por pessoas que não fazem ideia do que seja democracia e que pregam o seu fim ao quererem interromper um governo legitimamente constituído. Isso quando não estão cometendo atentados a bomba ou outros crimes.
Deixo o epicentro do fascismo rumo à pequena edificação no alto do Ipiranga, em São Paulo, que abriga o escritório político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde ocorre uma vigília democrática após congêneres dos endinheirados que brincarão hoje de golpe terem cometido aquele atentado a bomba no último dia 30 de julho.
É evidente que o ato no Instituto Lula não poderá rivalizar, em termos de público, com os atos fascistas, já que estes receberam investimentos de milhões de reais – cuja origem ninguém sabe – e massiva cobertura e convocação de impérios de comunicação cujo comportamento sempre foi o da defesa do arbítrio, do autoritarismo e, sobretudo, de golpes de Estado.
O que está sendo feito diante do Instituto, portanto, é reafirmar que há, sim, gente disposta a enfrentar o fascismo. Esse ato, pois, é o embrião da luta que está sendo desencadeada em defesa da democracia – luta que se transformaria em resistência democrática a um regime que viesse a ser instalado caso o golpe de Estado “branco” se concretizasse.
Trinta anos após o fim da ditadura militar, novamente o país se vê às voltas com os mesmos personagens e os mesmos meios de comunicação que apoiaram o regime de horror que o aprisionou por duas décadas – alguns daqueles golpistas de meio século atrás, hoje estão representados por seus filhos e netos.
Infelizmente, a juventude não tem memória do que essa gente que estará hoje na avenida Paulista fez quando tomou o poder. Por isso não vemos um contingente expressivo de jovens se opondo aos fascistas das avenidas Paulistas deste Brasil.
Muitos jovens não sabem como o golpe de 1964 produziu a maior e mais rápida concentração de renda da história deste país. Em duas décadas, os ricos ficaram muito mais ricos e os pobres, muito mais pobres. As empreiteiras que hoje estão envolvidas na operação Lava Jato tornaram-se o que se tornaram por força e obra da ditadura.
Essa gente que organizou os protestos contra o governo Dilma, hoje, é a mesma que jogou o país em um regime em que além de a corrupção ter sido institucionalizada não era permitido sequer reclamar do governo, sob pena de morte.
É por tudo isso que quem é de São Paulo e conhece a natureza dos que protestam contra o governo Dilma neste domingo tem obrigação de ir ao Instituto Lula para lutar contra a volta do fascismo de Estado que seria instalado caso esse golpe “branco” contra Dilma Rousseff vingasse. Não participar desse ato cívico, tendo condições, equivale a apoiar o fascismo.
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