CEZAR CANDUCHO

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Lula desmente, mais uma vez, reportagem da “Folha de S. Paulo”


Na resposta ao jornal, a assessoria de imprensa de Lula informou que a “Folha de S. Paulo” tenta empurrar fofocas com ares de verdade à população.
O Instituto Lula desmentiu, mais uma vez, nesta quarta-feira (5), reportagem publicada pelo jornal “Folha de S. Paulo”. De acordo com o instituto que leva o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o texto é baseado em “fofocas”, sem confirmação alguma.
“Os repórteres do jornal publicam essas informações falsas atribuindo-as a “amigos”, “interlocutores” ou “pessoas próximas” não identificadas”, diz a nota.
Na resposta ao jornal, a assessoria de imprensa de Lula informou que a “Folha de S. Paulo” tenta empurrar fofocas com ares de verdade à população.
Leia a nota, na íntegra:
“Folha faz jornalismo com fofoca

São Paulo, 5 de agosto de 2015,

A Folha de S.Paulo segue com a prática reiterada de atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falas e ações que não aconteceram. Os repórteres do jornal publicam essas informações falsas atribuindo-as a “amigos”, “interlocutores” ou “pessoas próximas” não identificadas.
Hoje, mais uma vez, a Folha publicou um texto cujas únicas “fontes” são fofocas sem confirmação alguma. Segue a resposta enviada ontem ao jornal.
“Nada disso que a Folha de S. Paulo diz ter ouvido de supostos amigos do ex-presidente é verdade. Caso publique essas inverdades, o jornal estará apenas, mais uma vez, dando asas para mentiras de sua autoria, ou da autoria de fofoqueiros anônimos. A Folha, ou suas fontes anônimas, tem essa mania de inventar e atribuir declarações e avaliações ao ex-presidente Lula. Isso não é jornalismo político, ou a serviço do leitor. São apenas fofocas que a Folha tenta empurrar com ares de verdade.”
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Funed desenvolve toxina a partir do veneno de cobra para tratamento do estrabismo.



Substância existente em abundância no Brasil pode dar origem a medicamento. Objetivo é a oferta gratuita do remédio pelo SUS.
Pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) trabalham na pesquisa de uma toxina, extraída do veneno da cascavel, denominada Crotoxina, que pode dar origem a um medicamento que combate o estrabismo. O objetivo do estudo é contribuir para melhorar a qualidade de vida de pessoas estrábicas, com a possibilidade de ofertar tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Estruturada pelo ex-doutorando da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o oftalmologista Geraldo de Barros Ribeiro, em 1997, a pesquisa conta hoje com a participação de quatro pesquisadores, além de outros profissionais da Funed.
O projeto avança na busca de alternativas para o tratamento da doença, feito hoje a partir da aplicação da toxina botulínica, o Botox. Ele foi retomado em 2013, por meio do Programa de Incentivo à Inovação (PII) do Sebrae-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes).
“Não é recente este trabalho, todavia, estava um pouco parado. Com o PII podemos retomar a pesquisa e colher resultados muito interessantes”, afirma a farmacêutica e pesquisadora da Funed, Ana Elisa Ferreira. Diante dos resultados, a pesquisadora garante que a aplicação da Crotoxina tem ação semelhante à do popular Botox.
Ao ser aplicada, a Crotoxina age como um bloqueador neuromuscular, o que causa paralisia transitória do músculo e, consequentemente, um relaxamento muscular parcial. Para o tratamento do estrabismo, esse efeito é importante por ajudar na restauração do equilíbrio dos músculos que controlam o movimento dos olhos.
Além do mais, a toxina pode até ser usada em casos em que a pessoa cria anticorpos que combatem o Botox, fazendo com que ele pare de ter efeito no tratamento.
Outro fator positivo está relacionado à duração dos efeitos da aplicação da Crotoxina. “Diante dos testes, percebe-se que os efeitos parecem ser mais duradouros, o que torna as aplicações menos frequentes, contribuindo para a redução do número de aplicações ao longo do tratamento”, afirma Ana Elisa.
Busca por investidores.
Ao ser produzido a partir do veneno da cascavel, animal que tem grande incidência no Brasil, o medicamento poderá apresentar baixo custo e garantir tratamento a um maior número de pacientes.
“As condições são favoráveis, pois além de ser facilmente encontrada no país, a matéria-prima (veneno da cascavel) poderá ser tratada por uma das entidades que mais dominam a técnica de purificação do veneno para a obtenção da Crotoxina, a Fundação Ezequiel Dias”, comemora a pesquisadora.
Com este cenário, os cientistas estão em busca de investidores e financiamento de diversos órgãos para a continuidade do projeto. “Temos grande expectativa de entrar no SUS com o medicamento, mas para isso é preciso dar seguimento à pesquisa com a realização dos estudos não clínicos, e futuramente com os exames em humanos”, afirma Ana Elisa.
A doença e o tratamento.
Para que a visão seja prefeita é preciso que os olhos estejam alinhados. Quando as pessoas são acometidas pelo estrabismo, os olhos perdem o equilíbrio e a sincronia, o que afeta o paralelismo entre os dois olhos. Esse paralelismo é mantido pelos músculos que prendem o globo ocular, e são esses músculos que a são alvo da ação da Crotoxina.
O tratamento do estrabismo pode ser feito de maneiras diferentes, seja com intervenções cirúrgicas como também pela aplicação das injeções de Botox. Com a Crotoxina, a rotina do tratamento seguirá o mesmo parâmetro e as aplicações serão feitas conforme a necessidade de cada paciente. “O tratamento irá respeitar as necessidades dele até que o músculo aprenda a funcionar sozinho”, afirma Ana Elisa.
Com este procedimento, o paciente não precisa faltar ao trabalho e nem gastar grandes quantias com internação, uma vez que a aplicação do produto é simples e rápida. “O estrabismo pode acabar e a pessoa voltará a ter uma vida normal, sem a vergonha eventualmente causada pela presença da doença”, conclui a pesquisadora.
O que é o PII
O Programa de Incentivo à Inovação (PII) estimula a criação de tecnologias, produtos e processos inovadores para o mercado a partir do conhecimento gerado nas instituições de ensino. Em nove anos, 15 programas já foram realizados no Estado, com 280 projetos de pesquisa selecionados e publicados.
Até 2014, o programa teve investimento de cerca de R$ 23 milhões, captados de órgãos de fomento, investidores, venda de patentes e transferência de tecnologia.
Desde quando foi apresentado aos pesquisadores da Funed, em 2013, o PII já beneficiou 17 projetos da instituição, entre eles, a pesquisa liderada pela farmacêutica Ana Elisa Ferreira. Todos receberam recursos para a construção de protótipos e para o desenvolvimento de plano de negócio.
Fonte: Agência Minas

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Zona da Mata recebe segunda etapa do Fórum Regional de Governo.
Integrantes de movimentos sociais e sociedade civil do Território Zona da Mata se reúnem para indicar as prioridades dentro dos cinco eixos de ação definidos pelo Governo do Estado.
Após o lançamento do Fórum Regional do Território da Zona da Mata pelo governador Fernando Pimentel, o Governo de Minas deu início à segunda rodada das reuniões. Nesta quarta-feira (5/8), o município de Juiz de Fora irá receber a segunda etapa do Fórum Regional. Durante todo o dia, moradores da região, representantes dos movimentos sociais, empresários, religiosos e lideranças políticas irão debater os problemas apontados no Formulário de Diagnóstico Territorial e priorizar aquilo que é mais importante para a região.
O objetivo é definir uma ordem de importância para que o Governo de Minas Gerais possa priorizar as questões levantadas pelos moradores da região da Zona da Mata em seu planejamento. O que for definido como prioridade será encaminhado aos técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para ser incluído no plano de ação do Governo de Minas.
O Diagnóstico Territorial também vai ajudar a construir o Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI) e o Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG). Nesses documentos, o Governo diz quais ações e projetos irá adotar para reduzir as desigualdades regionais e onde pretende investir seu orçamento nos próximos anos.
A segunda etapa do Fórum Regional Zona da Mata começa às 8h, na Faculdade Estácio de Sá, à Av. Presidente João Goulart, 600, Bairro Cruzeiro do Sul, Juiz de Fora.
Com informação da Agência Minas

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Aloysio Nunes xinga petroleiros em manifestação em Brasília.



Ato fez parte de manifestações para pressionar contra a o texto de Serra, que está em tramitação no Senado Federal e tira exclusividade da Petrobras na exploração do petróleo do pré-sal.
O senador Aloysio Nunes, do PSDB, se irritou, na manhã desta terça-feira (4), ao ser confrontado pelos petroleiros no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Representantes da categoria protestavam, no local, contra o projeto do também senador tucano José Serra, que tira exclusividade da Petrobras na exploração do petróleo do pré-sal.
Aos gritos de “entreguista!”, “entreguista!”, Aloysio classificou os petroleiros que estavam no ato de “vagabundos”. O ato fez parte de manifestações para pressionar contra a o texto de Serra, que está em tramitação no Senado Federal.
Os petroleiros se concentraram na recepção aos senadores que retornaram à Brasília na retomada dos trabalhos legislativos depois de duas semanas de recesso parlamentar, iniciado em 17 de julho.
A manifestação faz parte do “calendário de lutas” da categoria “Em Defesa da Petrobras e do Brasil”. A agenda de protestos contra o projeto seguirá na capital até sexta-feira (7), inclusive com concentrações no próprio Congresso Nacional, informou a Federação Única dos Petroleiros (FUP), em nota veiculada pelo portal na internet.
“Temos que pressionar o Senado na tentativa de reverter a votação desse projeto entreguista”, defendeu o coordenador da Regional Campinas do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro Unificado), Gustavo Marsaioli, na mesma nota.
A medida (projeto 131/2015) torna inócuo o regime de partilha criado no governo Luiz Inácio Lula da Silva e restabelece o processo de concessão para extração em águas superprofundas dos campos da bacia do pré-sal, setor em que Petrobras se destaca no cenário internacional.
Entre outros efeitos, o fim da partilha tira R$ 50 em royalties da educação, nos próximos anos, e R$ 100 bi do Fundo Social, conforme estimativas do senador Lindberg Farias.
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Epamig completa 41 anos com foco na readequação das linhas de pesquisa.



Nova diretoria busca a adaptação e o desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade no campo.
Na próxima quinta-feira (6/8), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig)completa 41 anos. Vinculada à Secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a empresa realiza pesquisas que buscam a adaptação e o desenvolvimento de novas tecnologias para aumentar a produtividade no campo, gerar mais renda e potencializar o agronegócio mineiro.
À frente da gestão da Epamig desde o mês de março, o zootecnista Rui da Silva Verneque, pesquisador da Embrapa há mais de 30 anos, afirma que a prioridade atual é a reestruturação administrativa e das linhas de pesquisa. “Estamos revisando o organograma da empresa e definindo os programas de pesquisa prioritários. A intenção é focar em trabalhos que atendam às demandas e necessidades do estado de Minas Gerais”, explica o presidente.
A definição dos programas estratégicos e das linhas prioritárias de pesquisa está sendo feita por meio de reuniões de trabalho, com os coordenadores dos Programas de Pesquisa, chefes dos Centros de Pesquisa, membros do Comitê Central de Pesquisa e outros especialistas, buscando a consonância com os programas do Governo Estadual. As pesquisas com a cachaça e o trigo, por exemplo, terão destaque.
“A cultura do trigo no Estado tem crescido bastante e a Epamig precisa participar desse momento. Para isso, é importante fortalecermos a equipe que conta atualmente com quatro pesquisadores. Estamos em contato com a Embrapa Trigo, para a realização de trabalho conjunto, no qual a instituição federal destinará pesquisadores que serão lotados na Epamig e realizarão trabalhos colaborativos nos campos experimentais de Lambari, Três Corações, Patos de Minas e Uberaba”, adianta o diretor de Operações Técnicas da Epamig, Trazilbo de Paula.
Informe Agropecuário 40 anos.
Em 2015 a Epamig comemora também os 40 anos da revista Informe Agropecuário. A publicação é um importante instrumento de apresentação de tecnologias capazes de promover qualidade e segurança aos produtos agropecuários.
Esgotando um tema a cada edição, a revista diferencia-se ao apresentar informações completas sobre culturas, atividades ou sistemas tecnológicos capazes de proporcionar desenvolvimento, por meio da inovação. Em quatro décadas foram produzidas cerca de 2 milhões de revistas e divulgados mais de 3 mil artigos técnico-científicos, escritos por pesquisadores da Epamig e de outras instituições, tanto brasileiras como internacionais, destinados a um público composto por produtores rurais, estudantes e profissionais ligados ao setor agropecuário.
Ao longo de 280 edições retratou a história e os resultados da pesquisa agropecuária e os desafios para tornar o Brasil uma potência agrícola mundial, contribuindo para o avanço da ciência, com impactos positivos para o desenvolvimento da agropecuária nacional e benefícios para os produtores rurais e o consumidor final.
Linhas de Pesquisa.
Nesses 41 anos, a Epamig atuou no desenvolvimento, na adaptação e na transferência de tecnologias para o fortalecimento da agropecuária em Minas Gerais e no Brasil e tornou-se pioneira em diversas frentes de pesquisa. Atualmente, a empresa desenvolve vários projetos nas áreas de cafeicultura, fruticultura, bovinocultura, aquicultura, olericultura, grãos e oleaginosas, e pesquisa novas alternativas, como a produção de azeitona e azeite, floricultura e vitivinicultura, bem como demandas emergentes relacionadas à preservação de recursos naturais e hídricos.
Café.
As pesquisas em cafeicultura têm a finalidade de gerar e adaptar tecnologias para ampliação e desenvolvimento do agronegócio café. O Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro da Epamig, em parceria com a Embrapa Café e instituições que integram o Consórcio de Pesquisa Café, já desenvolveu e registrou 15 cultivares, que possuem resistência a pragas e doenças, são mais produtivas, têm maior vigor vegetativo e resultam em uma bebida de alta qualidade.
Produção Animal.
Na década de 70, a Epamig iniciou pesquisas para promover melhorias na produção de leite com gado mestiço. Desde 1998, desenvolve pesquisas com gado F1, em que a matriz zebuína, cruzada com um touro de raça europeia, produz a bezerra F1, melhor vaca leiteira para condições tropicais.
O sistema caracteriza-se pela simplicidade, eficiência e baixo custo. As pesquisas com Gir Leiteiro buscam atender à demanda pela produção econômica de leite e de reprodutores de alto valor genético, compatíveis com as condições de clima tropical e de manejo adotados no país. Tais ações contribuíram para a elevação dos índices de produtividade da pecuária nacional.
As pesquisas em aquicultura sugerem o aproveitamento do potencial hídrico de Minas Gerais para o desenvolvimento da piscicultura, principalmente pelo cultivo de tilápias do Nilo. Os projetos desenvolvidos no setor aquícola incentivam a sustentabilidade econômica e ambiental. A ideia é elevar o rendimento industrial dos peixes e a margem de lucro dos produtores, sem afetar as nascentes e bacias hidrográficas.
Banana.
Em 1979, a Epamig iniciou experimentos com a cultura da banana no Norte de Minas, que, atualmente, responde, por mais da metade da produção da fruta no Estado. A bananicultura é bastante exigente em água e, no Norte de Minas, depende de irrigação. A fruticultura irrigada é a atividade agrícola que mais gera empregos na região. No caso da bananicultura, o cultivo e a colheita são 100% manuais. Outra característica é o baixo uso de defensivos agrícolas, propiciado pelo clima seco da região, que inibe a incidência de doenças.
Produtos Lácteos.
Os estudos desenvolvidos pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, em Juiz de Fora, Zona da Mata, são referência para o setor laticinista no Brasil e na América Latina. As tecnologias geradas permitem agregação de valor ao produto e o aumento da competitividade.
Soja.
As pesquisas relacionadas à soja permitiram a adaptação da cultura às características do cerrado mineiro e o desenvolvimento de cultivares resistentes a pragas e doenças. Na década de 1970, o estado produzia 400 kg por hectare em 500 ha plantados. Hoje são mais de 1 milhão de hectares plantados e a produtividade é de 3.000 kg/ha, o que significa 7,5 vezes mais no mesmo espaço.
Olivicultura.
A Epamig é responsável pela primeira extração de azeite extra virgem do país. O produto é resultado de mais de três décadas de pesquisas relativas ao cultivo de oliveiras e à escolha de cultivares adequadas às condições climáticas da região da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas.
Floricultura.
A floricultura desponta como uma prática ideal para a agricultura familiar, porque exige baixo investimento inicial e pequenas áreas para o cultivo. Além de realizar experimentos com as flores de corte, já tradicionais em Minas Gerais, a Epamig desenvolve pesquisas para incentivar o cultivo das flores tropicais e/ou ornamentais, que se destacam por suas cores vivas, formas exóticas e texturas originais.
Fonte: Agência Minas

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Municípios mineiros elegem 730 delegados para a Conferência Estadual do Idoso.



As conferências são de fundamental importância para a discussão de políticas públicas que atendam aos anseios desse segmento da população.

Cerca de 19 mil participantes das conferências municipais ou regionais dos direitos da pessoa idosa elegeram 730 delegados que participarão nos dias 22 e 23 de setembro da 4ª Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, cujo tema neste ano é o “Protagonismo e empoderamento da pessoa idosa – por um Brasil de todas as idades”.
Desse evento em Belo Horizonte, sairão os delegados que representarão Minas na etapa nacional, que será realizada no período de 2 a 6 de maio de 2016. As conferências são de fundamental importância para a discussão e estabelecimento de políticas públicas que atendam aos anseios desse segmento da população, principalmente em relação ao combate e ao crescimento da violência.
Segundo Dilson José de Oliveira, da Coordenadoria Especial de Políticas para o Idoso da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), a violência contra a pessoa idosa é um problema que tem se agravado, gradativamente, nos dias atuais. “O idoso se torna uma vítima fácil por, muitas vezes, depender de seus familiares em diversos aspectos, seja nos cuidados da saúde, nas relações sociais, na dependência financeira ou até mesmo pela simples convivência familiar”, disse.
Entre os principais tipos de violência praticada contra o idoso estão a física e os maus-tratos, onde há o uso da força física para impedir os idosos a fazerem o que desejam, provocando-lhe dor, incapacidade ou até a morte. Já na violência psicológica, ocorrem as agressões verbais ou gestuais, com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolá-los do convívio social.
Há também a violência sexual e o abuso sexual, práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física e ameaças. Os idosos ainda sofrem com o abandono, a ausência ou omissão de socorro por parte dos responsáveis; e a negligência, que é a recusa ou omissão de cuidados devidos e necessários também pelos responsáveis.
No entanto, um dos abusos mais sérios e que vem crescendo a cada dia em todo o país é o financeiro e econômico, que é a exploração imprópria e ilegal da pessoa idosa, ou o uso não consentido por ela de seus recursos financeiros e patrimoniais. Há ainda a autonegligência, onde o idoso ameaça a própria saúde ou segurança, ao recusar a tomar os cuidados necessários a si mesmo.
Fundo do idoso.
Criado pela Lei 21.144, de janeiro do ano passado, o Fundo Estadual dos Direitos do Idoso, foi instituído com o objetivo de captar recursos e financiar políticas públicas, programas, projetos e ações voltadas para esse segmento da população. Obedecidos os limites da Lei, é possível o contribuinte devedor do Imposto de Renda fazer doações para o Fundo. A legislação permite que as pessoas jurídicas doem até o limite máximo de 1% do imposto devido ao Fundo Estadual dos Direitos do Idoso. Já as pessoas físicas, esse percentual sobe para 6%.
Fonte: Agência Minas

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