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sábado, 29 de agosto de 2015

#Podemos tirar se achar melhor ou Somos todos idiotas — PSDB é inimputável.


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

Existem setores ou pessoas da vida pública brasileira, bem como no segmento empresarial, a exemplo dos magnatas bilionários de imprensa, de juízes, como Gilmar Mendes e Sérgio Moro, além de procuradores, exemplificados nas pessoas de Deltan Dellagnol e Valtan Timbó, que consideram os brasileiros idiotas. Não apenas alguns brazucas, mas todos os cidadãos deste País, inclusive os coxinhas paneleiros que apóiam, irrefragavelmente, as ações políticas, ideológicas e partidárias de tais servidores públicos e, obviamente, dos proprietários das mídias privadas e de seus empregados, muitos deles mais conservadores e radicais do que seus patrões.

Enfim, meu propósito é o de reafirmar que somos tratados como idiotas pela mídia tupiniquim de caráter histórico golpista, que, juntamente com seus aliados do PSDB e de tribunais superiores, além das procuradorias, atuam e agem de forma seletiva e ainda querem fazer crer que são pessoas isentas, justas e republicanas, quando suas ações indicam exatamente o contrário. Durma-se com um barulho desses.

Exemplos sobre o quê eu disserto são vários e absolutamente verossímeis, como os líderes do PSDB forçarem a barra no que é relativo ao impeachment de Dilma Rousseff, mandatária que nunca cometeu crimes, ao tempo que cinicamente e hipocritamente se mostram “prudentes” e “respeitadores” do direito à defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de achacar e de ameaçar pessoas, bem como ter recebido US$ 5 milhões.

E os exemplos são muitos e diversificados quanto ao tratamento seletivo dado a vários casos e escândalos em que estão envolvidos o PT, o PSDB e seu aliado, o DEM — o pior partido do mundo. O problema é que a agremiação dos tucanos é blindada pela imprensa de negócios privados e absurdamente protegida por promotores, procuradores, delegados da PF e juízes. Servidores públicos de mando e poder e que se colocam como verdadeiros porta-vozes da direita brasileira e se comportam como agentes de oposição aos governantes trabalhistas, que administram a Presidência da República há 13 anos.

As perguntas e as contradições sobre essas questões não deixam dúvidas quanto à seletividade quando se trata de punir um partido e seus membros e blindar a maior sigla de oposição do Brasil. Até hoje a lista de Furnas, que existe e o foi comprovada, com os nomes de políticos do PSDB, do DEM, do PPS e de outros partidos, que formam a base da oposição, não foi sequer levada aos tribunais, porque o Ministério Público, a PGR não denunciam, de fato, a utilização financeira da estatal para financiar as campanhas e os partidos que atualmente fazem oposição ao PT, ao Lula e ao Governo Trabalhista.

Por sua vez, o “mensalão” do PT, que se baseou na teoria do domínio do fato para prender petistas e, com efeito, macular o Estado de Direito, o Mensalão do PSDB, que é mais antigo do que o do PT, bem como teve o mesmo operador, o publicitário Marcos Valério, até hoje não foi julgado e está prestes a caducar. Um acinte e deboche que desnudam o quanto a Justiça e o Ministério Público podem ser parciais e terem preferências políticas, cores ideológicas e opções partidárias.

Esse processo antidemocrático e antirrepublicano é tão nítido, visível e perceptível, que acarreta desconfiança, inconformismo e raiva a milhões de brasileiros, que não se consideram idiotas e, por conseguinte, não toleram as idiossincrasias, os paradoxos, as condescendências e os privilégios concedidos a grupos políticos, como o DEM e o PSDB, e econômicos, a exemplo das empresas dos magnatas bilionários de todas as mídias cruzadas, que, hipocritamente, fingem-se de mortos quando se trata de discutir a efetivação do marco regulatório para o segmento de comunicação e mídia previsto pela Constituição desde 1988.

Até hoje esse assunto é procrastinado, porque tais magnatas e seus sabujos aboletados nas redações fazem campanha negativa sobre a regulamentação do setor, bem como ainda têm a desfaçatez de confundirem a sociedade, além de repercutirem mentiras e meias-verdades, que não correspondem aos fatos e à verdade, que se traduzem na democratização das mídias e no combate aos monopólios e oligopólios das famílias midiáticas, que se unem para combater o desenvolvimento do Brasil e a emancipação do povo brasileiro.

É inacreditável, mas a imprensa burguesa e certos servidores graduados da Justiça, do MP e da PF o são, efetivamente, a base de sustentação do status quo. O inimigo mais hostil e interno, o que conspira a favor dos interesses estrangeiros e se posiciona na linha de guerra e à frente da desestabilização institucional, que gera confusão à sociedade e se alimenta de crises, geralmente superdimensionadas, porque a finalidade é impedir que governos populares e democráticos efetivem suas ações de cidadania e priorize o desenvolvimento econômico com inclusão social.

A direita sempre agiu dessa forma canhestra e sempre agirá, porque a luta dos conservadores se resume a manter seus privilégios e benefícios e, consequentemente, não medem limites e consequências, porque em sua filosofia e ideologia o povo e os trabalhadores não contam, porque apenas servem como mão de obra barata e edificadores de suas fortunas, que convenientemente são acumuladas, com o propósito de lhes darem poder de barganha política e, com efeito, o controle do patrimônio público pela burguesia quando conquista o poder e transforma as instituições em ferramentas de seus interesses econômicos e financeiros, ou seja, o patrimonialismo puro aplicado nas veias — o serviço público a cuidar dos interesses privados.

Eis que nem todos os cidadãos são idiotas, como queriam e querem tratar os donos do establishment, que controlam os meios de produção, e os agentes públicos que tratam de proteger seus interesses, pois parte intrínseca da máquina do sistema que mantém a hegemonia das classes dominantes. Sem a cooptação desses agentes seria impossível aos barões da iniciativa privada manter intactos, e por tanto tempo, seus interesses econômicos e de classe social.                                       

Por isto e por causa disto, temos a liderar no trending topics do twitter a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor. Tal assertiva faz alusão à gafe (o comprometimento da imprensa de mercado com o PSDB) da agência de notícias Reuters, cujo repórter sugere ao editor que se fosse de seu interesse ou da empresa retirar a citação na matéria noticiosa de que o pagamento de propinas na Petrobras acontecia também no Governo Fernando Henrique Cardoso, que o fizesse.

Isto mesmo. A “gafe”, que na verdade o nome mais apropriado seria partidarização da imprensa familiar, retrata e consolida as acusações de que as mídias empresariais fazem política e blindam seus aliados, geralmente políticos compromissados com os interesses do mundo empresarial. Contudo, e apesar do jornalismo de esgoto apresentado ao público por esses profissionais de imprensa, o ex-gerente de serviços da Petrobras, Pedro Barusco, delator e corrupto confesso, afirmou que o pagamento de propinas na maior estatal brasileira começou em 1997, em pleno governo de FHC — o Neoliberal I —, aquele grão-tucano tricampeão de iniquidade, que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado, com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

“O jornalismo empresarial assassinou a verdade factual e promoveu, criminosamente, a mentira, a manipulação e a distorção da informação como forma de viver e de respirar, cujo propósito é confundir e transformar o cidadão comum em um cúmplice de seus interesses políticos e econômicos”. E complemento este meu pensamento, com a afirmação do ativista negro e estadunidense, Malcolm X. “A imprensa é tão poderosa no seu papel de construção de imagem que pode fazer um criminoso parecer que ele é a vítima e fazer a vítima parecer que ela é o criminoso. Esta é a imprensa, uma imprensa irresponsável. Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo”.

A verdade é que a direita percebeu que caiu por terra o processo de impeachment contra Dilma Rousseff, bem como setores poderosos das esferas empresariais e políticas não desejam um País institucionalmente desestabilizado, pois receosos de quem vai assumir o poder após uma crise sem precedentes ocasionada por um impeachment e por todas as animosidades e violências derivadas dele. Afinal, o empresariado geralmente tem um DNA conservador, mas não é tolo e nem imprudente quando está em jogo seu dinheiro e os investimentos dos quais ele espera bons resultados e lucros.

Por sua vez, a reação de grupos, partidos, associações, sindicatos, entidades de esquerda ou simplesmente de  legalistas seria muito grande, bem como importante parte da comunidade internacional não participaria e nem seria conivente com conspirações irresponsáveis de setores da casa grande brasileira, inconformados com a derrota eleitoral do senador Aécio Neves em 2014. Porque, se pensarmos de forma lógica e sensata, o que está a acontecer no Brasil é que a direita ainda está de ressaca por causa da vitória do PT e não perdoa e aceita, de forma alguma, o quarto mandato consecutivo dos trabalhistas e socialistas na Presidência da República.

Realmente, a derrota doeu para os tucanos e seus eleitores coxinhas paneleiros de classe média que há dois anos vão às ruas pedir impeachment e intervenção militar, ou seja, golpe, simplesmente, golpe e nada mais... É o que essa gente deseja e quer, a não importar as consequências, pois, politicamente, inconsequente e despolitizada. A verdade é que mais da metade desses pequenos burgueses, a grande maioria branca, bem alimentada e moradora de bons bairros é promotora de manifestações que mais parecem com micaretas e raves.

Seus eventos são vazios de reivindicações e de agendas sociais, bem como seus inconformismos têm como plataformas o ódio, o rancor e os preconceitos, porque não sabem e não compreendem o porquê de estarem realmente a se manifestar. Se for por causa da corrupção, o melhor a fazer é informá-los que foram os governos petistas e trabalhistas que mais prenderam e puniram os corruptos e os ladrões do dinheiro público, realidades essas que, certamente, vão ser pontuadas nos livros de história do Brasil. Ponto.

A blindagem aos tucanos é a tônica, venha de onde vier. E não é que as contas de campanha de Dilma Rousseff, uma mulher reconhecidamente honesta, estão a ser alvos de pessoas como o juiz Gilmar Mendes — a herança maldita de FHC — e de Aécio Neves, o playboy que surtou com a derrota e após dez meses das eleições ainda não desceu do palanque. Pois é, Malcolm X tinha razão...

Aécio recebeu mais dinheiro de empresas do que Dilma, conforme os números do TSE. Entretanto, de todas as empresas, as doações da UTC é que estão no olho do furacão e servem de pretexto para que Gilmar Mendes e Cia. considerem as doações à presidenta fraudulentas, apesar de o tucano das Minas Gerais também ter sido financiado pela mesma empresa. Não é surreal, maledicente e seletiva as atitudes e ações do mais que direitista e tucano, juiz Gilmar Mendes?

E sabe por que essas coisas acontecem? Porque somos idiotas. Tratados como idiotas, pois considerados idiotas por gente como o tal magistrado, herói da mídia tupiniquim, que rasga normas e regras, faz política sistematicamente em prol de seus aliados tucanos e tenta, de todas as formas e maneiras, derrubar presidentes trabalhistas, com armadilhas pérfidas, ilações maledicentes e ações que causam prejuízos à moral e à credibilidade do STF e à consciência do povo que não se considera idiota e não aceita ser considerado idiota.

Então tá, Aécio Neves gastou mais que Dilma nas campanhas e a Dilma é a única a ser investigada e acusada de fraudar as eleições, como se ela fosse uma criminosa. Gilmar quer um País pequeno para servir à burguesia, como era no passado. A nossa “elite”, retratada no juiz Gilmar é provinciana e se considera feliz em ir a Miami fazer compras em shopping, além de sonhar com os aeroportos vazios para poder se sentir VIP. A burguesia deste País é antinacionalista, entreguista e traidora da Pátria e não está nem aí para ninguém, para o País, para os pobres e para a corrupção.

A corrupção é apenas uma ferramenta para se fazer quizumba. A direita, em todas suas esferas e grupos, é quizumbeira — e faz bagunça. Seus movimentos e manifestações são micaretas, com direito a homens e mulheres pelados e a bradarem por um País que os brasileiros não desejam mais, pois querem esquecer o sofrimento da exclusão social. A burguesia e os pequenos burgueses gritam e vociferam toda sua perversidade e ignorância em busca de um País de passado excludente que acabou, porque não existe mais.

Eles são os saudosos, os nostálgicos de um País que a pobreza de milhões de pessoas era, insofismavelmente, o amparo para suas almas mesquinhas e de seus sonhos frustrados por não serem ricos ou famosos ou profissionais reconhecidos pela competência em seus ofícios. Assim é que a psicologia dessa gente se apresenta à sociedade. Infelizmente. Lastimável. Então tá... Fiquemos assim: A UTC tem duas contas para financiar campanhas. E ficou combinado dessa forma, de acordo com os pensamentos distorcidos de Aécio Neves e Gilmar Mendes: as doações da UTC para o PT são provenientes de conta suja, mas as doações da mesma UTC para o PSDB, a origem do dinheiro é de uma conta limpa, mais do que isto: limpíssima. Sacou?

E por que eu e todos que não concordam com essa lógica cretina, cínica e hipócrita temos de aceitar? Respondo: porque somos idiotas. O PSDB, o MP, o STF, a PF e a Globo, a Folha, o Estadão, a Veja etc. decidiram que todo mundo é idiota, principalmente os que acreditam neles, o que, evidentemente, não é o meu caso e de milhões de brasileiros que não votaram no Aécio e no PSDB. Todavia, Alberto Youssef e Paulo Roberto da Costa disseram que o tucano mineiro e carioca foi beneficiário da lista de Furnas. Agora resta-nos fazer o quê, já que somos idiotas? Esperar. Afinal, os tucanos não são tão idiotas. E por quê? Porque eles são i-nim-pu-tá-veis. Viva a Justiça e o MP! Viva! É isso aí.

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