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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Globo estreia Lauro Jardim, ataca Lulinha e mostra todo seu jornalismo de esgoto.

O Globo, como toda a imprensa de negócios privados e alma golpista, na verdade ataca o Lulinha para atingir o Lula, virtual candidato do PT às eleições presidenciais de 2018.


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Lauro Jardim começou “com tudo” o seu ciclo no O Globo. Ou melhor, Jardim continua a fazer no jornal da famiglia Marinho o que sempre fez na Veja: fofoca, maledicência, meias verdades e notinhas que funcionam como mini torpedos para desqualificar e desconstruir os adversários de seus patrões, os magnatas bilionários monopolistas de todas as mídias cruzadas e que, historicamente, sabotam e boicotam mandatários de esquerda, são porta-vozes dos interesses da plutocracia e combatem, a ferro e fogo, a emancipação do povo brasileiro e a independência do Brasil.

Antes, Lauro Jardim se submetia aos interesses dos Civita, e, agora, está a soldo dos Marinho, que há 13 anos tratam as lideranças petistas na condição de inimigas de seus interesses ideológicos e econômicos, bem como o PT é considerado por essa gente apátrida e entreguista, mas politicamente imperialista, como um partido que tem de ser extinto, como retiraram a alma do combativo e tradicional PTB, de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, que hoje é dominado por políticos oportunistas e conservadores, que colocam a sigla à venda e a serviço dos interesses da direita brasileira — a casa grande de índole escravocrata.

Lauro Jardim mostra ao seu “novo” patrão para o que veio. E começa com uma informação que ainda não é fato real ou verdade acontecida, pois suposta informação do lobista Fernando Baiano, velho conhecido do PSDB e do PMDB, que “abriu o bico” para sair da cadeia ao acusar o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, alvo constante da direita brasileira, que há 13 longos anos repercute boatos e maledicências de que ele é “ladrão”, porque “dono” de quase tudo o que tem no Brasil, sendo que conseguiu ficar bilionário, tal qual a famiglia Marinho na ditadura militar, atual patroa de Lauro Jardim, no decorrer do Governo Lula.

Um absurdo, pois os vazamentos do MP do batman Dellagnol, da Vara do juiz Sérgio Moro, dos delegados aecistas são crimes e, portanto, pessoas antirrepulicanas, que deveriam responder por seus vazamentos e afastadas sumariamente de seus cargos e funções, porque tomaram partido, tem lado, são moralmente e politicamente seletivas e compactuam com os interesses golpistas, ou seja, apostam na ilegalidade constitucional, além de aliadas da oposição liderada pelo PSDB. Inaceitável, sem dúvida, que funcionários públicos vazem informações, porque decidiram, a seus bel-prazeres, tornarem-se políticos sem votos e, por sua vez, sem a posse de mandatos.

Ridículo, sendo que, certamente, Lauro Jardim está a jogar para o público, causar confusão para desinformar, com sua notinha mequetrefe e rastaquera, publicada neste fim de semana na capa do panfleto de direita, O Globo, pasquim ultraconservador e useiro e vezeiro em fomentar maledicências, e, consequentemente, dar combustível às acusações que serão propositalmente dimensionadas no Congresso e pela “boca” desenfreada da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), no decorrer de toda semana que vem. Notícias que farão de Lulinha bucha de canhão.

Até aposto, inclusive, que os parlamentares golpistas, que vicejavam sob o guarda-chuva do também golpista e já hoje cadáver político, Eduardo Cunha, serão capazes de pedir até uma CPI do Lulinha, porque a verdade, nua e crua, é que essa gente de direita está desesperada por não controlar o orçamento federal e muita mais ainda com a dura realidade de ter de enfrentar novamente uma virtual candidatura Lula, em 2018. As ilações não comprovadas da imprensa burguesa, como a nota mequetrefe de Lauro Jardim, são um desserviço ao jornalismo de informação e investigativo, bem como uma ode ao jornalismo de esgoto, tão a caráter da imprensa imperialista e proprietária da casa grande.

Certamente, o propósito dessa lama toda publicada na capa de O Globo tem a intenção de fazer com que o público pense que Lula deixou seu filho à vontade para roubar. Perceba, só, a política rasteira e o jornalismo de quinta categoria elaborado pela imprensa alienígena, que, na verdade, tal notícia do Lauro Jardim não é comprovada, pois apenas permite que se tenha dúvidas sobre o caráter e a honestidade do Lulinha. Absurdamente os patrões das mídias estão envolvidos até o pescoço com a desconstrução moral de Lula e por isso não medem consequências para derrotá-lo em 2018. E nada acontece com esses coronéis midiáticos, que são muito piores que os coronéis antigos dos sertões brasileiros.

Realmente é o fim da picada a imprensa irresponsável e de negócios privados deste País, cujos empregados que escreveram matérias moralmente danosas estão sendo processados pelo ex-presidente Lula. Eles estão obcecados e, com efeito, tratam de destruir a imagem do presidente mais popular e o mais conhecido internacionalmente na história do Brasil. Retaliação pura e diretamente aplicada na veia. Processe a imprensa mercantilista e veja no que dá? Retaliação, manipulação e mentira!

Quem mandou o PT em 13 anos no poder não efetivar o marco regulatório para as mídias no Brasil. Aí dá nisso. Empregados de patrões midiáticos a fazer o jogo sujo de seus interesses sem serem praticamente chamados a responder por seus crimes de injúria, calúnia e difamação. Magnatas bilionários de imprensa que há muito tempo deveriam estar a responder nas barras dos tribunais pelos seus crimes, a começar pelo apoio à ditadura militar, bem como responder duramente pelos crimes de sonegação de impostos, tráfico de influência, contrabando de equipamentos, empréstimos a bancos estatais não pagos e acusações a seus inimigos políticos sem provas por intermédio de seus meios de comunicação, que são verdadeiros instrumentos de dominação do mercado e dos trustes sobre o povo brasileiro.   

A resumir: para a direita brasileira, que está a morrer de medo de ser presa pela Polícia Federal sob o comando do Ministério da Justiça, que responde diretamente ao Palácio do Planalto, onde ocupa a cadeira da Presidência da República a presidenta Dilma Rousseff, do PT, derrotar o Governo e impedir o Lula de ser presidente é também uma estratégia de escapar da cadeia. E por quê? Porque os únicos governos que prenderam megaempresários, políticos e funcionários públicos de alto escalão foram os governos de Lula e Dilma. Ponto.

Os mandatários petistas nomearam procuradores-gerais e não um engavetador-geral, como era conhecido o procurador de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, cujo desgoverno privatista e entreguista não prendeu ninguém. Pelo contrário, os processos eram, sistematicamente, engavetados. A verdade é que muita gente da oposição está a morrer de medo de ser presa, porque vai ter uma hora que o MP, a PF e os juízes de tribunais superiores terão de se debruçar também no que concerne à corrupção dos governos tucanos, bem como já existem inúmeros processos e denúncias contra os políticos do PSDB e do DEM que haverão de sair das gavetas para serem analisados e, por seu turno, seus autores e réus, julgados.

Um dia esse processo haverá de acontecer, porque a Justiça de um Estado de Direito sempre haverá de dar satisfação à Nação e não apenas a uma casta social rica e protegida por setores do Estado nacional que ainda não se democratizaram, pois tratam suas responsabilidades como se fossem uma concessão ao povo, quando a verdade é que se trata de obrigação à sociedade, que paga altos salários para que esses funcionários públicos cumpram com as leis e respeitem a cidadania. Tais realidades que, absurdamente, muitos servidores arrogantes e sem noção do que é republicano não cumprem.

Contudo, temos mais um roteiro meticulosamente programado para colocar o Lulinha no olho do furacão e com isso atingir o ex-presidente Lula, virtual candidato do PT, com chances reais de se eleger. Lauro Jardim, um dos áulicos da famiglia Civita, dona da Veja, semanário de extrema direita também conhecido como a Última Flor do Fascio, está acostumado a praticar o jornalismo de ilações, presunções e que se baseia, no caso de Lulinha, em delação premiada do lobista Fernando Baiano, que preparou sua cama para dormir livre da cadeia e incluiu, supostamente, de acordo com a nota de Lauro Jardim, o filho do Lula em crimes de corrupção. A verdade é que a nota de Jardim se parece mais com um danoso e espinhento factoide.

A mídia de alma golpista e amante de recursos do Estado publica, em suas manchetes garrafais, o disse me disse do delator, mas sem provas. O delator vai ser solto, em novembro, mas Jardim faz uma ressalva: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o aliado até então da imprensa de mercado e do PSDB para dar um golpe paraguaio em Dilma, “não falou nada arrasador” contra o chefe de um Poder da República que tem, comprovadamente, contas no exterior sem terem sido declaradas ao Fisco.

Contra Eduardo Cunha, o delator não disse nada muito forte, segundo Lauro Jardim. Em compensação, contra o Lulinha o dedo duro pegou pesado, porque para a imprensa de negócios privados o PT e o Governo Trabalhista são ladrões, enquanto no lado demotucano todos o são santos, verdadeiros anjos, vítimas de quatro derrotas eleitorais do perverso PT, e por causa dessa realidade atroz não podem perder a quinta, porque antes das eleições a casa grande quer jogar no tapetão e, com efeito, chegar ao poder por meio de um golpe vergonhoso, a diminuir o Brasil a uma República das bananas, bem como efetivar um processo de amnésia coletiva contra o povo, no que é relativo a ele lembrar de suas conquistas ocasionadas pelo desenvolvimento social e econômico que o Brasil vivenciou nos últimos 13 anos.

Aliás, fazer o povo esquecer suas conquistas nos períodos dos governos petistas é uma das metas draconianas da direita brasileira, até porque a burguesia não tem projeto de País e programas sociais para apresentar ao povo, o que é muito natural, afinal, e todo mundo sabe disso, inclusive os mortos, os recém-nascidos e os extraterrestres, a casa grande brasileira nunca pensou o Brasil, quanto mais desenvolvê-lo.

A resumir: a burguesia deste País é pária internacional e se notabiliza por se sentir satisfeita em pegar as esmolas e as sobras que a plutocracia internacional concede, contanto que seja fiel aos seus interesses de corporações colonialistas e imperialistas. É de sentir indignação, revolta, ira, nojo e náusea de tanta pusilanimidade, subserviência, subordinação e entreguismo desses grupos dominantes e de passado escravocrata que infernizam o Brasil e seu povo em um tempo de 513 anos.

O jornalismo de O Globo já era de péssima qualidade editorial. Há muito tempo tal jornal parou de editar um jornalismo sério. Porém, a famiglia Marinho se esmerou, e agora o jornalismo editado e publicado pelas Organizações(?) Globo se equivale ao da revista Veja, ou seja, o diário de Irineu Marinho praticará, agora com mais ênfase, o verdadeiro e inenarrável jornalismo de esgoto. Aposto que depois de jogarem o nome de Lulinha na lama, nada, como em outros muitos casos, será comprovado.


Somente cabe ao Lulinha processar o jornal O Globo, assim como os jornalistas que transformam seus ofícios em máquinas de moer reputações. Lauro Jardim disse que (...) ”Espero continuar a fazer, com prazer, o que tenho feito nos últimos anos”. Com certeza, o jornalista teve uma “ótima e profícua” escola na fascista Veja, e, sem sombra de dúvidas, continuará a fazer o que ele sempre fez. Quem viver verá. É isso aí.

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