CEZAR CANDUCHO

sábado, 10 de outubro de 2015

Protesto contra reorganização escolar termina com dois presos.

Professor é detido pela polícia durante manifestação.


Manifestação contra reforma do ensino proposta pela gestão Alckmin termina com agressões a estudantes e professores e dois presos.

Os mais de mil estudantes que se reuniram na Avenida Paulista na manhã desta sexta-feira (9) foram recebidos por tropas da PM que hostilizaram repórteres e prenderam dois homens por desacato – um deles era professor. Eles prestaram depoimento e em seguida foram foram liberados. Diversos jornalistas e estudantes relatam ter sido empurrados e sofrido ataques da polícia.

Desde a terça-feira (6) em que a medida foi anunciada pelo secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, a estratégia do governo tem sido deixar que os alunos sejam recebidos pela ouvidoria da pasta, que recebeu comissões de estudantes todos os dias até esta sexta (9).

Os jovens, no entanto, já não estão satisfeitos em serem ouvidos sem que suas propostas sejam encaminhadas. O diretor da UNE Katu Silva disse que não adianta receber comissão se não há deliberação: “Nós não queremos conversar dentro de um gabinete com o secretário, precisamos que o governo se manifeste publicamente”, cobrou o dirigente estudantil.

O grupo, que se reuniu em frente ao prédio da secretaria tomado por policiais, não foi recebido e acabou se dispersando. Houve ainda focos de mobilização no Bixiga e na Radial Leste.



Proposta do governo.


O governador Geraldo Alckmin pretende, já no ano que vem, transferir mais de 1 milhão de alunos para poder dividir escolas por séries e reorganizar o ensino. O objetivo é que cada colégio tenha classes de apenas um dos três ciclos do ensino básico – anos iniciais (1º ao 5º), anos finais (6º ao 9º) do ensino fundamental e ensino médio.

Por trás dessa medida pedagógica, alunos e professores temem que escolas sejam fechadas e haja superlotação de turmas, além de transferências para unidades muito distantes.



Do Portal Vermelho.

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