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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Quem são os agressivos fascistas?


Por Altamiro Borges

Enquanto as autoridades públicas não tomam qualquer providência, hordas fascistas saem do armário e ficam cada vez mais agressivas. Nos últimos dias, duas novas cenas de ódio foram protagonizadas por integrantes dos grupelhos que rosnam pelo impeachment de Dilma e pela volta dos militares ao poder. Em Natal (RN), na quarta-feira (21), eles atacaram ativistas da União da Juventude Socialista (UJS), que furaram os bonecos de Lula e Dilma. Até choque elétrico foi usado pelos agressores, que se dizem apartidários. Um dos presentes é assessor do deputado Felipe Maia, filho do presidente do DEM. Já em São Paulo, no sábado (24), alguns aloprados - com destaque para a histérica Celene Carvalho - hostilizaram o prefeito Fernando Haddad e o ex-senador Eduardo Suplicy.
No caso do Rio de Grande do Norte, alguns dos agressores fascistas já foram identificados. Um deles é Jean do Rego Rocha, assessor do deputado federal Felipe Maia (DEM). Num dos vídeos gravados no "protesto contra a corrupção", ele surge ao lado dos bonecos infláveis de Lula e Dilma. O cínico serviçal dos demos, que trabalha para o clã potiguar acusado de vários escândalos de corrupção, nem se deu ao trabalho de disfarçar a sua presença. Outro participante da farsa foi Francisco Washington Cavalcanti Dantas, assessor do deputado federal Rogério Marinho (PSDB).
A assessoria do deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN) já informou que pedirá esclarecimento sobre a atuação violenta do bando fascista, que tenta se travestir de independente. "Querem enganar a população dizendo que o ato era apartidário, contra a corrupção. Mas mentira tem perna curta. Está provada a participação de assessores do DEM e do PSDB, o que deixa claro que essas manifestações são instrumentalizadas pela oposição ao governo federal”, denunciou. Ela lembra que o senador José Agripino Maia, presidente nacional dos demos, é investigado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já o tucano Rogério Marinho foi denunciado, em 2014, pela participação num esquema que forjava a prestação de contas de convênios da Federação das Câmaras Municipais (Fecam).


A hidrófoba da Livraria Cultura.
Já no caso das hostilidades na Livraria Cultura, em plena Avenida Paulista, uma das participantes já é bastante conhecida. Trata-se de Celene Carvalho, que aparece histérica em vídeos berrando contra o prefeito Fernando Haddad, o ex-senador Eduardo Suplicy e um jovem que enfrentou os fascistas. Ela é figurinha carimbada nas recentes marchas pelo impeachment de Dilma em São Paulo. Não é para menos que ela esbraveja: "Aqui é a terra dos coxinhas". Na sua página no Facebook, a egocêntrica surge em selfies ao lado do seu ídolo, o jornalista Reinaldo Azevedo - o pitbull da revista "Veja".
O jornalista Paulo Nogueira, do imperdível blog Diário do Centro de Mundo, foi conferir quem faz a cabeça desta fascistoide velhaca. Vale conferir:

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Onde buscam suas informações desvairados como a mulher histérica que hostilizou neste sábado o ex-senador Suplicy na Livraria Cultura de São Paulo?
Quem turva a cabeça deles? Quem os enche de uma mistura brutal de ódio e ignorância?
São questões que vinham de ocorrendo desde que assisti a vídeos de manifestações de direita em que os presentes, diante de um microfone, falavam coisas desconexas, num tom de quem não tem nenhum controle emocional, os olhos arregalados e uma expressão de doidos.
Tive, agora, a oportunidade de responder a muitas de minhas dúvidas.
Um amigo do Facebook, Alexandre, me enviou a conta ali da mulher que estrelou o vídeo da agressão a Suplicy na Livraria Cultura.
Seu nome é Celene Carvalho, 50 anos.
Ela já ganhara notoriedade ao perturbar o casamento do médico Roberto Kalil, ao qual Dilma e Lula compareceram.
Na linha do tempo de Celena você encontra diversas menções ao site O Antagonista, dos jornalistas Diogo Mainardi e Mário Sabino.
Não surpreende.
O Antagonista é um vulcão em permanente erupção de ódio ao progressismo. Mainardi é Mainardi. Sabino é aquele ex-redator chefe da Veja que mandou um subalterno escrever uma crítica glorificadora de um romance dele mesmo que desapareceu no tempo e no espaço, pela irrelevância literária.
A Veja também é muito citada por Celene. Mais uma vez, nenhuma surpresa.
Num vídeo da Veja compartilhado por ela, Augusto Nunes e Marco Antônio Villa discorrem sobre “a organização criminosa”, o PT.
Em outro, Marcelo Madureira convoca as pessoas para uma manifestação pelo impeachment.
Mas seu ídolo, para usar sua própria expressão, é Reinaldo Azevedo. Ela publicou no Facebook, com visível orgulho, uma foto em que está ao lado de Azevedo. Parecem ter sido feitos um para o outro. (Tolstoi jamais se gabou dos romances que escreveu. Tinha sérias restrições a Ana Karenina. Mas Azevedo não se cansa de lembrar à humanidade que cunhou a palavra “petralha”, amplamente empregada por analfabetos políticos e obtusos de toda natureza.)
Moro é outro heroi de Celene. Uma de suas fotos mais curtidas e comentadas no Facebook ao traz com a mulher de Moro.
Publicações em geral elegem uma pessoa como seu personagem símbolo, para que os editores calibrem melhor seus textos e atinjam o público alvo.
O personagem símbolo da Veja e do Antagonista é Celene Carvalho. Isto conta tudo sobre o conteúdo de ambos.
Lauro Jardim, ex-Veja e atual Globo, também aparece na página de Celene. De novo, era previsível.
Fica claro, pela leitura do Facebook de Celene, que é a mídia que foi criando figuras como ela, gente que vai espalhando seu ódio doentio por todos os lados.
São os filhos da mídia.
Celene aparentemente é solteira. Não se vê nenhuma menção a filhos ou a marido ou namorado em seu Facebook. Tampouco amigos são vistos lá. Nada de livros, nada de filmes.
Tudo é dominado pelo antipetismo.
Provavelmente ela encontrou na militância de direita um substituto para uma vida pessoal vazia, solitária e sem sentido.
Ela se apresenta como hoteleira. Uma pesquisa no Google a aponta como dona do hotel Dona Balbina, de uma estrela, no Espírito Santo.
Aparentemente, ela não tem tido tempo para cuidar de seu negócio. No site TripAdvisor, um hóspede relata que a água do chuveiro estava fria, que a cama de casal era dura e muito estreita e que o telefone do quarto não se comunicava com a recepção.
“Além do mais falta frigobar no quarto”, disse o hóspede. “Acho que no verão deve ser impossível dormir pela falta de ar condicionado.”
O hotel parece ser uma das últimas prioridades de Celene. Além de insultar outras pessoas, Celene se entreteve nos últimos meses em atividades como a feitura do boneco Pixuleco.
Penso comigo que já é hora de ela acrescentar uma nova atividade a sua rotina: providenciar um advogado para defendê-la num processo.
Até aqui, ela tem tido mãos livres para disseminar injúrias e atormentar pessoas pacíficas como Suplicy.
Torço que Suplicy se incumba de dar esta nova atividade a Celene Carvalho.

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Já num site fascista, o grotesco "Reacionaria", Celene Carvalho se jacta de ser uma das criadoras do "Pixuleko", o boneco inflável que exibe o ex-presidente Lula com trajes de presidiário. Na entrevista, postada em setembro, ela se diz representante do grupo "Movimento Brasil" em São Paulo e explica os objetivos desta sinistra organização. Ela só evita falar sobre as origens da grana do seu grupelho, que investiu R$ 12 mil na confecção do boneco - além da logística para o seu deslocamento e dos reparos do inflável. "O Pixuleko vai continuar com essa aura de mistério por questões de segurança".
Em outro trecho, Celene Carvalho também afirma que seu grupelho não tem pretensões políticas. "É uma turma muito humilde, pé-no-chão. Ninguém aqui tem pretensões de nada. Eu acho que deveria haver candidatos a partir dos movimentos, de pessoas qualificadas. Mas não é esse o nosso interesse". Não é o que parece, segundo matéria publicada pelo jornal Causa Operária em 12 de maio deste ano. Ela revela que uma mulher com o mesmo nome já foi candidata a prefeita - curiosamente pelo PSOL, sigla que hoje é tratada com o mesmo ódio pelos seguidores de Celene Carvalho. Vale conferir alguns trechos da curiosa reportagem:

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No PSOL também tem panelaço
No último sábado (9) houve mais um “panelaço” contra a presidenta Dilma e o PT.
Dessa vez, cerca de 30 pessoas (de acordo com a imprensa burguesa) se reuniram na porta de um cerimonial onde a presidenta Dilma e outras personalidades políticas compareceram para participar do casamento do médico cardiologista Roberto Kalil Filho.
Kalil é médico de Dilma, convidada para ser madrinha, e do ex-presidente Lula. Ambos compareceram à cerimônia. Também estiveram na cerimônia o prefeito de São Pauo Fernando Haddad (PT), o senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
Coxinhas do PSOL
Entre os “manifestantes”, com colheres, panelas e cartazes, alguns se destacavam por sua exaltação. Entre eles Celene Salomão Carvalho.
Aos jornalistas Celene declarou: “Essa terrorista apoia o governo Maduro. Fora PT, fora Dilma” que teria dito ser ligada ao Movimento Brasil Livre. Celene foi candidata à prefeitura da cidade de São Lourenço, Minas Gerais, em 2012.
Ela provavelmente é, de fato, ligada ao Movimento Brasil Livre pois é leitora frequente do portal do Instituto Federal com direito a comentários ácidos contra o governo Dilma, o que pode ser encontrado facilmente em uma rápida busca na internet.
Logo que saiu nos jornais, a foto de Celene Carvalho com panela na mão caiu nas redes sociais. Junto com ela o registro oficial da candidatura pelo Psol em 2012, disponível no site do TRE-MG (Tribunal Regional Eleitoral).
Logo militantes do Psol correram para afirmar que Celena deixou o partido. Mas a sua filiação continua validada pelo Tribunal Eleitoral e, não fosse a repercussão muito negativa da “panelada psolista” Celena provavelmente voltaria a ser candidata nas próximas eleições municipais, em 2016.


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