CEZAR CANDUCHO

sábado, 7 de novembro de 2015

Pimentel sobre barragem: “O maior desastre da história de Minas” - O governador Fernando Pimentel (PT) sobrevoou nesta sexta-feira (6), a região de Mariana, atingida pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, de propriedade da Vale, e disse que o acidente é o maior desastre ambiental já vivido pelo estado.

 

“Eu acredito que é o maior desastre que nós já vimos até hoje na história de Minas”, afirmou o governador durante a visita a famílias que perderam suas casas e que estão abrigadas num ginásio de esportes de Mariana. Ele informou que os desabrigados serão transferidos para quartos de hotéis que serão pagos pela Samarco, empresa da Vale.

Em nota, o governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, informou que o ministro Gilberto Occhi e técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil acompanhariam, em Minas Gerais, as ações de socorro e assistência às vitimas.

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou há pouco a segunda morte após o rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O corpo foi encontrado na cidade de Rio Doce.

As barragens do Fundão e de Santarém, pertencentes à empresa Samarco, romperam nessa quinta-feira (5), por volta das 16h30, e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 500 moradores de áreas afetadas pelo rompimento das barragens foram resgatados pela corporação. No total, 105 bombeiros e 20 viaturas estão em Bento Rodrigues, área rural onde ocorreu o acidente.

Em nota à imprensa, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse que “lamenta profundamente o grave acidente ocorrido nas barragens de rejeitos” e “solidariza-se com os empregados, suas famílias e as comunidades atingidas”. A Vale é acionista da Samarco, juntamente com a BHP Billiton, cada uma com 50% de participação. Ainda segundo a empresa, o rejeito que estava depositado nas represas das barragens que se romperam não são danosos à saúde.

“O rejeito é inerte. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico que seja danoso à saúde”, diz a empresa em nota.

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Minas Gerais (Sisema) informou que as consequências para o meio ambiente serão identificadas assim que a Defesa Civil liberar o local para averiguações. “As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo governo de Minas, sendo que as medidas cabíveis vão ser tomadas.”

De acordo com a nota da empresa, ainda não há confirmação das causas e da completa extensão dos danos. “Investigações e estudos apontarão as reais causas do ocorrido”, afirma.

O comunicado diz ainda que as barragens da Samarco são compostas por quatro estruturas: barragens de Germano, Fundão, Santarém e Cava de Germano e que todas têm licenças de operação concedidas pela Superintendência Regional de Regularização Ambiental. “A última fiscalização ocorreu em julho de 2015 e indicou que as barragens encontravam-se em totais condições de segurança.”

A Samarco informou também que faz inspeções próprias, conforme a Lei Federal de Segurança de Barragens, e conta com equipe de operação em turno de 24 horas para manutenção e identificação de qualquer anormalidade.



Do Portal Vermelho, com informações de agências.

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