CEZAR CANDUCHO

terça-feira, 10 de novembro de 2015

PTMG - Governo de Minas Gerais nomeia mais 1.499 profissionais para a Educação.





Oitava lista do ano foi publicada nesta quinta-feira (5/11) no Diário Oficial. Total de nomeados em 2015 chega a mais de 12 mil.
Mais 1.499 profissionais, sendo 999 professores de Educação Básica e 500 profissionais para as áreas pedagógicas e técnico-administrativas, foram nomeados pelo Governo do Estado, em lista publicada nesta quinta-feira (5/11) no Diário Oficial de Minas Gerais. Esse é o oitavo conjunto de nomeações para a Educação que ocorre neste ano. Com isso, a pasta já soma 12.007 nomeados, sendo que só para as salas de aulas foram 9.166 profissionais para as diversas regiões do estado. As nomeações se referem ao concurso de 2011.

A nomeação de profissionais é um dos principais itens do acordo histórico assinado entre os trabalhadores da Educação e o Estado no início do ano, ao lado do pagamento do piso nacional aos trabalhadores, e reflete a importância que o Governo tem dado aos trabalhadores e à área. A previsão é que até 2018 sejam nomeados 60 mil novos servidores, sendo 15 mil por ano. A valorização e o fortalecimento dos trabalhadores, por meio de melhor remuneração, ampliação do quadro de servidores e efetivação do profissional, são ações que impactam positivamente na qualidade da Educação no estado.
Clique aqui e confira as nomeações desta quinta-feira-feira (5/11).
Do total de 12.007 nomeações publicadas entre os meses de março e novembro, a maior parte vai atuar na área pedagógica – 10.517 (85,9%), sendo 9.166 professores e 1.151 especialistas em Educação Básica. Já para a área técnico-administrativa foram 1.690 nomeados para atuar nas escolas, no órgão central e nas 47 Superintendências Regionais de Ensino.
Exames.
Publicada a nomeação, o aprovado deve submeter-se a exame médico pré-admissional, a ser realizado pela Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO) da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), nas datas e horários informados. Clique aqui para acessar.
Imagem: Google Imagens
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“O Globo” assume que lobista não citou filho de Lula em delação.



Jornal esclarece que Fábio Luís Lula da Silva não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato..O jornal ‘O Globo’ assumiu, em publicação na capa do jornal neste domingo (8), ter errado ao afirmar que o lobista Fernando Baiano havia citado Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em delação premiada.
“Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato”, diz o jornal.
A mentira havia sido publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim, no dia 11 de outubro.
“Na verdade, Baiano não citou o nome e disse que o também lobista e pecuarista José Carlos Bumlai é que pediu o dinheiro alegando que seria para uma nora de Lula”, diz a nota, assinada pelo mesmo colunista.
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Nota: PTMG repudia agressões e orienta filiados.



Em mais um lamentável episódio de manifestação de ódio e constrangimento ao Partido dos Trabalhadores e seus filiados, a Executiva Estadual do PT de Minas Gerais manifesta total apoio e solidariedade ao ministro Patrus Ananias e ao Secretário Adjunto estadual de Educação, Carlão Pereira, e seus familiares, pelo constrangimento e agressão sofridos no domingo, 8, quando almoçavam em um bar de Belo Horizonte.
O PT e seus filiados não aceitarão intimidações por parte de pessoas que querem disseminar o ódio generalizado e a intolerância, utilizam-se de acusações sem fundamento ou desrespeitosas. Estaremos na trincheira do diálogo e das boas práticas democráticas, como convém a uma sociedade civilizada.
O PTMG orienta seus filiados a registrarem tais agressões com fotos, gravações, bem como registrarem boletins de ocorrência policial, a fim de ingressarem com ações judiciais por constrangimento moral e ilegal contra tais indivíduos e exigirem reparação.
O PT e seus militantes devem estar firmes na defesa da liberdade de ir e vir e de expressão, do diálogo, do debate saudável e em defesa da democracia.
Diretório Estadual do PTMG
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Governador garante que prioridade é encontrar vítimas na região de Mariana.



Pimentel esteve novamente na região neste domingo e destacou os trabalhos realizados pelas equipes do governo para abrir acessos aos distritos.
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, retornou na manhã deste domingo (8/11) ao local onde houve o rompimento de duas barragens, próximo a Mariana. Pimentel sobrevoou o distrito de Barra Longa para acompanhar o trabalho das equipes de busca e salvamento, além do trabalho para restabelecer o acesso aos municípios que estavam isolados.
Após o sobrevoo, o governador esteve no Centro de Comando de Buscas, em Bento Rodrigues, onde recebeu mais detalhes das operações e concedeu entrevista à imprensa. Fernando Pimentel falou sobre a situação na região.
“Hoje temos 28 desaparecidos confirmados, sendo 13 da empresa e 15 das localidades atingidas. A prioridade neste momento é localizar esses desaparecidos e o trabalho está sendo feito com seis equipes do Corpo de Bombeiros. Além disso, temos equipes trabalhando nas localidades afetadas para liberar o acesso”, ressaltou o governador.
Pimentel destacou que todas as pessoas dos distritos já foram atendidas e receberam o suporte necessário. “As 588 pessoas desalojadas estão abrigados na rede hoteleira da região e recebendo apoio psicológico e médico. Além disso, um grupo de veterinários voluntários também está trabalhando para resgatar animais”, destacou.
Ainda durante a coletiva, Fernando Pimentel se solidarizou novamente com as famílias e agradeceu a ajuda de todos. “Trago novamente a minha palavra de conforto e solidariedade às famílias e às equipes envolvidas nessa operação. É um trabalho coordenado e muito extenso”. disse.
Perguntado sobre as causas do acidente, o governador disse que um inquérito está sendo conduzido pela Polícia Civil e Ministério Público para apurar as causas do rompimento da barragem. Pimentel disse também que é preciso melhorar os protocolos de emergência, como a exigência dos alarmes sonoros, que não são obrigatórios na legislação vigente.
Outras ações.
Também participaram da entrevista coletiva o coordenador estadual de Defesa Civil – Cedec, coronel Helbert Figueiró, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, coronel Luiz Henrique Gualberto.
O coronel Figueiró disse que a Defesa Civil acionou todos os órgãos do estado desde o primeiro momento para disponibilizar os equipamentos necessários nas operações de buscas.
Ele destacou também que as pessoas que estão isoladas estão em segurança, e que a lama está secando. “Temos policiamento em todas as comunidades para cuidar das residências desabitadas e as equipes da Defesa Civil estão suprindo as necessidades das pessoas nesses locais, como água e mantimentos”.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, a captação da água está temporariamente suspensa em municípios durante a passagem da lama. São 19 cidades.
O comandante-geral dos Bombeiros afirmou que não há um limite de dias para o trabalho terminar. “Vamos buscar o tempo todo pessoas com vida. As equipes estão empenhadas nisso até o último minuto. Estamos trabalhando nas buscas desde o local do rompimento até onde for necessário”, garantiu.
Ao todo, são 58 bombeiros militares especializados trabalhando em Mariana, além de sete helicópteros. Perfurações na lama estão sendo feitas para que cães farejadores ajudem na busca.
Foto e fonte: Agência Minas
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MAB e Arquidiocese de Mariana convocam atingidos por tragédia a lutar por direitos.



Caminhada pelo Direito a Vida será na quinta, 12, seguido de debate em Mariana.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se reuniu na tarde de domingo, 8, com o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha. No encontro, foram debatidos os impactos sociais e ambientais das duas barragens da Vale que se romperam na última quinta-feira (5). Oficialmente, 28 pessoas estão desaparecidas entre trabalhadores da Samarco e suas terceirizadas, além de moradores de Bento Rodrigues. Mais de 550 desabrigados estão em hotéis. O mar de lama contaminada avança para o oceano e já atingiu a cidade de Governador Valadares.
Entre as ações definidas na reunião, será realizada a “Caminhada pelo Direito a Vida” e o debate público “Mariana: uma tragédia anunciada”, na quinta, dia 12, a partir das 16h reunindo MAB, Igreja, sindicatos, ambientalistas. Também haverá uma missa campal ás 18h30 na Praça da Sé de Mariana, no dia anterior, 11\11, em homenagem a todos as vítimas do desastre.
Responsabilidade por danos em Minas e Espírito Santo
No encontro, Joceli Andrioli, da coordenação nacional do MAB, agradeceu ao bispo e aos padres presentes a acolhida que a organização teve na cidade e reafirmou os laços históricos que unem Igreja e movimento na região. Defendeu o aprofundamento das denúncias e que os problemas complexos causados pela tragédia só serão resolvidos por meio da organização popular. Ele cobrou transparência dos responsáveis sobre a tragédia e suas consequências.
No encontro com o arcebispo de Mariana, Joceli Andrioli relatou outras experiências que o MAB já acompanhou em distintas regiões, inclusive em áreas em que houve conquistas por parte dos atingidos. Ele apresentou um plano de trabalho que prevê a garantida de condições para que a população possa viver bem enquanto a empresa não faz o reassentamento. Outra proposta é que haja uma mesa única em que MAB, Arquidiocese, governos e Vale, possam discutir a situação dos atingidos.
Dom Geraldo falou do misto de dor e indignação por ter visto a situação dos vilarejos. Conforme afirmou em outros momentos, disse que nunca viu nada parecido. Durante a discussão, falou da clareza que tem de que é preciso que os atingidos não aceitem processos de negociação isolados, individuais. “É preciso conversar com todos e apresentar uma pauta clara que não será conquistada deixando que cada faça por si”, afirmou. Também considera que a só um reassentamento, uma Nova Bento Gonçalves, uma Nova Paracatu poderá possibilitar que as famílias voltem a ter os laços e as condições de vida que tinham antes da tragédia, opinião também compartilhada pelo movimento.
O arcebispo disse que a Arquidiocese de Mariana se associa ao MAB nesta tarefa que deve aliar solidariedade, união e organização coletiva. “A opção da Igreja já foi feita. Na luta entre Golias e Davi, nós ficamos ao lado do menino. A posição tem que ser clara e sem ambiguidades: temos que ficar ao lado dos atingidos e não de quem provocou a tragédia”, concluiu.
Para Letícia Faria, membro da coordenação estadual do MAB, “somente a organização popular fará a empresa assumir as suas responsabilidades e a participação da Igreja é fundamental com a sua força de denúncia, de presença, de mobilização e de compromisso com a vida que sempre foi muito forte nesta região, seja com Dom Luciano, seja com o trabalho de Dom Geraldo”, afirmou.
No dia 17/11 está previsto um debate público em Belo Horizonte reunindo atingidos, governos, parlamentares, sindicatos, movimentos, Igrejas e pastorais sociais para discutir as responsabilidades pelo ocorrido e como ficará a situação das famílias em Mariana e nas outras cidades da região.
Por: Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB, com modificações da Assessoria de Comunicação do PTMG.
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Gleisi Hoffmann: É por Dilma, pela mulher, pela dignidade feminina.



Mais uma vez, a presidenta Dilma foi agredida e desrespeitada em sua condição de mulher. Uma ação grosseira, com uma tatuagem ofensiva à dignidade feminina, tal qual o adesivo machista para tanque de gasolina feito meses atrás. Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e […]
Mais uma vez, a presidenta Dilma foi agredida e desrespeitada em sua condição de mulher. Uma ação grosseira, com uma tatuagem ofensiva à dignidade feminina, tal qual o adesivo machista para tanque de gasolina feito meses atrás.
Esse ataque a Dilma não tem nada de crítica política, protesto oposicionista, liberdade de expressão. É crime e ofende a todas nós, mulheres, independente de posição política. É a representação mais bruta, grotesca e animalesca que se pode ter: a ação masculina sob forma de violência sexual, acontecendo bem diante de nossos olhos.
Estamos em pleno 2015 e assistimos a ações impensadas contra as mulheres. A Câmara dos Deputados quer retroceder em direitos conquistados, com discurso falso moralista, de ataque a questões de gênero, além de vermos sistematicamente deputados agredindo suas colegas de mandato.
O Enem deu um passo importantíssimo no debate a violência contra a mulher ao colocá-la como tema de sua redação. Sete milhões de jovens pensaram e escreveram sobre isso. Tivemos reações críticas inimagináveis, alegando-se direcionamento ideológico por parte do MEC. É como se a violência contra a mulher não fosse fato real e corriqueiro em nossa sociedade. Sobrou até para Simone de Beauvoir.
Como não ficar triste ao relembrar centenas, milhares de casos de violência sexual e física seguida de morte de mulheres, muitas meninas, sem solução. Essa permissividade de parte da sociedade brasileira com a violência contra a presidenta é responsável também pela impunidade nos casos de homicídios, feminicídios agora, contra nossa população feminina.
Só no Paraná, nosso Estado, terceiro no ranking da violência contra a mulher, sobram casos não esclarecidos e não punidos contra nossas meninas. São os casos de Raquel, Tayná, Giovana, Elisabeth, Cecília, Alessandra, Julia… Sem contar os casos contra as mulheres jovens e adultas, principalmente aqueles que pretendem se esconder atrás de motivos ditos passionais, que graças à legislação mais moderna que temos hoje no Brasil, não prosperam.
Os homicídios, feminicídios agora, por “amor”, ciúme, “posse”… A maioria está vegetando em gavetas de delegacias, promotorias, juizados. O que podemos fazer em relação a isso? Não cabem as forças tarefas, tão utilizadas pelo Ministério Público, Polícia, para apurar casos de outras áreas. Recebem até nomes glamourosos e criativos. Por que não fazem isso em relação as nossas meninas, as nossas mulheres?!
Infelizmente, a cultura do estupro, da violência contra a mulher, da pedofilia, do machismo, está entranhada em nossa sociedade. Os homens, mesmo os que não são opressores, estão sentados em cima de privilégios históricos e sociais que os deixam, num primeiro momento, cegos para as injustiças que as mulheres sofrem todos os dias.

Precisamos lutar contra isso! Contra a cultura da agressão sexual, contra a cultura de qualquer agressão. Se nos calamos diante dos ataques e desrespeito à mulher que preside o nosso país, com certeza não teremos força, como está acontecendo, para cobrar punição a todos os outros casos. A solidariedade aqui é #peladignidadefeminina.

(Artigo inicialmente publicado no Blog do Esmael Morais, no dia 09 de novembro de 2015)

Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

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