CEZAR CANDUCHO

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

PTMG - A lei tem que ser respeitada, diz Paim sobre tentativa de acabar com a CLT.


Proposta colocaria o acordo entre patrão e empregado acima do que está previsto na CLT.
A pauta negativa e retrógrada que vem da Câmara dos Deputados para o Senado foi novamente criticada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Ao fazer uma retrospectiva sobre a liberação de recursos para o fundo de pensão Aerus, o petista lamentou a comemoração em meio a uma onda de conservadorismo no Congresso, onde parlamentares tentam impor matérias que colocam em risco as conquistas dos trabalhadores brasileiros.
Entre as iniciativas encampadas por parlamentares conservadores, está a que prevê o negociado acima do legislado. Em outras palavras, a proposta colocaria o acordo entre patrão e empregado acima do que está previsto na CLT.
“A lei tem que ser respeitada. Vamos negociar, mas acima da lei, não abaixo da lei”, criticou o senador, em discurso ao plenário nesta segunda-feira (23).
Ainda da tribuna, Paim registrou a saga para a liberação de R$ 368,26 milhões para o Aerus. A medida só precisava da aprovação do Congresso, uma vez que já estava autorizada pelo governo federal. No entanto, como haviam diversos vetos presidenciais trancando a pauta, somente na semana passada foi possível liberar os recursos para os beneficiários do fundo.
“Os aposentados e pensionistas do fundo de pensão Aerus alcançaram, enfim, na semana passada, no Congresso Nacional, uma vitória com V maiúsculo, para coroar uma luta de 12 anos”, afirmou.
Entenda o caso Aerus – O projeto de crédito adicional (PLN 2/2015) destinou R$ 368,26 milhões do orçamento federal ao Ministério da Previdência Social para cumprimento de sentença da Justiça. O dinheiro garante o pagamento de benefícios aos cerca de 10 mil aposentados e pensionistas do Instituto Aerus de Seguridade Social, fundo de pensão dos ex-empregados das empresas Varig, Cruzeiro e Transbrasil.
A dívida é decorrente de execução provisória requerida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas e pela Associação dos Funcionários Aposentados e Pensionistas da Transbrasil em 2004. No ano passado, o governo havia aberto crédito especial no valor de R$ 248,26 milhões para as despesas relativas ao período de setembro de 2014 a dezembro de 2015 — que se transformou na Lei 13.062/2014.
O Instituto Aerus, no entanto, ganhou um recurso na Justiça para estender os efeitos da execução aos outros planos previdenciários administrados pela entidade, o que acabou reduzindo o prazo de duração dos recursos concedidos em 2014, que assim passaram a ser suficientes apenas até março de 2015. Com isso, o valor do crédito aprovado agora servirá para cobrir o período de abril a dezembro de 2015.
Os recursos necessários à abertura do crédito serão cobertos pelo superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício de 2014. O governo alega que o crédito não vai afetar o superávit primário deste ano, uma vez que as despesas serão consideradas na próxima avaliação das receitas e despesas públicas, feita pelo Ministério do Planejamento. Na prática, o montante equivalente ao PLN terá que ser incluído no contingenciamento para evitar que ele afete a meta do ano de superávit primário.
Fonte e imagem: Agência PT de Notícias, com informações do PT no Senado.
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Inova Minas Fapemig 2015 traz mostra de ciência, tecnologia e inovação.


Evento realizado no Palácio das Artes reúne 70 projetos desenvolvidos por pesquisadores da fundação; Fórum Mineiro de Inovação será retomado.
Um espaço de debates e trocas de experiências na área da tecnologia e inovação. Esta é a finalidade da Mostra Minas Inova Fapemig 2015, que teve início nesta segunda-feira (23/11), no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, reunindo 70 projetos científicos desenvolvidos pela fundação.
O principal objetivo do evento é mostrar às pessoas o quanto a ciência faz parte do cotidiano. Durante a abertura, também foi entregue o Prêmio de Pesquisa Básica Marcos Luiz dos Mares Guia, realizado o lançamento do novo portal do Sistema Mineiro de Inovação (Simi) e a anunciada a retomada do Fórum Mineiro de Inovação.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Miguel Corrêa, destacou as ações do Governo do Estado para ampliar a aplicação dos recursos pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Queremos transformar as nossas ações em inovação e desenvolvimento, visando a criação de uma nova força econômica para Minas Gerais”, afirmou.
Já o presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, ressaltou o trabalho da nova gestão do governador Fernando Pimentel em valorizar as iniciativas da área tecnológica. “Temos a ciência e a tecnologia como valores para o desenvolvimento do estado. Temos que ampliar o diálogo da ciência com a sociedade. Os mineiros gostam de ciência e precisam saber mais para buscarmos solução para muitos problemas e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, disse.
Ainda durante o evento, Miguel Corrêa assinou um ato designando o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Dias de Oliveira, como secretário executivo do Simi, que irá atuar na retomada do Fórum Mineiro de Inovação. O fórum tem como objetivo apresentar os resultados das atividades e ampliar as discussões sobre inovação no estado, permitindo a elaboração de estratégias integradas entre os principais agentes do segmento.
Medalha
Durante o evento, também foram conhecidos os vencedores do Prêmio Luiz dos Mares Guia, que destaca instituições e pesquisadores por sua colaboração com o avanço do conhecimento científico. O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia Neto representou a família do patrono do prêmio.
secretária de Educação, Macaé Evaristo, realizou a entrega da homenagem e um cheque no valor de R$ 12 mil ao professor Leonardo Duarte Pimentel, representando o Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), por pesquisas na área de agroenergia.
Já Miguel Corrêa entregou a medalha e o diploma de menção honrosa ao Gerente Geral de Tecnologia Zinco e Níquel do Grupo Votorantim – Unidade Três Marias, Adelson Dias de Souza, por pesquisas na área de resíduos de metais.
Lançamentos
A Mostra Inova Minas também marcou o lançamento do novo portal do Simi, ferramenta estratégica para promover a inovação e o empreendedorismo em Minas Gerais, reunindo em só lugar as principais informações e novidades de mercado.
O presidente da Fapemig, Evaldo Vilela, ainda lançou a revista ‘Minas Faz Ciência’, edição infantil. A Mostra Inova Minas acontece até esta terça-feira (24/11).
Fonte e imagem: Agência Minas
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Jefferson Lima: Uma Geração Valente no Brasil.


O 3º Congresso Nacional da Juventude do PT foi mais um importante marco da nossa história recente. De um intenso processo de mobilização na base e uma ampla participação de militantes de todas as forças políticas durante todo o processo congressual, nasceu uma nova Juventude do PT, com cara de Brasil e cheiro de povo, isto é: nacionalizada, popular, socialista e democrática.
Um dos pontos altos foi o Ato de Abertura com o Presidente Lula, que participou pela primeira vez de um congresso da JPT e entusiasmou muito nossa militância.
Aconteceram também importantes debates nos grupos de discussão e nas mesas políticas, inclusive com um rico seminário internacional, previstos na programação; outro fator de extrema importância foi a unidade na Comissão de Sistematização que levou para a tese-guia aprovada e para o texto final resoluções firmes como o #ForaCunha e sua agenda conservadora, o #ForaLevy com propostas concretas para mudar a política econômica do nosso governo rumo à pauta eleita pelas urnas em 2014, a Tarifa Zero como horizonte concreto nas lutas da Reforma Urbana e no direito à Cidade, uma nova política de drogas, a cultura e o esporte tendo papel estratégico e para avançarmos ainda mais por meio da realização das reformas estruturais de democratização do Estado.
Acreditamos que a saída, neste momento de crise fiscal, econômica e política, é pela Esquerda. É preciso colocar o peso do financiamento do Estado nos mais ricos,promovendo uma ampla Reforma Tributária e, a partir disso, recompor as contas públicas de modo que seja possível não apenas manter, mas ampliar as políticas sociais e os investimentos de infraestrutura social e logística, realimentando o círculo virtuoso do crescimento: investimentos estatais produzindo empregos; empregos, mais renda; a renda, mais consumo; este, mais investimentos privados, permitindo a ampliação do crédito e assim por diante. Esta agenda antirrecessão, combinada com maior fiscalização e punição para a sonegação de impostos, favorece o aumento da arrecadação pública para mais investimentos estatais e, como resultante deste círculo, a retomada da combinação entre crescimento e mais inclusão social e distribuição de renda.
Tudo isso, evidente, deve ser feito com amplo diálogo social com os movimentos sociais e com os beneficiários dos programas sociais, e inscritos dentro dos instrumentos de planejamento do Estado, como o Plano Plurianual e suas sucedâneas Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, articulação imprescindível para que este “novo ajuste”, um Ajuste Popular, seja a base para a recomposição parlamentar do governo no Congresso Nacional para aprová-lo e, a partir dele, semear o avanço necessário.
O 3º ConJPT também apontou a necessidade de um novo modelo de organização da nossa Juventude. Aprovamos a campanha pelos 10% do Fundo Partidário pra JPT na busca de fortalecer a militância nos territórios, realizar atividades junto às bases, jornadas de formação e seminários temáticos, promovendo debates abertos à população e, sobretudo, com a juventude da nova classe trabalhadora e os jovens de alguma maneira alcançados pelos programas sociais dos governos Lula e Dilma. Também apontamos para uma juventude que exerça forte solidariedade social, como foi no próprio congresso onde lançamos a primeira jornada solidária, e que realize permanentemente atividades de convencimento popular. Tudo isso é necessário para termos uma JPT para lutar por mais transformações no Brasil e não limitada a congressos a cada dois anos.
Foi também muito importante constatar e conviver com um partido cada vez mais plural: mais negro, mais jovem, mais feminista, mais indígena, mais quilombola e mais colorido.
Um ponto necessário é atrair cada vez mais as juventudes da periferia e a juventude trabalhadora, e para dar conta desses novos desafios é que vamos organizar um Seminário Nacional de Organização da Juventude do PT para pensarmos e formularmos coletivamente.
Hoje já dialogamos em outro nível com os movimentos sociais, como a própria campanha da reeleição demonstrou. E agora, para uma agenda de mobilização permanente, temos que ampliar o engajamento dos jovens petistas na Frente Brasil Popular, na Jornada de Lutas das Juventudes e avançar para uma aliança concreta nos locais de estudo, trabalho e moradia com as organizações da Esquerda que as compõem.
Nós não queremos apenas combater o Extermínio da Juventude Negra, mas que estejamos vivos militando na Juventude do PT e fazendo do Partido dos Trabalhadores o nosso instrumento de luta, reparação, emancipação, agitação cultural e de empoderamento político e social.
De maneira alguma a Juventude Petista pode se conformar em ser uma organização simples, vanguardista e interna ao PT. Estamos popularizando essa juventude e seguiremos nessa luta por um instrumento das massas, conectado com as favelas, periferias e com o Brasil profundo. Pra dar conta desta tarefa estratégica aprovamos a realização dos conselhos políticos itinerantes da JPT, compostos pela direção nacional, as estaduais de cada região do país e os movimentos sociais para uma relação mais forte com os estados; bem como a Criação do Circula JPT, visando a construção de uma intervenção territorializada com forte diálogo com as manifestações culturais das juventudes, e arealização do II
Festival de Política, Arte e Cultura da JPT, sendo um grande espaço de integração, debate político aberto à Juventude Petista e jovens simpatizantes.
Infelizmente, é preciso registrar um fato: lamentamos profundamente a decisão de alguns de desprezar os fóruns internos do partido e não participar da plenária final. O próprio Presidente Lula, em sua fala no Ato de Abertura do Congresso, foi cirúrgico ao dizer que “É importante que vocês divirjam aqui, é importante vocês discordarem, mas vai chegar um momento que vocês vão eleger uma nova direção e um novo programa de luta, e aí não tem corrente, aí é o Partido dos Trabalhadores que vai para a rua para fazer as coisas acontecerem”. Porém, é com grande alegria que afirmamos que o 3º ConJPT consolidou uma ampla aliança de forças no partido, que consideram que o PT deve ser defendido e fortalecido para enfrentar os novos desafios. Graças à força do nosso povo, da nossa militância nos Movimentos Sociais, da combatividade dos nossos mandatos parlamentares e das realizações de nossos governos à frente do Brasil, estados, municípios, o PT segue insuportavelmente vivo.
Chegou a hora desta nova geração de Petistas,companheiros e companheiras que são filhos e filhas dos últimos anos dos governos do PT, conduzir de fato os rumos do Partido no próximo período, reafirmando e atualizando a linha do Socialismo Petista, presente nos documentos construídos pelos fundadores, cuja obra é nossa responsabilidade continuar. Nós vamos construir um grande processo de Jornadas Populares de Formação Política para a Juventude do PT, vinculando a esta uma massiva campanha de filiação, tendo como meta central atrair mais jovens para o nosso partido e, também, trabalhar na formação dos Jovens Dirigentes do PT empoderados dentro das cotas dos 20% que conquistamos.
Gostemos ou não da ideia está posto um “terceiro turno”em nosso país, fruto da ascensão conservadora e o consequente acirramento da luta de classes. Para isso precisamos de uma Juventude do PT preparada para uma prolongada disputa de hegemonia com forte capacidade propositiva e uma responsável radicalidade na construção de suas ideias e na condução das suas ações políticas.
Em 13 anos de governos do PT realizamos grandes avanços. Porém, mesmo que tenhamos vivido o maior período de desenvolvimento econômico e social de nossa história, as estruturas construídas na formação do Estado e da sociedade brasileira foram e são gestadas, em seu íntimo, ainda por uma elite que não tolera a partilha de direitos e oportunidades, na mesma proporção que deflagra o sexismo, o racismo, a LGBTfobia e o preconceito de classe. Por isso, a estrutura política do país abre um novo patamar de exigências, que aponta para reformas do Estado, a qualificação dos serviços públicos e o bem-viver. Como dissemos aos irmãos e irmãs da Juventude do Partido Justicialista da Argentina, após o resultado eleitoral desfavorável, o desafio da soberania política, independência econômica, justiça social e da construção da Pátria Grande são duros, mas seguiremosfirmes na luta. Todo o sangue pode ser uma canção ao vento.
Já temos um grande desafio pela frente: a 3ª Conferência Nacional das Juventudes do governo federal, agora no mês de dezembro. Antes de qualquer coisa é urgente fazer a defesa da Secretaria Nacional de Juventude – SNJ e de uma política que, através de uma articulação transversal no governo federal, nos faça ativar um bônus ainda insuficientemente aproveitado para transformar o nosso País: os milhões e as milhões de jovens negros e negras, pobres da periferia diariamente chacinados que guardam um gigante potencial social, econômico, cultural, político, de inteligência inestimável que não podem seguir tendo seu futuro desperdiçado nas mãos do crime ou dos aparatos de repressão a ele; e os milhões de jovens filhos das “classes” C, D e E, beneficiados pelo crescimento com inclusão social dos últimos 13 anos, e que querem mais direitos e melhores serviços públicos.
Além disso, é urgente ampliar o diálogo com as gestões estaduais de juventude, com os/as jovens trabalhadores/as, pensadores/as, empreendedores/as egressos dos programas dos nossos governos – Microcrédito, ProJovem, ProUni, Pronatec, Ifets, ReUni, Pronaf Jovem, Bolsa-Família para lares com filhos matriculados no Ensino Médio, Mais Educação, Fundeb, Ciência Sem Fronteiras, Enem, Novo Fies – para discutir soluções para a economia, para as questões sociais, para a cultura, comunicação, mobilidade urbana, segurança pública, política nas conferências e conselhos nacionais… Enfim, para discutir o país e para construir mais mudanças e mais futuro escolhidos pela sociedade brasileira em 2014.
Não saímos do Congresso 100% prontos, mas, agora, somos uma grande tribo de esquerda, democrática e popular, unificada em torno de um movimento que defende um partido de lutas e de massas e, juntos, seguiremos, com o peito aberto àqueles que quiserem se somar nesta nova forma de caminhar, com mais ousadia militante, com novas formas de organização e na luta para construir esse partido e esse novo Brasil.
Do morro ao asfalto
Da cidade ao campo
Das terras firmes aos rios amazônicos.
A juventude quer viver
A juventude quer lutar!
Jefferson Lima, Secretário Nacional de Juventude do PT
Fonte e imagem: Agência PT de Notícias
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Campanha da Secretaria de Saúde aborda diversidade de gênero.


Com o slogan “Saúde é Atitude”, ação insere, pela primeira vez, transexual para mostrar a importância dos cuidados com a saúde do homem.
Conviver com o diferente ainda é um desafio para muitos. Com o objetivo de diminuir essa barreira, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) criou, neste mês de novembro, a campanha pela saúde do homem, que aposta na inclusão de pessoas com características distintas umas das outras. Pessoas comuns foram convidadas a participar das peças publicitárias, mostrando que hábitos saudáveis de vida podem ser adotados por todos.
Na campanha, são apresentados homens jovens, de meia idade, idosos, negros, brancos, índio e transexual. Em comum, eles têm como missão mostrar que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para a saúde.
“Pela primeira vez optamos por incluir um homem transexual em nossas campanhas. Acreditamos no poder da publicidade para reforçar conceitos importantes e a diversidade de gênero é um deles”, afirma o coordenador de Publicidade e Mobilização Social da SES-MG, Joney Fonseca Veira.
“Ao colocar lado a lado pessoas tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais e com necessidades tão semelhantes, tínhamos como intenção promover a diversidade e fazer com que as pessoas criassem identidade com a campanha”, reforça.
Um dos convidados a participar das peças foi Mel Costa Carvalho, que tem 22 anos, é ator e homem trans. Essa foi sua estreia em campanhas publicitárias e o resultado, segundo ele, foi bastante positivo.
“É estrondosa a repercussão para nós. Quando surge uma campanha dessa dimensão, é mais uma batalha que nós vencemos e que nos dá força e motivos para continuar lutando pelo nosso lugar na sociedade e, principalmente, pela nossa sobrevivência dentro dela”, avalia.
Para Mel, a representatividade das pessoas trans na mídia ainda é muito pouca. “Sabemos que vivemos em uma sociedade em que a hetero-cis-normatividade é quase invicta tratando-se de questões publicitárias”, completa.
A transexualidade se refere à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento. No caso de Mel, o processo, como ele mesmo conta, não foi tão turbulento quanto o de outras pessoas trans que diariamente ouvimos falar.
“Antes de me assumir perante a sociedade eu fiz um estudo, pesquisei sobre o que era ser um transgênero por conta própria para tentar me entender e saber se existiam mais pessoas que se sentiam como eu”, diz.
Apesar das experiências negativas que teve ao longo de sua vida, inclusive com aconselhamentos equivocados, Mel se sente agradecido pelo suporte que teve dos professores de onde se formou como ator, dos amigos que se tornaram ainda mais próximos e dos familiares que sequer lhe questionaram. “Digo que pude viver duas vidas em uma só, e me sinto abençoado por ter tido e ainda ter essa experiência”, ressalta.
O acompanhamento psicológico e dos profissionais de saúde é essencial em todas as fases do processo. No entanto, para Mel, vencer o preconceito continua sendo o principal desafio. “Muitos profissionais não estão totalmente preparados para lidar com pessoas como nós. E os empecilhos vão além disso. Judicialmente, ainda é um obstáculo muito grande na vida de uma pessoa trans não poder ter acesso aos seus novos documentos que indicam sua real identidade, com a qual se identificam. É um caminho muito grande a ser percorrido pela transexualidade, que ainda é considerada uma doença pelo CID (Classificação Internacional de Doenças)”, reforça o ator.
A campanha
O foco da campanha Saúde é Atitude (http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/7655-ses-mg-lanca-campanha-de-sensibilizacao-para-a-saude-do-homem) é a saúde integral do homem. Muito além da prevenção contra o câncer de próstata ou de pênis, as mensagens transmitidas pelas peças reforçam a importância dos cuidados com outras doenças como obesidade, diabetes e hipertensão, tão comuns atualmente.
Uma alimentação balanceada, a base de frutas, legumes, verduras e cereais, bem como atividades físicas regulares e visitas frequentes aos serviços de saúde são essenciais para uma vida mais saudável.
A saúde na comunidade LGBT
A SES-MG realiza, no próximo dia 16 de dezembro, das 8h às 18h, na Cidade Administrativa, processo de composição do Comitê Técnico Estadual de Saúde Integral da População LGBT. O comitê tem como objetivo elaborar a política estadual e executar o plano operatório nacional.
Será ainda um espaço intersetorial e consultivo de gestão para auxiliar e monitorar a implementação da política de saúde da população LGBT. Para isso, contará com a participação de diferentes áreas técnicas da secretaria de saúde, de outras políticas públicas e de representantes dos movimentos sociais LGB. Leia mais emhttp://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/7731-ses-mg-realiza-processo-de-composicao-do-comite-tecnico-estadual-de-saude-integral-da-populacao-lgbt
Fonte e imagem: Agência Minas

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Sedese e prefeituras de Mariana e Barra Longa concluem Plano de Ação para atingidos pela barragem.

Entre as ações de curto e médio prazo, estão a coordenação de doações, assistência social e psicológica para os moradores e orientações em relação às indenizações.
A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) entregou esta semana o Plano de Assistência Social para o município de Barra Longa, um dos mais atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Samarco. A localidade teve 120 casas e 309 moradores atingidos.
O Plano propõe ações em curto e médio prazo. No primeiro caso, encontram-se a organização do fluxo de recebimento e distribuição das doações. De acordo com informações da equipe da Sedese que está no município, os estoques de água, roupas e cestas básicas são suficientes para o próximo mês de dezembro. “No entanto, os moradores atingidos precisam de doações de material de higiene pessoal (shampoo, sabonete etc) e roupas de cama e banho. E para o Natal, seria bom o envio de brinquedos para as crianças”, explica a socióloga Marta Silva, coordenadora da equipe da Sedese em Barra Longa.
Deslocados para a região desde o dia 6 de novembro, um dia após o rompimento, os técnicos da Sedese estão apoiando a oferta de assistência social e garantindo o acolhimento das vítimas e o acesso à alimentação e vestuário, serviços de saúde e atendimento psicossocial, além da orientação à gestão municipal no processo de cadastramento de famílias e destinação dos recursos federais e estaduais, disponíveis nos fundos municipais de assistência social.
O Plano integra as iniciativas desenvolvidas pela Sedese na região atingida e, assim como já ocorreu em Mariana, onde, após a elaboração em parceria com os técnicos municipais, a equipe estadual de assistência social dará apoio para sua execução.
Outras medidas, de médio prazo, também foram apresentadas. Entre elas a contratação de uma equipe de assistência social pela Samarco para atender os atingidos nos próximos seis meses. A empresa já contratou três assistentes sociais e um psicólogo, que estão fazendo o levantamento e o acompanhamento de famílias, com o apoio de um assistente social do Cras de Barra Longa.
No Plano da Sedese, este trabalho inclui a identificação e atendimento de necessidades da população, acompanhamento psicossocial, apoio para retomada de suas vidas com autonomia e orientações sobre o processo de negociação das indenizações com a Samarco.
Outra ação é a contratação de uma equipe volante para assumir as ações emergenciais, como a busca ativa das famílias, e assim colaborar com a atuação das equipes dos Cras e dos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). A proposta abrange famílias e indivíduos atingidos nas localidades de Gesteira, Barretos, Onça, Mandioca, São Gonçalo, Bueno, Fazenda dos Corvinos e centro de Barra Longa.
Plano de Mariana
Em Mariana, o Plano de Ação da Assistência Social, também elaborado pelos técnicos da Sedese em parceria com a prefeitura, foi entregue à secretaria Municipal de Assistência Social e está em fase de implantação com ações de curto e médio prazo, além de definir atribuições à Samarco em relação ao atendimento das famílias e indivíduos atingidos.
Uma das ações é coordenar a distribuição das doações. Já foi disponibilizado um galpão próximo aos centros de distribuição, para o estoque das doações, além do transporte das pessoas atingidas ao Centro de Convenções para retirada dos suprimentos necessários.
Outra responsabilidade atribuída à Samarco é a contratação de equipe de profissionais, composta por dez assistentes sociais e dez psicólogos, para realizar atividades de acompanhamento das famílias atingidas, complementares aos serviços de assistência social já existentes no município. A equipe também deverá desempenhar atividades de atualização cadastral das famílias, que deve conter informações sobre públicos prioritários para acompanhamento pela assistência social e demais políticas sociais. O acompanhamento emergencial das famílias e indivíduos atingidos é outra atribuição das equipes, que inclui visitas periódicas para assistência psicossocial das famílias por no mínimo seis meses.
O Plano prevê ainda garantir a continuidade dos serviços, programas, projetos e benefícios da assistência social, além da proposta de criação de um Comitê Integrado para planejar e coordenar a execução de ações integradas entre as políticas sociais. O Comitê teria a função ainda de participar das negociações com a Samarco para levar as demandas e pautas das políticas sociais para garantir a continuidade e qualidade dos serviços prestados à população, tendo em vista o aumento de demanda gerado em função do rompimento da barragem de rejeitos.

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