CEZAR CANDUCHO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Reginaldo Lopes: Bancada do PT está unificada para barrar pautas ‘bombas’ e conservadoras.



A Agência PT conversou com o deputado mineiro, um dos três candidatos à líder do PT na Câmara, sobre as principais ações da bancada petista no retorno dos trabalhos no Congresso Nacional.
A Câmara Federal retomou seus trabalhos nesta terça-feira (2) com a Bancada do PT mais forte e unificada na ação política para barrar as pautas ‘bombas’ e conservadoras. Esta é a avaliação do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), um dos três candidatos à liderança do PT na Câmara.
“Com o enfraquecimento do deputado Eduardo Cunha, a retomada do protagonismo político da Bancada do PT a partir da sua unidade, e também com a retomada da base do governo, temos um novo cenário para que a gente volte com uma pauta legislativa progressiva e possa impor uma derrota a essas pautas conservadoras”, afirma Lopes.
Sobre o ajuste fiscal, que deve continuar na pauta do Congresso, o deputado mineiro cita a retomada do protagonismo da presidenta Dilma Rousseff no debate econômico, a volta do Conselhão e a política de créditos como medidas para um ajuste fiscal com novo olhar, para “um horizonte mais favorável a algum tipo de medida de readequação da economia”.
Em seu quarto mandato como deputado federal, Lopes presidiu a CPI que investiga o genocídio da juventude negra e pobre em 2015 e foi eleito presidente da Comissão de Enfrentamento aos homicídios de Jovens Negros.
Além de Reginaldo Lopes, a Agência PT conversou também com os outros dois candidatos à liderança do PT na Câmara, os deputados Paulo Pimenta (RS) e Afonso Florence (BA).
Confira a entrevista completa:
Agência PT de Notícias – Com a volta do ano legislativo, a Executiva Nacional definiu algumas pautas prioritárias que devem ser combatidas pelo PT no Congresso, a exemplo do Estatuto do Desarmamento. Além disso, projetos polêmicos, como o Estatuto da Família, Redução da Maioridade Penal, e o PL 5069, da Criminalização de Vítimas de Violência Sexual, também devem voltar à pauta. Como a Bancada do PT na Câmara deve se orientar para barrar essas pautas?
Reginaldo Lopes (PT-MG) – Em 2015, o presidente da Câmara Eduardo Cunha começou o ano muito fortalecido e terminou muito enfraquecido. E durante o ano ele impôs uma pauta, a partir da sua força, muito conservadora, ideologicamente e culturalmente contra nós, porque ele culturalmente sempre foi contra o nosso projeto, o projeto democrático e popular, contra a esquerda.
Já a Bancada do PT, na minha avaliação, terminou o ano de 2015 muito melhor do que iniciou, muito mais unificada. Essa unidade que nós construímos no final de 2015 é fundamental para termos uma unidade na ação política e retomar o diálogo com os partidos aliados, retomar o protagonismo e buscar impedir essas pautas bombas e conservadoras.
Isso porque tanto as pautas bombas quanto as pautas conservadoras têm a mesma matriz. Foram fruto, ano passado, de uma movimento golpista contra a presidenta Dilma, de uma base aliada ao governo desarticulada, da Bancada do PT com fraca unidade, e com o fortalecimento do Eduardo Cunha.
Mas agora em 2016 esse cenário inverteu. Temos o enfraquecimento de Cunha, a retomada do protagonismo político da Bancada do PT a partir da sua unidade, e também com a retomada da base do governo, com uma nova reorganização da base aliada da presidenta Dilma.
Somando esses três fatores, temos um novo cenário para que a gente volte com uma pauta legislativa progressiva. Com isso, acredito que nós podemos retomar um debate com pautas mais progressivas e tentar impor uma derrota a essas pautas conservadoras, porque isso não é um sentimento da sociedade brasileira, pelo contrário, a sociedade brasileira não legitima essas pautas.
Agência PT de Notícias  – Três medidas provisórias (692/15, 695/15 e 696/15) trancam a pauta de votações. Qual é a expectativa em relação a esses textos e outras MPs, também tão aguardadas pelo governo?
Reginaldo Lopes (PT-MG) – Acho que nós temos um bom debate pela frente e temos condições de aprovar as MPs, a partir do diálogo com a base aliada, acatando e melhorando as propostas a partir de novas sugestões. Acho que nós vamos aprová-las.
Agência PT de Notícias  – A continuidade do ajuste fiscal também será pauta no Congresso esse ano. Como será a articulação da Bancada do PT com a base aliada para garantir a aprovação da CPMF?
Reginaldo Lopes (PT-MG) – É um ajuste fiscal com novo olhar, que não tem fim em si próprio, pois acho que em 2015 o ajuste fiscal teve fim em si próprio. Agora, precisamos de um novo ajuste, com um novo olhar da economia a partir da retomada do protagonismo da presidenta Dilma no debate econômico, a partir da volta do Conselhão e da política de créditos para várias áreas da economia. Acho que isso dá um horizonte mais favorável para algum tipo de medida de readequação da economia, mas que não tenha um fim em si próprio, que na verdade causou mais recessão do que ajuste.
A partir dessa lógica, onde se tem um conjunto de políticas públicas claras, onde o governo retoma seu protagonismo e seu papel de indutor da economia, creio que a CPMF tem todas as condições de ser aprovada. Para isso, é preciso uma articulação não apenas com a base aliada, mas também com a sociedade brasileira, mostrando para a sociedade que precisamos de um ajuste orçamentário, que precisamos de equilíbrio orçamentário para continuar com mais avanços.
Agência PT de Notícias  – Quais outros temas devem movimentar o legislativo nos próximos meses?
Reginaldo Lopes (PT-MG) – Nesse semestre, vou me dedicar muito à reforma do ensino médio, que dará ao estado brasileiro uma política educacional de melhor qualidade, que implica em uma educação mais transversal e cidadã, que melhora e diminui a evasão e a retenção nas universidades.
Além disso, vou trabalhar também para votar as políticas que combatem a violência contra jovens negros e pobres. Vou concentrar nesses dois temas. Nós apresentamos um conjunto de proposições para mudar o modelo de segurança pública, para acabar com o genocídio, e ao mesmo tempo trabalhar a reforma do ensino médio.
A saída do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também estará entre as prioridades nos próximos meses? O que deve ser feito pelos petistas na Câmara para conseguir sua destituição do cargo?
O PT já posicionou e votou pela admissibilidade. Agora, o deputado Eduardo Cunha vai apresentar sua defesa, vai ter o rito regimental e legal, do qual ele tem direito. Mas o PT já tomou posição pela cassação dele.
Agência PT de Notícias  – Quais outras propostas serão apresentadas e/ou encabeçadas pela bancada do PT?
Reginaldo Lopes (PT-MG) – Acredito que a Bancada do PT quer uma um modelo novo no sistema fiscal e tributário brasileiro, tanto que nossa bancada apresentou 10 propostas (http://ptnacamara.org.br/images/documentos/doclider1-2.pdf) do ponto de vista tributário, para se ter um modelo tributário que seja mais direto e menos indireto, mais progressivo e menos recessivo. Acredito que do ponto de vista da Bancada, do coletivo, é a de emplacar essas propostas.
Foto: EBC
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A mídia, a política e o PT.



Aquela conversa mineiramente “ajuntada” de uma cerveja tomada no final de um dia de trabalho, as vezes se torna a mais lúcida reflexão. Trata dos temas: mídia, política e o Partido dos Trabalhadores.
Sem dúvida ao dizer sobre o olhar da mídia no quesito conjuntura política, seu ódio a classe trabalhadora e suas conquistas na última década é tamanho que o foco não poderia ser outro do que desconstruir a imagem do PT.
Poderia aqui escrever inúmeras realizações, porem a mais consistente e mais destruída pela grande mídia brasileira seria o combate a corrupção.
Nos últimos treze anos, diversas operações foram realizadas pela polícia federal, além de uma grande movimentação do judiciário e ministério público. O resultado deste esforço de se combater a corrupção no Brasil traz números de centenas de servidores públicos afastados todos os anos em todas as esferas e poderes, além de empresas e seus responsáveis presos e um maior controle sobre gastos públicos.

Na visão midiática, o Brasil nestes últimos anos não enfrentou um problema que estava escondido debaixo dos tapetes dos governos e sociedade, mas sim criou esquemas criminosos para que o alvo fosse o PT, porem o efeito caiu por toda política.
Uma geração de brasileiras e brasileiros com descrença em práticas coletivas, acreditando apenas na salva guarda personalista de messias e salvadores. Uma política frágil no âmbito institucional e que não prejudica apenas a imagem do PT, mas de todas a organizações sociais presentes nas mudanças do povo.
A imprensa quis envenenar o PT para a sociedade, porem envenenou a sociedade a prática política, a acreditar que a participação muda as estruturas sociais, econômicas e culturais. Este estrago é incalculável e deve ser creditado todo como ônus ao país pela imprensa brasileira.

Ao se tratar de mídia, política e ao PT, acredito bem no ditado popular, reformado a atual realidade: política em tempos de que a direita controla a mídia, sim, se discute.
Leonardo Koury – Escritor, Assistente Social e Militante dos Movimentos Sociais e filiado ao Partido dos Trabalhadores em MG.
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Deputados do PT vão intermediar reunião dos servidores da Educação com o Governo.



Uma reunião entre os secretários de estado de Governo, Odair Cunha e da Educação, Macaé Evaristo, com os representantes do Sindicato Únicos dos Trabalhadores da Educação, marcada para a quarta-feira (03/02), deverá direcionar o acordo feito entre o Executivo estadual e os servidores da categoria. O encontro será realizado na sede do BDMG às 17h.
O encontro foi articulado pela bancada do PT na Assembleia Legislativa, que, na terça-feira (02/02), recebeu pelo menos 27 representantes das subsedes do sindicato, além da presidente do SindUte, Beatriz Cerqueira. “Viemos pedir ajuda pois essa casa é responsável pela aprovação da lei que foi a política de piso salarial no Estado e ainda não tivemos os 11,36% previsto para janeiro. Além disso, queremos mais nomeações, pois as designações deste ano evidenciaram ainda mais a precarização da educação, que precisa ter fim. As 15 mil nomeações anuais que o governo propôs até 2018 não darão conta de toda a demanda de cargos vagos, em função das vagas abertas pelos servidores da lei 100, que foram declarados vagos pelo Supremo Tribunal Federal”, explicou Cerqueira.
Para o líder do Bloco Minas Melhor, deputado Rogério Correia, que esteve acompanhado dos deputados, Ulysses Gomes, Cristiano Silveira, Prof. Neivaldo, Cristina Correra e Marília Campos, disse que o encontro será importante para manter o diálogo que o governo Pimentel tem tido com a categoria. “As demandas apresentadas pelo SindUte são importantes e entendemos que o governo precisa se debruçar sobre elas, principalmente sobre o reajuste, que é um acordo, uma lei. Sabemos que a situação financeira é difícil, principalmente por conta do rombo de R$ 7,2 bilhões deixado pelo governo tucano. É uma herança maldita, mas temos que resolver e ajudar o governo”, afirmou.
Foto: Clarissa Barçante/ALMG
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Sindicato dos Bancários de SP conta verdade sobre a Bancoop e denúncia contra Lula.



O Sindicato dos Bancários de São Paulo divulgou nota nesta quarta, 3, em que esclarece a verdadeira situação da Cooperativa Habitacional dos Bancários – Bancoop – e lembra que a cooperativa já foi investigada por duas CPIs, sem encontrar qualquer desvio. A entidade critica mais uma tentativa de usar a Bancoop em ano eleitoral “para fazer disputa política”, citando a mais recente denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um empreendimento da cooperativa em Guarujá.
Confira a íntegra da nota:
DOS BANCÁRIOS DE SP: A VERDADE SOBRE A BANCOOP
São Paulo – A Bancoop foi criada em 1996 por militantes bancários, com apoio do Sindicato dos Bancários de São Paulo e o objetivo de possibilitar aos trabalhadores realizar o sonho da casa própria. Como cooperativa, não visava o lucro e conseguia construir empreendimentos de qualidade a preço de custo. Atualmente, 5.698 famílias vivem em casas ou apartamentos feitos pela Bancoop.
A partir de dezembro de 2004, com a morte de Luiz Malheiro, presidente da cooperativa desde sua fundação, e integrantes do departamento financeiro, num acidente de carro, assume uma nova diretoria que tem de fazer uma reorganização administrativa na Bancoop. De acordo com o formato de cooperativa, qualquer eventual diferença entre o custo estimado do imóvel e o efetivamente gasto seria rateada entre os cooperados. A recusa em aceitar esse rateio em alguns casos gerou um déficit que acabou por dificultar a conclusão de algumas unidades.
A situação foi agravada pela guerra política travada em torno da Bancoop, principalmente em anos eleitorais. Muito se diz, sem nada ser comprovado. A cooperativa passou por duas CPIs (na Assembleia Legislativa e no Senado) e nenhum desvio foi constatado. Um procedimento no Ministério Público foi arquivado por falta de provas.
A partir de 2007, o promotor José Carlos Blat, do MP de São Paulo, faz denúncias contra a Bancoop por cerca de um ano via imprensa, sem efetivar inquérito no qual a cooperativa tivesse oportunidade de apresentar defesa. Mesmo infundadas, essas denúncias divulgadas pela mídia assustaram cooperados que desistiram de pagar, abalando a estrutura da cooperativa.
Quando o processo foi instalado e pode enfim se defender, a Bancoop apontou 593 erros do promotor, que estão sendo questionados judicialmente. Dentre eles, o pilar da denúncia: um suposto cheque de R$ 38 milhões que, na verdade, era de R$ 38 mil. Uma das muitas inconsistências apontadas pela Bancoop, que sempre deu todas as explicações solicitadas pela Justiça (confira também no www.bancoop.com.br).
Dados – Em assembleia com bancários e por solicitação dos trabalhadores, o Sindicato se comprometeu a acompanhar a situação e a solução dos problemas. Em 2005, havia 14 empreendimentos para serem concluídos e atualmente são três. No total, 25 foram entregues.
A partir da deliberação dos cooperados, em assembleias homologadas pela Justiça, construtoras passaram a trabalhar para finalizar os empreendimentos. Os acordos que levaram às transferências desses empreendimentos para as construtoras (são quatro empresas) ocorreram a pedido dos próprios cooperados: sem um mínimo de 90% de adesões, os acordos não eram concretizados.
Parte dos que desistiram de empreendimentos passados a outras construtoras tiveram restituído os valores pagos, faltam 173. Além das 5.698 moradias entregues, outras 644 foram concluídas via acordos de transferência de empreendimentos aprovados em assembleias pelos cooperados.
O apartamento de Lula e a Bancoop – A mais recente denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva refere-se a um apartamento adquirido por sua esposa, D. Marisa, num empreendimento da Bancoop no Guarujá. Como outros tantos trabalhadores, Lula e sua família queriam ter um espaço na praia para descansar, mas desistiram diante do assédio da imprensa e, como outros cooperados, aguardam para receber de volta o montante empenhado.
> Veja a documentação disponibilizada pelo ex-presidente, demonstrando a legalidade da transação
Para quem governou o Brasil por 500 anos achando que trabalhador tem de ser explorado, esperando crescer um tal bolo que nunca seria dividido, Lula incomoda e muito. Foi o presidente que mais distribuiu renda, tirou o Brasil do mapa da fome, fortaleceu a economia e o mercado interno, feitos reconhecidos internacionalmente.
Os jornais estão travando uma disputa política que tem por único objetivo evitar que Lula seja candidato em 2018. Nós, do Sindicato, repudiamos a falta de compromisso da imprensa tradicional com a verdade e queremos que a disputa seja travada nas urnas, único espaço onde deve ser julgado o projeto político que governa o Brasil desde 2003.
Repudiamos um jogo sujo que atinge empresas, nomes, reputações, famílias inteiras e paralisa o país. Não por acaso, a maior parte dos atingidos representa a luta dos trabalhadores por mais direitos nesse Brasil tão desigual. É o caso do presidente da CUT, Vagner Freitas. O Sindicato repudia também esse ataque (leia mais aqui).
Entenda e divulgue a verdade – A denúncia apresentada pelo promotor Blat conta com 593 ERROS sobre a Bancoop. Ele menciona, por exemplo, o cheque nº 012400, emitido e compensado no valor de R$ 38.804,66 como tendo o valor de R$ 38.804.366,00 (foto à esquerda).
. É MENTIRA que seis mil famílias ou três mil famílias não tenham recebido seus apartamentos ou casas da Bancoop. Na verdade 5.698 estão usufruindo de seus empreendimentos em algumas das principais regiões de São Paulo e Osasco (fotos acima).
. Não há dinheiro desviado da Bancoop. Todo dinheiro foi investido nos empreendimentos finalizados a partir de acordos definidos pelos cooperados em assembleias, todos homologados pela Justiça.
. A cooperativa teve seu sigilo bancário quebrado e nada de errado foi encontrado.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo e Sindicato dos Bancários de Uberaba e Região
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Campanha #MeuNúmeroÉ180 promove um carnaval mais seguro e sem violência contra as mulheres.



Com o apoio da ONU Mulheres e da campanha do secretário-geral da ONU ‘UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres’, iniciativa visa à diminuição de assédio e violência contra as mulheres e aumento da divulgação do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência.
Os 100 anos do samba e o alerta para a prevenção da violência contra as mulheres dão o tom da campanha #MeuNúmeroÉ180, inspirada pelo clássico Pelo Telefone, de Donga. Realizada com o apoio da ONU Mulheres e da campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres”, a iniciativa visa a incentivar a busca por serviços públicos especializados de atenção às vítimas por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.
“O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Os dias de diversão e folia devem ser bem vividos por todas as pessoas. A campanha alerta as mulheres sobre o direito de viver sem violência e o que devem fazer nos casos de violência, acionando o Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, inclusive finais de semana e feriados, para saber como fazer a denúncia, localizar os serviços de polícia, justiça e saúde mais próximos. Aos homens, a campanha manda a mensagem de que devem ser solidários às mulheres, colaborar para evitar a violência e apoiar as mulheres nos casos de agressões.
Para a sociedade como um todo, essa campanha defende que a violência contra as mulheres é inaceitável e que todas e todos devem desenvolver cultura e atitudes voltadas à igualdade de gênero”, afirmou a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman.
#MeuNúmeroÉ180
A campanha pro bono foi criada pelas agências The Aubergine Panda e Lynx, inspirada nos inúmeros depoimentos e manifestações que tomaram conta das redes sociais em 2015, com histórias de assédio e violência. Tendo em conta que o carnaval é um período de diversão, mas também de agressões físicas e verbais contra as mulheres, as agências resolveram conscientizar a população, usando como gancho a comemoração dos cem anos do samba.
Para isso, foi criada uma paródia baseada no primeiro samba gravado no Brasil, Pelo telefone (Donga): “O chefe da folia pelo telefone manda me avisar que com violência não dá para brincar”, que foi somada à assinatura: “Se a abordagem é agressiva, #MeuNúmero é 180.”
“Depois dos diversos episódios e eventos que marcaram 2015, pensamos em uma forma de tirar as ideias do papel e dar voz às mulheres. Percebemos que em um século muita coisa evoluiu, mas quando o tema é assédio, foliões parecem ter parado no tempo. Relacionamos a expressão ‘meu número’ ao número que deve ser discado em caso de violência, e aproveitamos o próprio samba para passar a mensagem”, explica a diretora-geral da The Aubergine Panda, Letícia Galvão Bueno.
Toda a divulgação foi feita por meio de um trabalho de relações públicas, desde o mapeamento de personalidades vinculadas ao samba e celebridades até o relacionamento com influenciadores digitais. Foram enviados kits com camisetas para celebridades, clientes e funcionárias das agências, com a sugestão de compartilhamento de fotos com a hashtag #MeuNúmeroé180 nas redes sociais.
Você pode participar!
As pessoas e empresas que quiserem aderir à campanha também podem participar. Basta entrar no site www.meunumeroe180.com.br, baixar os posts disponíveis e compartilhar em suas redes sociais com a hashtag #MeuNúmeroé180. Violência contra a mulheres é crime, e deve ser denunciada pelo número 180.
Sobre o Ligue 180 – A Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 – é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato), oferecido pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, desde 2005.
O Ligue 180 funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil e de mais 16 países (Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela). Desde março de 2014, o Ligue 180 atua como disque-denúncia, com capacidade de envio de denúncias para a segurança pública com cópia para o Ministério Público de cada estado. O Ligue 180 é a porta principal de acesso aos serviços que integram a Rede nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, sob amparo da Lei Maria da Penha.
Assista ao vídeo da campanha:
Fonte: ONU Brasil

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