CEZAR CANDUCHO

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sábado, 26 de março de 2016

PTMG - Dilma a jornais estrangeiros: “É um golpe diferente, mas é golpe”


Em entrevista coletiva a correspondentes internacionais do The Guardian, New York Times e El País entre outros, presidenta reafirmou que não irá renunciar.
Em entrevista coletiva para jornais de 6 países, a presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (24) que não há base legal para pedir o seu impeachment e reforçou que não renunciará. Por quase duas horas, a presidenta Dilma conversou com os repórteres do francês “Le Monde”, do norte-americano “The New York Times”, do argentino “Pagina 12″, do espanhol “El País”, do inglês “The Guardian” e do alemão “Die Zeit”.
A presidenta criticou a postura do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu na Lava Jato sob a acusação dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com o “The New York Times”, Dilma disse que Cunha colocou o impeachment em andamento para desviar a atenção das acusações contra ele.
Na entrevista, Dilma Rousseff defendeu a nomeação do ex-presidente Lula ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil e ressaltou a capacidade de negociação e articulação política dele.  Em seguida, reafirmou que a nomeação não aconteceu com o intuito de protegê-lo. Segundo ela, um ministro não está imune a investigações e questionou se a Suprema Corte “não é boa o suficiente para investigar Lula”, fazendo menção ao foro privilegiado que ganhará caso tome posse.
Golpe em curso
Segundo o repórter Thomas Fischermann, do jornal alemão “Die Zeit”, a presidente Dilma Rousseff classificou de “golpe” a tentativa de tirá-la do poder por meio de um processo de impeachment. “Ela usou essa palavra, golpe. Disse que é um golpe diferente do que ocorreu na ditadura militar, mas é um golpe” e deu como razão o fato de não haver nenhuma razão legal para o impeachment.
O jornal britânico “The Guardian” relatou em seu site que Dilma disse que não vai renunciar e não é uma “mulher fraca”. Segundo o mesmo jornal, ela também ressaltou que um juiz deve ser imparcial e não pode julgar com paixões políticas, e considera ilegais as escutas feitas pela Polícia Federal, a pedido do juiz Sérgio Moro. “Violar a privacidade fratura a democracia”, afirmou.
Fonte: Agência PT de Notícias

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Gerson Almeida: “Cara feia e voz alta não vão nos assustar”



O sociólogo conta que foi chamado pejorativamente de “petista ideológico” e reflete: mas por que o tom de acusação?
Petista ideológico
por Gerson Almeida*
Em uma tentativa de diálogo com um conhecido de longa data, antes de oferecer qualquer argumento, meu interlocutor desferiu a sentença: tu és um “petista ideológico”. Sim, eu sou petista desde quando ainda não havia PT legalmente e nunca deixei de lado a militância pelas liberdades democráticas e a luta contra todo tipo de exclusão social.
Em princípio achei que isto seria um elogio, um reconhecimento por uma trajetória que já acumulou quatro décadas. Neste longo período já perdi muito da vitalidade de outrora e todo o topete, mas os compromissos com as causas da justiça social permanecem cada vez mais arraigados.
Mas o tom da fala não era de reconhecimento, mas de acusação.
Fiquei em dúvida se a acusação era por ser petista, ou por ser ideológico. Ser petista e ter participado de todo o processo de construção democrática e, ainda, ter enfrentado os perigos que a luta contra uma ditadura implica e, mais, estar participando de uma experiência de gestão pública que fez milhões de pessoas conquistarem sua cidadania, sempre foi razão de orgulho pessoal. Então descartei esta possibilidade.
Assim, meu pecado é o de ser ideológico. É verdade que isto pode ser entendido como sinônimo de pessoa estreita, que não aceita posições contrárias e é arredio ao debate. No entanto, pensei com os meus botões, nos espaços de gestão que participamos, sempre construímos ferramentas que ampliaram as esferas de decisão para milhares de pessoas, o que fez o controle social crescer. Isto exige muitas conversas e debates e nos obriga a sempre acatar as decisões da maioria, assim, não era possível, neste caso, dar a ideológico o sinônimo de arredio ao debate.
Então, se nosso compromisso sempre foi o de lutar contra qualquer tipo de exclusão e nossas ações sempre foram pautadas por ideias e compromissos e, portanto, não por conveniências e interesses, creio que ser reconhecido como ideológico é um elogio.
Mas, então, por que o tom de acusação?
Bem, como basta ao discurso acusatório apenas a repetição de insultos, nele não há preocupação argumentativa, pois “todo o mundo sabe sobre o que estou falando, só não vê quem não quer”. Esta frase, que tem sido repetida exaustivamente, sempre me deixa a certeza de que seu locutor é quem não sabe exatamente sobre o conteúdo do que fala e, por isto, não é capaz de desenvolver um raciocínio lógico.
Daí é que entendi que, em algum momento da história, todos os lutadores sociais foram duramente acusados e muitos pagaram um preço alto pelas suas causas. Aqueles que têm algo a perder com as lutas sociais defendem furiosa e violentamente seus privilégios.
Meu acusador tem razão. Sou mesmo um petista ideológico e como poucas vezes antes, sinto que meu esforço está em sintonia com o de milhões de pessoas contemporâneas deste momento. Ao resistir e lutar, encarnamos também o espírito de tantos outros lutadores, que em algum momento da história, serviram de barricada para evitar que o ódio regressivo se imponha. Portanto, cara feia e voz alta não vão nos assustar, assim como coturnos e armas não conseguiram.
Gerson Almeida é sociólogo
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Circuito Liberdade terá diversas opções durante o feriado de Semana Santa.



Exposições, shows e ações educativas movimentam espaços culturais a partir desta quinta-feira.
Neste feriado prolongado de Semana Santa, quem ficar em Belo Horizonte poderá contar com alguns programas interessantes nos espaços do Circuito Liberdade. Além das exposições de longa duração e das mostras temporárias, várias outras atividades serão oferecidas para toda a família, de quinta-feira (24/3) a domingo (27/3).
Com exceção do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e do BDMG Cultural, que estarão abertos todos os dias, de quinta a domingo, a maioria dos espaços do Circuito Liberdade fechará apenas na sexta-feira e funcionará normalmente na quinta, sábado e domingo.
A programação inclui a mostra de Iberê Camargo, no CCBB, que estará em cartaz apenas até a próxima segunda-feira (28). A exposição apresenta 134 trabalhos do artista gaúcho, entre pinturas, desenhos e gravuras. Na Casa Fiat de Cultura, o público poderá conferir a exposição “Formas do Moderno– Coleção Edson Queiroz”, que reúne cerca de 60 obras de importantes artistas do Modernismo Brasileiro, como Portinari, Di Cavalcanti, Volpi, Guignard e Oiticica.
O Centro de Arte Popular, o CAP, estará com uma exposição inédita sobre o artesanato do Médio São Francisco, mais precisamente da região da cidade de Januária. No Museu Mineiro, os visitantes conhecerão a mostra “Décio Noviello: Acontecimentos”, que apresenta recortes dos vários momentos da ampla produção do artista, carnavalesco, cenógrafo e figurinista.
No BDMG Cultural, espaço recém-integrado ao Circuito Liberdade, estará aberta a mostra “Minas – Panorama de produção visual contemporânea”, que apresenta a produção de artistas conhecidos no Brasil e no exterior como Paulo Nazareth, Jorge dos Anjos e Sonia Gomes em meio a outros jovens talentos, muitos vindos por intermédio do Edital Mostras BDMG.
Diversas ações culturais acontecerão também no Espaço do Conhecimento UFMG, que comemorou seis anos de atividades este mês e reabriu seu Terraço Astronômico ao público. No MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal e no Memorial Minas Gerais Vale, além das exposições de longa duração, serão realizados shows e ações educativas. Confira os horários de funcionamento do Circuito Liberdade.
Museu Mineiro:
Quinta: 12h às 21h.
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 12h às 19h
Museu Mineiro:
Quinta: 12h às 21h.
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 12h às 19h
Memorial Minas Gerais Vale:
Quinta: 10h às 22h
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 10h às 16h
MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal:
Quinta: 12h às 22h
Sexta: não abre
Sábado e domingo: 12h às 18h
Espaço do Conhecimento UFMG:
Quinta: 10h às 17h
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 10h às 17h
Casa Fiat de Cultura:
Quinta-feira: 10h às 18h
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 10h às 18h
Centro de Arte Popular – Cemig:
Quinta-feira: 12h às 21h
Sexta-feira: não abre
Sábado e domingo: 12h às 19h
BDMG Cultural Galeria de Arte:
Quinta a domingo: 10h às 18h
Centro Cultural Banco do Brasil/CCBB
Quinta-feira a domingo: 10h às 21h
Biblioteca Pública Estatual Luiz de Bessa:
Quinta-feira (24) a domingo (27): não haverá funcionamento
Arquivo Público Mineiro:
Quinta-feira (24) a domingo (27): não haverá funcionamento
Cefart Liberdade:
Quinta-feira (24) a domingo (27): não haverá funcionamento
Horizonte Sebrae – Casa da Economia Criativa
Quinta-feira (24) a domingo (27): não haverá funcionamento
Fonte: Agência Minas

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