CEZAR CANDUCHO

quarta-feira, 23 de março de 2016

PTMG - Rui Falcão: Contra o golpe, petista não foge à luta.


Em artigo na Agência PT, o presidente do PT lembra que o governo também precisa ter iniciativas econômicas e ações políticas para romper o cerco.
Mais de um milhão de pessoas saiu às ruas no último dia 18, em defesa da democracia, da legalidade, contra ogolpe jurídico-politico-midiático em andamento. Os comentaristas do quanto pior melhor preferem valorizar a marcha do dia 13, uma manifestação contra tudo e todos, que agrediu inclusive muitos que patrocinaram e participaram do evento.
O que se viu e ouviu naquele dia foi uma repulsa aos políticos e, pior ainda, à própria política, um movimento assemelhado ao fascismo.
Pior, a multidão foi insuflada pela mídia monopolizada, que instiga a intolerância, o ódio e a violência – -como registrou a ampla cobertura, em contraste com o ato da sexta-feira, quando o discurso do Lula foi boicotado nas transmissões de TVs.
A ofensiva golpista não hesita em criar o caos no País para alcançar seu grande objetivo: depor a presidentaDilma e assumir o governo sem eleições.
Diferentemente de outros períodos, em que os militares derrubaram governos populares, a tática atual, coordenada em todo o Continente, é o chamado golpe “constitucional”, em sintonia com setores do aparelho de Estado e apoiado pela grande mídia.
Ao contrário do que proclamam, quem garante a estabilidade e pode retomar o crescimento da economia é o governo Dilma. Foi este o sentido da nomeação do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil, para ajudar a presidenta e o País, cuja investidura não pode ser barrada por chicanas jurídicas e grampos ilegais.
Ë preciso que todos saibam: casuísmos e soluções artificiais, como as que são urdidas pelos golpistas, só acentuarão a crise, tanto no plano econômico, como no sistema político.
Como bem assinalou o sociólogo Gabriel Cohn em entrevista recente, “não vai mais que um passo” entre o que ocorre hoje “e regimes autoritários, que não precisam ter feição ‘fascista’ ou assemelhada, mas podem muito bem se ocultar sob o manto de uma democracia representativa com Legislativo conservador, partidos fracos, porosidade ao poder econômico e Judiciário centrado em funções repressivas. O Brasil está a beira disso, e a tarefa mais urgente é conter essa tendência”.
Para contê-la, é necessário prosseguir com a mobilizações, antes e depois do dia 31 de março, com o esclarecimento da população – que pode perder conquistas e direitos.
Também o nosso governo precisa ter iniciativas no plano econômico e ações politicas para romper o cerco em torno dele. Afinal, não é possível que emissoras de rádio e TV, concessões de serviço público, continuem, à margem da lei, propagando e organizando o golpe.
Queremos a paz, o diálogo, a concórdia e a tolerância entre todos os brasileiros (as). Mas, contra o golpe e em defesa da democracia, petista não foge à luta.
Rui Falcão é presidente nacional do PT
Fonte e imagem: Agência PT de Notícias
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Estado empossa Comitê para o Desenvolvimento  dos Povos e Comunidades Tradicionais.



Comitê é coordenado pelas secretarias de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania e de Desenvolvimento Agrário.
O Governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) e de Desenvolvimento Agrário (Seda), empossou nesta segunda-feira (21/3), em solenidade na Cidade Administrativa, os 34 membros titulares e suplentes  da Comissão Estadual para o Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CEPCT), criada pelo Decreto 46.671/2014. A CEPCT vai coordenar a elaboração e implementação de políticas públicas voltadas para essas populações no Estado.
Formada por representantes de povos quilombolas, indígenas, ciganos e vazanteiros, entre outros, a CEPCT realizou também nesta segunda-feira, quando se comemora o Dia Internacional contra a Discriminação Racial, a primeira reunião do grupo, buscando dar início à criação ou modificação de instrumentos necessários à implementação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável de povos e comunidades tradicionais.
Hoje, em Minas Gerais, já são reconhecidas 17 comunidades e povos tradicionais, que são os apanhadores de flores Sempre Viva, artesãos do barro e tecelãs, catingueiros, ciganos, congadeiros, extrativistas, faiscadores, garimpeiros, geraizeros, indígenas, pescadores artesanais, além de povos de circo, povos tradicionais de matriz africana, quilombola, ribeirinhos, vazanteiros e veredeiros.
Durante a solenidade de posse dos membros da CEPCT, o secretário de Estado de Desenvolvimento Agrário, Glenio Martins, salientou que é muito importante que cada representante dos povos e comunidades tradicionais traga para o Conselho as suas demandas.  “É de grande importância haver uma dinâmica para garantir o papel político da comissão, qualquer política pública só será eficaz se houver uma ampla participação de pessoas do nosso Estado”, disse.
Já o secretário-adjunto de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Biel Rocha, salientou que a Sedpac, quando foi criada, incorporou, além da promoção e defesa dos direitos humanos, a pauta da participação social, uma grande marca do governo Fernando Pimentel.
“Hoje se instala aqui um comitê de povos e comunidades tradicionais que vai ter a responsabilidade de acompanhar, de construir, de monitorar o plano estadual, que é fruto de uma lei em nosso Estado, fruto de uma luta, de grande articulação dos movimentos sociais em Minas Gerais”, disse, salientando que qualquer política pública hoje no Estado só vai ser eficaz e eficiente se houver uma ampla participação das pessoas.
Biel Rocha enfatizou também que a Sedpac tem buscado fortalecer os conselhos de direitos. “Muitos deles, durante anos, estavam enfraquecidos, desqualificados e desmobilizados. O desafio é fortalecer e motivar a sociedade civil a participar e resgatar o papel de um Conselho no Estado, seja da criança, da mulher, da pessoa com deficiência, da pessoa idosa ou da igualdade racial. Já criamos o Comitê de Respeito à Diversidade Religiosa, um comitê de políticas para a população em situação de rua, até então inexistente em nosso Estado. Todos para que esses segmentos possam pensar, construir, monitorar e pressionar o governo para que efetivamente essas políticas sejam implementadas”, disse.
“A Comissão para nós é muito importante, era algo que estávamos precisando muito, e vai ser um espaço onde nós vamos apresentar nossas demandas e ter a esperança de que elas sejam concretizadas”, disse Marinalva Maria de Jesus, representante dos indígenas de Belo Horizonte e Grande BH no Conselho.
“A gente chega com uma expectativa muito grande. É uma esperança que esse Conselho seja um espaço de diálogo, que resolva os conflitos”, afirmou Maria de Fátima Alves, representante dos apanhadores de flores Sempre Viva da região do Vale do Jequitinhonha. Segundo ela, hoje seria necessário a criação de unidades de proteção para a preservação do emprego desse segmento, que na região garante o sustento de mais de 5 mil pessoas.
Pelo Governo, foram empossados os representantes das secretarias de Estado da Saúde, Agricultura, Educação, Cultura, de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas, de Trabalho e Desenvolvimento Social, do Planejamento, da Sedpac, Seda, Meio Ambiente, além do Instituto Estadual de Floresta (IEF), Instituto de Desenvolvimento  do Norte e Nordeste (Idene), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural  (Emater), Fundação Rural Mineira (Ruralminas), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e da Universidade  Estadual de Montes Claros (Unimontes).
Como representantes da sociedade civil foram empossados, garimpeiros, faiscadores, artesãos de barro e tecelãs, congadeiros, quilombolas, povos de circo, ciganos, pescador artesanal, catingueiro, vazanteiros, apanhadores de flores Sempre Viva, geraizeiros, bem como veredeiros e indígenas.
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG
Fonte: Agência Minas
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Chico Buarque e escritores assinam manifesto pela democracia.
Manifesto está disponível para adesões na internet. Também fazem parte Antonio Candido, Slavoj Zizek, Lira Neto, Raduan Nassar, Aldir Blanc, entre outros.
O cantor Chico Buarque e outras 2 mil pessoas também se posicionaram a favor da democracia brasileira e contra o golpe. O abaixo-assinado “Escritores e profissionais do livro pela democracia”, publicado na noite desta segunda-feira (21), surgiu pelo Facebook e conta com a participação de poetas, editores, revisores, designers, entre outros.
O manifesto está disponível para adesões na internet. Além de Chico, assinam o documento Antonio Candido, Milton Hatoum, Slavoj Zizek, Leonardo Padura, Lira Neto, Raduan Nassar, Bernardo Carvalho, Laerte, Humberto Werneck, Aldir Blanc, Rubens Figueiredo e Davi Arrigucci Jr, e outros escritores.
Confira o abaixo-assinado:
“Nós, abaixo assinados, que escrevemos, produzimos, publicamos e fazemos circular o livro no Brasil, vimos nos manifestar pela defesa dos valores democráticos e pelo exercício pleno da democracia em nosso país, de acordo com as normas constitucionais vigentes, no momento ameaçadas.
Não podemos imaginar a livre circulação de ideias em outra ordem que não seja a da diversidade democrática, gozada de forma crescente nas últimas décadas pela sociedade brasileira, que é cada vez mais leitora e tem cada vez mais acesso à educação.
Ainda podemos nos recordar facilmente dos tempos obscuros da censura às ideias e aos livros nos 21 anos do regime ditatorial iniciado em 1964.
A necessária investigação de toda denúncia de corrupção, envolvendo a quem quer que seja, deve obedecer às premissas da legalidade e do Estado democrático de direito.
O retrocesso e a perda dos valores democráticos não interessam à maioria do povo brasileiro, no qual nos incluímos como profissionais dedicados aos livros e à leitura.
Ao percebermos as conquistas democráticas ameaçadas pelo abuso de poder e pela violação dos direitos à privacidade, à livre manifestação e à defesa, combinadas à agressividade e intolerância de alguns, e à indesejada tomada de partido por setores do Poder Judiciário, convocamos os profissionais do livro a se manifestarem em todos os espaços públicos pela resistência ao desrespeito sistemático das regras básicas que garantem a existência de um Estado de direito.
Dizemos não a qualquer tentativa de golpe e, mais forte ainda, dizemos sim à Democracia”.
Fonte e imagem: Agência PT de Notícias

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O Jornal Nacional não produz grampos, mas edita, esconde e manipula.


Nas últimas edições do Jornal Nacional, a Rede Globo tem insistentemente reproduzido trechos editados de grampos telefônicos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao perceber que esses áudios são mais uma prova de que o ex-presidente jamais praticou nenhum ato ilegal, a emissora não se contentou em fazer apenas jornalismo isento. Vendo fracassada a tentativa de incriminar o ex-presidente, restou à emissora atacar a imagem de Lula, suprimindo o outro lado, fazendo interpretações ilógicas e sensacionalistas das conversas e, pior, editando os áudios para eliminar trechos fundamentais das falas de Lula.
O apresentador William Bonner terminou a edição de quinta-feira (17) defendendo a Rede Globo dos protestos que vêm sofrendo no país todo: “a imprensa não produz grampos”. É verdade. Mas, esconde e manipula quando não gosta da informação, voltando a fazer hoje, em 2016, o que fez em 1989 e tantas outras vezes quando este país era governado por ditaduras.


Na mesma quinta-feira, dia 17, a Globo reproduziu o seguinte trecho de uma conversa entre Lula e o cientista político Alberto Carlos Almeida.
Acompanhe a manipulação:

O áudio, segundo a Globo:
Alberto Carlos: Eu acho, tá, tem uma coisa que tá na mão de vocês, é ministério, acabou. Agora, você tem uma coisa na tua mão. Você, o PT, a Dilma… Vai ter porrada? Vão criticar? E daí? Numa boa, você resolve outro problema, que é o problema da governabilidade. Você e Dilma, um depende do outro. Pô, tá esperando o quê? Que arranjo vocês estão esperando?
Lula: Não, não tô esperando nenhum arranjo não. Pra mim é muito difícil essa hipótese. Na verdade, ela já ofereceu, sabe? Mas eu vou ter uma conversa hoje, que, depois eu te ligo.
Pois veja agora o resto do áudio.
O trecho que a Globo tirou do áudio para distorcer a informação:
Lula: Deixa eu te falar uma coisa. Eu até acho que ele deve fazer para ver o que acontece. Porque eu quero… eu tou vivendo uma situação de anormalidade. Ou seja, esses caras podem investigar minha conta na casa do caralho que eles não vão encontrar um centavo. Esses caras sabem que eu não tenho apartamento, esses caras sabem que eu não tenho a chácara. Esses caras sabem que não só eu fiz muita palestra como eu fui o mais bem pago conferencista do começo do século 21. Só eu e o Clinton, e não sei se o Stiglitz depois. Agora, se o cidadão começa a levantar suspeita de tudo isso… eu quero ver como é que eles vão provar que eu tenho uma chácara, que eu tenho um apartamento. Porque alguém vai ter que pagar pra mim ter, eu não posso ter sem pagar, entendeu?
“O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”
Revivendo uma prática histórica da emissora, o Jornal Nacional tem se esforçado muito para esconder diversos trechos dos grampos telefônicos. Você não vai ver, por exemplo, este trecho da conversa entre Lula e o governador do Piauí, Wellington Dias, do PT:
Lula: Deixa eu te falar. Eu vou ter uma conversa com ela porque não é fácil. Não é uma tarefa fácil. Eu jamais irei pro governo pra me proteger.
Wellignton Dias: Não, eu sei. Mas não é pra isso. Isso que você está fazendo é uma coisa excepcional, é fantástico o que você está fazendo. Acho que dá resultado, se caminhar nas duas direções. Isso que você está fazendo junto àquelas medidas da economia que a gente está tratando. Estou aqui pra falar com ela disso.
Nada a esconder
Sem nada a esconder, o Instituto Lula oferece os links dos áudios na íntegra para que todos possam ouvir o verdadeiro conteúdo das conversas:
Fonte e imagem: Instituto Lula

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