CEZAR CANDUCHO

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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Guerra da Jovem Pan contra Haddad viola lei eleitoral.

haddad

Na última segunda-feira, 12 de setembro, teve lugar mais uma batalha na guerra político-eleitoral desencadeada pela Rádio Jovem Pan contra o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Antes de comentar esse episódio, porém, vale mostrar que ele se insere no contexto de perseguição incessante da emissora contra o chefe do executivo paulista.
Tudo começou em fevereiro do ano passado, durante programa da Jovem Pan em que o dublê de historiador Marco Antonio Villa usou sua condição de entrevistador da emissora como plataforma para fazer oposição ao prefeito paulistano.
Confira, abaixo, ataques feitos muito antes da campanha eleitoral deste ano por um pseudo entrevistador que, em vez de obter respostas do entrevistado, trata de tentar impedir que ele dê a entrevista.
Para que se entenda o que aconteceu nesta semana entre Villa e Haddad, portanto, há que voltar a 12 de fevereiro do ano passado, quando se ganhou corpo a guerra da Jovem Pan contra o prefeito paulistano.
Confira trecho daquela entrevista
Marco Antonio Villa – O senhor já percorreu mais da metade do mandato. A última avaliação Datafolha do senhor não foi positiva. Quando é uma avaliação no primeiro mês, no primeiro semestre, no primeiro ano, sempre há uma justificativa do mandato anterior; historicamente é no Brasil assim. Mas o senhor já cumpriu mais da metade do mandato e a avaliação ruim e péssimo é extremamente alta para os padrões inclusive de São Paulo, onde os prefeitos inclusive também foram mal avaliados; é de 44%. Como é que o senhor avalia? Quem é que está errado, a gestão do senhor ou os eleitores.
Fernando Haddad – Acho que você…
Marco Antonio Villa – É? Os dados estão errados?!
Fernando Haddad – Não, você. Vila, você é historiador…
Marco Antonio Villa – Sim…
Fernando Haddad – …Então você tem que fazer análise de série histórica…
Marco Antonio Villa – Sim…
Fernando Haddad – …Se fosse pegar o primeiro semestre do terceiro ano da gestão da Marta e do Kassab, vai ter, exatamente, a mesma avaliação…
Marco Antonio Villa – Sei, sei… Eu precisava consultor esses dados… Então o senhor acha normal ter 44% de ruim e péssimo depois de dois anos de gestão?
Fernando Haddad – Dependendo da conjuntura, sim.
Marco Antonio Villa – E que conjuntura que o senhor tem que o senhor pode explicar que a gestão… Que os eleitores estão errados, que eu estou errado, que o senhor está certo?
O tom da entrevista fica evidente – para ouvir a íntegra, clique aqui
Ao longo de 2015 e de 2016, Haddad compareceu várias vezes à Jovem Pan, cumprindo a obrigação de homem público de dar satisfações à sociedade via imprensa, e em todas as vezes a emissora tratou de colocar Villa, inimigo confesso de Haddad, para confrontá-lo. O resultado portanto, não poderia ser diferente do que ocorreu na última segunda-feira entre desafetos políticos que se enfrentam na Justiça.
Confira no vídeo abaixo a situação a que a Jovem Pan submeteu o prefeito paulistano, quando poderia evitar de colocar um inimigo político dele para promover uma anti entrevista, ou seja, uma “entrevista” em que o entrevistador tenta impedir que o entrevistado fale.

O comportamento de Villa foi tão despropositado que ele foi advertido no ar pela produção do programa. Até porque, infringindo a lei eleitoral, que proíbe que emissoras de rádio e tevê opinem sobre os candidatos, esse “entrevistador” acusou Haddad por SETE VEZES de “não trabalhar”.
Confira a atitude do “entrevistador” em tela.

Como se não bastasse, a Jovem Pan montou para Haddad outra ação para constrangê-lo. Apesar de o quadro Te Pego na Saída, que a emissora promove com os entrevistados, ter óbvio viés de brincar com eles, para Haddad foi montada um complemento ao ataque de Villa.
Confira, abaixo, a cena filmada pela Jovem Pan para constranger o prefeito.

O pior, porém, não é isso. As edições do “Te Pego na Saída” com Marta e João Dória, acredite quem quiser, foram usadas para atacar o PT. Na edição com Marta atacaram Lula, adiantando a bola para ela; na edição com Dória, atacaram Dilma, colocando mel na chupeta do garoto.
Confira, abaixo, como a Jovem Pan ataca o PT em quadros que deveriam colocar Marta e Dória em saia justa, como o nome desse quadro propõe.


Essa conduta da Jovem Pan infringe as regras da Resolução do TSE nº 23.457/2015, que trata da propaganda eleitoral, do horário gratuito no rádio e na TV e das condutas ilícitas na campanha de 2016. http://www.tse.jus.br/legislacao-tse/res/2015/RES234572015.html
A partir de 6 de agosto, as emissoras ficaram impedidas, em sua programação normal e noticiário, de veicular propaganda política e dar tratamento privilegiado ou negativo a candidatos, partidos ou coligações. Ou seja, são obrigadas a dar tratamento isonômico aos candidatos, o que os vídeos acima deixam claro que, com a Jovem Pan, não acontece.
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http://www.blogdacidadania.com.br/…/guerra-da-jovem-pan-co…/

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Lula chefia roubo de 42 bi e lucra um apê e um sitiozinho?!


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Na tarde desta quarta-feira, 14 de setembro de 2016, teve início o último capítulo do golpe paraguaio contra o quarto governo do PT em pouco mais de 13 anos.  E esse episódio derradeiro já era esperado por todos.
Esse é o episódio final do golpe, desfechado pelos procuradores e delegados da Lava Jato, alguns dos quais fizeram campanha eleitoral para Aécio Neves em 2014 (vide foto no alto da página).
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Procuradores da Lava Jato afirmam que, “De acordo com as provas e indícios coletados no processo, as propinas pagas no esquema do ‘Petrolão’ chegaram a R$ 6.2 bilhões de reais, mas, por conta das trocas de favores que todo o esquema envolvia, os prejuízos causados passariam dos R$ 42 bilhões”.
O discurso dos procuradores é essencialmente político. E a acusação, de uma enormidade estarrecedora: Lula seria “o chefe máximo” do “esquema do Petrolão”.
Vale assistir à acusação do fanático religioso que disse tal enormidade.

É mesmo? E quais são as provas contra o alvo de uma acusação dessa monta? Suposições quanto à suposta posse oculta do ex-presidente de dois bens imóveis, um sítio de 800 mil reais e um apartamento de um milhão e meio de reais.

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Lula, portanto, pode ser considerado a pessoa mais incompetente do planeta Terra. Em um esquema de corrupção de 42 bilhões de reais, lucrou cerca de 2 milhões. A  parte do “chefe máximo” do esquema de corrupção, portanto, teria sido 0,10% do total auferido pela quadrilha.

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