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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

#GloboGolpista esconde José Serra!


Por Altamiro Borges

Nesta sexta-feira (28), a Folha serrista estampou uma inusitada manchete contra José Serra. Segundo o jornal, a empreiteira Odebrecht teria repassado R$ 23 milhões ao Caixa-2 do tucano na campanha eleitoral de 2010. Parte da grana foi depositada em conta na Suíça. A denúncia agitou Brasília e muita gente ficou apreensiva com novas denúncias. Mas, como sempre ocorre, o escândalo não durou muito tempo. Na edição deste sábado, a própria Folha tratou de abafá-lo. Apenas uma notinha na página 5. Já os outros veículos nem trataram do assunto. "Não vem ao caso", devem ter concluído os donos da mídia. A omissão mais grotesca, porém, se deu na TV Globo. O Jornal Nacional, telejornal de maior audiência no país, sequer citou o nome de José Serra. É o famoso pacto do silêncio dos mafiosos!

Segundo a matéria da Folha, "a Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça. O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra. O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra".

"Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais". A própria Folha lembra que já havia tratado do caso em agosto, quando os executivos da empreiteira relataram o pagamento da propina. Ela só não explica porque não acionou seus "jornalistas investigativos" para apurar as denúncias contra o "amigo" José Serra.

'Veja' também protege o tucano

Também em agosto passado, a Veja publicou uma matéria envolvendo o grão-tucano. Ela se baseou na delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que citou José Serra como beneficiário do esquema de propina no Rodoanel de São Paulo. "Parte dos pagamentos dos valores indevidos foi feita por meio da empresa Legend Engenheiros, de Adir Assad, e parte em dinheiro vivo", dedurou o lobista. A delação também atingiu o cambaleante Aécio Neves. Num dos trechos reproduzidos pela Veja, Léo Pinheiro diz que "foi apresentado a Aécio por Sérgio Cabral, quando este era governador do Rio de Janeiro, em 2001. Ainda em 2001, esteve com Aécio para contribuir para a campanha de 2002 ao governo de MG, na oportunidade em que foi apresentado a Oswaldo Borges da Costa Filho".

A delação do ex-dono da OAS - a exemplo do que deve ocorrer com as revelações dos executivos da Odebrecht - simplesmente sumiu do noticiário. Naquela ocasião, a Veja denunciou e depois abafou. Agora, a Folha estampou na capa e já escondeu nas páginas internas. Já a TV Globo, da mercenária famiglia Marinho, nem sequer menciona os escândalos tucanos. Ela está mais preocupada em garfar mais anúncios publicitários do covil golpista de Michel Temer - que também não comenta a denúncia contra o seu chanceler de R$ 23 milhões em propinas. "Não vem ao caso"!

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