CEZAR CANDUCHO

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Desta vez, Caco Barcellos não tinha Genoino para protegê-lo da multidão com ódio da Globo. __+__ AGRESSÃO A CACO BARCELLOS CAUSA APREENSÃO NA GLOBO.





A agressão sofrida por Caco Barcellos no protesto dos servidores na Assembleia Legislativa do Rio foi covarde, absurda e deve ser repudiada por qualquer democrata.


Dito isto, Caco foi imprudente, o que causa surpresa num repórter tarimbado como ele. Escapou por pouco de ser linchado.
Sério, corajoso, Caco está subestimando o ódio que a emissora onde trabalha provoca — à esquerda e à direita. Ódio este que só faz crescer.
Sob os gritos do clássico “o povo não é bobo, abaixo a rede Globo” e “golpista”, foi xingado, depois alvo de garrafas de água vazias até ser finalmente perseguido por um grupo.
Tomou chutes até conseguir escapar para um lugar seguro.
Precisa parar de dar sopa para o azar. Não é a primeira vez que passa aperto. Em 2013, a equipe do “Profissão Repórter” foi cercada e impedida de gravar num protesto. Caco estava presente e foi hostilizado.
No distante ano de 2000, quem o salvou de apanhar foi, veja você, José Genoino. O episódio ocorreu durante um ato do funcionalismo público de São Paulo que reuniu cerca de 20 mil pessoas em frente ao Palácio dos Bandeirantes.
Tudo andou bem até que, segundo reportagem da Folha, “punks, servidores embriagados e pessoas que não estavam participando do movimento por reajuste tentaram agredir jornalistas”.
O alvo principal foi Caco Barcellos. De acordo com a matéria, “ele entrevistava o deputado federal José Genoino (PT) quando foi cercado”.
Deputados e assessores, com Genoino à frente, fizeram um cordão de isolamento para tirar o repórter da aglomeração.
As belas fotos — de quem? — registraram esse momento.
Eu me pergunto se, depois do massacre que sofreu, Genoino faria isso novamente. Suponho que, caso se tratasse do Caco Barcellos, repetiria o gesto.
Suponho.




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AGRESSÃO A CACO BARCELLOS CAUSA APREENSÃO NA GLOBO.


Violência a que foi submetido o jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo, durante o protesto de servidores públicos do Rio de Janeiro nessa quarta-feria, 16, causou apreensão na emissora da família Marinho; um repórter da emissora ouvido pelo blog Sala de TV, do Terra, relatou o clima tenso entre as equipes que trabalham diariamente na rua; "Estamos virando troféu de caça. Todos estão com medo"; uma das principais incentivadoras do golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, a Globo agora teme a reação do povo

17 DE NOVEMBRO DE 2016 

247 - A violência a que foi submetido o jornalista Caco Barcellos, da Rede Globo, durante o protesto de servidores públicos do Rio de Janeiro nessa quarta-feria, 16, causou apreensão na emissora da família Marinho. 

Segundo o blog Sala de TV, do Terra, um repórter da emissora ouvido pelo blog relatou o clima tenso entre as equipes que trabalham diariamente na rua: “Estamos virando troféu de caça. Todos estão com medo”.


Vários profissionais do grupo foram alvo de ataques verbais e ameaças de agressão física. Repórteres como Vandrey Pereira, Paulo Renato Soares e Bette Lucchese viveram episódios do gênero ao tentar gravar matérias externas.


Em grandes eventos políticos, jornalistas da Globo e GloboNews às vezes surgem no vídeo usando microfone sem canopla com a logomarca das emissoras. Trata-se de uma camuflagem para evitar os manifestantes radicais. Quando se prevê maior risco, seguranças à paisana acompanham as equipes.

Leia na íntegra o texto de Jeff Benício.

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