CEZAR CANDUCHO

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

PTMG - Governo de Minas Gerais busca parceiros para projeto de recuperação ambiental em todo o Estado.


Projeto Plantando o Futuro foi lançado em março e já alcançou 20% de sua meta.
O governador Fernando Pimentel recebeu nesta segunda-feira (7/11), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, ambientalistas, representantes de entidades ligadas ao meio ambiente e secretários de Estado para apresentar o projeto Plantando o Futuro e buscar novos parceiros para a iniciativa. O plano, proposto pelo Governo e iniciado em março deste ano, é coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) e tem como meta o plantio de 30 milhões de mudas de árvores de diversas espécies em cerca de 20 mil hectares.
A ação compreende a recuperação de 40 mil nascentes, 6 mil hectares de matas ciliares e 2 mil hectares de áreas degradadas em todos os 17 Territórios de Desenvolvimento de Minas Gerais até dezembro 2018. Desde o início da execução do projeto, já foram plantadas seis milhões de mudas, o que corresponde a 20% da meta total.
Fernando Pimentel destacou, durante o encontro, a ousadia do projeto, fruto de iniciativa lançada em 2008 pela Prefeitura de Belo Horizonte, quando o governador era o prefeito da capital mineira. Na época, Pimentel criou o programa Uma Árvore, Uma Vida, que previa o plantio de uma muda de árvore para cada criança que nascesse na cidade.
“Nós estamos, agora, apontando um outro caminho, o do desenvolvimento. Não é só plantar a árvore – o que já seria muito se fosse somente isso. É criar toda a consciência. Nós estamos plantando nas nascentes, nas matas ciliares, nas áreas de recarga hidrológica. Então, integrar isso tudo cria empregos, cria renda, cria desenvolvimento, cria condições para o Estado avançar no futuro”, destacou.
Pimentel ressaltou o otimismo do Estado em cumprir a meta, apesar de todas as dificuldades orçamentárias. “Eu acho que nós vamos conseguir, vai dar certo. Vamos avançar, apesar da crise institucional que estamos vivendo. Nós estamos otimistas e acreditamos que, com o apoio da sociedade civil, a gente sai dessa crise e segue em frente, que é o que nos interessa, interessa ao povo brasileiro”, disse.
Desenvolvimento
Nos primeiros quatro meses de atuação, desde a publicação do Decreto 46.974, no dia 22 de março de 2016, mais de um quinto da meta estipulada já foi atingida. O projeto Plantando o Futuro, por meio de convênios e licitações, conseguiu viabilizar, neste período, a produção e o plantio de mais de 6 milhões de mudas de árvores, o que representa a recuperação de aproximadamente, 4 mil hectares, equivalente a mais de 20% do objetivo final.
O diretor-presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, explicou como foi realizado o mapeamento das áreas de interesse ambiental. “As áreas prioritárias foram todas levantadas no setor de diagnóstico. Minas Gerais tem um déficit muito grande na área de recuperação ambiental e temos um cadastro de todas essas áreas. Nós estamos procurando parceiros institucionais e a população de maneira em geral que esteja disponível para ajudar. Não se trata simplesmente de cumprir uma compensação ambiental, mas sim cumprir em áreas de grande relevância do Estado – como, por exemplo, nas bacias hidrográficas”, afirmou.
Castello Branco ainda ressaltou que o projeto contempla todos as regiões de Minas Gerais e que em áreas de atenção, como a cidade de Mariana e a Bacia do Rio Doce, poderão somar forças com as entidades que já atuam na questão da recuperação ambiental.
“Nós estamos agendados com a Fundação Renova para ver qual poderá ser o tipo de cooperação relevante. Essa fundação é responsável por todo o processo de recuperação ligado ao desastre ambiental do ano passado em Mariana e tem uma dinâmica própria, mas nós vamos dizer para eles que esse é o nosso levantamento e ver onde é que poderemos ajudar com o Plantando o Futuro. Eventualmente, poderemos juntar esforços com diversos parceiros, como já estamos fazendo com o Instituto Terra na Bacia do Rio Doce”, finalizou.
O secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Jairo José Isaac, destacou a importância das parcerias para a viabilização do projeto. “É um grande desafio. Temos que acompanhar e envolver o todo o Estado em parcerias para que as coisas aconteçam. Esse é um programa com um grande significado e extensão”.
Histórico
O projeto surgiu a partir do Grupo de Trabalho criado em agosto de 2015 que envolveu sete secretarias de Estado – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Fazenda; Governo; Planejamento e Gestão; Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Ensino Superior; Educação, e Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além de diversas empresas públicas, autarquias e fundações ligadas ao Governo de Minas Gerais.
A decisão do governador Fernando Pimentel de investir na preservação do meio ambiente por meio do plantio de mudas e recuperação de nascentes leva em consideração o compromisso firmado pelo Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), que visa a restauração e recuperação de 12 milhões de hectares até 2030, bem como o relatório da entidade que prevê que, em 2030, o mundo enfrentará um déficit no abastecimento de água de 40%. O projeto Plantando o Futuro prioriza áreas degradadas, nascentes de rios e seus afluentes e matas ciliares, bem como a arborização urbana.
As informações sobre a adesão ao programa podem ser encontradas no site www.plantandoofuturo.mg.gov.br.
Além do governador, do presidente da Codemig e do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, participaram da agenda o coordenador do projeto Plantando o Futuro, Cléber Consolatrix Maia; o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF); João Paulo Mello, o presidente do Instituto Espinhaço; Luiz Claudio de Oliveira, o oficial de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Massimiliano Lombardo; o coordenador Nacional do International Union of Conservation of Nature, Miguel Ávila Moraes; o gerente de projetos sênior da Bankengruppe KFW, Miguel Lanna; o representante da The Nature Conservancy – TNC em Minas Gerais, Ricardo Aguilar Galeno; o representante do Instituto Espinhaço, Corynto Filho; e a representante do Instituto Terra, Gladys Nunes, entre outros.
Foto e fonte: Agência Minas.

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Lula pede luta contra criminalização do PT e de movimentos sociais.




Reunião nesta segunda (7) entre ex-presidente e bancada teve como objetivo debater a conjuntura nacional, os desafios do PT, as pautas da Câmara e a agenda de Temer.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou, durante reunião na tarde desta segunda-feira (07), com 48 deputados da bancada do PT na Câmara e com o presidente do partido, Rui Falcãosobre a tentativa de criminalização do PT e dos movimentos sociais.
“Não tem sentido darem o golpe que deram neste país e deixarem o PT livre para disputar com eles nas próximas eleições”, disse. “Temos que lutar contra a criminalização do PT e dos movimentos sociais”.
Realizado em São Paulo, o encontro teve como objetivo debater a atual conjuntura nacional, os desafios do PT para o próximo período, as pautas da Câmara e a resistência contra a PEC 241, que tramita agora no Senado como PEC 55.
Lula reafirmou seu orgulho de ter fundado o PT e se colocou à disposição para viajar o Brasil em defesa do partido e da democracia.  O ex-presidente ressaltou que não há nenhum partido no mundo igual ao PT e que este será “o único partido da minha vida”.
(Foto: Ricardo Stuckert)
O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que “a tônica da reunião foi a preocupação com o país”. Ainda segundo ele, “se debateu ampliar o espectro da esquerda, ampliar iniciativas de aproximação com movimentos sociais, as frentes que existem, como atuar mais incisivamente nessas frentes, a solidariedade que demonstramos ao MST no sábado, o papel da juventude”.
O presidente do partido adiantou que há “uma comissão de teses para apresentar uma grande proposta no Congresso do PT, com base no acúmulo que a bancada já produziu”. “A bancada por exemplo já tem uma boa proposta sobre reforma tributária. Enquanto a PEC 241 só fala em cortes, com exceção das despesas financeiras, e é possível produzir mais receita sem produzir novos impostos. Basta por exemplo taxar os dividendos, coisa que o Fernando Henrique aboliu em 1995”.

Desafios futuros

O deputado Afonso Florence (PT-BA) afirmou em entrevista coletiva após o evento que foi “uma longa reunião onde todos os parlamentares falaram o tempo que quiserem”. “Tratamos da conjuntura, dos desafios postos no PT, seja do ponto de vista do tratamento da crise política, do impeachment, da agenda regressiva do governo Temer, seja da renovação que o PT precisa viver para se colocar novamente como um partido capaz de apresentar um projeto de inclusão para o Brasil, de país generoso”.
De acordo com Florence, todos os temas foram tratados profundamente e chegaram a um alto grau de unidade política ao final do encontro.
“Tratamos profundamente sobre como se renovará as lideranças do partido, e há um grande consenso da bancada com o presidente Rui e o presidente Lula de que no encontro e possivelmente num futuro Congresso, convocados possivelmente por consenso, encontraremos uma solução que arme o partido para enfrentar os temas polêmicos”, completou Florence.

Foto e fonte: Agência PT de notícias.

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