CEZAR CANDUCHO

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PTMG - PM reprime violentamente ato contra PEC 55 em Brasília.


Enquanto senadores se preparavam pra votar, PM usou gás e balas de borracha para reprimir a manifestação pacífica de estudantes e movimentos sociais.
Protesto que começou de forma pacífica e democrática terminou com truculência. O ato em Brasília, liderado por movimentos estudantis e sociais, protestava contra a Proposta de Emenda à Constituição PEC 55, que limita os gastos públicos por 20 anos, e foi duramente reprimido pela Polícia Militar.
Mais de 40 mil manifestantes, em sua maioria estudantes secundaristas e universitários, se reuniram, no final da tarde desta terça-feira (29), na Catedral de Brasília, seguindo rumo ao gramado em frente ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. O objetivo era fazer pressão nos senadores, que votavam a PEC 55 em primeiro turno, no Plenário da casa.
Durante todo o trajeto da Catedral até o Congresso, os manifestantes entoavam músicas, batuques e palavras de ordem contra a PEC e contra o governo golpista de Michel Temer. Tudo de maneira pacífica, democrática e plural.
Ao chegar em frente ao espelho d’água da Esplanada, a música foi substituída pelo som das bombas de gás lacrimogêneo e das balas de borracha atiradas pela Polícia Militar do Distrito Federal.
Foto: Lula Marques/Agência PT
Foto: Lula Marques/Agência PT
Foto: Lula Marques/Agência PT
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A multidão se dispersou para fugir dos efeitos do gás. Mas o que se viu foi ainda mais repressão. A PM continuou avançando para cima dos manifestantes, que recuaram de volta à Catedral.
O estudante Elano Freitas, de Salvador (BA), foi um dos atingidos pela ação da Polícia.
“A PM, é isso que ela sabe fazer. Reprimir estudante, reprimir trabalhador. Nós estamos nas ruas pelos nossos direitos, estamos nas ruas pela educação, pela saúde. Essa é nossa única bandeira, e essa Polícia Militar assassina está aí, reprimindo manifestantes que está lutando pelos seus direitos. Nós queremos o fim desse governo ilegítimo e golpista. Fora Temer”, conclamou com os olhos ainda sentindo os efeitos do spray de pimenta.
Presente no ato, a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, repudiou a violência, classificada por ela como covarde e irresponsável.
Foto: Lula Marques/Agência PT
“Fomos duramente reprimidos sem nenhuma justificativa. Quem está aqui hoje são estudantes de todo Brasil, pais de família, crianças, gente que não pode se defender e foi atacada. Queria denunciar o papel das autoridades e dizer que essa não é uma repressão isolada, o diálogo com a polícia de Rollemberg sempre é difícil, mas eu nunca tinha visto tamanha covardia como a de hoje, jogar tantas bombas em pessoas que protestavam pacificamente”, lamentou.
Para a vice-presidenta da UNE, Moara Correa, estudantes de todo o Brasil se mobilizaram para fazer parte da manifestação.
“Viajaram até mais de 40 horas para estarem em Brasília e dizer para Michel Temer e para esses senadores também golpistas que nós não vamos admitir nenhum retrocesso na educação, que a juventude brasileira não vai ficar calada e parada diante do avanço do conservadorismo”, afirmou.
A líder estudantil garantiu que a resposta dos jovens será continuar as ocupações nas escolas e nas universidades. “Vamos ocupar também o Congresso contra essa PEC e contra o governo ilegítimo de Temer”.
Veja a abordagem violenta da polícia no vídeo abaixo:



Estudantes contra Pec 55 são massacrados.Ordem era avançar, disseram policiais.Palácio do Planalto pode estar por trás dos ataques.
Temer quer acabar com a educação e com o futuro da juventude brasileira, avaliou a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Camila Lanes.
Segundo ela, “a pluralidade do movimento estudantil fez com que todos os outros estudantes, organizados ou não, viessem a Brasília para cobrar a conta de Michel Temer e dizer ‘não’ à PEC 55 e principalmente, não a esse governo”.

Repercussão da violência

Representantes de movimentos sociais e parlamentares de oposição estiveram no ato e se manifestaram nas redes; veja abaixo:



Mesmo diante do nosso apelo, a Polícia não recua e acabamos nos tornando alvos. Isso é ditadura!  



Repressão absurda da PM do Rollemberg aos movimentos sociais que marchavam contra a PEC 55. Absurdo e inaceitável!
Respeito à vida é o mínimo que um governo deve ter e essa repressão em DF só prova que esses Golpistas não representam o povo. 



Com cavalaria, armas letais e helicópteros, PM reprime violentamente 30 mil manifestantes em Brasília. 



O Senado precisa ouvir as ruas (lá fora) e não votar a PEC 55. Não está tão longe assim.
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Foto de Gisele Arthur



Repudiamos a repressão da PM/ DF contra estudantes. ‘Repressão jamais vista em Brasília!’  

Nota da Bancada do PT

A bancada do PT na Câmara emitiu nota de repúdio aos atos de violência contra os manifestantes. Leia abaixo:
“A Polícia Militar do Distrito Federal reprimiu violentamente nesta terça-feira (29) estudantes que protestavam contra a PEC 55 e a Medida Provisória 746/2016, que desmonta o ensino médio brasileiro.
A Bancada do PT repudia veementemente a violência contra os manifestantes e atribui toda responsabilidade desses fatos a Michel Temer, que já devia ter retirado de tramitação a MP 746 bem como excluído a educação do corte de gastos da PEC 55.
A Bancada rechaça a justificativa do governo do DF de que havia provocadores infiltrados para legitimar a repressão. Cabe ao Estado identificar infiltrados e provocadores, para contê-los e garantir manifestações democráticas dos cidadãos. Rechaça igualmente as acusações a movimentos sociais.
Reiteramos apoio à luta do povo brasileiro contra a PEC 55 e aos estudantes contra a MP 746.
Líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados
Foto e fonte: Agência PT de Notícias
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Aprovação da PEC do Fim do Mundo e perda de todos os direitos.



O Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quarta-feira (30), a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que congela por até 20 anos as despesas do Governo Federal, com cifras corrigidas apenas pela inflação. O Senado confirmou a expectativa do governo e aprovou a PEC, mas sem alcançar o placar esperado pelo Palácio do Planalto. A PEC do Teto já foi aprovada em dois turnos pelos deputados.
A aprovação dessa emenda com 61 votos, nos mostra que o golpe que iniciou com o impeachment da presidenta democraticamente eleita Dilma Rousseff estava só começando. Já que a votação contra a presidenta teve o mesmo placar.
A proposta determina que o crescimento das despesas do governo esteja limitado à inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior por um período inicial de 10 anos, quando o presidente poderá solicitar mudança no indexador por mandato. A exceção será 2017, quando o limite vai subir 7,2%, alta de preços prevista para todo o ano de 2016, como já consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem.
Se o teto de gastos não for cumprido, alguma das sanções previstas no texto inclui o veto à realização de concursos públicos, à criação de novos cargos e à contratação de pessoal. Em outras palavras, isso vai travar ainda mais a economia, além de colocar limites em gastos que historicamente crescem todos os anos em um ritmo acima da inflação, como a educação e a saúde, e afetar programas sociais pelo congelamento, o que prejudicará o alcance e a qualidade dos serviços públicos oferecidos.
Segundo a presidenta do PTMG, Cida de Jesus, a PEC 241 é a “destruição da escola pública como nós a conhecemos. Ensino, alimentação dos alunos e transporte estarão, certamente, comprometidos”.
É importante afirmar também, que com a aprovação da Emenda e congelamento dos gastos, o salário mínimo, que é o valor que a maior parte da população brasileira recebe hoje para o sustento da sua casa e família, não terá aumento real, diferente dos 13 anos de governo petista.
Essa PEC é o claro sistema de que foi criada para favorecer os ricos, e retirando dos mais pobres os inúmeros direitos adquiridos nos governos da presidenta Dilma e do presidente Lula. Ela salienta também a volta da divisão direta de rico e pobre, que um tem direito a estudo, saúde, educação e lazer, enquanto o outro terá que lutar para que o Sistema Único de Saúde (SUS) não seja dissipado, que a educação ainda seja prioridade e não luxo e que o direito a moradia e alimentação não se faça escasso.
Assessoria de Comunicação PTMG

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