CEZAR CANDUCHO

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domingo, 6 de novembro de 2016

PTMG - Precisamos pressionar a Samarco para que arque com os danos causados”, adverte Rogério Correia.


O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) aprovou na sexta-feira (4) uma moção que será entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adalclever Lopes (PMDB) e aos demais parlamentares, solicitando a aprovação, ainda este ano, de três projetos que tratam de questões relacionadas às barragens e aos atingidos, e que estão em tramitação na Casa.
O documento foi apresentado em um encontro que está sendo realizado na cidade de Mariana, que fecha a marcha “1 Ano de Lama e Luta”, que teve início em Regência, no Espírito Santo, no dia 31 de outubro. No domingo (6) a marcha segue para Bento Rodrigues.
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De acordo com o deputado Rogério Correia (PT), dois projetos de autoria da Comissão Extraordinária de Barragens, que tratam sobre o licenciamento ambiental, fiscalização, proibição de instalação de barragem em área urbana e destinação da Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento dos Recursos Minerários (TRFM) exclusivamente à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, já foram aprovados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
No entanto, de acordo com o regimento interno, eles ainda precisam passar por outras duas comissões antes seguir para apreciação e votação em plenário. “Estamos a um ano do crime de Mariana e algumas questões precisam ser resolvidas com urgência, não podem ficar para o ano que vem”, disse.
Já o terceiro projeto, de autoria do governador Fernando Pimentel, que foi construído com a participação MAB e que trata do conceito de “atingidos” e seus direitos, está parado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). “Faço um apelo para que haja uma pressão popular, ou se não vamos perder para o lobby das mineradoras, e esse projeto vai ficar parado”, alertou.
O parlamentar chamou atenção ainda para duas ações do Ministério Público (MP) que defendem os trabalhadores e os moradores de Mariana, que estariam sendo pressionados pela Samarco, que exigi a retomada das atividades minerarias. “Para voltar a funcionar a Samarco, a Vale a BHP precisam apresentar um plano de segurança completo respeitando a nova legislação e eles só vão fazer isso quando estiverem tirando dinheiro do bolso para resolver esse problema que eles criaram por meio de um crime social e ambiental”, disse.
Fonte: Bloco Minas Melhor
Encontro “1 Ano de Lama e Luta”, organizado pelo MAB
O evento – O principal objetivo do encontro é discutir coletivamente a situação dos atingidos um ano após o rompimento e denunciar a negação de seus direitos pela mineradora. Dentre os relatos apresentados, a negação de direitos e o descaso da Samarco são as reclamações mais recorrentes.
Antes do encontro, entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, o MAB organizou a marcha “1 Ano de Lama e Luta”, que saiu de Regência, litoral do Espírito Santo, e chegou até Mariana. Por mais de 700 km, a caravana passou por nove lugares. “A marcha nos mostrou que existe em toda a Bacia um esquecimento e uma necessidade de reorganizar a vida de todos os atingidos”, ressalta Soniamara Maranho, integrante da coordenação MAB de Minas Gerais. Saiba mais: Encontro em Mariana reúne 800 atingidos no aniversário do crime da Samarco.
1º dia – Nesta quinta-feira (3), no primeiro dia do Encontro dos Atingidos “1 Ano de Lama e Luta”, ocorreu uma mesa de diálogo cujo tema foi a “Análise das Entidades dos trabalhadores da Mineração, das categorias da Plataforma Operária e Camponesa para Energia e do MAB sobre o crime”. Participaram da atividade sindicatos e instituições ligadas à mineração e energia, institutos de direitos humanos e também representantes do próprio Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Saiba mais: O golpe e o Crime.
Com informações do MAB: Tragédia Anunciada.
Foto e fonte: Assessoria de Comunicação Rogério Correia.

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