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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Recomeça a caçada a Lula – Primeiro um sítio vagabundo, depois o tríplex chinfrim, e agora o piscinão do Alvorada.

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(Foto: Mídia Ninja)
Por Bajonas Teixeira, colunista de política do Cafezinho
Recomeça a campanha contra Lula
Um bom diretor e roteirista, digamos, um Mário Monicelli, faria uma comédia muito engraçada com isso. Mas o assunto é na verdade trágico, já que expressa a destruição de um bem público essencial, a informação, e a retomada da campanha de calúnias e mentiras da mídia contra Lula.
Essa campanha deu uma freada na semana final de outubro e continuou morna nos dez primeiros dias de novembro, mas, segundo fortes indícios, tende a ser retomada agora.
Chicotada no lombo da mídia golpista
O estopim para essa cavalgada, parece ter sido a chicotada que a mídia tomou com a revelação do cheque, que vinham atribuindo à campanha de Dilma, nominal a Michel Temer. Com uma necessidade cavalar de repor a calúnia nos trilhos, o açoite fez a mídia relinchar em alto e bom som.
Mas o motivo real é o derrame, a partir da delação premiada de Marcelo Odebrecht, de uma nova leva de calúnias. Depois de tantos meses na masmorra de Moro, o que surpreende é que o herdeiro Odebrecht não tenha confessado que ele e o pai não passam de laranjas, testas de ferro de Lula, que é o verdadeiro dono da empreiteira. Revelação que, aliás, explicaria muito coisa e daria grande ajuda à Lava Jato e aos organogramas do ridicularizado Deltan Dallagnol.
Nesta nova fase da nossa mídia isenta, no dia 10, Josias de Souza, no seu blog que atende pelo nome de Folha de São Paulo, fez um post que falava em “provável prisão do ex-presidente”. E o fez sem qualquer fundamento, sem prova alguma, a não ser sua volição subjetiva salivante. E também sem consequências, porque as oficinas de boatos nunca produziram tanto e tão impunemente no Brasil.
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No dia 10, e durante todo o final de semana, propagou-se a partir da revisa ISTO É, que Marcelo Odebrecht denunciou, para receber o prêmio da delação, que a empreiteira deu dinheiro vivo na mão de Lula. Em resumo, a matéria diz o seguinte:
“Segundo já revelado pela Polícia Federal, aproximadamente R$ 8 milhões foram transferidos ao petista. Conforme apurou ISTO É junto a fontes que tiveram acesso à delação, o dinheiro repassado a Lula em espécie derivou desse montante.”
Não há provas, não há indícios, não há nada. O padrão é, monotonamente, sempre o mesmo. Apenas a palavra de um frangote apenado, assustado e desmoralizado após mais de um ano de prisão.  O dinheiro vivo de Marcelo Odebrecht vale tanto, como prova, como qualquer moeda podre. É ficção pura e simples. Sem provas e sem testemunhas, sem índicos e sem rastros.
A Folha de São Paulo, contudo, deu todos os ares de seriedade a matéria, e a reproduziu como se ela tivesse todos os credenciais da verdade.

Entidades fantasmas tem credibilidade como fontes
Finalmente, agora no domingo, dia 13, ontem, a Folha estampou no topo da sua home, durante muitas horas, a notícia de que Lula seria o feliz contemplado com uma reforma no piscinão do Alvorada.
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O total descaramento da Folha está visível na contradição entre a manchete e a matéria. Na home do UOL, a matéria da Folha, fixada durante boa parte do sacro domingo da classe média,  aparece com endereço certo: a piscina do Alvorada. Ao abrir para ler, deparamos com o seguinte:
Note-se que a Polícia Federal, de onde supostamente partiu a denúncia, que é coisa muito séria, não tem elementos para apontar o local. Já quem tem esses elementos, e os dá a Folha, são “pessoas informadas sobre a investigação”. Essas interpostas pessoas não são da PF, portanto.
É urgente, então, que a Folha revele quem são essas pessoas que traficam informações, e sabem mais que a Polícia Federal.
É preciso esclarecer isso porque, ao ouvir falar em “pessoas informadas sobre a investigação”, nos ocorre pensar que são os próprios jornalistas, afinal, não foram eles que receberam da PF os dados da investigação? Mas descobrimos que não, que eles, jornalistas, dizem se apoiar nas informações dessas terceiras pessoas “informadas”.
Quem informa os informadores? Quem forma a opinião dos formadores de opinião?
O que tipo de ente é esse que habita a planilha de informantes da Folha e que atende pelo nome de “pessoas informadas sobre as investigações”?
Engraçado é que Alexandre Garcia, ao ser desculpar por ter divulgado outro boato, também criado pela revista ISTO É, vejam só, que dava a Lula um novo imóvel, dessa vez uma mansão em Punta Del Este, sugeriu ao menos o tipo de fonte que acha credenciada para inventar boatos sobre Lula:
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A mídia brasileira age de forma muito mais ignóbil do que esse suposto guia. Ela está sendo fartamente remunerada por dinheiro público, como o Cafezinho mostrou em matérias do editor Miguel do Rosário. É preciso que seja acionada. Num país sério, iríamos ao STF, o guarda da Constituição, já que a informação é direito constitucional. No Brasil, contra essa mídia calhorda que vende gato por lebre, talvez não reste outra alternativa senão apelar para o Código de Defesa do Consumidor.
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Humor: Piscinagate é a destruição final de Lula


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O Blog do professor Hariovaldo é mais sério e transparente do que a imprensa corporativa nacional
Lula afunda ainda mais, piscina foi bancada por empresários
Culpado pelo conjunto da Obra, a nação vai se escandalizando com o parvo apedeuta de Garanhuns, enquanto ele não é recolhido às masmorras de Curitiba, e cada dia surge mais uma evidência de que sua condenação é indispensável, mantendo a revolução 2016 em pé e legitimando a Nova República dos Homens Bons – NRHB. A esta altura, não há mais porquê o juiz mouro mantê-lo em liberdade, nem por que se ater a detalhes técnicos do processo, como necessidade de provas, crimes, devido processo legal, ampla defesa, etc, visto que a Lava-Jacto está liberta desse procedimentos padrões e nem se submete a regras legais, leis ou Constituições, posto que é ela própria o Ato Institucional pela qual se guia.
Assim sendo, com mais esse absurdo já provado de que Lula usou sua influência para se aproveitar de recursos privados afim de reformar um bem público, sem dinheiro do contribuinte, fica patente seu modus operandi – aqui cabe nossos parabéns às equipes da PF e aos jornalistas investigativos por terem descoberto o caso -, não há como não chamá-lo de gangster.
As manchetes já são base suficiente para uma dura pena a ser imposta ao molusco usurpador. Debalde não serão as horas e horas do Jornal Nacional, que se dane a opinião pública mundial, 1,2,3 Lula no Xadrez.
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