CEZAR CANDUCHO

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Aqui é a Banânia, onde FHC lidera golpe e, hipócrita, fala em democracia.


Por Davis Sena Filho – Palavra Livre

Lá fora e nos países os quais Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal Golpista I — tanto admira e faz questão de visitá-los, sendo que em dois (EUA e França) o ex-presidente tucano da Banânia tem apartamento, mas, ao que parece, não aprendeu nada e coisa alguma sobre como apenas uma dezena de países capitalistas se desenvolveram em relação a mais de uma centena de países capitalistas, que são pobres e com economias desorganizadas e incipientes, apesar de o grão-tucano ser sociólogo, mas que não sabe nada de povo e muito menos conhece as realidades do Brasil.

Se o tucano sabe e compreende, certamente pouco se importa como demonstrou em seus dois terríveis governos cinzentos e perversos, quando o País era coberto por uma escuridão de despropósitos e de desrespeitos, pois tal mandatário, o defensor e porta-voz da alta burguesia, das oligarquias e da plutocracia, governou para os ricos e desmontou o estado nacional, de forma que o Brasil seja um País que atenda às necessidades e às demandas de apenas dez mil famílias, que controlam anualmente o fluxo monetário e orçamentário de R$ 600 bilhões.

Os brasileiros ricos e muito ricos têm no exterior cerca de US$ 500 bilhões, realidade perversa que permite que menos de 1% da população deste País de 207 milhões de brasileiros imponha ilegitimamente seus projetos e programas financeiros e econômicos, que envergonham a condição humana e denotam que a casa grande brasileira não é apenas patologicamente perversa, mas, sobretudo, disposta a pagar o preço que for para que o golpe bananeiro de estado seja concretizado.

Consolidá-lo, mesmo se houver uma convulsão social e a desconstrução de um estado que deveria se preocupar também com o social ao invés de se dedicar a apenas transferir criminosamente as riquezas do Brasil, bem como a renda e os recursos dos trabalhadores brasileiros, que estão a ter também seus direitos trabalhistas e previdenciários retirados por golpistas e usurpadores infames, que tomaram o poder central de assalto, como os bandidos assaltam as residências, as pessoas nas ruas, as lojas e os bancos.

O PSDB e seu parceiro de golpe de estado, o PMDB, estão a praticar crimes sem fim, a começar pela Lava Jato, que é, indelevelmente, o alicerce de um processo draconiano e mais político do que jurídico, cujo PSDB é o grande beneficiado, porque somente seu mais poderoso adversário, o PT, tem sido punido e perseguido por delegados, procuradores e juiz que estão a viver em um mundo paralelo, como se fossem astros de suas circunstâncias, sendo que na vida real os tucanos, delatados incontáveis vezes por dezenas de corruptos e não corruptos presos e liberados, ainda não sofreram quaisquer consequências por suas ações e atos criminosos.

Corrupção ativa e passiva, sonegação, lavagem de dinheiro, contas não declaradas no exterior, abuso de poder, tráfico de influência, crimes de responsabilidade, ameaças, extorsão e desvio de dinheiro público, dentre inúmeros crimes praticados pelos tucanos do PSDB, do DEM, do PPS e do PMDB, que se reuniram em um consórcio de direita para desconstruir o incipiente estado de bem-estar social que estava a ser construído pelo PT, apesar de seus erros, reconheço, mas que teve, no poder, muito mais acertos.

Se olharmos para os legados dos dois governos de Lula e para o primeiro de Dilma Rousseff perceberemos, efetivamente, que o Brasil e seu povo avançaram, e muito, em todos os ramos de atividade humana e que a economia do País “bombou”, assim como os inúmeros programas de inclusão social, da educação (Enem, Fies, Sisu e ProUni) ao Bolsa Família e ao Mais Médicos, do Luz para Todos ao Pronatec e à agricultura familiar, além do crescimento e desenvolvimento da infraestrutura do Brasil, que fizeram deste País, em pouco tempo, uma democracia vigorosa e uma economia das mais poderosas do mundo, que chegou a ser a sexta.

A recuperação da indústria naval, que estava quase extinta, a construção de submarinos nucleares, a construção de hidrelétricas, a recuperação das rodovias e a transposição do Rio São Francisco são exemplos prontos e acabados de que realizá-los é uma questão de vontade e de respeito ao povo brasileiro, coisa que a direita no poder nunca teve e jamais terá, porque sempre tratou a cidadania do brasileiro como algo irrelevante ou que não vem ao caso.

Lula e Dilma provaram que o Brasil poderia ser independente e seu povo emancipado, mas que somente bastava boa vontade política, coisa que a direita no poder nunca fez e nunca fará, como se vê, agora, com o governo golpista de mi-shell temer e os lacaios que o apoiam. A aristocracia nacional e internacional se assustaram e se surpreenderam, porque perceberam que iriam perder o “fazendão” exportador de commodities e com milhões de trabalhadores como mão de obra barata e a seu serviço. Por isso que as “reformas” de *temer/PSDB visam a precarização do trabalho e a tomada do dinheiro dos trabalhadores, no que concerne às aposentadorias.

Fernando Henrique Cardoso, como todos os membros do consórcio de direita que derrubou a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, perceberam esse processo desenvolvimentista e de garantia de direitos e de acesso ao consumo, à educação e à saúde, bem como o Brasil se descolou dos Estados Unidos diplomaticamente, o que gerou controvérsias, polêmicas, maledicências e ódios. Muito ódio e intolerância, diga-se de passagem, por parte da burguesia e dos magnatas bilionários de imprensa e seus pitboys amestrados de telejornais.

É como se esses abutres golpistas dissessem: “Olha o Brasil do terceiro mundo querendo pôr a cabeça pra fora! Ah, não vai mesmo! Abusado! Não sabe o seu lugar!” E deu no que deu. FHC — o Neoliberal Golpista I — liderou os bastidores do golpe cucaracha, sem-vergonha, bananeiro e traiçoeiro. Como Calabar, Silvério dos Reis, Cabo Anselmo e *mi-shell temer, Fernando Henrique arregaçou as mangas e foi organizar o golpe, a ter seu alter ego, Aécio Neves, a fazer o jogo sujo em público, quando se recusou, como fazem os bárbaros e selvagens do terceiro mundo e de todos os mundos, a aceitar o resultado das eleições — a sua derrota.

Os tucanos e seus sócios do golpe bananeiro ficaram indignados, inconformados e, violentos tais quais as castas ricas que representam, partiram para o enfrentamento até que o governo legítimo, democrático e trabalhista de Dilma Rousseff ficasse engessado, sem conseguir governar, pois sua administração foi inviabilizada pelas ações espúrias e dignas de cafajestes do Congresso, do Judiciário e da imprensa de mercado, que, juntamente com o PSDB (DEM e PPS), formam o consórcio de direita, entreguista, contra os interesses dos trabalhadores e dos pobres, mas favorável ao capital, ao rentismo, à especulação e ao estado patrimonialista, de onde a burguesia brasileira suga as riquezas para se locupletar como paxás e nababos.

E é isto que os conservadores endinheirados e seus representantes são. Nunca tenha dúvida, como também não é de bom alvitre ter dúvida de que a família Marinho et caterva estão cagando e andando para o Brasil e seu povo. Se o PT e suas lideranças tivessem ouvido mais os profissionais da imprensa progressista, que romperam com o sistema de comunicação empresarial controlado por dez famílias em todo o País, certamente que o Brasil hoje teria efetivado o marco regulatório das mídias, como acontece nos países desenvolvidos que tanto a mídia tupiniquim admira e adora. Não é isto?

Porém, o PT, o partido mais importante e mais democrático da história do Brasil, negligenciou assunto e questão tão importantes ao ponto de se omitir. Um erro gravíssimo e que custou caríssimo para o povo brasileiro, que está à mercê do tacão da grande imprensa de negócios privados, que não faz jornalismo, pois não informa, porém desinforma.

E por quê? Porque a imprensa é empresarial e seus donos são magnatas bilionários, que como tais são completamente e totalmente divorciados dos interesses do Brasil e de seu povo, pois porta-vozes do mercado de capitais e de interesses estratégicos estrangeiros, inclusive os militares. A plutocracia brasileira trata o povo do Brasil como inimigo interno se seus interesses não forem concretizados. Esta questão importante tem de ser compreendida pela sociedade brasileira. Do contrário, não se conseguirá derrotar a burguesia em eleições ou não. Ponto.

A imprensa burguesa brasileira editorialmente é um lixo e a promotora do verdadeiro, legítimo, autêntico e genuíno jornalismo de esgoto, além de ser também a última flor do fáscio, porque o que essa gente fez nos meios de comunicação privados de concessões públicas nos últimos 13 anos é digno de canalhas e fascistas de toda ordem e monta. Suas ações golpistas são e serão inesquecíveis para a história do Brasil e seus lugares de gente traidora, covarde e ordinária estão, seguramente, reservados.  

FHC é um dos principais patronos do golpe cucaracha, mas violento. Tal sujeito tem de ser duramente combatido, até porque ele, por conveniência, aderiu à casa grande. FHC foi cooptado pelo sistema há muito tempo, bem antes de ser presidente da República. Quando deixou o Senado para logo concorrer à Presidência, o tucano anunciou que a “Era Vargas” tinha acabado. O político de direita, na verdade, estava a afirmar que ia desmontar o estado nacional e retrocedê-lo à República Velha controlada por paulistas e mineiros. A Primeira República dos derrotados em 1932 pelo grande presidente gaúcho e estadista, Getúlio Vargas, que, para o desassossego maior ainda da burguesia, era também trabalhista.

No Brasil, combate-se trabalhistas quando eles chegam ao poder central ou em estados importantes. No Brasil, derruba-se presidentes trabalhistas por meio de golpes criminosos. Neste País os trabalhistas são combatidos por gente da estirpe de FHC — o Neoliberal Golpista I —, aquele mandatário tucano que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes, além de deixá-lo às escuras por um ano e meio. Apagão...

Os tucanos e a mídia corrupta e golpista que os apoia ainda se consideram “competentes”, igual ao governo do fantoche mi-shell temer, que afundou o País e experimenta fracassos retumbantes na economia e em popularidade, que praticamente inexiste. *temer é o golpista e usurpador mais detestado de todos os tempos. Estão aí as pesquisas que não deixam ninguém mentir.

O Amigo da Onça — vulgo mi-shell termer — só tem sete meses no poder, que ele tomou de assalto... Se a infâmia tivesse rosto, certamente seu rosto seria o de *mi-shell temer. Esse sujeito ordinário traiu a presidente honrada e honesta com a qual ele formou a chapa vitoriosa. Trata-se de algo inominável e falta de hombridade a toda prova. Traiu o povo brasileiro, pois os 54,5 milhões de eleitores de Dilma foram traídos por esse pigmeu político e moral, sendo que até agora o golpista não foi preso, pois só na Odebrecht foi citado 43 vezes. Nunca vi traidor maior, a não ser o FHC, que chama o mi-shell de Pinguela. Ih, vejam só: o golpista sofreu bullying do golpista-tucano-mor.

E como “adocicar” ou “embelezar o pato” de direita da Fiesp, pois ocorreram infâmias e cafajestadas mil? Conte com a Globo, uma empresa indigna, pois golpista histórica, a vender mentiras requentadas para tentar enganar o povo e os trabalhadores, como acontece, agora, com as farsas da reforma da Previdência, da CLT, da PEC 55, que, absurdamente, limita os investimentos em saúde e educação por 20 anos, assim como a venda da Petrobras e do Pré-Sal, que era destinado a melhorar e qualificar a saúde e a educação públicas desse povo tão sofrido. A casa grande escravagista é inimiga feroz do desenvolvimento e da independência do Brasil.
O negócio é o seguinte: o que acontece no Brasil é a segunda parte de sua venda, pois não foi possível privatizar o País como se fosse um produto à venda das Casas Bahia, no primeiro governo de FHC. Não deu tempo. O Partido dos Trabalhadores venceu quatro eleições consecutivas e sofreu um golpe de estado no ano de 2016. FHC está por detrás do golpe e seu alter ego, o Aécio Neves, também.

Tanto é verdade que FHC se aliou a Aécio para que ele assuma mais uma vez a presidência do PSDB nacional, uma forma hipotética de protegê-lo das denúncias que pipocam contra ele na Lava Jato, mas que o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, as negligencia, bem como uma maneira de dar-lhe voz, apesar de o mineiro ser senador, além de estrategicamente ser colocado em um cargo que o faz ser forte adversário contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin — o Santo —, conforme a delação de executivos da Odebrecht. FHC quer Aécio a concorrer nas eleições de 2018 e não Alckmin. Eles são playboys; são iguais e disputam a hegemonia do maior partido de direita deste País: o PSDB — a UDN golpista dos tempos atuais.

A outra verdade é que mi-shell e os tucanos são blindados, inescrupulosamente, pelo Judiciário, a ter o STF como o avalista dessa porcaria toda, que é o golpe de estado terceiro-mundista, que tira direitos do povo brasileiro e vende o País como se o Brasil fosse a Casa da Mãe Joana, como faziam a gringada, malandra e esperta, em Cuba, Índia e China, por exemplo, com a aquiescência e a cumplicidade de suas castas hegemônicas, como acontece, agora, na Banânia, conhecida também como Brasil.

Ninguém respeita este País. Ninguém. Como aconteceu em Honduras e Paraguai, aconteceu o mesmo golpe no Brasil, sendo que em Honduras teve a participação direta dos militares, a apoiar os empresários sediciosos. Este é o País cujas “elites” se comportam como “los macaquitos” ou “cucarachas de Miami e Orlando”. Muitas dessas pessoas pecam por falta de discernimento, porque portadoras de um incomensurável, inenarrável e inominável complexo de vira-latas, a exemplo de Deltan Dallagnol, que, de forma surreal, inverteu a realidade ao tratar do “complexo”. Ridículo.

Trata-se da alma do inquilinato da casa grande, que é apoiada por coxinhas de classe média com espírito de porco, ignorância no cérebro e perversidade no coração. Sinto muito. Este País está fadado a ser uma colônia territorial habitada por muita gente colonizada e que considera bom apoiar um golpe criminoso, pois ilegítimo, contra seus próprios interesses, como ocorre no Brasil. Trata-se da burrice em toda sua amplitude e a ignorância em toda sua verdade.

Fernando Henrique Cardoso é o maior responsável, no âmbito político, juntamente com Aécio Neves, pelo golpe de estado criminoso acontecido em sua terra — a Banânia —, o atual nome do País do tucano privatista. Imprudente e insensato, FHC disse à Veja que “de toda maneira fortalecemos as instituições democráticas. Há trinta anos, diante do desmantelamento socioeconômico e político em que nos encontramos, estaríamos balbuciando o nome de generais que "poriam ordem nas coisas"; hoje, não os conhecemos e, em compensação, sabemos de cor o nome de ministros do Supremo Tribunal Federal e o de alguns juízes mais ativos de outras cortes. Um tremendo passo adiante”.

Ah, que legal! Muito bacana! Sai a gandola e entre a toga. Parabéns, FHC! Nossa... Quanta sociologia de “quinto mundo”. Um gênio tal senhor octagenário. A Veja e seus leitores coxinhas realmente merecem. Sua fala é um absurdo, de uma inconsequência ímpar e confirma que o PSDB e suas principais lideranças sabem e compreendem que derrubaram uma presidente constitucional e legítima. Se a Justiça e o MPF fossem sérios e, para serem sérios, obrigatoriamente têm de ser isentos, justos e imparciais, o golpe dos protagonistas PSDB/PMDB jamais aconteceria, porque o STF, se não fosse cúmplice e ator do golpismo, não permitiria que o ex-deputado preso, Eduardo Cunha, desse o pontapé inicial para a efetivação do golpe. Aliás, por que o Cunha sumiu das manchetes dos jornalões?

Porém, vou ressaltar e relembrar: 499 intelectuais o impediram, por intermédio de protestos, de o tucano golpista participar de debate acadêmico em Nova York, por causa de sua participação no golpe que levou Dilma Rousseff a ser injustamente e criminosamente deposta. FHC foi barrado e perdeu a moral. Agora ele vai ser intelectual para “suas negas”, ou seja, a imprensa tupiniquim de terceiro mundo e os coxinhas fascistóides de bairros de classe média.

A tragédia do golpismo desmoralizou o Brasil em apenas seis meses, em âmbito planetário. Admirado, o País gigante da América Latina sucumbiu à própria tragédia arquitetada e evidenciada por suas “elites” antropofágicas, que odeiam o Brasil e desprezam o povo brasileiro. O ódio dessa gente é uma questão de patologia (psiquiátrica) e de análises profundas por parte de sociólogos e historiadores sérios.


Fernando Henrique Cardoso vai “morrer” abraçado ao Pinguela — vulgo mi-shell temer. Aqui é a Banânia, onde FHC lidera um golpe de estado travestido de legal e legítimo. A valer-se da hipocrisia, o tucano fala em fortalecimento da democracia e das instituições. O ex-presidente se comporta assim, porque sabe como é que é, né? Todo mundo é idiota... Só que não. O grão-tucano mandou há muito tempo a sociologia e a democracia para o espaço e entrou, definitivamente, na lixeira da história do Brasil. É isso aí.

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