CEZAR CANDUCHO

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Direita vai às ruas por medidas fascistas contra a corrupção e a favor de juízes e procuradores inimputáveis quanto a crimes e abuso de poder.



Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

"Espero que alinhados a "Fora *temer" não se interessem [em ir às manifestações]. Nós não temos o mínimo interesse de tirar o *temer do poder". (Rogério Chequer, do grupo direitista e golpista Vem pra Rua, além de ser um dos organizadores dos "protestos" seletivos e hipócritas contra a corrupção, que ocorreram no domingo, dia 04/12)

"Um povo ignorante é instrumento cego de sua própria destruição". (Certamente é o que Simón Bolívar diria novamente, sendo que desta vez aos coxinhas golpistas e de direita se vivesse no século XXI)

O Brasil definitivamente tem segmento populoso da sociedade, que entrou em paranoia, a demonstrar um frenesi desvairado, que reflete e sedimenta uma demência coletiva digna de indivíduos vitimados pela esquizofrenia, como se perdessem o contato com a realidade e a se expressarem de forma, irremediavelmente, fascista, a ter as mídias privadas e comerciais como o sustentáculo de todo esse processo perverso, manipulador e arbitrário, que se volta contra os próprios protestantes de direita.

Aparentemente são pessoas pertencentes às  classes mais privilegiadas e brancas, pois quase não se vê negros nesses movimentos conservadores, com pessoas que se vestem de amarelo com a camiseta da CBF, entidade acusada de corrupção, assim como batem panelas de barrigas cheias pelas janelas e varandas de suas casas e apartamentos localizados em bairros nobres de inúmeras cidades brasileiras.

A verdade é que esses coxinhas das classes média tradicional, média alta e rica não se importam que muitos pontos das "Dez Medidas Contra a Corrupção", elaborados por procuradores do MPF do Paraná, com o apoio de juiz de primeira instância, Sérgio Moro, possam, na verdade, transformarem-se em tiros contra os próprios pés da Nação brasileira, que já foi vítima de inúmeros golpes de estado pela força das armas ou por chicanas jurídicas perniciosas, quando não criminosas.

Como pode, por exemplo, milhares de coxinhas de classe média, pois a grande maioria, saírem às ruas em favor de medidas constantes no projeto dos procuradores de Curitiba, que, espertamente e de expectativa corporativa, livram tais servidores públicos, por sinal muito bem pagos pelo cidadão contribuinte, de não responder por abusos de poder e crimes de responsabilidade, como se eles formassem uma casta superior da sociedade.

Um País que ainda tenta, a duras penas, após o golpe de estado de 2016 contra Dilma Rousseff, preservar o que restou da democracia brasileira, do Estado Democrático de Direito, além de tentar colar as páginas da Constituição Cidadã, que foram arbitrariamente rasgadas, com a cumplicidade institucional e surreal, pois inacreditável e incrível, dos juízes do STF, que entraram para a história como golpistas copartícipes de um golpe de terceiro mundo, cuja finalidade é atender às demandas e aos interesses da casa grande burguesa.

Os golpistas estão agora a entregar o País às corporações privadas e transnacionais, por intermédio de um feirão arrasa quarteirão promovido por sujeitos irresponsáveis e traidores do Brasil, a exemplo de José Serra, Pedro Parente e *mi-shell temer, sem exigir quaisquer contrapartidas das corporações e dos países estrangeiros que vão anexar para si o patrimônio público desta Nação e construído através do tempo por inúmeras gerações de brasileiros, que realmente pensaram o Brasil.

Trata-se, sem sombra de dúvida, de um verdadeiro absurdo, sendo que o maior contrassenso ainda é a postura e a conduta dos coxinhas brancos, politicamente e socialmente reacionários, violentos e sectários, que de tão ideológicos passam, por causa de suas paranoias e distorções políticas e partidárias, a considerar normal que togados se arvorem como os paladinos da justiça dignos de varões de Plutarco, o que, sobremaneira, não o são e nunca o serão, porque, reitero, os membros do Judiciário não são deuses.

Essa casta de togas, na realidade, é formada por simples mortais, sendo que muito deles estão mais preocupados por serem punidos pelos seus erros e equívocos, muitos deles graves, bem como não aceitam se limitar ao que reza a Constituição sobre os limites de seus salários de servidores públicos, além dos benefícios indiretos, que faz com que juízes, procuradores e delegados ganhem três vezes mais do que é estabelecido por Lei. Chega a ser um deboche, pois escárnio com o povo brasileiro, que ganha pouco e enfrenta incontáveis problemas por causa de sua dura realidade. 

Os privilégios do Judiciário também não deixam de ser uma forma de corrupção. Se tal servidor, ou melhor, se qualquer cidadão ou cidadã resolver questionar a opulência de servidores do Judiciário, certamente que essa classe divorciada e, consequentemente, distante dos graves problemas sociais e econômicos que afligem e entristecem as famílias brasileiras, irão reagir, com autoritarismo e arbitrariedade, como geralmente o fazem quando questionados sobre suas vidas repletas de privilégios, assim como suas corporações e instituições reagem com vigor e fúria quando alguém ousa a falar que o Poder Judiciário é o único que ainda não se submeteu à sociedade e à Constituição. 

Pelo contrário, recusa-se a cortar na própria carne, como o fazem os outros poderes, pois sabedores que as "caixas pretas" jamais abertas de suas instituições são as ferramentas e os instrumentos que propiciam seus benefícios e privilégios, além do poder de investigar, denunciar, julgar e, se necessário, prender aquele que incorreu em erros ou não, porque a literatura do Judiciário e da Justiça está cheio de casos de perseguições e injustiças. 

A verdade é a seguinte: se o cidadão é perseguido e injustiçado pelos servidores do Judiciário, não tem para quem recorrer para se defender. O Judiciário é a última instância e, consequentemente, não pode ficar à mercê de juízes e procuradores ideológicos, partidários ou que cometam malfeitos na esfera criminal. Esta é a questão. Então, iremos à ela. 

Como aceitar, por exemplo, que procuradores do MPF de Curitiba, à frente o Deltan Dallagnol e com o apoio do juiz Sérgio Moro, recolham dois milhões de assinaturas, como se tivessem, de fato, explicado aos dois milhões de pessoas o que significa cada ponto ou item das dez medidas, que não são dez, mas dezessete. Evidentemente, não sejamos ingênuos e nem permissivos, que tais procuradores não explicaram item por item que elencam o projeto de procuradores que, a partir de Lava Jato, fazem denúncias e acusações sobre crimes sem comprovações de que o acusado tenha sido realmente autor de malfeitos.

É o que exatamente ocorre, por exemplo, com o ex-presidente Lula, que, acusado e linchado publicamente, sem dó e nem piedade pela imprensa de mercado associada a certos servidores públicos do Judiciário, foi isentado por nada mais e nada menos do que 19 delatores, que deixaram claro ao juiz Sérgio Moro e aos procuradores que os acompanham em suas oitivas e interrogatórios que nunca souberam de qualquer coisa sobre a corrupção na Petrobras e o triplex do Guarujá, que envolvesse o ex-presidente Lula. 

É imprescindível, pois necessário salientar e ressaltar que as testemunhas de acusação foram elencadas pela própria Lava Jato, ou seja, pelo juiz Moro e seus pitboys do MPF do Paraná, useiros e vezeiros em fazer acusações levianas, desprovidas de provas, porque sem quaisquer fundamentos, como exemplificou, para a vergonha de quem ainda é civilizado, os procuradores do ridículo, mas perverso, injusto e midiático powerpoint. 

É muito difícil viver neste País bananeiro, onde viceja a casa grande provinciana e selvagem, pois irremediavelmente golpista e indelevelmente violenta e preconceituosa. Trata-se de bárbaros escravocratas com leve verniz de civilizados quando vão a Nova York, Miami e Orlando lamber os pés dos yankees e se comportar como párias, tais quais os golpistas que usurparam a Presidência da República e que não podem andar nas calçadas de suas próprias cidades, porque podem ser insultados, vaiados e até agredidos fisicamente.    

O Brasil é, sem dúvida, um País bananeiro e atrasado, bárbaro e autodestrutivo. De um País até então equilibrado até o ano de 2013, com as contas em dia, com reservas externas consolidadas, credor do FMI, equilíbrio fiscal, inflação controlada, indústria e comércio a vender a contento e praticamente a viver o pleno emprego, em pouco mais de três anos, a partir das manifestações de junho de 2013, o País descarrilou e, a partir da Lava Jato, passou a ter uma única pauta, que se transformou em estratégia para o golpe, promovido e financiado pela Rede Globo, pelo PSDB de Aécio Neves e seus pares, e, por fim, passou a contar com o apoio dos membros do Judiciário, notadamente os juízes do STF, que deram guarida às ilegalidade e malfeitos do juiz Sérgio Moro, dos procuradores do MPF do Paraná e dos delegados sediciosos da PF, que entraram na luta política sem mais disfarçar, às claras, a compor, definitivamente, o consórcio de direita, que passou a ter, de fato, o controle da agenda política, a faltar apenas o controle da agenda econômica, que aconteceu por intermédio de um golpe terceiro-mundista, a transformar o Brasil mais uma vez em República das Bananas. 

Trata-se, indiscutivelmente, da Casa da Mãe Joana. E toda essa destruição, desmonte e pilhagem para que a direita brasileira, derrotada em quatro eleições consecutivas, assumisse o poder central pela força de um golpe criminoso. Tudo para que a alta burguesia brasileira e a plutocracia internacional emparedasse o Brasil e destruísse sua economia, porque é na bagunça e na esculhambação que se ganha mais dinheiro, se rouba mais, se tira ainda mais dos pobres para dar aos ricos e se transfere a riqueza e a renda do País e de seu povo para a iniciativa privada. Esses golpistas deveriam estar presos. Se vivessem na Turquia, seriam alvos e objetos de demissões e de prisões sumárias, como ocorre agora no histórico país otomano.
  
A direita brasileira, uma das mais perversas e violentas do mundo, tomou o poder de assalto, volto a ressaltar. Os golpistas lutam para terem a segurança necessária para que os desmonte do Estado nacional por meio de privatizações criminosas, o fim dos programas de inclusão social, o enfraquecimento do Mercosul e dos Brics, a favorecer os Estados Unidos e sem exigir contrapartidas, e o impedimento de o ex-presidente Lula de ser candidato a presidente em 2018 são questões primordiais para a direita.

A consolidação desse processo dantesco garante aos golpistas e aos usurpadores, especialmente a tríade do atraso, do retrocesso e da submissão colonizada, exemplificada no PSDB, DEM e PPS, que se viabilize, por meio de eleições indiretas, em 2017, a Presidência da República aos tucanos, pois, cansados de serem surrados nas urnas, pois o único projeto de tais bárbaros é vender o Brasil e favorecer os ricos, como aconteceu no fatídico e nebuloso governo de FHC — o Neoliberal Golpista I —, optaram por efetivar um golpe à moda paraguaia e, com efeito, assumirem de vez suas almas bananeiras, selvagens e despóticas. 

Livrar-se do enfrentamento ideológico e partidário, bem como fugir do embate sobre programas, propostas e projetos para o País, indubitavelmente, são as razões principais da reacionária direita brasileira, que visualiza o futuro pelo espelho retrovisor, pois arauta do atraso e do retrocesso. Seis meses que o indigno *mi-shell temer e sua camarilha assaltam o poder e até agora não apresentaram uma única proposta para melhorar as condições de vida do povo brasileiro. Assaltaram o Estado nacional e transformaram o Brasil em pardieiro de seus quintais.   

Contudo, o assunto é sobre as propostas do MPF e, de resvesgueio, do juiz Sérgio Moro, que foi ao Senado "dar ordens", além de distorcer as indagações e os questionamentos do senador Lindberg Farias, que elencou graves erros cometidos pelo juiz dos coxinhas e que hoje posa como o ungido por Deus para mudar a humanidade, bem como exterminar com a corrupção, quando se trata de apenas um partido, o PT, assim como agora é a vez do PMDB, que está a ser protegido, no caso de *mi-shell temer, por exemplo, pelo juiz de província Sérgio Moro, que, ao que parece, não pretende formalizar delações contra o *mi-shell, como ocorreu recentemente com o delator Nestor Cerveró. 

A impressão que se tem é que o juiz de Maringá está a blindar o golpista *temer, pois, apesar de ele estar presente na lama das delações, derrubá-lo do poder agora é favorecer a pressão por eleições diretas, processo este que não atende os interesses e os desmandos da Rede Globo e do PSDB, que aceitam tudo, menos devolver o direito e a primazia de o povo decidir e escolher quem será o presidente do Brasil em eleições livres e diretas, sendo que os políticos do PSDB, todos "santos" e "purificados", deitam e rolam e impõem um programa ultraliberal ao País.

Entretanto, os golpistas não possuem a autoridade e a legitimidade das urnas constitucionalmente soberanas, porque são os traidores da democracia e da estabilidade institucional, bem como sempre é de bom alvitre lembrar e relembrar que a direita perdeu quatro eleições presidenciais, inclusive a de 2014, o que significa que usurpou o poder, a eliminar 54,5 milhões de votos concedidos pelo povo à presidenta legítima e constitucional, cujo nome é Dilma Rousseff. 

*mi-shell se tornou um fardo para o PSDB e a Globo não sabe o que fazer com o "Pinguela", alcunha evidenciada pelo golpista e grão-tucano, FHC, ao se reportar com deboche, desmazelo e desprezo  a *mi-shell temer que, a falsear seus instintos e pensamentos, conjecturou sobre eleições diretas como solução para a gravíssima crise brasileira, que é institucional, constitucional, econômica, política e social, pois a sociedade brasileira está doente e, irrefragavelmente, a trilhar em direção ao precipício, porque no Brasil baixou o espírito de autoflagelação e autodestruição. A Nação se corrompeu por inteiro, integralmente, e agora está a colher seus frutos, o que plantou.

A verdade é que as propostas do MPF do Paraná, que se arroga de salvador do Brasil em uma forma de agir similar ao fundamentalismo religioso serão, em sua maioria, aprovadas. O que "pegou", e os procuradores e o juiz propositalmente não falam, são questões quanto aos privilégios e benefícios da casta dos togados, que, a despeito de não estarem incluídos, espertamente e malandramente, nas "Dez Medidas Contra a Corrupção", são objetos de protestos por parte de segmentos da sociedade mais politizados, que questionam os salários altíssimos, que ultrapassam o limite do teto definido pela Constituição, assim como outros privilégios, a exemplo dos inúmeros e diferentes auxílios, dos 20 dias de recesso, dos 60 dias de férias e do expediente de trabalho das 13h às 17h30.

Os salários desse mundo principesco são exorbitantes, porque os procuradores, promotores e juízes incorporam seus benefícios e privilégios que, somados aos seus salários, perfazem quantias, em média, entre R$ 50 mil a R$ 100 mil. Um verdadeiro descalabro. Na verdade, um insulto à grande maioria do povo brasileiro que leva uma vida dura e repleta de humilhações e de limites para conquistar uma vida de melhor qualidade. São esses senhores principescos que se consideram o suprassumo do Brasil. Seria cômico se não fosse trágico. Durma-se com um barulho desse.

Porém, na acaba por aí. O que incomodou mesmo os varões de Plutarco e de província bananeira foi a decisão de os deputados, a maioria do campo da direita, resolveu incluir nas medidas contra a corrupção do MPF a punição por abuso de poder. Ué, procuradores e juízes têm de responder por seus abusos e por crimes de responsabilidade. Trata-se, na verdade, de cidadãos com enormes responsabilidades, mas esta realidade não os isenta de serem punidos se, porventura, cometerem crimes e abuso de poder em seus cargos e funções.  

Esses profissionais de carreira do Estado não podem tudo, como ocorre agora ao ponto de se rasgar a Constituição, que foi violada com o golpe de estado de 2016, a acarretar a deposição de Dilma Rousseff. As pessoas têm de entender ou parar de se fazer de tolas ou alienadas que a Lava Jato foi usada como um dos principais instrumentos para depor Dilma Rousseff, a se tornar a única agenda do País, porque não debater as questões brasileiras é estratégia importantíssima para que a direita interdite o diálogo entre os diferentes e diversificados segmentos e setores da sociedade.

Ter o controle e o domínio da agenda política e econômica do País é tão importante quanto determinar as políticas comerciais, fiscais e de juros de qualquer nação. A luta pelo poder começa pela agenda. No caso do Brasil, ela se tornou o único assunto, com viés escandaloso e persecutório, de forma que o Governo Dilma, o Lula e o PT passassem a ser, sistematicamente e ininterruptamente, desmoralizados, desqualificados, destituídos e, perversamente, alvos de injúrias, calúnias e difamações o tempo todo, a todo minuto, a toda hora, todos os dias, ano após ano até a governante trabalhista ser derrubada por um golpe criminoso e bananeiro. O Brasil é a verdadeira e autêntica República das Bananas. Ponto.

Neste País, mora uma mandatária que foi deposta em pleno século XXI sem ter cometido crimes, para que um bando de patifes e malfeitores assumissem o poder para vender o Brasil e escapar da cadeia, à frente o PSDB de José Serra, Aécio Neves, FHC e Geraldo Alckmin — o "Santo" —, que se prepara para ser presidente, de preferência sem a concorrência do maior político vivo da América Latina e um dos mais importantes do mundo, a exemplo de Luiz Inácio Lula da Silva, que ora se viera como pode para enfrentar procuradores e juízes compromissados em evitar que Lula seja candidato em 2018.

E ficam aí esses procuradores e juízes corporativistas a tratar e a impor medidas, algumas delas estapafúrdias e de conotações fascistas, como a que praticamente acaba com o habeas corpus, que é o próprio Estado de Direito, e a aceitação de provas ilícitas. Como assim, cara pálida? Restringir o habeas corpus, uma conquista da humanidade é de um non sense sem tamanho, que chega a beirar a irracionalidade. E a questão das provas ilícitas é trazer para o âmbito do Judiciário a própria aceitação da criminalidade, agora oficializada pelo Estado.

Não para por aí as sandices de coloração ditatorial. O juiz Moro demonstrou, do alto de sua arrogância e prepotência, não ter gostado de proposta que considera crime quando o juiz fica a opinar sem observar os autos dos processos. E perguntou quase que candidamente: "É crime juiz externar opinião?", para logo complementar: "Concordo que não deve opinar sobre casos pendentes, mas criar um crime, me parece que é um exagero".

Pois é... Eu não sabia até então. Moro sofre de amnésia. Talvez ele não se lembre que não para de falar sobre os processos que ele controla. Que suas ações e atos são midiáticos. Que a imprensa de negócios privados é sua aliada e associada no que concerne a enfrentar os políticos e partidos considerados como inimigos a serem derrotados a qualquer preço, mesmo ao preço de um golpe de terceiro mundo, que varreu a economia brasileira, quebrou empresas importantíssimas no cenário mundial e causou até agora 12 milhões de empregos, mas todos sabem que é muito mais.

Moro tem de sempre se lembrar ou ser lembrado que ele vazou para imprensa empresarial conversas entre Dilma e Lula. Crime de grande envergadura e que foi abafado pelo STF, que, se fosse sério e não estivesse também envolvido com o golpe cucaracha, jamais deixaria, no decorrer de um ano, que um malfeitor da estirpe de Eduardo Cunha aceitasse o processo de impeachment (golpe) de uma mandatária eleita legalmente com 54,5 milhões de votos. 

Esta verdade tem de ser repetida à exaustão. Moro, se tivesse realizado essa má conduta em um país democrático e civilizado, certamente que ele seria preso e demitido para o bem do serviço público. E ele sabe disso. Vive nos Estados Unidos, inclusive já foi acusado de ser ligado ao Departamento de Estado e até mesmo à CIA. Contudo, não importa, mas que a Lava Jato é um instrumento, por exemplo, para a ferrar a Petrobras no Brasil e nos EUA, ah, quanto a isto não restam dúvidas.

A verdade é que o Brasil se deteriorou em apenas três anos, sendo que nos últimos dois evidenciou-se tal decadência em todos os sentidos que é difícil de acreditar que este País e seu povo passaram dez anos a transformar suas vidas e a elevar esta Nação de língua portuguesa em meio as nações. O Brasil se transformou em uma sombra de si mesmo. Trata-se realmente de uma republiqueta. 


Levará décadas para que o País, outrora importante em termos mundiais, se una, porque neste momento qualquer tentativa de unificação sem a efetivação de eleições diretas é perda de tempo. Sem justiça não há paz. Sem democracia não há desenvolvimento e diálogo. Golpes nunca acabam bem. Sempre acabam muito mal, consoante a história. O consórcio golpista de direita sabe disso, mas resolveu apostar e pagar para ver. O Brasil é a terra bananeiro do golpe. É isso aí.

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