CEZAR CANDUCHO

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Feministas: Evento no RJ mobiliza ativistas do Brasil e América Latina.

 


A coordenadora executiva do Fundo ELAS, KK Verdade explicou que a iniciativa quer analisar o contexto sociopolítico sob o olhar das mulheres. “Qual é a visão delas sobre o contexto que estamos vivendo hoje? Como podemos juntas evitar que a situação das mulheres piore?”, explica. 

Segundo a assessoria de imprensa, desde o ano 2000 o Fundo Elas promoveu mais de 20 diálogos neste formato. Nesta edição, o Fundo também conta com a parceria do British Council, Open Society Foundations Brasil. 

A realização do fórum no Brasil é emblemática. O país despencou recentemente 20 posições no ranking de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial. O retrocesso se deve a medidas que incluem a extinção do Ministério das Mulheres, a equipe do atual governo ser constituída somente por homens e a ameaça de Projetos de Lei, como o 5069/2013, de autoria do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que tramita no congresso e criminaliza mulheres vítimas de estupro e profissionais de saúde.

Em novembro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu que criminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez viola os direitos da mulher. A decisão foi considerada um avanço pelo movimento de mulheres. A palavra de ordem é se manter alerta e se manifestar, o que vem ocorrendo no Brasil desde os atos definidos como Primavera Feminista, iniciados no segundo semestre de 2015, para denunciar o PL 5069.

O Diálogos reunirá representantes desse movimento marcado pela presença de jovens mulheres, estudantes e secundaristas. Ana Júlia Ribeiro será uma das conferencistas. A estudante paranaense se tornou símbolo das ocupações contra reforma do Ensino Médio proposta pelo governo de Michel Temer. Carina Vitral, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), estará presente na mesa Diálogos sobre Conjuntura sociopolítica no Brasil, nesta quarta-feira, ás 10h45.


Outros nomes que participam da programação são a atriz e ativista Letícia Sabatella, a advogada transexual Daniela Andrade , a escritora argentina Cecília Palmeiro, uma das coordenadoras do movimento Ni una a Menos, e Lilian Celiberti, professora uruguaia sequestrada em 1978, junto com dois filhos pequenos por forças policiais uruguaias e brasileiras em solo gaúcho em uma ação da Operação Condor.

Haverá ainda representação de mulheres negras, indígenas, LGBT, trabalhadoras domésticas, blogueiras, ativistas das mídias sociais, lideranças comunitárias e especialistas das áreas de comunicação, mobilidade e gestão pública.

“Resistência nas ruas, nas escolas, no trabalho, resistência em nossa arte e em nossa música”, afirmou Angela Davis, militante histórica da luta contra o racismo e o machismo nos EUA. Ela e cerca de cem mil mulheres participaram da marcha no sábado (21) contra a posse de Donald Trump e o que representa de atraso para as lutas sociais.

No mesmo espírito de repúdio ao retrocesso, o Rio de Janeiro recebe os Diálogos Mulheres em Movimento. “Um encontro de mulheres de todo o Brasil e outros países da América Latina para discutir o contexto da luta por direitos das mulheres e traçar estratégias conjuntas para a agenda do movimento de mulheres”, assegura trecho do material de divulgação do encontro.

Confira abaixo a programação dos Diálogos




Do Portal Vermelho, com informações da assessoria de imprensa do Diálogos Mulheres em Movimento.

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