CEZAR CANDUCHO

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PTMG - Fernando Pimentel reúne secretários para reforçar ações de combate à febre amarela.



Para o governador, o quadro é de preocupação, mas não há motivo para alarme. Equipes da Saúde estão aplicando vacinas em domicílio nas localidades afetadas.
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirmou, nesta terça-feira (10/1), em vídeo postado nas redes sociais do Governo de Minas Gerais, que a incidência de febre amarela no estado é grave, mas não é motivo para alarme por parte da população.
Pimentel ressaltou que o Governo do Estado já está implementando ações de prevenção nas regiões em que foram identificados casos da doença, incluindo o início da vacinação das populações que moram em áreas rurais dos municípios afetados. Além disso, também estão sendo reforçados os leitos de hospitais dessas localidades para atendimento de casos graves.
“Não temos nenhum motivo de alarme. A situação de fato é preocupante, mas não é um risco eminente de epidemia. O que nós estamos fazendo é tomar ações preventivas nas regiões afetadas envolvendo especialmente a vacinação. Se você mora em área urbana num dos municípios que está sendo afetado, você não tem motivo para se preocupar, a não ser que se desloque regularmente para a área rural. Aí, sim, você deve procurar um posto de saúde e se vacinar. Quem mora em área rural já está sendo contatado pelas nossas equipes de campo. Estamos indo de casa em casa vacinar as pessoas”, afirmou o governador, após reunião com secretários de Estado de Saúde, Nalton Moreira, e de Governo, Odair Cunha.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, divulgados na segunda-feira (9/1), estão sendo investigados 23 casos suspeitos de febre hemorrágica aguda, dos quais 16 já tiveram respostas laboratoriais positivas para febre amarela, e os outros continuam em investigação. Foram registrados 14 óbitos, cujas causas estão sendo investigadas. Cerca de 15 municípios das regiões de Teófilo Otoni, Coronel Fabriciano, Manhumirim e Governador Valadares estão em alerta devido a esses casos.
De acordo com o governador, um encontro será realizado com os prefeitos das regiões afetadas para discutir a situação e medidas para o combate ao problema. “O Ministério da Saúde já foi notificado, nós temos vacinas suficientes para cobrir todas as regiões que estão sendo afetadas nesse momento. Estamos mobilizando também a Defesa Civil e reforçando os leitos nos hospitais para eventualidades de casos mais urgentes. Tudo que é possível fazer estamos fazendo para enfrentar essa questão que é grave, mas não é uma situação de alarme”, completou Fernando Pimentel.
Febre amarela
A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, tanto em áreas urbanas e silvestres. Nas áreas urbanas, essa transmissão se dá por meio do mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue, chikungunya e zika. Em áreas florestais, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes.
A transmissão acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra a doença é picada por um mosquito infectado. No meio urbano, ao contrair a doença, a pessoa pode se tornar fonte de infecção para o Aedes aegypti. Além do homem, a infecção também pode acometer macacos, que podem desenvolver a febre amarela silvestre e ter quantidade suficiente de vírus para infectar mosquitos e assim, infectar o homem.
As primeiras manifestações da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dores de cabeça e muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a doença.
Com informações da Agência Minas, Assessoria de Comunicação PTMG.
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Cardozo: Temer não tem legitimidade para resolver nenhuma crise.



Ex-ministro da Justiça de Dilma vê “grande descaso” do governo Temer pelo sistema penitenciário e que apenas governo eleito tem condições para tirar País da crise.
O governo do usurpador Michel Temer não tem a menor condição de resolver qualquer crise, afirma o ex-ministro da Justiça e Advogado-Geral da União do governo da presidenta Dilma RousseffJosé Eduardo Cardozo, ao falar das recentes chacinas nos presídios no Amazonas e em Roraima.
“Talvez um outro governo, eleito, legítimo, tenha condições de fazer. Mas desse governo eu não espero nada. Não vejo legitimidade, não vejo compreensão da realidade, não vejo agilidade, não vejo eficiência. Não vejo nada”, declarou.
Para Cardozo, parece haver “um grande descaso” do atual governo pelo sistema penitenciário.
“A prova maior disso foi a expressão do próprio presidente da República Michel Temer quando se referiu àquela situação como sendo um ‘acidente’. Não é acidente. É lamentável esse tipo de postura, que revela uma concepção. Isso não é um acidente, é uma situação que obviamente poderia ter sido evitada, poderia ter sido trabalhada”, ressaltou.
O ex-ministro da Justiça fez questão de deixar claro que o sistema penitenciário brasileiro tem problemas há décadas, mas que a pasta está aparelhada para buscar preventivamente atuar nessas crises.
“É necessário buscar outras formas de aplicação de penas. Temos que mudar a política do encarceramento no Brasil, que é desastrosa para o País e só gera problemas graves. Os juízes e operadores do Direito acham que a única sanção aplicável é a privativa da liberdade. É um erro. O aprisionamento deve ser o último caso”
“Nesse caso específico, não sei quais foram as informações que o Ministério da Justiça teve. A única coisa que eu sei, a partir da imprensa, é que o próprio governo de Roraima havia pedido a Força Nacional e isso foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes. Acho que realmente esse é um indicador que mostra que o atual governo não dá atenção às crises como devia”, disse.
Ele voltou a enfatizar, como fez na defesa de Dilma no Senado, que “nenhum governo que venha a partir de umimpeachment fraudulento, sem fundamento, e forjado como esse, teria condições de legitimidade perante a sociedade de conseguir energias para tirar o País da crise”.
“O resultado está aí. Quem achava que o Brasil mudava depois do impeachment está vendo que o Brasil está muito pior e tende a piorar mais”, apontou.
Cardozo lembrou que quando foi ministro da Justiça de Dilma interveio em situações de crise do sistema carcerário, chegando a criar um setor de inteligência dentro do Departamento Penitenciário Nacional que pudesse acompanhar o que acontece nos presídios.
“Sempre que você tem uma prévia informação de uma crise que pode acontecer, potencial ou não, você intervém, você manda a Força Nacional ou manda um especialista para acompanhar de perto. Algumas vezes eu mesmo me desloquei até estados para que pudéssemos ter planos para enfrentar a situação que se colocava. Isso fez com que nós evitássemos algumas situações”, relembrou.
Segundo ele, o governo Dilma tinha começado a fazer ações para enfrentar o problema, como “o maior programa de construção de unidades prisionais já feito no Brasil”.
Na sua avaliação, além da construção de novos presídios nos regimes fechados e semiabertos, é necessário investir nas formas alternativas de sanção penal e associar políticas socais com políticas de polícia e com políticas penitenciárias.
“É necessário buscar outras formas de aplicação de penas. Temos que mudar a política do encarceramento no Brasil, que é desastrosa para o País e só gera problemas graves. Os juízes e operadores do Direito acham que a única sanção aplicável é a privativa da liberdade. É um erro. O aprisionamento deve ser o último caso”, defendeu Cardozo.
Segundo o ex-ministro, cerca de 50% da nossa população carcerária são presos sem condenação definitivamente, ou seja, que têm medidas cautelares.

Com informações da Agência PT de Notícias, Assessoria de Comunicação PTMG
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Após “ação espetaculosa”, Operação G7 não prova nada contra o PT.



Após 5 anos de investigações, Operação G7 absolve 21 acusados no Acre. Presidente do PT no estado critica julgamento precipitado da imprensa. 
A Justiça Federal em Rio Branco (AC) absolveu 21 acusados da Operação G7. A investigação foi deflagrada em 2013 pela Polícia Federal (PF) contra um suposto cartel para fraudar licitação de 3.348 casas populares do programa “Cidade do Povo”, criado pelo governador Tião Viana (PT).
A operação, focada em filiados do PT no estado, foi amplamente usada pela grande mídia para atacar o partido. Os acusados, porém, provaram sua inocência após cinco anos de investigação.
Em nota, o presidente regional do Partido dos Trabalhadores no Acre, Ermício Sena, criticou a espetacularização da operação da PF e o julgamento precipitado da imprensa. “Essas 21 vítimas foram ofendidas no que lhes pode ser mais sagrado: suas imagens e honra”.
De acordo com ele, a investigação teve viés ideológico e prejudicou profundamente as personalidades envolvidas injustamente. “Esses homens foram execrados pela sociedade e sofreram, além do cárcere, com a desconstrução de suas carreiras, suas empresas e até com a dilapidação de suas saúdes física e mental. Perderam bens, família,saúde e até a vida”.
Por fim, Sena se solidarizou com os investigados – agora inocentados – e celebrou o fim “do dramalhão conhecido como Operação G7”.

Leia a nota na íntegra:

O Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores no Acre vem a público se pronunciar diante da divulgação de sentença proferida pela Justiça Federal nesta segunda (9), inocentando aqueles que injustamente foram acusados de serem criminosos pela espetaculosa, midiática e hollywoodiana operação da Polícia Federal denominada de G7.
Após acusação e “sentença” sumária em uma ação que mais parecia coisa de polícia ideológica, 21 pessoas, entre funcionários públicos e empresários, foram presas, a partir de um inquérito inconsistente, inconclusivo e atrapalhado. Tal investigação, que levava do nada a lugar nenhum, tinha única e exclusivamente o objetivo de enlamear o nome do governador Tião Viana e levantar a opinião pública contra o Partido dos Trabalhadores, por meio dos militantes supostamente envolvidos neste crime que nunca existiu.
De forma leviana e em conluio com setores de uma imprensa marrom, escutas que violavam a intimidade de pessoas de conduta ilibada foram vazadas, configurando ofensa grave. A observância do princípio da dignidade da pessoa humana requer o respeito à essência de um atributo inerente à personalidade: a honra. E essas 21 vítimas foram ofendidas no que lhes pode ser mais sagrado: suas imagens e honra.
Presos, sem direito a defesa proporcional ao tamanho dos ataques sofridos, esses homens foram execrados pela sociedade e sofreram, além do cárcere, com a desconstrução de suas carreiras, suas empresas e até com a dilapidação de suas saúdes física e mental. Perderam bens, família, saúde e até a vida.
Jamais haverá reparação proporcional à ofensa causada a essas 21 pessoas, além de uma equipe inteira de governo e seu líder maior, o nosso governador Tião Viana. Porém, mais essa sentença prova a inocência dos cidadãos denunciados e presos na tal Operação G-7. Cidadãos ditos supostos criminosos, que não passaram de vítimas – ao serem usados para atingir a honra não só deles, mas de todos os envolvidos nesse projeto que tem mudado a vida dos mais pobres e excluídos.
Ao Partido dos Trabalhadores e sua militância resta a esperança do fortalecimento e da idoneidade das instituições e a crença na Justiça – seja ela de Deus ou dos homens. Por fim, nos solidarizamos com todos aqueles que foram ofendidos em suas almas com tamanha injustiça deste dramalhão conhecido por Operação G7.
Rio Branco – Acre, 10 de janeiro de 2017.
Ermício Sena
Presidente Regional do Partido dos Trabalhadores no Acre
Com informações da Agência PT de Notícias, Assessoria de Comunicação PTMG.


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