CEZAR CANDUCHO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Mossack, Fonseca presos em caso de corrupção - Jurgen Mossack e Ramon Fonseca, fundadores da firma de advocacia, foram detidos por conexões com um escândalo de corrupção no Brasil.

AFP 2016/ RODRIGO ARANGUA



SPUTNIK NEWS


Os dois fundadores da firma Mossack, Fonseca foram presos no Panamá de acordo com o escritório da Procuradora-geral do país. Foram levados sob custódia por apresentarem risco de fuga. Os homens estão sendo interrogados sobre seu papel em um enorme e contínuo escândalo de corrupção no Brasil.


De acordo com a Procuradora Kenia Porcell, as informações coletadas atualmente pelos investigadores revelaram que a firma de advocacia é uma “organização criminosa dedicada a esconder bens ou dinheiro de origens suspeitas”.

A Procuradora também disse que a investigação é um esforço conjunto de promotores de vários países: Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Suíça e Estados Unidos.

 
Enquanto Fonseca negou qualquer conexão com o escândalo envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht, Porcell divulgou que “essa investigação, em princípio, não é relacionada à Odebrecht, mas sim ao caso Lava Jato”. Lava Jato é o nome em português para a Operação “Car Was” que gira em torno da companhia de petróleo estatal brasileira, Petrobras, que resultou em acusações criminais contra executivos e membros do PT, incluindo a presidente impichada Dilma Rousseff, que presidiu o conselho da Petrobras de 2003 a 2010.

 
O escândalo perseguiu a Mossack, Fonseca desde o vazamento massivo de informações privadas, que expuseram esquemas de lavagem de dinheiro usando companhias offshore a pedido de políticos e executivos do mundo todo.  O vazamento, conhecido como “Panamá Papers”, levou à múltiplas investigações em muitos países. Dentre outras coisas, o Panamá Papers jogou luz na prática de suborno da companhia de construção Odebrecht com o governo ao redor da América Latina em troca de contratos governamentais.

 
O escritório da Mossack, Fonseca e as casas dos fundadores da firma foram revistados dias antes da prisão.

 
Ao menos mais um advogado na firma também foi preso e uma funcionária da companhia está enfrentando um mandado de prisão, mas sua localidade é desconhecida. Seus nomes não foram divulgados.

 

O advogado de defesa da firma, Elias Solano, alega que as acusações contra a firma são “fracas” e que irá desafiar as evidências apresentadas contra seus clientes.

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