CEZAR CANDUCHO

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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA., MG, Brazil

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Michel Temer prova e comprova que é *mi-shell temer — A destruição do Brasil como Nação.

*mi-shell temer e o presidente da Shell, Ben van Beurden, um dos patrões do presidente apátrida e golpista. 


Por Davis Sena Filho — Palavra Livre


Há cerca de dois anos minhas leitoras e meus leitores leram as seguintes afirmações ditas por mim: "A partir de agora, no blog Palavra Livre, o nome de Michel Temer será sempre escrito desta forma: *mi-shell temer — seu nome sempre em minúsculo e com asterisco".

Escrevi assim:

*mi-shell temer - o nome de tal peçonha é sempre escrito em minúsculo e com asterisco, por se tratar de um pigmeu moral, político, citadino e golpista;

*mi-shell temer, além de ter seu nome sempre escrito em minúsculo, por se tratar de uma autoridade ilegítima muito menor do que o Brasil e seu povo, sempre terá seu primeiro nome escrito com as letras m-i-s-h-e-l-l. Portanto, o nome de tal desditosa peçonha passa a ser escrito no Palavra Livrecomo *mi-shell temer. PS: sempre em minúsculo;

*mi-shell é também conhecido pelo vulgo Amigo da Onça — o Usurpador Traidor;

*Golpista é palavra sinônima de *mi-shell temer;

*mi-shell temer é o Golpista, com a letra "G" maiúscula;

*mefistófeles é *mi-shell temer;

*mi-shell temer é *mefistófeles;

*mefistófeles é sempre escrito em minúsculo; e

*mi-shell temer é o ilegítimo.

Evidentemente que há dois anos, no Palavra Livre, a palavra *mi-shell (temer) é uma analogia ou alusão à transnacional do petróleo, a petroleira Shell, o que evidencia que o desgoverno desse sujeito desprovido de legitimidade, que é tratado como pária pelas autoridades oficiais e internacionais, está totalmente compromissado com os interesses dos estrangeiros, no caso a Inglaterra.

A entrega lesa-pátria por intermédio de negócios de ordens privadas, que até o Diabo duvida e tratados entre o desgoverno usurpador e o governo esperto e malandro da Inglaterra, mas legitimado pela vontade soberana dos ingleses e jamais colonizado, na pessoa do secretário executivo de Comércio, Greg Hands.

Documento oficial da chancelaria britânica comprova a vocação de sabujo e a subalternidade de um desgoverno ilegítimo e colonizado, que tomou o poder de assalto, a cometer todos os tipos de desatinos e desvarios, a fim de vender sem discernir e se preocupar sobre os interesses do Brasil e o futuro da Nação brasileira e suas gerações vindouras.

Os interesses da Shell para o pária *mi-shell temer e seu capitão do mato, o presidente golpista da Petrobras, Pedro Parente, são só o que importam, bem como tal multinacional é a que mais conseguiu privilégios e benefícios, pois ela é, de fato, a petroleira que trata desde sempre com o desgoverno do presidente golpista *mi-shell temer.

Em memorando que virou manchetes nos principais jornais, televisões e revistas do mundo e no Brasil, o ministro do Comércio Internacional do Reino Unido, Greg Hands, que, inclusive, veio ao Brasil se encontrar com o secretário executivo golpista do Ministério das Minas e Energia, Paulo Pedrosa, foi acusado de fazer lobby para que o desgoverno do País que virou Banânia alterar as regras do Pré-Sal, a beneficiar as petrolíferas Shell, Premier Oil e BP.

A impunemente e vergonhosamente a trabalhar como operador das multinacionais do petróleo, especialmente para a Shell, de muito interesse do *mi-shell, o secretário Paulo Pedrosa, que exerce o papel de lobista de petroleiras, sendo uma autoridade do governo nacional, como comprovam os documentos repercutidos pelo Greenpeace, que acusou o governo inglês de ter pressionado o governo de *temer, tratado pelos gringos como macaquito subalterno e subserviente, a afrouxar as regras e exigências de conteúdo local e de ordens ambiental e tributárias, a chegar as isenções criminosas a trilhões de reais, a incluir-se todas as petrolíferas que estão a se locupletar com o feirão do *mi-shell.

Motivos esses para colocar essa escória ou escumalha, que tomou de assalto o poder e inferniza o Brasil há dois anos na cadeia. E o MPF dos barquinhos de dona Marisa Letícia e do apartamento do Guarujá do Lula, que não é e nunca foi do Lula, porque nem escritura em nome dele e de qualquer familiar do ex-presidente existe, são considerados como "graves" crimes, por meio de convicções pérfidas e levianas de gente togada que resolveu fazer política indevidamente e tratar de consolidar para a direita bastarda, pois apátrida, o golpe lesa pátria de 2016.

A repetir e confirmar: Paulo Pedrosa, secretário executivo de Estado golpista do Brasil é acusado de fazer lobby para empresas transnacionais e privadas. Tal sujeito agiu como empregado, um reles subalterno de uma subpotência mundial, que já foi potência de primeira grandeza no passado. A Inglaterra agradece ao desgoverno que atende às necessidades e aos interesses da plutocracia internacional e das oligarquias brasileiras entreguistas e que colonizam seu próprio povo como qualquer estrangeiro o faz.

O desgoverno do usurpador e traidor *mi-shell temer, pasmem(!), é lobista de estrangeiros em solo brasileiro!!! *mi-shell significa para as petroleiras transnacionais o seguinte: menos impostos, menos conteúdo nacional e menos exigências ambientais. Não é uma beleza?! .

"Fecha o pano! Abre-o novamente"!

O maior traidor da história do povo brasileiro será sempre ligado ao retrocesso, ao atraso, à irresponsabilidade, à negligência, à omissão, ao entreguismo voraz e desvairado, à violência, que usou ao mandar para o espaço o Estado Democrático de Direito, desmontar o estado nacional e retirar os direitos e as garantias do povo brasileiro.

*mi-shell temer, sempre com asterisco, é a maior tragédia da história deste País, além de ser o golpista e o usurpador da democracia e da cadeira presidencial que, constitucionalmente e institucionalmente, não lhe pertence e moralmente jamais lhe pertenceu. Tal golpista é vazio de votos e de legitimidade, como também sempre foi um deputado mediano e eleitoralmente de poucos votos, mas ligado umbilicalmente à atrasadíssima de São Paulo, que o levou, inclusive, a controlar o PMDB nacional durante 20 anos.

Sua violência e atrocidades contra o Brasil em todos os setores, segmentos e sentidos ainda não foi dimensionada, porque de uma irresponsabilidade, ferocidade, perversidade e ódio contra o próprio povo, que terá de ser durante décadas avaliada, pesquisada e estudada para que, enfim, compreenda-se, com maior objetividade e segurança, a tragédia que foi, ainda o é e sempre o será para o Brasil o golpe de estado terceiro-mundista de 2016.

O golpe cucaracha, que tem a participação inequívoca dos tucanos de PSDB, do DEM e do PPS, com a participação quase inacreditável, dentre muitos partidos do campo da direita, do PSB, do falecido ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg — o "socialista" golpista de direita —, que sempre teve o apoio do PT do DF para conquistar todos seus mandatos de deputado distrital, federal e senador, bem como o traiu e realiza atualmente um governo elitista e contra os trabalhadores de Brasília e de suas cidades satélites. Lamentável!

Hoje o PSB no Congresso, "arrependido" como um escorpião ao matar sua presa, mostra-se contra o golpe bananeiro dos safados e ladrões, que estão a fazer uma política de terra arrasada para o Brasil e de privilégios para as empresas estrangeiras e nacionais, como se todo mundo acreditasse, fosse bobo ou otário, assim como não tivesse qualquer resquício de memória e a consciência de como o Brasil era nos governos trabalhistas do PT e como ficou sua economia e a sociedade em geral no desgoverno golpista e vocacionalmente empresarial do PMDB/PSDB. Durma-se com um barulho desse.

O golpe que tem a finalidade de tirar direitos dos trabalhadores, dos aposentados e dos pensionistas, eliminar os programas de inclusão social, não ouvir e atender às reivindicações dos diferentes segmentos e grupos sociais, vender o patrimônio do Brasil, entregar suas riquezas naturais, congelar os investimentos públicos, a exemplo da saúde, da educação e da infraestrutura, alinhar o Brasil principalmente aos interesses dos EUA, da Inglaterra e da França, além de livrar, como disse anteriormente, os ladrões da cadeia, que se escondem atrás da impunidade propiciada pelo foro especial por prerrogativa de função, termo conhecido popularmente como foro privilegiado.

O golpe de terceiro mundo ainda teve e tem o propósito de manter o governo ilegítimo no poder até 2018, que evidentemente, tratará de negociar o livramento da cadeia, concretizar a desnacionalização do Brasil e as "reformas" draconianas e, principalmente, consolidar a caçada selvagem ao Lula, que tem 42% das intenções de votos, além e planejar com o Congresso mais conservador, corrupto e golpista de todos os tempos a imposição do regime parlamentarista, que a grande maioria dos brasileiros, em pebliscito de 1993, disse NÃO(!) e pela permanência do regime presidencialista no Brasil.

Agora, a direita golpista quer mais uma vez reeditar o golpe do parlamentarismo, como ocorreu em 1961 com o presidente trabalhista João Goulart. O segundo golpe do parlamentarismo, diga-se de passagem, derrotado duas vezes por meio de pebliscitos, em 1963 e 1993. Outro golpe pró-parlamentarismo agora está a ser desenvolvido nas alcovas do Palácio dos Ladrões do Planalto, depois de se efetivar o golpe parlamentar, judiciário e midiático do impeachment contra a primeira mulher presidente do Brasil, que foi legitimamente e democraticamente reeleita com 54,5 milhões de votos.

A direita quer, como sempre quis e fez, no decorrer de mais de cinco séculos, governar sem o povo. Governar por medidas provisórias, decretos-leis e emendas constitucionais, dentre outros peduricalhos jurídicos e administrativos, que mantenham o povo longe das decisões importantes à Nação, em uma democracia "representativa", quando ela deveria ser uma democracia popular, a ter os pebliscitos e referendos como os instrumentos que deveriam nortear as decisões mais amplas e coletivas da República Federativa do Brasil.    

A democracia no Brasil é uma farsa, pois burguesa e inspirada em uma representatividade que não condiz, absolutamente, com os interesses dos milhares e milhares segmentos e setores da sociedade brasileira. Trata-se da "democracia" financiada por megaempresários e suas inúmeras corporações privadas, que elegem deputados, senadores, governadores e até mesmo presidentes.

Esse processo dantesco favorece que políticos vinculados ao grande capital sejam eleitos e reeleitos, bem como seus filhos e parentes dão sequência à farsa e à fraude eleitoral, porque herdeiros políticos de seus pais, o que forçosamente faz o Brasil e seu povo ficar nas mãos de lobos, hienas, chacais e abutres, sem o mínimo compromisso com a soberania do País e os interesses do povo brasileiro e seus trabalhadores.

E acontece isto: mandatários e administradores que governam somente para as classes ricas e suas corporações privadas, especialmente para as internacionais, como ocorre agora com a venda do Pré-Sal, o sucateamento do SUS e das universidades públicas, além do leilão da Eletrobras, a ser realizado por um governo de canalhas e corruptos, segundo a PGR, cara pálida! É difícil acreditar no pesadelo que vive o Brasil. à Vezes pergunto a Deus o porquê de o País ter uma casa grande ou "elite" tão infame, colonizada e ordinária...

O STF, a PGR e a PF de braços cruzados, por serem parte intrínseca do golpe das bananas, mas violento, que é, indubitavelmente, uma verdadeira tragédia a acontecer no Brasil, em uma entrega criminosa de lesa-pátria sem precedentes na história do Brasil, porque nem mesmo o vendilhão e traidor Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal Golpista I — teve a ousadia de ser tão violento e irresponsável como *mi-shell temer e seus brucutus da casa grande provinciana e escravocrata, que deixaram o País de joelhos e humilhado perante a comunidade internacional. E um País sério tal quadrilha iria para o paredão, a ter antes a cadeia como endereço residencial.

O Brasil de *mi-shell temer, definitivamente, tornou-se a republiqueta da Banânia, a terra de ninguém, bem como o *mi-shell é a desgraça deste azarado País, por ter as classes altas e médias mais irresponsáveis, entreguistas e subservientes do mundo ocidental. Nunca vi nada igual a esses tais coxinhas portadores de incomensuráveis complexos de vira latas e autoestima baixíssima, pois deveriam ser analisados por psiquiatras durantes anos a fio, e olhe lá!

E por quê? Porque essa gente analfabeta política, tacanha, provinciana, colonizada e metida a besta cooperou para dar um golpe contra seus próprios direitos e garantias, bem como colocou no poder a mais poderosa e perigosa quadrilha do Brasil que se tem notícias em todos os tempos. Cabeça de coxinha é cabeça de coxinha e nada mais do que cabeça de coxinha... La-men-tá-vel!

O Brasil da violência endêmica, da pobreza humilhante e bárbara, da concentração de renda e riqueza pornográfica  pertence a *mi-shell temer, ao PSDB, ao Judiciário, ao Congresso, aos empresários, à imprensa de mercado, à classe média coxinha e a todos aqueles que se juntaram, inclusive em âmbito internacional, para derrubar do poder a presidente reeleita, legítima e constitucional, Dilma Rousseff.

Trata-se do restabelecimento do golpismo brasileiro por intermédio de meios infames e sórdidos praticados por essa gente desprovida de caráter e noção sobre desenvolvimento, igualdade, democracia e independência, que "justificou" a tomada de assalto da Presidência da República por selvagens da casa grande. Roubaram a democracia e rasgaram a Constituição com mentiras, traições e acusações infundadas, com a aquiescência e a cumplicidade lamentável de quem é o maior vexame e a vergonha do Brasil e de seu povo: o Judiciário!

Porém, não esqueçamos, Michel é *mi-shell; e ele prova e comprova que é o vulgo e o ímpio *mi-shell temer. Seu nome escrito sempre em minúsculo, agora grifado nas páginas sombrias e infames da história, onde estarão gravadas para sempre as incontáveis tragédias de seu desgoverno, o mais impopular e corrupto da história do Brasil.

O desgoverno dos bandidos e cruelmente antinacional, antipopular, antidemocrático e vorazmente entreguista e socialmente perverso e injusto. O desgoverno do pária internacional *mi-shell temer, o exilado em seu próprio País, que transformou o Palácio do Planalto e o Jaburu em verdadeiros bankers, pois com quase 100% de rejeição. Assombroso! E o STF e a PGR, as vergonhas e os vexames do Brasil, a serem os alicerces de toda essa bandalheira praticada por delinquentes, que não cansam de faltar com o respeito à Nação.

*mi-shell temer é o príncipe da desordem constitucional e institucional premeditada, da desconstrução do patrimônio público e econômico de um País da grandeza do Brasil, do açodamento das crises político-partidárias, da divisão da Nação e do fortalecimento da ascensão dos fascistas, que estão a intimidar as pessoas nas ruas e nas redes sociais, do restabelecimento da censura nas artes e no jornalismo, nas escolas e nas universidades, bem como o responsável maior pelo golpe de estado de 2016, apesar de estar acompanhados por outros protagonistas.


*mi-shell temer é, sem sombra de dúvidas, o pior político e cidadão que este País produziu. Muitos irão contestar e citar outros nomes, mas a história, irrefragavelmente, esclarecerá esta afirmação e concluirá, ao analisar o conjunto do estrago que esse indivíduo malévolo fez, que *mi-shell temer é o traidor porque o traidor é *mi-shell temer — o pária internacional e o político bastardo, porque vazio do voto do povo. Michel Temer prova e comprava que é *mi-shell temer. Sempre em minúsculo! É isso aí. 


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A “sinuca de bico” de Lula em tempo real.

Tarso Genro: Se Lula for inviabilizado para concorrer, torna ilegítimo o Presidente que for eleito em 2018. (Foto: Ricardo Stuckert)


“Duas frases exprimem a insustentabilidade do reducionismo” – diz Karel Kosik – no seu Dialética do Concreto – “Franz Kafka é um intelectual pequeno-burguês; mas nem todo intelectual pequeno-burguês é Franz Kafka”. Parodiando o filósofo tcheco, nascido em Praga em 1926, transitando dos escritores para personalidades políticas, poder-se-ia dizer que “Lula é um político democrático de caráter pragmático, mas nem todo o político pragmático democrático é como Lula”. Assim como poder-se-ia dizer que “Macron foi uma saída liberal de centro-direita genial, das altas finanças do capital financeiro, para a França, mas nem toda a saída liberal de centro-direita – num momento de aperto – é genial, basta ver Temer”. Poderíamos prosseguir ao infinito- no plano da política, normalmente mais acolhedor dos reducionismos vulgares, mas a questão que inspira este artigo é outra.
Poderíamos fazer uma série de considerações de natureza ideológica e histórica para dizer que Lula, “esnucado”, deu uma sinuca de bico no oligopólio da mídia. Este, com os grupos de centro-direita e da direita dos diversos partidos, com os antigos aliados fisiológicos de Lula e com os grupos empresariais subvencionados da Avenida Paulista – aliados do capital financeiro de olho na dívida dívida pública – aproveitaram a fraqueza política do Governo Dilma e promoveram o golpismo paraguaio, que achávamos impensável no Brasil da Constituição de 88. Moveram mundos e fundos – principalmente fundos – atacaram o inconsciente coletivo, moldando-o com o convencimento de que os problemas do Brasil eram a CLT e o PT e nos levaram  a maior e mais profunda divisão política, depois do golpe contra Jango em 64.
Sou contra o restabelecimento de uma aliança de poder com qualquer partido fisiológico que integrou conosco os Governos Lula e Dilma e defendo que formemos, no país, uma nova maioria política da esquerda plural, em torno de um programa de transição de uma economia liberal-rentista, para uma economia de taxas elevadas de crescimento, que  reforce o setor público como balizador do desenvolvimento estratégico da nação e proporcione, no curto prazo, mais democracia com geração de emprego e renda. Um programa que, excluindo da agenda imediata as questões que nos dividem, firme um compromisso positivo em torno de pontos claros, capazes de serem implementados com realismo, para bloquear, pelo menos, o desmonte em curso. Se isso não ocorrer, em poucos anos uma força de esquerda que chegar ao Governo não vai ter o que governar e ela será apenas a herdeira do caos.
O ideal seria um programa semelhante ao que o Syriza, na Grécia, tentou, mas que soçobrou por falta de  apoio interno e de sustentação mínima  da própria social-democracia européia. Mas a experiência portuguesa, tendo à proa o Partido Socialista, com apoio do PCP e do Bloco de  Esquerda, até agora deu certo e mostrou que não é impossível – mesmo em condições adversas – enfrentar as perversidades neoliberais e redespertar em milhares o gosto pela política e o apreço à democracia. Portugal, com o governo de centro-esquerda atual, tem as taxas de crescimento mais elevadas da Europa, reduziu o déficit público, aumentou o emprego, estancou as privatizações selvagens e valorizou o salário mínimo. Portugal tem, atualmente, o governo mais generoso e democrático na Europa, o que não é pouco quando a hidra do fascismo, do racismo, do sexismo, da violência fundamentalista, ergue as suas mil cabeças odiosas.
A “sinuca de bico” do pragmatismo lulista redundou no seguinte: comparem quaisquer dos candidatos com Lula e apontem qual deles, independentemente do seu currículo moral e político, tem mais condições de pacificar o país; comparem quaisquer dos candidatos com Lula e apontem qual deles demonstrou, concretamente, que  governou melhor para as maiorias pobres e excluídas; comparem quaisquer dos candidatos com Lula e apontem qual deles, se for inviabilizado para concorrer, torna ilegítimo o Presidente que for eleito em 2018; comparem quaisquer candidatos com Lula e digam qual deles foi mais perseguido pela mídia e pela “elite” e que tem condições, se eleito, de”perdoar”, pragmaticamente, os seus próprios detratores; e, finalmente, comparem quaisquer candidatos com Lula e digam qual deles teria a capacidade de pedir, depois de eleito, paciência ao povo espoliado deste país, porque precisamos de tempo para sair desta crise brutal, que nos assola sem piedade.
Esta é a “sinuca de bico” que Lula deu, nos que pediram a sua morte política e também propagaram a necessidade da sua morte física. Lula é um pragmático (genial politicamente), mas nem todo o pragmático é (genial politicamente) determinado como Lula. Resta saber se as alianças que Lula vai compor não lhe darão, também, uma “sinuca de bico”, pois podem fazê-lo tornando disforme o sentido estratégico do seu pragmatismo, que sempre foi destinado a melhorar e dignificar a vida do povo trabalhador – a qualquer custo – permitindo que “todos ganhem”. Na  verdade, esta possibilidade se esgotou com a crise  mundial, com a ascensão de Trump, com a seguidas vitórias da direita na Europa e na América Latina, com o capital financeiro cobrando as suas contas -devidas e indevidas- originárias dos séculos sem fim de opressão colonial e neocolonial. Assim como Moro foi “condenado a condenar” Lula, Lula está condenado a resolver este grande enigma pragmático, que é o que vai preencher os atos finais do seu percurso na História.
Encerro também com Kosik, para relativizar, não para contemporizar com o pragmatismo: “Nenhuma época histórica é, em absoluto, apenas uma passagem para outro estágio, assim como nenhuma época se eleva acima da história. A tridimensionalidade do tempo se desenvolve em todas as épocas: se agarra ao passado com os seus pressupostos, tende para o futuro com as suas consequências e está radicada no presente pela sua estrutura.”  É mais o menos o que lembro ter dito T.S. Eliot, num poema clássico: tempo futuro e tempo passado estão fundidos no tempo presente. Será o resto, silêncio, em nosso meio?
***
Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A decomposição política do golpe.





A equação política do golpe não fecha, por isso sua decomposição é contínua e ininterrupta.
O bloco golpista é formado pelo mercado financeiro, sistema de justiça (Judiciário, MPF e PF), grande mídia, EUA, classe média tradicional e políticos conservadores (centrão, PMDB e PSDB).
Classe Média Tradicional
A essa altura do campeonato, mesmo com toda a despolitização, vai ficando claro para a classe média de que ela foi feita de massa de manobra.
Os custos econômicos do golpe para a classe média são e serão enormes.
Nas profissões tradicionais como medicina e engenharia, a renda e o status social se decompõe a olhos vistos e só cessarão com um modelo econômico que permita ao país crescer 3% ao ano, com incorporação de massas ao mercado de consumo.
Em 2002, o Brasil formava 8,5 mil médicos e 28,0 mil engenheiros. Em 2015, foram formados 17 mil médicos e 102,9 mil engenheiros. Já estão nas faculdades estudantes para o Brasil formar 27 mil médicos por ano. Congelar a criação de novos cursos é absolutamente irrelevante, pois já iniciamos o processo de formação de profissionais para consolidar o welfare state, que sem sua implantação draga todas as profissões que seriam envolvidas.
Sem mercado de trabalho pujante para demandar médicos em planos de saúde e engenheiros para moradias e bens de consumo, os salários cairão ano após ano, pois a oferta de médicos e engenheiros cresce de 4 a 5% ao ano.
A Emenda Constitucional 95 que congelou os gastos públicos por 20 anos torna ainda mais dramática a situação dos médicos, pois impede aumento de gastos reais para o SUS.
Aliás, a mesma EC 95 congelará por 20 anos os valores nominais dos salários de quase 2 milhões de servidores federais ativos e inativos. Há carreiras que já acumulam 20% de perdas inflacionárias. Além disso, a medida provisória que postergar a recomposição salarial poderá cancelar definitivamente esses reajustes, antecipando o longo congelamento de salários nominais no funcionalismo, isto porque a EC 95 exceptualizava os reajustes acordados antes de sua vigência e com a MP novo dispositivo juridico passará a versar sobre a recomposição. Se houve descumprimento do teto, os servidores terão os salários congelados imediatamente.
Portanto, há dois barris de pólvora na classe média, prontos para explodir no bloco golpista. As perdas serão ininterruptas até o modelo econômico mudar. Então, o apoio da classe média à direita é insustentável.
Sistema de Justiça
A operação Lava-jato atinge em cheio a parte política do golpe e grande parte do poder econômico. Por isso, já está sendo desmantelada. Assim, o prestigio social e protagonismo político do sistema de justiça se esvai.
O sistema justiça se pensa como financistas de Wall Street, mas são barnabés como quaisquer outros. Assim, a EC 95 atingirá em cheio os salários nababescos de juizes e promotores.
Em 2016, foi aprovado 40% de aumento aos servidores do judiárcio, escalonados até 2019. Mas as justiças federais e do trabalho já comprometem 90% do orçamento com a folha de salários.
Com a EC do Teto, os reajustes dos servidores esmagará os beneficios de magistrados que permitem que as remunerações ultrapassem o teto legal. Depois disso, 20 anos de congelamento nominal de salários.
Um dia a ficha do sistema de justiça vai cair...
Grande Mídia
Até quando a grande mídia vai poder avalizar um golpe que corrói o poder de compra de sua audiência?
Além disso, sem saída econômica os anunciantes escasseiam, num momento de concorrência exacerbada com a internet e de cerco do FBI no caso de corrupção da FIFA.
Políticos Tradicionais
Ano que vem teremos eleições. Quem continuará abraçado a esse pato manco do golpe?
EUA
Continuar apoiando um golpe que se esfarela dia apos dia é um enorme risco geopolítico.
Se tiverem aprendido as lições com o Xá no Irã, verão que esse barril de polvora social poderá ter um desfecho muito desfavorável. Isso num momento de grave questionamento de sua hegemonia, enquanto a China adquire a maior parte dos ativos vendidos pelo Governo Federal.
Conclusão
O golpe se esfarela dia após dia e não pode dar respostas ao grupos que o apoiaram.
As únicas saída são o Lulismo ou Fascismo!
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Ao Le Monde, Lula se diz pronto para ‘tomar o poder’ com eleições.



Jornal GGN – O ex-presidente Lula concedeu uma entrevista ao jornal Le Monde, onde se defende e afirma que está pronto para “assumir o poder” nas eleições presidenciais de 2018. A matéria teve chamada de capa e uma página inteira.
Sobre as acusações produzidas em série pela imprensa e parte do Judiciário engajado, Lula diz não ser contra a Lava Jato, somente é avesso aos excessos e mentiras. Para ele, qualquer política anticorrupção é bem-vinda, mas o erro cometido pelos operadores da Lava Jato foi grande: politizaram e divulgaram os debates, fizeram com que tudo se tornasse pirotecnia.
Para Lula, ainda no tocante à Lava Jato, o grande erro foi colocar como centro das atenções aquilo que deveria ter sido feito com serenidade.  Alertou para o fato de não ser admissível uma investigação quebrar empresas, já que não são as empresas que roubam e sim seus governantes, “caso contrário o trabalhador paga”, alertou.
Na entrevista, o ex-presidente afirmou que o mercado não o teme, pois que já esteve sob sua liderança. Para ele, uma afirmação deste tipo é hipócrita. Para a retomada do crescimento, Lula prega impulso a uma política de microfinanças; dar novo fôlego ao consumo doméstico através do apoio ao crédito e com ajuda das instituições financeiras. “Temos bancos para ajudar com isso”, disse ele.
Quando questionado sobre qual seria sua primeira medida ao voltar à presidência, Lula foi taxativo: “tomar o poder”.
Para ler a entrevista no Le Monde clique aqui.
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domingo, 19 de novembro de 2017

Governo golpista coloca em prática o Menos Médicos.

Dilma e os profissionais do programa que levou médicos para regiões distantes.

Do Twitter de Dilma Rousseff
O presidente usurpador promete assinar decreto proibindo a criação de cursos de medicina no Brasil por 5 anos. É exatamente o contrário do que o Brasil precisa. O governo golpista está cometendo um atentado contra a saúde da população.
O Brasil tem no máximo a metade do número de médicos de que necessita. E a esmagadora maioria dos milhares de médicos brasileiros em atividade trabalha nas capitais e nos grandes centros urbanos.
Quando criamos o programa Mais Médicos, que o governo golpista esvazia pouco a pouco, 700 municípios não tinham nenhum médico, 1.900 municípios tinham apenas um médico e muitas cidades só contavam com um médico alguns dias por semana.
O Mais Médicos atacou o déficit de profissionais nas periferias das capitais e das maiores cidades brasileiras, no interior, nos departamentos de saúde indígena, nas comunidades quilombolas e nos assentamentos da reforma agrária.
Contratamos 11 mil médicos cubanos e, por isso, somos gratos ao Governo e ao povo cubanos pela solidariedade. Contratamos também médicos de alguns outros países.
Não havia número suficiente de médicos brasileiros para participar do programa. A maioria preferira ficar nas áreas onde já atuava. Por isso, a importância de criar novos cursos e vagas para estudantes de medicina, sobretudo no interior.
Nós fizemos o MAIS MÉDICOS, programa aprovado pela população atendida. O Governo golpista, fiel a sua vocação antipopular, coloca em prática o “Menos Médicos”.
Temer lança o “Menos Médicos”: típico de governo golpista.