CEZAR CANDUCHO

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

IMPORTANTE TEXTO DO ZÉ DIRCEU SOBRE A CONJUNTURA.

dirceu



“Sabemos o que fazer com o país e suas consequências, temos consciência do que são capazes as forças reacionárias e de direita? Aprendemos com a experiência do golpe contra a presidenta Dilma e da perseguição implacável e violenta contra o PT e Lula nos últimos três anos? O país tem condições de manter as políticas públicas sociais e a distribuição de renda sem realizar reformas estruturais como a do sistema bancário e financeiro, a tributária, a política, a do Estado e a sensível e explosiva dos meios de comunicação?” (Extrato do artigo do Zé Dirceu, que publico a seguir)


Publicado por Breno Altman no Facebook

“Companheiros da Disparada e do Balaio, jovens estudantes e alguns já profissionais, visitaram me em Passa Quatro no mês passado e passamos o dia pensando e sonhando com o Brasil e nosso povo, sua história e luta. Impressionado com a vontade política de luta e combate deles com suas vitórias no movimento estudantil, a dedicação ao debate, estudo e a pesquisa, me senti no dever de dialogar com eles expondo minhas angústias e dúvidas e minhas apreensões...
Para onde vamos e como? Eis uma pergunta que insiste em me atormentar nos últimos meses. Mesmo sabendo de minhas limitações políticas e pessoais, ouso responder com outras perguntas e algumas respostas.
Temos forças políticas e sociais para, no curto prazo, retomar o governo e realizar as reformas estruturais que o país demanda para sair da atual crise sem abrir mão da democracia, soberania nacional, projeto nacional e Estado de bem-estar social? E também sem regredir a um passado não muito distante onde o crescimento sempre foi sinônimo de concentração de renda e aumento da pobreza, do autoritarismo e conservadorismo, quando não da violência aberta e “legalizada” do Estado em nome democracia ou da luta contra o comunismo e a corrupção?
Sabemos o que fazer com o país e suas consequências, temos consciência do que são capazes as forças reacionárias e de direita? Aprendemos com a experiência do golpe contra a presidenta Dilma e da perseguição implacável e violenta contra o PT e Lula nos últimos três anos? O país tem condições de manter as políticas públicas sociais e a distribuição de renda sem realizar reformas estruturais como a do sistema bancário e financeiro, a tributária, a política, a do Estado e a sensível e explosiva dos meios de comunicação?
Teremos forças policias organizadas e mobilizadas, maioria parlamentar e hegemonia política na sociedade para realizar tais mudanças ou seremos constrangidos a administrar, para eles, a atual crise mesmo buscando manter determinadas políticas sociais – ao menos aquelas que restarem frente ao desmonte já realizado pelo usurpador?
Que vale a pena e devemos disputar o governo e Lula ser candidato, não resta dúvida. Mas essa não é a questão e sim com qual programa e com que objetivos, para além de resgatar seu legado e a democracia, o pacto constitucional e social rasgado pelos golpistas.
O que estamos fazendo para aumentar o nível político, cultural e de organização de nossas bases sociais e dos trabalhadores? Que mudanças estamos fazendo no PT e nos movimentos onde temos incidência para a nova conjuntura que enfrentamos? Avaliamos que nada mudou no Brasil e que teremos eleições normais em 2018 e o vencedor tomará posse e realizará sua política sem oposição ou teremos e esperamos novas tentativas de golpe e sabotagem aberta como a que levou a queda de Dilma e ao atual desastre econômica e social?
Por que não consolidamos a Frente Brasil Popular e criamos núcleos políticos e sedes, espaços para debates, mobilização, ações culturais e sociais, para ampliar a oposição ao golpe e ao governo Temer, as suas contra reformas e políticas visando retornar o Brasil a um simples país de linha auxiliar da política de Washington?
Como contrabalançar e contra-atacar a ofensiva liberal política, cultural e ideológica, via meios de comunicação? Qual perspectiva que apresentamos para a juventude mobilizada e na luta, para as inúmeras iniciativas de diferentes setores de oposição fora de nosso espaço sindical e social, da CUT, MST, MTST e tantos outros, como o Levante, a Consulta Popular, o Fora do Eixo, as Frentes Democráticas de Juristas e Advogados, as iniciativas culturais e o crescimento do movimento estudantil anti-Temer e Golpe?
O PT no seu recente congresso uniu-se em torno do Fora Temer, Diretas, Lula presidente, mas a realidade é outra: caminha para o fica Temer e eleições em 18. O que fazer?
Temos pouco tempo para as eleições de 18 e o suficiente para o médio prazo. A questão é combinar as duas tarefas e ações a curto e longo prazos, ir acumulando forças e elevando o nível político e de organização, inclusive para resistir à repressão e às ações paramilitares já presentes na atuação da direita, mudando nosso modo de agir e de organização, adaptando-nos para a essa nova fase da luta política no país e tendo consciência que não podemos e não devemos subestimar a direita ou desconhecer as mudanças no seu modo de agir e atuar. Ter ciência do ódio que a move e sua decisão de não apenas nos derrotar, mas sim nos destruir como força política e social, como partido e consciência política, memória histórica e, principalmente, como legado e conquista de direitos sociais e políticos pelo povo trabalhador e resgate da dignidade e soberania nacional.
Há outras questões não menos importantes, como nossas relações com a esquerda, os movimentos, as outras candidaturas – seja de Ciro Gomes ou outras que venham a surgir. Nossa experiência nos ensina que devemos, a partir de definições objetivas e claras sobre o que queremos, estarmos abertos ao diálogo e principalmente ao trabalho comum na Frente Brasil Popular e mesmo na Frente Povo Sem Medo. Isso independe do cenário de 2018, de uma possível candidatura de Guilherme Boulos ou ainda da criação ou não de um novo partido de esquerda com ou sem setores do PT. Temos força e experiência suficientes, já sofremos derrotas suficientes para não nos iludirmos sobre nossas reais forças e possibilidades, mas também para termos consciência de nosso papel e força e de nossa capacidade de luta.
Há uma plataforma comum que nos une contra Temer e o Golpe, pela democracia e um programa mínimo não apenas contra as atuais reformas, mas a favor de mudanças estruturais no país. Há consenso de que não podemos governar o país e atender as demandas populares sem quebrar os ovos do sistema financeiro, do rentismo, da concentração de renda, riqueza e propriedade, da estrutura tributária e da atual organização política e institucional do país. Ou será que não é consenso, daí a resistência de determinados setores ao programa da FBP e as idas e vindas dentro do parlamento de nossas bancadas nas relações com setores da situação e mesmo com o governo Temer ou com o presidente da Câmara no debate sobre diretas e das indiretas?
Nossa resistência ao Golpe e às reformas de Temer prova que temos capacidade de luta e mobilização, mas também expõe nossas limitações e fraquezas e nos convoca a superá-las, mesmo diante do tempo curto. Logo estaremos em plena sucessão presidencial e nos Estados, com todas as consequências de uma disputa eleitoral, agravadas pelo risco de Lula ser impugnado como candidato e o Congresso Nacional aprovar uma reforma política contra nós.
Devemos ter consciência que nossa vitória depende do crescimento de um amplo movimento de oposição pluralista, com total liberdade de iniciativas mas com um centro e uma direção orgânica, para a luta e o combate, com um sentimento e um impulso de dialogar e debater, enfrentar a ofensiva ideológica, cultural e política da direita, ir além da denúncia – mais do que necessária – das ilegalidades e arbitrariedades do aparelho policial-judicial e apresentando nossas propostas de mudanças e resgatando nosso legado.
A certeza de nosso crescimento vem do fato que nunca antes nesse país um golpe como o que foi dado durou tão pouco tempo, sendo hoje repudiado por mais de 95% da população que exige eleições gerais e o fim das contra reformas. Essa é nossa maior vitória política. Mas atenção: não significa apoio a nós ou às nossas propostas a não ser que a conquistemos na luta e na disputa política e na ação política que é, na essência, a razão de ser de um partido ou de um movimento e foi e deve ser a única razão de ser do PT, que foi criado exatamente para que os trabalhadores deixassem de ser objetos da política para serem autores e atores das transformações sociais, econômicas, política e culturais a seu favor.”
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https://luizmuller.com/…/importante-texto-do-ze-dirceu-sob…/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Moro é a má política de toga e a Geórgia de dez anos atrás é a Lava Jato.




Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

O que os golpistas e elitistas deste País cucaracha "não entendem", a incluir os coxinhas de classe média, por má-fé, cinismo e hipocrisia é que a Lava Jato teria de ter como objeto e alvo de sua atuação o combate à corrupção e nada mais do que isto. Ponto. Enquanto a força tarefa dos juízes, procuradores e delegados, a maioria baseada no Paraná, estava a servir à Nação com enfoque no combate à corrupção doa a quem doer, evidentemente que o apoio a esses servidores públicos do Judiciário e do MPF era praticamente majoritário.

Porém, percebe-se logo e rapidamente que os "intocáveis" togados e meganhas passaram a ter como motivação principal e primordial o combate político, partidário e ideológico, sendo que tais servidores agem e atuam, sistematicamente, no campo da direita, a movê-los, sem dúvida, ações de conotações persecutórias, que denotam, ipsis litteris, que a Lava Jato é, na verdade, um instrumento político transformado em um aríete, que tem por propósito demolir e ferir o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças.

Não importa a mim se algumas pessoas que leem meus artigos fiquem injuriadas ou falsamente indignadas, porque, evidentemente, se existe algo que eu detesto é a corrupção, mas também acredito que ela tem de ser combatida de forma republicana, equânime e isonômica, de forma que todos os grupos, segmentos e setores das vidas públicas e privadas da sociedade brasileira respondam por seus crimes, malfeitos e ilegalidades de toda ordem.

E é exatamente isto que não acontece e, com efeito, a blogosfera progressista, os chamados blogs e sites "sujos", combatem, sem trégua, as manipulações, distorções e mentiras o oligopólio da imprensa de negócios privados, que, mancomunada com os atores da Lava Jato, transformaram o Brasil em um republiqueta bananeira, o desmoralizaram, o humilharam e destruíram sua economia, principalmente o comércio interno, que não vende nada, bem como a indústria de base e pesada brasileira, a desempregar 15 milhões de brasileiros, sendo que outros milhões estão à mercê do comércio ilegal e da repressão policial, de forma, inclusive, a fazer o Brasil a integrar novamente o mapa da fome, de acordo com a FAO e o IBGE.

O juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, os procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Deltan Dallagnol, Roberson Pezzobon, dentre outros autores do powerpoint mentiroso e leviano, assim como os delegados partidarizados e "aecistas", Igor Romário de Paula, Maurício Grillo e Márcio Anselmo, conforme comprovaram seus facebooks e a matéria do Estadão, que, por sinal, trata-se de um pasquim de direita quase falido, que sempre apoiou a Lava Jato, resolveram, indevidamente, entrar de cabeça na política brasileira.

Os membros da Lava Jato fizeram mais do que isto, pois interditaram o processo político para influenciar no tabuleiro político e, consequentemente, favorecer a direita brasileira, representada, principalmente, pelo dupla PSDB/PMDB, que efetivou a deposição da presidente reeleita e legítima, Dilma Rouseeff, e instalou no Planalto o governo mais corrupto, elitista, sectário e entreguista da história republicana brasileira. O governo colonizado e subalterno, que serve a poucos em detrimento de muitos.

E por que eu estou a falar sobre esse assunto? Respondo. Porque o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, comparou o Brasil à Geórgia após o fim da União Soviética. O herói dos coxinhas golpistas, entreguistas e analfabetos políticos afirmou que o Brasil é governado por gângsters. É verdade. O juiz não mentiu, mas, como sempre ele faz para não falar ou explicar, por exemplo, o porquê de ele não prender os tucanos e os líderes do PMDB que tomaram o poder de assalto, o magistrado de primeira instância e com vocação para ditador simplesmente tergiversa.

A verdade é que as ações do político sem mandato, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, cooperou, e muito, para que o Brasil fosse governado por gângsters, que estão a demolir o Brasil e envergonhar seu povo perante a comunidade internacional. Afinal, o magistrado da província de Maringá, cuja família possui laços profundos com o PSDB, a direita em geral e a burguesia paranaense permitiu, deliberadamente, que a crise político-institucional recrudescesse e, com efeito, favorecesse a radicalização da direita de alma lacerdista

A direita de tradição udenista, porque comportalmente falsa moralista, e que, histérica, ocupava as ruas com camisetas de seleção brasileira, bem como o ato insano, mas inquestionavelmente político de Moro a levou a tentar, como fazem os vândalos ou os bárbaros, invadir o Palácio do Planalto, porque o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, liberou criminosamente à imprensa de mercado, sua cúmplice partidária e política, os diálogos entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula.

Quero afirmar, sem medo de errar, que tal juiz causou comoção popular deliberadamente, o que se torna um fato absurdo e altamente irresponsável. Naquele momento, a luta política estava no auge, pois a presidente constitucional e legítima estava prestes a enfrentar um tribunal no Senado que, antecipadamente, já a tinha condenado à perda de seu mandato popular e legítimo. A verdade é que o juiz tucano da terra das araucárias estava a fazer a péssima política, além de apagar incêndio com gasolina.

Moro, do PSDB do Paraná, sabia o que estava a fazer, sem sombra de dúvida, e cometeu um de seus inúmeros crimes com o apoio, a cumplicidade e a aquiescência do CNJ, do TRF-4 e, sobretudo, do STF, poder que é indefectivelmente burguês, a vergonha do Brasil, que, com a participação da imprensa comercial e privada mais corrupta e golpista do mundo ocidental, tornou-se a garantia de que a casa grande retornaria ao poder após quatro derrotas eleitorais consecutivas para os presidentes Dilma e Lula, líderes trabalhistas e de esquerda, que jamais foram cooptados pelo establishment.

O establishment que vem a ser o promotor do status quo, que, por sua vez, é financiado pelas oligarquias brasileiras e pela plutocracia internacional, as quais os golpistas e usurpadores da Banânia servem como cães perdigueiros ou de guarda. O Judiciário brasileiro é o câncer que promove o atraso material e espiritual do Brasil.

O STF permitiu que chefes de quadrilhas assumissem o poder central e aceitassem o pedido de impeachment (golpe) na Câmara dos Deputado para Dilma Rousseff ter seu mandato vilipendiado no Senado Federal pela maioria de senadores intrinsecamente vinculada ao atraso e ao retrocesso, ou seja, às oligarquias insofismavelmente escravocratas.  Esses fatos e realidades são inesquecíveis. A história cuidará disso com a precisão da verdade. A verdade é imbatível e inatacável. O Supremo deste País é o fim da picada!        

Torna-se, então, necessário colocar os pintos nos "is". Moro, o magistrado tucano, que tem lado partidário, cor ideológica e participa com afinco da luta política e de classes, que a direita diz não existir, mas "quer de volta sua empregada doméstica", a dormir na pequena senzala, que é retratada no quartinho de empregada, afirmou, na Jovem Pan, que não é candidato, porque não tem perfil para exercer mandato político. Não são contraditórias as palavras de vossa excelência?

Obviamente que o juiz do PSDB do Paraná está a tergiversar, porque não é necessário ter mandato para fazer política, no sentido de participar do embate político e tomar para si o enfrentamento de linha de frente com o apoio, incondicional pelo menos até agora, da imprensa de negócios privados e controlada por meia dúzia de famílias bilionárias, que combatem os interesses de independência e soberania do Brasil, bem como o tratam como se o País fossem o quintal de suas casas.

Sérgio Moro quer enganar a quem? Será que tal magistrado pensa que todo mundo é coxinha lobotizado? O que é isso cara pálida? Se eu elencasse todas as ações políticas, partidárias e ideológicas do juiz de província, certamente que eu não conseguiria terminar este artigo. A verdade é que Sérgio Moro cometeu inúmeros crimes e arbitrariedades, como levar Lula a força para depor e, posteriormente, condená-lo a mais de nove anos de cadeia, sem, entretanto, apresentar uma única prova. Há covardia maior?

O problema do juiz Sérgio Moro, que dizem ser admirado e amado, mas a verdade é que existem dezenas de milhões de brasileiros — e ele sabe disso — que discordam frontalmente das ações levianas e covardes da Lava Jato, que se tornou um partido de direito e instrumento primordial para que os golpistas e usurpadores de toda monta e ordem pudessem, enfim, conspirar e, com efeito, derrubar uma presidente legalmente constituída, assim como dar tratos persecutórios a uma força tarefa que perdeu a razão de ser quando simplesmente resolveu ser uma ferramenta de combate político contra a esquerda, os mandatários trabalhistas e seus aliados.

A verdade é que a corrupção passou a ser, dentro da própria Lava Jato, um assunto de segunda relevância, quando deveria ser sempre de primeira importância, porque o que se vê depois das tentativas de destruir o PT e seus membros e simpatizantes, verifica-se in loco que as pessoas que estão a governar o Brasil são golpistas, usurpadores, corruptos, ladrões e que estão a vender o Brasil e a tirar direitos e garantias dos trabalhadores, do povo brasileiro. Moro e a Lava Jato sabem disso, porque burros e alienados, definitivamente, eles não o são.

Então, vamos à pergunta que não quer calar: "Juiz Moro, por que o senhor não interroga e não prende os tucanos e suas lideranças, bem como os corruptos do PMDB, que estão a governar a Banânia e o Congresso de malfeitores, que agora apostam no distritão e no parlamentarismo, para se manterem no poder e não serem presos por causa do foro especial por prerrogativa de função?" Com a resposta, evidentemente, o juiz Moro ou os "intocáveis" tupiniquins da Lava Jato.

Porém, nunca é demais lembrar que o juiz Moro, do PSDB do Paraná, ao divulgar os grampos ilegais, portanto áudios repercutidos de forma criminosa, favoreceu a tomada do poder pela quadrilha mais perigosa e poderosa do País, de acordo com o Joesley Batista, dono da JBS, que quebrou as pernas da Lava Jato, porque até então os "intocáveis" estavam muito à vontade para cometer, sistematicamente e covardemente, lawfare contra o ex-presidente Lula, sem, no entanto, volto a ressaltar, apresentar quaisquer provas em todos os processos que o melhor presidente da história do Brasil, juntamente com o estadista Getúlio Vargas, responde na Justiça por estar a ser, covardemente, perseguido.

A direita quer o Lula fora da corrida presidencial de 2018, e a Lava Jato e seus "heróis" midiáticos sabem disso. E como sabem... Só sabem! Moro, além disso, é useiro e vezeiro em participar de eventos promovidos, ora vejam, pelos inimigos e adversários do PT e de suas lideranças. Como pode um juiz ser visto com os inimigos de quem ele está a julgar? São fatores completamente fora de propósitos!

Trata-se, indubitavelmente, de um comportamento que se deve questionar duramente e de forma enfática. Não basta à mulher de César ser honesta. Ela tem de também parecer honesta. Moro tem de obrigatoriamente compreender esta questão comportamental para que possa ser um juiz imparcial e justo, realidade que, frontalmente, o magistrado tucano não é. Alô, alô, CNJ e TRF-4, cadê vocês?

Como eu sou ingênuo... Evidentemente que tais instituições estão a participar do golpe de estado contra os interesses do Brasil, pois, afinal, se o Judiciário fosse sério não permitiria que a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, fosse deposta para um chefe de quadrilha assumir o poder. Esta é a verdade. Alô, alô, STF divorciado e distante do povo e composto por juízes burgueses de punhos de renda: acordem!

Agora o Moro, um político tucano e de direita, voltado para os interesses da grande burguesia, critica o financiamento público de campanha ao tempo que defende o financiamento privado com regras mais duras. Não é uma beleza o pensamento de ocasião e de circunstância de tal "titã" da justiça, da moral e dos bons costumes? Não parece uma intenção oportunista?

Então, vamos ver se dá para entender o juiz de primeira instância. Moro e seus pares da Lava Jato criminalizaram o financiamento privado, que, na verdade, fomentava a corrupção. Depois de criminalizar a política, os partidos e destruir a indústria de base e de construção do País e causar desempregos aos milhões, o juiz vem com essa opinião estapafúrdia e insensata, pois sabedor que o financiamento público põe ordem na casa e trata os candidatos desiguais como iguais, em uma isonomia que não interesse de verdade aos políticos e candidatos ricos ou financiados por milionários ou bilionários.

Se houver isonomia, evidentemente que a direita terá menos eleitos e a equiparação com os candidatos de outros segmentos da sociedade ficará mais equânime. O juiz Moro, filho da burguesia e politicamente de direita quer, na verdade, defender os interesses eleitorais das velhas oligarquias, das quais ele seu grupo familiar e político sempre fizeram parte. E assim acontece com vários procuradores da Lava Jato, a começar pelo Carlos Fernando dos Santos Lima.

Quem o juiz Moro, do PSDB do Paraná, pensa que engana? Será que ciclope do judiciário pensa que todo mundo é idiota e somente assiste ao Jornal Nacional e seus assemelhados? A roubalheira é advinda, principalmente, das campanhas eleitorais financiadas pelas empresas e corporações privadas. Ponto. Como agora esse senhor vem com essa conversa para boi dormir.


Juiz Sérgio Moro, por favor, seria de bom alvitre, além de ser sensato, vossa excelência se reportar aos autos dos processos, para ser republicano, justo e imparcial. A Geórgia de dez anos atrás é a Lava Jato, porque, nos governos trabalhistas do PT, o Brasil se desenvolveu e o povo viveu muito melhor. A história se encarregará dessa verdade. Menos, juiz... Menos! Ou se candidate para se eleger e dar pitacos sobre tudo. É isso aí. 

domingo, 13 de agosto de 2017

Condenação de Lula sem provas fará ONU condenar Brasil.

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Desde a condenação de Lula pelo juiz Sergio Moro em julho que a imprensa internacional vem sendo tomada por sucessivas matérias sobre o caráter político do processo e sobre a falta de provas contra o ex-presidente.
Matérias recentes da imprensa estrangeira sobre o quadro político no Brasil mostram como é distorcido o noticiário brasileiro. Duas entre as várias e proeminentes publicações norte-americanas e europeias que torcem o nariz para o processo contra o ex-presidente abordaram a condenação do ex-presidente e o quadro político no país.
A mera leitura do artigo do economista e pesquisador Mark Weisbrot sobre a sentença de Moro contra Lula justifica a convicção do advogado Cristiano Zanin Martins de que, entre o fim de 2017 e o começo de 2018, a ONU abrirá investigação formal contra o Estado brasileiro por suspeita de perseguir o ex-presidente sob motivação política.
Weisbrot se concentra fortemente na inacreditável falta de provas e na coação de criminosos para que acusassem o ex-presidente a fim de escapar de suas penas. O artigo foi publicado na mais antiga revista norte-americana, a The Nation, sob o sugestivo título “Líder mais popular do Brasil foi condenado por corrupção sob evidências frágeis”.

Mark Weisbrot, na The Nation magazine
“O ex-presidente do Brasil Lula enfrenta o seu sexto julgamento por corrupção”, afirmou manchete da Reuters na semana passada. Para quase todos os consumidores da mídia internacional, era tudo o que precisavam saber. Após a sentença de nove anos de prisão proferida em 12 de julho, poucos teriam dúvidas quanto à sua culpa.
Lula da Silva, um dos presidentes mais populares da história brasileira, deixou o cargo com aprovação de 80%. Ele também é o líder nas pesquisas sobre as eleições presidenciais do próximo ano. Claramente, seus oponentes – incluída a maioria dos principais meios de comunicação do Brasil – gostariam de tirá-lo do jogo.
É isso que essas acusações são? Vale a pena examinar as provas no caso em que Lula foi sentenciado, especialmente porque o juiz Sergio Moro começou com o mais forte dos seis processos abertos contra ele.
Lula é acusado de aceitar suborno sob a forma de um apartamento de propriedade da construtora brasileira OAS. A empresa comprou um prédio no qual Lula pagava cotas de um apartamento barato (cerca de US$ 67.000). De acordo com o tribunal, a OEA remodelou apartamento muito maior, no valor de cerca de US$ 843 mil, e o ofereceu a Lula pelo preço do apartamento original.
Quase todas as provas contra Lula são do testemunho de um criminoso condenado, José Adelmário Pinheiro Filho.
A primeira coisa que parece engraçado é que quase todas as evidências contra Lula são dos testemunhos de um criminoso confesso, José Adelmário Pinheiro Filho.
Ele é um ex-executivo da construtora OAS que foi ator-chave no escândalo infame da Lava Jato. O escândalo envolveu corrupção maciça na empresa petrolífera estatal, na qual os subornos foram pagos pelas empresas de construção para receber contratos a preços inflacionados.
Pinheiro obteve redução de mais de 80% de sua pena de prisão de 16 anos em troca de seu depoimento contra Lula.
Claro que houve muitos casos nos Estados Unidos e em outros países em que, por exemplo, uma mafia ou um chefe do tráfico de drogas é condenado com a ajuda de testemunhos de alguém mais abaixo na cadeia alimentar.  Mas, em tais casos, normalmente esperamos ver algumas provas corroborantes e sérias de que o réu cometeu o crime como alegado pela testemunha criminal – talvez documentos, testemunhas oculares ou evidências físicas.
No caso contra Lula, pesquisa-se em vão a existências de prova na sentença condenatória de 238 páginas.
Além disso, de acordo com o sistema jurídico brasileiro, o juiz presidente neste caso, Sergio Moro, também é procurador. Não só isso, ele conseguiu manter as pessoas presas até que falassem.
International Bar Association (entidade que congrega sindicatos de advogados de todo o mundo) observa que “executivos seniores, mais acostumados a jatos particulares e hotéis de cinco estrelas, foram colocados em uma cela apertada de 12 metros quadrados com um banheiro aberto”, e observa que o CEO de uma grande empresa de construção e seu funcionário assinaram acordos de colaboração “após 105 dias de prisão policial e apenas cinco dias depois que os juízes derrubaram outro pedido de habeas corpus”.
As negociações de Pinheiro foram bloqueadas quando ele insistiu que Lula não teve nenhum papel na remodelação do apartamento – e ele contou a mesma versão da história que Lula.
O próprio Pinheiro passou cinco meses na detenção preventiva. O maior jornal do Brasil, a Folha de São Paulo, informou em junho de 2016 que as negociações de Pinheiro para o acordo de delação foram bloqueadas quando ele insistiu que Lula não teve nenhum papel na remodelação do apartamento e, de acordo com o relatório, repetiu a mesma versão da história que o ex-presidente.
Sobre o juiz: Moro foi pego várias vezes forçando as escalas da justiça no caso de Lula. No ano passado, teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal Federal por ter vazado na mídia conversas telefônicas entre Lula e seu advogado, entre Lula e Dilma e entre a esposa de Lula e seus filhos.
Moro também criou um enorme espetáculo de mídia com a condução coercitiva de Lula para interrogatório – uma prisão desnecessária, já que o ex-presidente sempre se ofereceu para responder a perguntas.
Mais de 200 policiais foram enviados para sua casa, com vazamentos antecipados para a mídia, para criar um drama televisionado de um ex-presidente que aparece como criminoso em todas as principais redes noticiosas.
De volta à evidência: a evidência documental consiste em comunicações internas da OAS indicando que algumas pessoas dentro da empresa achavam que o apartamento triplex estava sendo remodelado para Lula. Supondo que essas comunicações são genuínas (não temos como saber), no máximo isso indica que a OAS pode ter pretendido dar a Lula um presente de um apartamento remodelado a um preço bastante inferior ao seu valor de mercado.
Mas não há provas de que Lula ou sua esposa tenham aceitado o presente alegado ou tenham feito algum esforço para obtê-lo. Pelo contrário, há evidências muito fortes de que não o fizeram. Eles nunca compraram o apartamento e não há documentos que indiquem que eles pretendiam ou tentaram comprá-lo. E eles nunca sequer ficaram no apartamento, contradizendo claramente a teoria do “crime”, de que a OAS “deu” o apartamento a Lula mas disfarçou sua propriedade.
Vale a pena notar que a acusação de “lavagem de dinheiro” que fazia parte das manchetes mundiais, “Lula condenado por corrupção e lavagem de dinheiro”, é apenas um corolário da mesma acusação: o dinheiro é “lavado”, aceitando um apartamento em vez de dinheiro.
Parabéns para Moro e amigos para estratégias de mídia inteligentes: mais uma vez, as manchetes dão a impressão de ações criminosas em larga escala e múltiplas.
Uma vez que o apartamento triplex não terminou de ser construído até 2014, cerca de três anos depois que Lula deixou o cargo, o juiz Moro teve que se esforçar mais para convencer as pessoas de que Lula cometeu um crime.
Como nos Estados Unidos, não é um crime para um ex-funcionário público no Brasil receber presentes de empresas – veja os milhões de dólares que Hillary Clinton recebeu de Wall Street. Então, o juiz teve que achar que o “presente” do apartamento do qual Lula desfrutou era suborno.
A única “evidência” para essa conexão vem do testemunho do condenado Leo Pinheiro [ex-diretor da OAS].
[…]
Esse tipo de matéria está se tornando cada vez mais comum na imprensa internacional. E já influencia gravemente o Comitê de Direitos Humanos da ONU ante a flagrante violação dos direitos de Lula, pois trancafiar um septuagenário em uma cela infecta pelo resto da vida sem que esse homem tenha sua culpa inapelavelmente provada é um ato digno das ditaduras mais sanguinárias do mundo.
A direita brasileira não conhece a reputação de Lula mundo afora. Reportagem absolutamente isenta do Huffpost mostra como o ex-presidente é visto fora do Brasil. No exterior, na imprensa internacional todos reconhecem a grandiosidade de  sua obra como presidente da República. Vale ler.
Travis Waldron 
A condenação do ex-presidente Lula da Silva é um lembrete de que a crise do Brasil – que pode até levar a um Trump brasileiro – tem implicações globais. O maior poder não-nuclear do mundo e a quarta maior democracia está em meio a uma crise política que parece que não vai terminar.
Nos últimos três anos, o crescente escândalo de corrupção do Brasil envolveu centenas de políticos. A presidente Dilma Rousseff foi acusada no último outono e na quarta-feira passada os problemas do Brasil pioraram: um juiz federal condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro.
A condenação e o encarceramento potencial de um ex-presidente, especialmente um candidato líder nas pesquisas para as eleições presidenciais do próximo ano, levará o Brasil ainda mais à crise. Mas também deve causar preocupação no resto do mundo. Sem um Brasil estável, será difícil – talvez impossível – resolver os problemas internacionais mais urgentes do planeta.
“O mundo precisa do Brasil”, disse Mark Langevin, chefe do Brazil Institute at George Washington University’s Elliott School of International Affairs.
O maior recurso natural do país, a floresta amazônica, é crucial na luta global contra a mudança climática e o debate sobre como protegê-la continua no Brasil.
O presidente Michel Temer, atualmente, está empurrando uma legislação que remova as proteções de uma área da Amazônia do tamanho de Portugal. E depois de anos de progresso substancial cortando as emissões de gases de efeito estufa durante a era Lula, essas emissões aumentaram nos últimos anos.
O Brasil também está no bom caminho para se tornar o maior exportador de alimentos e produtos agrícolas na próxima década. É o lar de quase um quinto da água doce disponível no mundo e está entre os principais produtores de biocombustíveis sustentáveis, o que significa que o país está posicionado para ajudar a enfrentar os efeitos potenciais das mudanças climáticas – incluindo a escassez de alimentos e água em certas partes do mundo.
As fortes relações do Brasil com a China e a melhoria das relações com outras potências mundiais – incluindo os EUA, a Rússia e a União Européia – também permitem que ele se envolva em “um grande ato de equilíbrio” entre nações, disse Langevin.
“Você não pode ter uma discussão séria sobre as mudanças climáticas, a sustentabilidade, a segurança alimentar, se o Brasil não estiver na mesa”, disse Paulo Sotero, diretor do Brazil Institute at the Woodrow Wilson International Center for Scholars, a Washington-based think tank.
Mas, acrescentou, “o Brasil que tem que estar à mesa é um Brasil crível, um Brasil que está gerenciando sua economia de maneira apropriada”.
Ai que está o problema. Agora, o assento do Brasil na mesa geralmente aparece desocupado.
O escândalo de corrupção é uma grande razão para isso. Da Silva – popularmente conhecido como “Lula” – não é o primeiro, nem será o último político a sucumbir à Operação Lava Jato, a expansiva operação anticorrupção que começou como uma simples investigação sobre lavagem de dinheiro em 2014, mas, desde então, cresceu e se tornou “O maior escândalo político do mundo”.
Temer, atual presidente do Brasil, também está enfrentando acusações de corrupção e suborno que poderiam desencadear processos de impeachment no Congresso e seus críticos alegam que seu apoio à lei de desmatamento amazônico é uma manobra para ganhar o apoio de atores influentes em uma batalha para salvar seu emprego.
O Brasil tem dificuldades em lidar com as mudanças climáticas, alguns observadores aconselharam até que Temer não criticasse efetivamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por tirar os Estados Unidos do acordo climático de Paris.
Essas mesmas alegações de suborno quase fizeram com que Temer ignorasse a cúpula do G-20 deste mês em Hamburgo, na Alemanha. Uma vez que finalmente decidiu participar, foi em grande parte uma reflexão tardia: ele não realizou uma única reunião de porta fechada com outro chefe de estado (o ministro das Finanças, Henrique Meirelles, foi a dois em seu lugar) e, talvez por causa dificuldade de decidir se ia mesmo participar da conferência, Temer viu seu nome omitido no programa de imprensa que listava outros líderes estrangeiros. Quando falou, insistiu que o Brasil não estava realmente enfrentando uma crise econômica.
Para muitos brasileiros, Lula pareceu ser a solução para muitos problemas do país. Ele foi talvez o presidente eleito mais transformador da história brasileira: um ex-líder trabalhista com pouca educação formal que se tornou o primeiro presidente da classe trabalhadora do Brasil. Um membro do Partido dos Trabalhadores, de esquerda, Lula, promulgou políticas sociais e econômicas que ajudaram a distribuir os ganhos econômicos da nação para pessoas com origens desfavorecidas semelhantes às suas.
O Brasil de Lula retirou cerca de 30 milhões de pessoas da pobreza. Suas políticas expansivas de bem-estar social ajudaram à remover o Brasil do mapa da fome mundial das Nações Unidas. O Brasil experimentou vastos avanços em alfabetização, educação e saúde pública, enquanto as políticas de ação afirmativa inspiradas nas da Dinamarca trouxeram brasileiros e mulheres negras para cargos de poder que nunca ocuparam.
A popularidade de Lula diminuiu em relação à aprovação astronomicamente alta de que desfrutava quando deixou o cargo de presidente, mas ele ainda está entre os políticos mais populares em um país onde políticos populares são escassos.
Uma pesquisa realizada no final de junho, antes de sua condenação, mostrou que ele era favorito para ganhar a presidência novamente em 2018. Sua condenação, no entanto, pode impedir que seja eleito, de uma vez que a lei brasileira proíbe os políticos condenados de ocupar cargos públicos.
Lula prometeu concorrer de qualquer maneira. Após a condenação, ele se chamou de “vítima de uma mentira” e disse “apenas o povo brasileiro tem o direito de decretar meu fim”. Mas se um tribunal de apelação confirmar a condenação e ele for impedido de concorrer, a corrida eleitoral de 2018 pode se tornar um assunto em aberto.
Isso preocupa especialistas políticos brasileiros. “A ausência de Lula na corrida eleitoral poderia abrir espaço para qualquer número de candidatos e as crises políticas e econômicas em dueto poderiam criar no povo a tentação de confiar em um político completamente desprevenido”, disse Sotero.
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Parlamentarismo é terceiro golpe e degeneração total da parceria Temer/PSDB no poder.

"Parlamentarismo é golpe!"

Por Davis Sena Filho — Palavra Livre

É desta maneira que se dá o golpe bananeiro, cucaracha e de direita acontecido no Brasil, a ter a parceria Temer/PSDB no poder usurpado: 1) golpe em Dilma Rousseff; 2) perseguição e impedimento de Lula como candidato; e, por fim, 3) a efetivação do parlamentarismo como regime de governo no Brasil. Trata-se do golpe, do golpe, do golpe. A conjuração dos bandidos, que, derrotados quatro vezes em eleições presidenciais, resolveram chutar o balde e levar o Brasil para o inferno, retratado no arremedo de programa o "Ponte para o Futuro", do pária, cabuloso e azarento *mi-shell temer — o mefistófoles.

A resumir: o terceiro golpe a ser efetivado e continuado pela escória que tomou de assalto o Palácio do Planalto, ou seja, a soma e posterior multiplicação da bandidagem, da hipocrisia, da velhacaria, do escárnio, da selvageria e da violência perpetrados pelos tucanos associados ao PMDB, DEM e PPS, dentre outros partidos, a exemplo do PP. Os tucanos, que voltaram a mandar no Brasil sem a autoridade e a legitimidade do voto e que estão novamente a cumprir a risca os preceitos liberais em uma política econômica ultraneoliberal, pois radicalmente, ou seja, desumanamente concentradora de renda e riqueza.

Política econômica que deixaria boquiabertos e com profundo sentimento de inveja o pai do neoliberalismo, Milton Friedman, os participantes e criadores do Consenso de Washington de 1989, todos os presidentes do FMI e do Bird, além dos monetaristas e entreguistas tupiniquins, que não mais se encontram entre nós, a exemplo de Eugênio Gudin, Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen, "heróis" dos economistas liberais dos tempos atuais, dos jogadores, dos rentistas e especuladores do mercado, dos jornalistas golpistas da imprensa de negócios privados e dos inúmeros tipos de "especialistas" de prateleiras e fazedores das cabeças dos coxinhas de classe média e média alta, que passam a acreditar que ser prejudicado, trapaceado e roubado é uma "coisa muito boa", quiçá interessante.

A classe média coxinha é portadora da síndrome de Estocolmo, quando a vítima passa a ter simpatia, compaixão e sentimento de amizade pelos seus algozes, neste caso os golpistas que transformaram a Presidência da República em um covil. Afinal, o lugar de trouxa e colonizado, bem como analfabeto político é Orlando e Miami. É o que mi-shell temer e sua escumalha estão a fazer, além de rir dos que sofreram o golpe e dos que os apoiaram, já que as ações desse governo de bandoleiros são altamente prejudiciais à macroeconomia e à economia popular, sendo que nesta última está inserida a classe média, que se ela não sabe é bom avisar. "Ei, classe média coxinha: você é apenas empregada ou no máximo profissional liberal! Então se manca e tenha tenência e juízo ao menos uma vez na vida!"

Voltemos à vaca fria. O golpista e usurpador *mi-shell temer é pródigo e recorrente em "caladas da noite". Trata-se de seu inconfundível estilo à moda corrupto e corruptor. Porém, o que mais o apetece é receber conspiradores e golpistas por intermédio de sua agenda não oficial, porque a oficial é somente para entregar o Brasil, vendê-lo à gringada malandra e esperta, que está a ter dor de barriga de tanto comer e se fartar com o melado propiciado por canalhas, sem a menor vergonha na cara e que representam o status quo tupiniquim, além de serem os fantoches e testas de ferro da plutocracia internacional.

Entretanto, o fantoche e pária contratado para fazer o trabalho sujo da gringada colonizadora e da casa grande escravocrata é um expert em calada da noite e, após receber o trapaceiro e corrupto Joesley Batista no Jaburu, sem respeitar a agenda presidencial, que é uma obrigação republicana, o cafajeste-mor, que tem a traição e a irresponsabilidade como DNA, recebe o político de direita e do PSDB do Mato Grosso, o condestável e igualmente golpista, Gilmar Mendes, sujeito que às vezes bate ponto em sua repartição pública como juiz do STF.

Como os destruidores da economia nacional e traidores dos interesses do Brasil e de sua população não têm certeza se o ex-presidente Lula será preso ou impedido de ser candidato a presidente, apesar de todos os esforços do MPF, do TRF-4, do STF, da Lava Jato e da Globo e suas assemelhadas, os golpistas José Serra, que deseja relatar o projeto do parlamentarismo; Gilmar Mendes, que dará todo o arcabouço jurídico e barrar contestações ao parlamentarismo, a partir do STF; Moreira Franco, que efetivará institucionalmente o interesse do governo cabuloso e ilegítimo de *temer em dar o golpe, do golpe, do golpe; além da participação, evidentemente, do pior sujeito que o País já produziu, o famigerado *mi-shell temer, o anão moral, o pária internacional, o carrasco do povo e dos trabalhadores, o desprezado e exilado em seu próprio País — o malévolo.

Trata-se do feitor viciado em patranhas e patuscadas, conforme a PGR, que certamente liderará os esforços dessa camarilha de direita, que tem por propósito impedir de qualquer maneira que o Partido dos Trabalhadores conquiste o poder pela quinta vez, por intermédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em eleições livres, diretas e democráticas, tal qual o fez, em 2014, a presidente Dilma Rousseff, deposta por um golpe bananeiro, sendo que mais um que aconteceu na história do Brasil — uma Nação e País cujo destino é ser eternamente de terceiro mundo, porque ocupado por crápulas de classe média e pelas "elites" entreguistas, que constroem suas casas grandes dentro de seus próprios umbigos.

Já idoso, em fim de carreira e rejeitado por 95% dos brasileiros, o golpista *mi-shell temer está pouco a se lixar para a crise econômica, política e institucional sem precedentes que assolou o Brasil e o relegou a uma Nação de segunda classe em termos internacionais. O traidor digno de um Calabar ou FHC é um autêntico pulha, e a verdade é que o brucutu de alma cucaracha é um achado da plutocracia colonizada e entreguista para cometer todo tipo de sujeira, desatino e patifaria contra os interesses do Brasil e de sua população, que há séculos é tratada como mão de obra barata e bucha de canhão.

Depois de se safar de ser processado por cometer inúmeros crimes e chegar às barras dos tribunais, tal indivíduo desprovido de caráter dará continuidade ao jogo sujo que o usupador tem realizado, desde quando vislumbrou tomar o poder de assalto, com afinco e determinação, a ter a calada da noite como pano de fundo de um filme de terror, que transformou o Brasil numa Nação à deriva e humilhada perante a comunidade internacional.

Trata-se da Banânia, meus camaradas, acostumada a golpes e a usurpadores sem nenhum cuidado e atenção com o País, a exemplo de *mi-shell temer, Gilmar Mendes, Moreira Franco, Romero Jucá, Eliseu Padilha, José Serra, Aécio Neves, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Pedro Parente, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol et caterva. A terra sem lei, onde tudo é permito aos golpistas, que há quase dois anos manipulam as leis, as normas e os regimentos em prol de seus interesses, porque, sem sombra de dúvida, o Brasil está à mercê de um Estado de exceção, que é "regulamentado" e "regulado" pelo próprio Judiciário.

Exatamente o Judiciário, o Poder da República que deveria proteger a Constituição e zelar pelo Estado Democrático de Direito, mas que, contrariamente e contraditoriamente, não coloca em prática o seu papel de guardião e executor das leis, porque seus membros há muito tempo sem mostram distantes e divorciados dos interesses e das duras realidades dos milhões de cidadãos comuns, pois resolveram, inacreditavelmente, comportarem-se como os alicerces do golpe de direita, ultraneoliberal e terceiro-mundista, que acarretou a deposição da presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, que legalmente obteve da população 54,5 milhões de votos.   

Entretanto, haveremos de notar e perceber que a calada da noite é o véu de escuridão que cobre os sediciosos e conspiradores, que frequentam o Palácio do Jaburu, afinal quem é filho das trevas nas trevas permanecerá, porque o golpe é a escuridão e o abismo do Brasil, que o rebaixou a uma republiqueta bananeira de quinta categoria, que abriu mão até de seu protagonismo internacional, no que diz respeito à sua independência e autonomia. Hoje, o País cucaracha não passa de um satélite gigante preso a espiral norte-americana. E só... Republiqueta de los macaquitos colonizados e sem vergonha na cara, só que símios brancos, ricos e irremediavelmente escravocratas. O atraso em toda sua amplidão e o retrocesso em toda sua plenitude.

E por que eu afirmo tudo isto? Respondo. Porque o golpe continua de vento em popa. *mi-shell temer está à frente de mais duas conspirações e tramas, das tantas que este traidor contumaz já efetivou em sua vida medíocre e dedicada a prejudicar de morte seu próprio País e os trabalhadores. E não é que tal verdugo se encontra com o juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, na calada da noite, a ter ainda como protagonistas e aliados de um terceiro golpe o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB/CE), e os senadores Aécio Neves (PSDB/MG) e José Serra (PSDB/SP), que estão à frente desse processo capcioso, sorrateiro e casuístico, que se resume em abrir uma frente para que seja implementado na Banânia o parlamentarismo cucaracha, em um País que nem os presidentes de regimes mais fortes tiveram estabilidade para governar, a não ser pela força da repressão, como ocorreu na ditadura civil-militar.

João Goulart, presidente trabalhista deposto em 1964 e morto no exílio, quando assumiu a Presidência no lugar de Jânio Quadros, que renunciou, teve de engolir o parlamentarismo imposto pela direita para que ele não governasse plenamente. Agora esta mesma direita provinciana, entreguista e promotora de golpes terceiro-mundistas está a conspirar para que o próximo presidente eleito, ainda mais se ele for de esquerda, não governe de forma plena e inteira. É inacreditável o que este País azarado está a enfrentar.

Então é assim: uma súcia de bandidos de direita, que manteve o corrupto *temer no poder e aboletados no Congresso, sendo que quase a metade responde por crimes na Justiça, ou foi denunciada pelo MPF, irá escolher o primeiro ministro bananeiro, que, por sua vez, governará no lugar do presidente eleito pela maioria da população. O que a bandidagem engravatada sem noção deste País pensa da vida? Ou não pensa? Será que tais sacripantas foragidos da Justiça, por terem foro especial por prerrogativa de função, pensam que todo mundo é idiota, como o faz recorrentemente o juiz Sérgio Moro e seus procuradores da Lava Jato?

Evidentemente que o presidente eleito, os partidos aliados e dezenas de milhões de brasileiros, além de setores e segmentos da sociedade civil organizada não irão concordar e haverá reação, de tal forma que a grave crise de quatro anos de hoje perdurará por anos a fio, de maneira que o Brasil afunde de vez e vire, definitivamente, um lugar infernal composto por milhões e milhões de pessoas pobres, sem oportunidades e futuro. Essa gente irresponsável e perversa está a brincar com a vida e as realidades graves que sufocam este País, como se ele estivesse preso num garrote vil.

Como a direita e o governo corrupto e empresarial não sabem o que vai acontecer com o futuro de Lula, as apostas dos golpistas e aventureiros, sem esquecer da interdição jurídica e judicial à candidatura do líder trabalhista e de esquerda, volto a ressaltar, são o parlamentarismo, que jamais teve tradição na história da República e, certamente, não dará certo, bem como a outra opção é simplesmente suspender as eleições de 2018, o que seria o mel na sopa para a direita mais atrasada e perversa do mundo ocidental, afinal ela é a autêntica e inquestionável herdeira de 388 anos de escravidão oficial.

Aqui, na Banânia, juízes, procuradores e delegados de polícia dão golpe de estado, assim como conspiram abertamente, sem um mínimo de pudor e vergonha na cara. Togados e meganhas manipulam, dissimulam, enganam e mentem despudoradamente e não se importam se a Nação perceba e critique ou se a crítica internacional observe, perceba e vaticina, sem medo de errar, que no Brasil aconteceu um golpe de direita para que se pudesse impor um programa ultraneoliberal que entregue o Brasil aos mercado financeiro e às grande corporações estrangeiros dos segmentos mais estratégicos para a independência e a autonomia do País sul-americano dominado por bandidos e quadrilhas de toda monta e espécie.

Vendem o País e entregam suas terras, riquezas minerais, florestais, seu enorme comércio, além de destruírem a indústria nacional, principalmente a construção civil, a nuclear, a naval e a petrolífera, o seja, a  indústria de base, para que os governos dos países desenvolvidos e o empresariado estrangeiro tenha o total controle dos programas estratégicos brasileiros e do gigantesco mercado interno, conforme seus interesses econômicos, financeiros e geopolíticos.

É esta realidade perversa que está a acontecer neste País e com a cumplicidade e a aquiescência de patifes da classe média, que saíram às ruas e agora se escondem dentro de suas panelas, além da classe alta, a famigerada burguesia, que historicamente sempre desprezou e prejudicou o Brasil, porque nunca se sentiu brasileira, pois jamais se sentiu confortável no País de onde se originam todo seu poder e riqueza. A ausência de sentimento de nacionalidade e brasilidade é total.

Colonizada, a alta burguesia conhece mais os Estados Unidos, por exemplo, do que sua própria cidade, porque conhecer o Brasil seria pedir demais. Eu tive colegas na ECO da UFRJ, na Urca, que apesar de terem nascido no Rio de Janeiro não conheciam a Zona Norte ou os subúrbios cariocas. O que assevero é fato real. Porém, ainda nos idos da década de 1980, quando não era tão comum viajar ao país yankee, os filhos da burguesia conheciam os Estados Unidos mais do que muitos norte-americanos.

O amor aos Estados Unidos e o desprezo pelo Brasil são facas de dois gumes, só que o lado que fere é o dos Estados Unidos e o ferido é sempre o Brasil, que jamais se desenvolverá, porque no País desimportante viceja uma casa grande que, em hipótese alguma, irá pensá-lo para desenvolvê-lo. Seus olhos e olhares são completamente direcionados aos EUA, pois olham há séculos apenas para fora do País e jamais para dentro.

Esta realidade mórbida explica com precisão e lógica o porquê de segmentos importantes e endinheirados da sociedade brasileira são tão distantes das realidades deste País e dos interesses mais prementes do povo, além de não se importarem com a soberania e a independência do Brasil, como ficou mais do que claro e transparente no que concerne ao ativismo político conservador e sectário dessas denominadas "elites" nas redes sociais e nas ruas.

Porém, depois desse golpe de terceiro mundo que humilhou e dividiu o Brasil, cheguei à conclusão que somente por meio de uma revolução armada seria possível ao Brasil se reconstruído, ou melhor, construído, porque será impossível formalizar acordos e contratos sociais com a burguesia e a plutocracia, a exemplo como ocorreu com a Constituinte de 1987/1988, liderada pelo grande brasileiro Ulysses Guimarães.

A Constituição Cidadã hoje tratada como pano de chão pelo próprio Judiciário dos juízes, procuradores e delegados vergonhosamente coxinhas e pequenos burgueses, que entraram de cabeça, corpo e alma na luta de classes promovida pelos ricos, quando, inquestionavelmente, a casa grande resolveu dar mais um golpe no Brasil. É sempre assim... Trata-se do Brasil dos privilegiados com benefícios mil,  a incluir o Estado patrimonialista e servil para os ricos e muito ricos.

País atrasado e vocacionado para o retrocesso, que é a mola propulsora da violência e da miséria, cujo propósito é favorecer ainda mais os ricos e os remediados (coxinhas), porque o negócio não é apenas se dar bem, mas, sobretudo, que o restante da sociedade se dê mal. Este é o segredo do "negócio": concentrar para ter acesso à opulência total! E por quê? Porque é assim que se pode roubar sem parar e sem ser punido, bem como acumular mais dinheiro e patrimônio. Esta é a cara, a alma e o espírito (de porco) do golpe de direita. Ponto.

Rasgaram e enlamearam a Carta Magna que efetivou no Brasil a democracia, os direitos civis, o Estado Democrático de Direito, por intermédio da Constituição de 1988, uma das mais civilizadas, democráticas e humanistas da história do mundo ocidental, mas que foi simplesmente vilipendiada por bandidos e corruptos de toda monta e espécie, que esquadrinharam a derrota do que é civilizado e justo. Ordinariamente tomaram de assalto o poder central, e deu no que deu: o Brasil de volta à República Velha e à Política do Café com Leite — a cara e a alma do PSDB, do desgoverno *temer, os carrascos dos direitos sociais e do desenvolvimento, da independência e  da emancipação do povo brasileiro.  

A efetivação do parlamentarismo no Brasil se acontecer será uma verdadeira bandalheira das muitas praticadas contra a Nação pelos golpistas de plantão. Trata-se, volto a lembrar, do terceiro golpe, que tem por finalidade impedir que o ex-presidente Lula, que está a ser acusado e punido sem provas, conquiste pela terceira vez a Presidência da República.

O parlamentarismo é golpe e crime contra a Constituição e o povo brasileiro, que jamais aceitará votar e eleger um presidente, para a cambada de salafrários da Câmara escolherem quem vai de fato mandar e governar, na pessoa de um primeiro ministro fantoche, golpista, desprovido do voto popular e de direita. Parlamentarismo é o terceiro golpe e a degeneração total da parceria Temer/PSDB no poder.Parlamentarismo é escárnio, malandragem e golpe! É isso aí.