CEZAR CANDUCHO

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Governo divulga detalhamento das 52 obras retomadas na capital e interior.


Fernando Pimentel determinou a retomada imediata de 52 das mais de 700 obras paralisadas na gestão anterior. Confira os detalhes e saiba quais vão beneficiar cada região.
governador Fernando Pimentel determinou no dia 13 de julho último a retomada de 52 obras paralisadas por problemas da gestão anterior. Hospitais, escolas, cadeias, estradas que começaram a ser construídos e não seguiram adiante agora serão finalizados.
Serão investidos R$ 463,5 milhões provenientes de financiamentos e recursos próprios, beneficiando 56 municípios. Foi criado ainda o Plano Geral de Obras, a Câmara de Coordenação de Obras e o Grupo Executivo de Obras para cadastrar e monitorar a execução dos trabalhos.
Em levantamento feito pela atual gestão foram encontradas 772 obras paralisadas. Pimentel afirma que a prioridade de seu Governo é a população: “Nós herdamos um conjunto de obras paradas e temos de dar conta delas. Obra parada é ruim para todo mundo, principalmente para o cidadão e a cidadã. E como é que resolve? Retomando a obra”, frisou o governador ao anunciar a reinício dos trabalhos em 13 de julho.
Segundo o secretário de Transportes e Obras Públicas (Setop), Murilo Valadares, ao longo dos próximos quatro anos as obras paralisadas na gestão anterior serão finalizadas – e outras iniciadas a partir do diagnóstico traçado pelos 17 Fóruns Regionais de Governo, instância de diálogo com a população implantada na atual administração. “Estamos falando de obras que a comunidade escolhe. Com os Fóruns Regionais de Governo, saberemos o que a sociedade quer”, diz.
Hospital Regional de Juiz de Fora.
Na última sexta-feira, Pimentel anunciou ainda a retomada de uma outra importante obra: a do Hospital Regional de Juiz de Fora, que será feita por meio de convênio, diferentemente deste pacote de 52 obras que será executado exclusivamente pelo Governo do Estado. A retomada da obra do hospital depende de análise e formalização do Termo de Cooperação Técnica com o DEOP. A previsão de conclusão é em dezembro de 2016.
Veja como ficou a distribuição das obras retomadas, por região:
Alto Paranaíba (3), Central (3), Vale do Jequitinhonha(1), Vale do Mucuri (2), Norte (5), Rio Doce (3), Sul (4), Triângulo (6), Campo das Vertentes (4), Zona da Mata (2), Centro-oeste (2), RMBH (9) e Capital (8). Clique aqui para saber detalhes de todas as 52 obras em cada região.
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Dilma sanciona lei com reajuste escalonado do Imposto de Renda.
Texto sancionado, no entanto, contém dois vetos. Reajuste beneficia todas as faixas de renda.
A presidenta Dilma Rousseff sancionou, em texto publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira (22), a Medida Provisória 670, que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física de forma escalonada.
O reajuste beneficia todas as faixas de renda. O impacto maior será percebido nas duas primeiras faixas: a dos contribuintes isentos, cujo valor mínimo passou de R$ 1.868,22 para R$ 1.903,98; e para quem recebe entre R$ 1.903,98 e R$ 2.826,62, o reajuste será de 6,5%. Estima-se que apenas nesse grupo de trabalhadores sejam beneficiados 17 milhões de brasileiros. O reajuste para as demais faixas foi de 5,5%, 5% e 4,5%.
O texto aprovado conta, no entanto, com dois vetos. O primeiro item vetado foi uma emenda da Câmara dos Deputados que previa isenção de PIS e Cofins para óleo diesel.
O segundo veto foi uma emenda do Senado Federal que garantiria, caso sancionada, a possibilidade de deduzir do Imposto de Renda despesas com aquisição de livros a professores e dependentes.
Fonte: Agência PT

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Depois de Mantega, Padilha também vai à Justiça contra agressor.



Ex-ministro da Saúde e atual secretário da prefeitura de SP irá processar responsável por atos hostis, em um restaurante. Agressor criticou o programa Mais Médicos e ironizou conduta do petista.
O ex-ministro da Saúde e atual secretário de Relações Governamentais da prefeitura de São Paulo, Alexandre Padilha, também irá à Justiça contra um homem que o agrediu verbalmente em um restaurante, em São Paulo.
A hostilidade foi cometida por um homem, que estava no mesmo estabelecimento que Padilha. Ele atacou o programa Mais Médicos e hostilizou o petista, em maio.
“Tem uma parcela que se manifesta de forma agressiva, intolerante. É uma parcela que não admite que se reduza a desigualdade nessa cidade. Que não admite que você valorize o transporte coletivo, o espaço público, que você tenha habitação de interesse social no centro da cidade. Respeito as posições , só não de forma agressiva”, avaliou o ex-ministro, na época, em entrevista à “TV Folha”.
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Exposição do projeto Moradores é aberta ao público no Circuito Cultural.



São quatorze painéis de grande formato (4m x 2m) com retratos de moradores em P&B; uma instalação multimídia com cerca de 80 depoimentos e um filme.
Depois de passar por três praças do traçado original de Belo Horizonte e registrar a história de aproximadamente 500 moradores, entre eles o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, o projeto “Moradores –A Humanidade do Patrimônio Histórico”, abre a sua exposição na Praça da Liberdade. A mostra gratuita ocupará a alameda central da praça e a fachada do prédio do Espaço do Conhecimento UFMG até o dia 29 das 9h às 22h.
São quatorze painéis de grande formato (4m x 2m) com retratos de moradores em P&B; uma instalação multimídia com cerca de 80 depoimentos e um filme com os bastidores da produção do projeto. Na abertura, o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, explicou a essência da exposição. “A cidade não se faz apenas com ruas e edifícios, mas com moradores, que são a alma do lugar. O vínculo entre os moradores e a cidade deve provocar um sentimento de pertencimento; uma identidade entre cidadão e cidade; uma relação cultural”.
“Buscamos mesclar pessoas que representassem diversos trechos da história e regiões da Belo Horizonte de hoje e do passado. Foi um trabalho incrível, pois os depoimentos são riquíssimos e muitas das histórias contadas são joias raras. Se lutávamos para que as pessoas enxergassem suas próprias histórias como patrimônio da cidade, chagamos à exposição com a certeza de que nossa bandeira é real”, explica o Gustavo Nolasco, um dos criadores do projeto, ao lado dos fotógrafos Marcus Desimoni e Bruno Magalhães e o diretor de audiovisual Alexandre Baxter.
Entre os moradores escolhidos para estampar os retratos e depoimentos da exposição estão “anônimos” e populares, como o escritor de histórias em quadrinhos, Celton e a ex-jogadora de vôlei Marta Miraglia. Outras figuras importantes na cidade também terão suas histórias projetadas em vídeo, como Rodrigo Pederneiras, um dos criadores do Grupo Corpo, o contador de histórias Roberto Carlos, o sambista Mestre Conga, o rapper Ice Band e o locutor esportivo Alberto Rodrigues.
“É importante termos os anônimos ao lado de figuras mais conhecidas como o escritor de quadrinhos Celton, músicos de renome, artistas e até mesmo os jardineiros que cuidam há anos das mesmas praças”, destaca Desimoni.
Cartão postal modificado.
Assim como feito em outras dez cidades de MG, SP, RJ, BA e PE, por onde o projeto Moradores já passou, a exposição ocupará um cartão postal de Belo Horizonte, fazendo com que a história e a memória dos moradores tenha lugar de destaque. “Vamos ocupar o mais nobre cartão postal da cidade com o seu maior patrimônio: seus moradores. Literalmente, transformaremos a Praça da Liberdade num memorial do orgulho de pertencer a BH”, explica Magalhães.
Durante a noite, no conjunto da exposição, uma projeção traz a emoção das histórias daqueles moradores contadas por eles mesmos. Já durante o dia, uma tenda ficará livre para que outras pessoas possam gravar seus próprios depoimentos e enviar para as redes sociais do projeto (www.facebook.com/projetomoradores).
No dia 26, de 9hàs 17h, será montado um varal fotográfico na Praça da Liberdade. Nele, todas as cerca de 500 pessoas fotografas poderão retirar gratuitamente uma cópia da fotografia feita nas tendas do projeto.
Debate e catálogo.
Para ampliar a discussão sobre a questão da memória pessoal como patrimônio, o projeto promoverá uma Roda de Conversas no sábado (25/7), no Memorial Minas Gerais Vale, com a participação da presidente do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), Michele Arroyo e do historiador e um dos maiores estudiosos do patrimônio imaterial, do folclore e da cultura popular de Belo Horizonte, Carlos Felipe Horta.
No mesmo evento, será lançado o catálogo da exposição com a história de 18 moradores.“O objetivo é deixar um belo documento que simbolize todo este nosso trabalho em Belo Horizonte, que já se mostrou grandioso, emocionante e necessário”, explica Nolasco.
Esta etapa do Projeto Moradores foi realiza da com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte. Teve o patrocínio da Casa UNA e a parceria do Governo de Minas, do Iepha/MG, do Circuito Cultural da Praça da Liberdade, do Memorial Minas Gerais Vale, do Espaço do Conhecimento UFMG e do Centro Fotográfico. Contou com o apoio do restaurante Bem Natural.
O Projeto Moradores é uma criação do coletivo NITRO + Alicate e já passou por dez cidades de cinco estados brasileiros. Trata-se de uma ação de Educação Patrimonial e manifesto de ocupação urbana pela valorização das identidades culturais e da memória das pessoas como patrimônio imaterial singular de cada uma das cidades brasileiras.

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