CEZAR CANDUCHO

domingo, 26 de julho de 2015

Pimentel retoma obras paralisadas por governo tucano em Minas.



Segundo relatório do governo, 772 construções foram iniciadas e interrompidas nos governos de Neves e Anastasia.
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), iniciou no último dia 13 a retomada de 52 obras paralisadas nas gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB. Segundo um levantamento técnico feito pelo governo mineiro, 772 obras foram iniciadas e interrompidas durante o último governo.
Hospitais, escolas, cadeias e estradas que começaram a ser construídos e não seguiram adiante agora serão finalizados. Serão investidos R$ 463,5 milhões e as obras beneficiarão 56 municípios.
O governo de Pimentel trabalha para que ao longo dos próximos quatros anos as obras paralisadas na gestão anterior sejam finalizadas e outras iniciadas. As próximas demandas devem partir de 17 Fóruns Regionais criados para abrir uma porta de diálogo com a população.
A capital Belo Horizonte finalizará oito obras, entre elas, a conclusão da restauração da Escola Estadual Barão do Rio Branco, a reforma das instituições de ensino Barão de Macaúbas e Pandiá Calógeras, construção do Terminal Metropolitano de Integração de Transportes BRT, além da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa e o Museu de Mineralogia.
Fora da lista inicial, a obra do Hospital Regional de Juiz de Fora também será retomada e tem conclusão prevista para o fim do ano que vem. Além de Juiz de Fora, serão também retomadas as construções de hospitais regionais de Governador Valadares e Teófilo Otoni.
No pacote de obras inacabadas que serão finalizadas até o fim do ano que vem, estão garantidos recursos para a ampliação de cadeias públicas em Alfenas, Divinópolis, Itajubá e Montes Claros.
Apenas nas estradas serão retomadas 22 intervenções executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) e pelo Departamento de Obras Públicas (Deop-MG).
O governo garantiu recurso também para a conclusão das obras de construções ou reformas. Alto Paranaíba e a região Central (Itabira, Sete Lagoas e Papagaios) e o Rio doce receberão três obras cada. A Região Metropolitana receberá nove obras, entre elas o PAC Ferrugem, que vai construir 224 unidades habitacionais na cidade de Contagem.
Com duas construções cada, o Vale do Mucuri, a Zona da Mata e o Centro-oeste terão a maioria de suas obras focadas na pavimentação e melhoramento de rodovias. Campo das Vertentes terá quatro intervenções, assim como o Sul de Minas. Itajubá terá o retorno de duas importantes obras para a cidade, o aeroporto e a ampliação da cadeia pública.
O Triângulo Mineiro, entre elas, Uberlândia, Uberaba, Araguari e Araporã, terão seis obras ao todo. O Norte de Minas terá cinco construções concluídas e, por fim, o Vale do Jequitinhonha, que terá a ponte sobre o rio Jequitinhonha, recuperada e o reforço estrutural melhorado.
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Pedaladas fiscais de governo tucano na Fapemig comprometem desenvolvimento.



Estado repassou menos de 30% do devido à Fapemig em 2014.
A Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia debateu o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e os desvios ocorridos no governo tucano, a requerimento do presidente da comissão, deputado Paulo Lamac, na ALMG, 2/7.
O descumprimento do dispositivo da Constituição Mineira que determina o investimento de pelo menos 1% do Orçamento do Estado na Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) é uma das dificuldades para a inovação tecnológica. O governo anterior deixou um déficit nos repasses e a gestão atual também tem dificuldades em honrar esse compromisso.
Segundo o diretor de Finanças da Fapemig, Alexander da Silva Rocha, apenas 30% do valor devido foi pago em 2014 e o déficit seria de R$ 250 milhões. Em 2015, o orçamento aprovado prevê, R$ 330 milhões, mas até agora apenas 15% desse valor teria sido repassado. O presidente da instituição, Evaldo Ferreira Vilela, completou dizendo que em 2014 o governo teria depositado o dinheiro referente aos 70% restantes do valor devido no dia 31 de dezembro, inviabilizando o uso da verba. “Foi apenas um depósito burocrático na tela do computador”, disse.
Vilela afirmou também que, entre 2004 e 2014, a Fapemig teria aplicado em pesquisas R$ 1 bilhão. “Parece um bom dinheiro, mas isso é o que a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa em São Paulo) vai aplicar só em 2015”, ressaltou, comparando Minas Gerais com São Paulo, onde o mínimo constitucional para investimento em pesquisa científica é de 3% do orçamento.
A demora na aprovação da lei orçamentária em 2015, assim como déficits deixados pelo governo anterior, estariam entre as razões que fizeram o governo pagar, até agora, apenas 15% do total devido à Fapemig, segundo o secretário adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Vinícius Barros Rezende, que garantiu, porém, que a situação será normalizada até o fim do ano.
O deputado Paulo Lamac exaltou a importância de se investir em pesquisa e inovação e lembrou que esse tipo de investimento poderia amenizar crises econômicas como a que atualmente o Estado enfrenta. Para ele, essas pesquisas poderiam ajudar a agregar valor aos produtos mineiros, e assim o Estado deixaria de ser dependente da exportação de comoditties.
No relatório final da Comissão de Enfrentamento ao Crack em 2013, presidida pelo deputado Paulo Lamac, foi proposto o fomento, por meio da Fapemig, de pesquisas sobre o impacto sociológico, fisiológico, resultantes do uso crack e outras drogas, de forma a incluir as universidades neste debate.
O presidente da Fapemig aproveitou para anunciar que esta proposta foi muito bem recebida e que a instituição vai chamar a comunidade científica para este desafio. “Vamos lançar um edital convocando a comunidade científica para entender e buscar solução para os dependentes”, disse Evaldo Vilela.
Também a professora Elza Fernandes de Araújo, assessora adjunta de Inovação da Fapemig informou que já existe um tratamento para dor em Minas que, segundo o médico coordenador do projeto, minimiza os efeitos das drogas e os usuários perdem a vontade de fazer uso de qualquer substância química. O equipamento custa cerca de 70 mil dólares e será necessário equipe multidisciplinar para acompanhar os pacientes. “Por enquanto é uma experiência e, se aprovada, pode se tornar uma política pública”, afirma a professora Elza.
Para o deputado Paulo Lamac os pesquisadores terão a oportunidade de aprofundar nesta temática e os melhores resultados serão financiados pela Fapemig. “O desenvolvimento do Estado ficou prejudicado, pois a responsabilidade do repasse é do Executivo e a manobra fiscal demonstrou má fé”, ressalta Lamac.
Foto: Clarissa Barçante/ALMG

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Pesquisa da Epamig aponta cultivares de café adaptáveis ao Vale do Jequitinhonha.



“Temos selecionado cultivares que se destacam pela produtividade”, diz o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura da Epamig, César Elias Botelho.
Experimentos realizados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no Vale do Jequitinhonha têm apontado cultivares de café adaptáveis para a região. Durante o Dia de Campo, realizado nesta quinta-feira (23/7), no município de Aricanduva, o coordenador do Programa Estadual de Cafeicultura da Epamig, César Elias Botelho, apresentou os resultados de experimentos conduzidos em fazendas particulares da região.
De acordo com o pesquisador, as cultivares avaliadas têm tido uma grande aceitação. “Temos selecionado cultivares que se destacam pela produtividade, resistência a doenças, peneira elevada e qualidade final da bebida”, informa César Elias Botelho.
O pesquisador Marcelo Malta abordou o tema pós-colheita e qualidade do café. “A época e o tipo de colheita, a forma de processamento via seca ou úmida e o tipo de secagem influenciam na qualidade do café obtido”, explica Marcelo Malta. O pesquisador Vicente Luiz de Carvalho, por sua vez, destacou formas de prevenção e combate da ferrugem do cafeeiro.
“As tecnologias podem ser utilizadas por produtores familiares e por grandes produtores, sem distinção”, afirma o chefe de pesquisa da Epamig Sul de Minas, Rogério Silva. O cafeicultor Sérgio Meireles Filho, proprietário da Fazenda Alvorada, em Aricanduva, sede de alguns dos experimentos, destaca que o trabalho realizado traz benefícios para toda a região.
“Nós não temos nenhum outro órgão de pesquisa que atenda a essa localidade. Quando a Epamig chega aqui, desenvolve uma pesquisa para as características do local e indica uma cultivar de café que é adaptável, produtiva e resistente. O ganho é para todos”, afirma, Sérgio Meireles.
O pequeno produtor do município de Capelinha, Agenaldo Cordeiro Monteiro, avaliou positivamente a participação no evento. “O Dia de Campo é uma oportunidade muito grande para tirar dúvidas e adquirir conhecimento. Produzo café e forneço para armazéns e cooperativas da região e quero melhorar a produtividade e qualidade dos grãos e aumentar meus ganhos”, disse.

Foto divulgação Epamig

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Programação cultural movimenta turismo e gastronomia na Serra do Cipó.



Serão diversas atrações nacionais e internacionais, além de uma feira gastronômica e artesanal.

Entre os dias 26 de julho e 2 de agosto a Serra do Cipó se transforma em palco para diversas manifestações culturais. É o Cipó Classic Festival, que junta música e gastronomia na forma de concertos, apresentações culturais, workshops, palestras e oficinas, além de uma feira gastronômica e artesanal.
Serão diversas atrações nacionais e internacionais. Quem for, vai contar com shows como o de Lu Severino e Banda, músico com 32 anos de carreira, que atuou como vocalista em vários grupos como Samba a Rigor e Flor de Minas, e hoje segue a carreira solo, com baladas românticas e poéticas.
Para quem prefere uma batida mais clássica, a apresentação do cravista belo-horizontino Antônio Carlos Magalhães será uma excelente pedida. Além do cravista, outro clássico a se apresentar é o barítono paraguaio Eládio Peres e a sua dupla, o violonista brasileiro Celso Faria. Haverá ainda banda de choro carioca, do grupo Marcelo Caldi e Trio. Serão apresentações para todos os gostos.
A vertente gastronômica do Festival conta com a adesão de boa parte dos restaurantes e pousadas locais. Eles participam por meio da promoção de degustações e da criação de pratos especiais elaborados com ingredientes característicos da região.
Para a propagação da cultura gastronômica, o festival promove também uma série de cursos e oficinas, ministrados pelo Senac e profissionais gabaritados. O evento conta ainda com uma Feira Gastronômica e Artesanal, onde produtores, artesãos e artistas locais poderão expor e comercializar seus produtos.
A programação completa pode ser acessada em: 
Serra do Cipó
Localizada a 90 quilômetros da região nordeste de Belo Horizonte, a Serra do Cipó fica a pouco mais de uma hora da capital e se encontra no divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Doce e também divisora dos biomas cerrado e mata Atlântica.
A beleza e a pureza das águas são o que atraem o maior número de visitantes até a Serra do Cipó. Por conta do seu relevo acidentado, observa-se a frequente formação de cachoeiras, corredeiras e piscinas natura, que mantem o seu volume de água constate durante quase todo o ano. Também são típicos na região os cânions, gargantas sinuosas e profundas que abrigam cachoeiras e poções em seu interior.
Confira os principais locais para visitar na região: 
Fonte: Agência Minas

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