CEZAR CANDUCHO

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Merkel afirma que atuará junto à Comissão Europeia para acelerar acordo com Mercosul.


Em declaração à imprensa nesta quinta-feira (20), a chanceler Angela Merkel, afirmou que durante a reunião de trabalho com a presidenta Dilma, os dois países avançaram na conversação sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Merkel afirmou que, da sua parte, irá trabalhar junto à Comissão Europeia para acelerar as negociações pelo acordo comercial. A previsão é que ocorra troca de propostas entre os dois blocos no último trimestre deste ano.
A chanceler destacou o papel de liderança que o Brasil exerce no bloco sul-americano e também falou sobre o protagonismo assumido pelo País no cenário mundial nos últimos anos. Citou a atuação nos desafios da política externa, os esforços pela manutenção da paz e a liderança pela privacidade na área da internet. O avanço do Brasil, segundo ela, se deve ao intenso desenvolvimento econômico e social vivido aqui nos últimos anos. E destacou o fato de o País ter saído do mapa da fome em 2014.
A chanceler salientou também o acordo firmado para evitar a bitributação na área de transportes marítimos e aéreos e o interesse alemão em parcerias no campo de energia eólica e investimentos em infraestrutura de transportes, portos e linhas de transmissão. Falou ainda sobre acordos em educação, saúde, agricultura, bioeconomia, indústria 4.0 (fábricas inteligentes) e adubos, entre outros.
Um novo encontro de alto nível entre os dois governos está previsto para ocorrer em dois anos, na Alemanha.
Brasil e Alemanha firmaram importantes acordos para conservação e regularização ambiental. Tendo em vista a realização da Conferência Mundial sobre o Clima da ONU (COP-21), que será realizada no final do ano em Paris, Angela Merkel afirmou que os dois países, que contam com tradição em parcerias nesta área, têm uma agenda ambiciosa em ações para proteção do clima. Disse que o Brasil deu um enorme passo para alcançar isso e se referiu à meta para reduzir o desmatamento a zero até 2030, da política de proteção dos povos indígenas, ações que são em benefício do mundo todo.
Sobre as ações do governo alemão, ela destacou a criação de um fundo de € 500 milhões para a questão climática e de urbanização. Falou também sobre a meta de descarbonização da indústria até o final do século.
Fonte: PT na Câmara, com informações do Portal Brasil

Foto: Lula Marques/Agência PT


***
***
***

Agricultura Familiar Alimenta o Brasil que Cresce.



A agricultura familiar é uma das chaves para melhorar a segurança alimentar. O Brasil é um exemplo disso. Com a implementação de uma série de políticas públicas e sociais, o país conseguiu, em 2014, sair do Mapa Mundial da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O feito foi reconhecido pelo ministro para Alimentação e Agricultura da Alemanha, Christian Schmidt, em encontro com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, nesta quinta-feira (20), em Brasília.
A reunião mostrou que os dois países têm uma agenda comum em relação a assuntos como cooperativas familiares, agroecologia e direito à alimentação. E abriu a possibilidade para firmar parcerias relativas à assistência técnica – tendo em vista o trabalho de fortalecimento da agroecologia desenvolvido pela Alemanha, que faz o país ser uma das referências mundiais no tema. “Acredito que vocês podem nos ajudar muito, pois um dos nossos desafios é que os agricultores familiares produzam alimentos saudáveis e em quantidade. Para sustentá-los e também garantir a segurança alimentar brasileira”, pontuou Patrus.
Schimidt considerou as oportunidades e desafios que a extensão territorial e abundância em recursos naturais do Brasil representa, e contou sobre o processo de reconstrução das propriedades familiares pelo qual a Alemanha passa. “Realmente estamos na ‘mesma onda’, tenho certeza que essa cooperação vai continuar para além deste encontro. As nossas análises são bastante paralelas, ambos precisamos de soluções que passem pelo social, econômico e ecológico”, reforçou.
Fim da fome.
No encontro, os ministros também assinaram uma Declaração Conjunta de Intenções, para fortalecer o combate à fome no mundo e fazer valer o direito à alimentação. O documento reforça a determinação dos dois países em colocar o tema em suas pautas políticas prioritárias, promovendo métodos de produção sustentáveis, investimentos responsáveis na agricultura e acesso justo e seguro a recursos naturais como terras, florestas e bancos de pesca.
O ministro alemão saudou o Brasil pelo decisivo engajamento na construção das “Diretrizes Voluntárias em apoio à realização progressiva do direito à alimentação adequada no contexto da segurança alimentar nacional” – um conjunto de orientações à construção de políticas públicas adequadas, aprovadas no âmbito da FAO, em 2004.
Consultas Intergovernamentais.
A mesa de discussão entre os dois ministros faz parte da programação da primeira reunião das Consultas Intergovernamentais de Alto Nível Brasil-Alemanha, realizado em Brasília nos dias 19 e 20 de agosto. As chefes de estado Dilma Rousseff e Angela Merkel, acompanhadas de um conjunto de ministros de ambos os países, debatem uma série de temas importantes para as duas nações. Com isso, o Brasil entra no seleto grupo de nações com quem a Alemanha mantém consultas políticas estratégicas em alto nível.
Fonte: MDA

***
***
***

Proteção ao meio ambiente é destaque nas relações entre Brasil e Alemanha.



Países celebram acordos voltados para o manejo sustentável da biodiversidade brasileira.

Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta quarta-feira (19), tratados de cooperação para a preservação da Amazônia e de áreas de transição para o Cerrado. Os acordos ambientais fazem parte de um conjunto de 17 tratados assinados durante visita da chanceler alemã Angela Merkel ao Brasil.
Os documentos foram assinados durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, no Brasília Palace Hotel, na capital federal. Na ocasião, o governo alemão também firmou acordo com a Noruega para incrementar o Fundo Amazônia. Os investimentos somam 54 milhões de euros.
De acordo com o “Portal Brasil”, a cooperação tem como foco aprimorar as políticas nacionais de proteção e manejo sustentável da biodiversidade brasileira, melhorar o combate às mudanças climáticas e a gestão territorial.
Durante declaração à imprensa, Angela Merkel destacou a importância de preservar a biodiversidade brasileira para o mundo.
A Alemanha é um dos principais parceiros brasileiros no combate ao desmatamento e na preservação do meio ambiente.
Propriedades rurais – Um dos itens do acordo é a regularização das propriedades de agricultores familiares e comunidades tradicionais do Mato Grosso, Rondônia e Pará por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Caixa Econômica Federal e o Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) vão oferecer aportes para a regularização. Somente o governo alemão vai liberar 23 milhões de euros.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai trabalhar com outras entidades de meio ambiente, para a realização dos projetos. Os agricultores contarão com suporte para a produção.
O governo alemão também vai colaborar com a terceira fase do Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.
Brasil e Alemanha vão disponibilizar R$ 116 milhões para o Fundo de Transição Arpa para a Vida. O Fundo vai financiar as unidades de conservação em uma área equivalente a 60 milhões de hectares.
Haverá ainda a destinação de R$ 14,6 milhões para o Fundo Amazônia, pelos governos alemães e norueguês. Criado em 2008, o Fundo capta recursos para investimentos em prevenção e combate ao desmatamento e uso sustentável do bioma.
Fonte e imagem: Agência PT de Notícias, com informações do “Portal Brasil”

Nenhum comentário: