CEZAR CANDUCHO

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PTMG - Novo conteúdo curricular do ensino médio e EJA empolga comunidade escolar.



Disciplina ‘Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho’ tem favorecido o estímulo e a mobilização dos alunos com projetos nas áreas de empreendedorismo e sustentabilidade.
Aulas interdisciplinares proporcionadas pelo novo conteúdo curricular, com a inclusão da disciplina “Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho (DIM)”, vêm apresentando resultados surpreendentes na comunidade escolar. A inovação foi implementada pelo Governo de Minas Gerais no ensino médio noturno e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir de resolução 2842/16, publicada no Diário Oficial do Estado no primeiro semestre deste ano.

Escola Desembargador Abrígio Ribeiro

Toda as escolas estaduais, a partir de orientações da Secretaria de Estado de Educação (SEE), adotaram a disciplina DIM e ganharam  nova motivação para a educação dos alunos do período noturno.
As reformulações incluem, além da nova disciplina, flexibilidade no horário de entrada conforme as necessidades dos alunos de cada escola e readequação do quadro de horários, respeitando as particularidades desse público.
“O aluno do ensino noturno geralmente é um ‘trabalhador-estudante’ ou uma jovem ‘mãe-estudante’, então a atividade principal não é a escola, mas o trabalho ou os filhos, no caso do ensino médio e do EJA. Assim, com este olhar, a Secretaria de Educação começou a observar o que a escola deve oferecer para os alunos neste perfil”, afirma o diretor de Ensino Médio da SEE, Wladmir Coelho.
Com a nova estrutura, um horário semanal é reservado às aulas de DIM, ministrada por três professores ao mesmo tempo. Nas primeiras aulas oficiais de 2016 os estudantes esclareceram suas dúvidas sobre a novidade e deram o pontapé inicial para elaboração de projetos.
Como parte do processo de renovação do currículo, os estudantes foram estimulados a pensar projetos de acordo com seus interesses, com liberdade para fazer propostas, se reunir em grupos e tranformar projetos em ciência na prática. O resultado são projetos de sustentabilidade, gastronomia, cultura e outras áreas concebidos e tocados pelos alunos.
“Trabalhar com projetos nas escolas não é novidade. A inovação é a escola reservar um momento especifico, em 45 minutos semanais, com três professores, para orientar projetos que foram sugeridos coletivamente pelos alunos. Os temas partem do diálogo entre a escola e a comunidade. O objetivo com o DIM é tornar o conhecimento científico uma ação humana e, assim, uma identificação do aluno com a prática da ciência”
Wladmir Coelho, diretor de Ensino Médio da Secretaria de Educação
“Observo que cada escola interpreta ‘Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho’ de forma diferenciada, pensando em seu território. Essa é a oportunidade de dar voz ao aluno, entender sua linguagem e construir com ele os projetos que fazem sentido em suas vidas e na de suas comunidades”
Cecília Resende, superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Educação
O grande mote do novo conteúdo curricular é proporcionar liberdade a alunos e professores para elaborar seus próprios projetos, seguindo as temáticas que eles escolherem.
De acordo com o diretor de Ensino Médio, os resultados animadores são um salto para uma gestão democrática, um dos objetivos do atual Governo de Minas Gerais. “O DIM deu oportunidade de estimular a criatividade tanto do professorado quanto dos estudantes, valorizando os processos criativos”, enfatiza.
Conhecimento e desenvolvimento
Os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos nas escolas convergem com os esforços em valorizar a iniciação científica no âmbito escolar. Segundo Wladmir Coelho, o Programa de Iniciação Científica que apresentará, neste segundo semestre, 13 feiras de ciências em espaços públicos de várias regiões do estado ganhou reforço especial no turno da noite com o novo conteúdo.

Escola Imaculada Conceição

A SRE Metropolitana C, por exemplo, firmou parceria com o Centro Universitário UNA. A cada 15 dias os professores realizam trabalhos interdisciplinares com acompanhamento da instituição.
De acordo com a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio, Cecília Resende, um programa integrado de Educação Básica e Superior permite que a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ofereça estagiários de licenciatura. “O que, em nossas escolas, tem potencializado projetos dinamizados pelo conteúdo curricular DIM”, pontua.
Na Escola Estadual Imaculada Conceição, de Pedro Leopoldo, o DIM chegou como algo inovador. Aos poucos, diretores e professores se inteiraram junto à Secretaria de Educação e à Superintendência Regional (Metropolitana C) sobre a dinâmica.
“Uma carta dirigida aos alunos explicou a nova proposta, que foi discutida em cada turma. Os próprios professores concluíram que deveríamos começar por melhorar o ambiente interno da escola. A dinâmica resultou em 13 projetos executados no primeiro período do ano”, conta a supervisora pedagógica, Danielly da Silva Araújo.
Em diversas escolas, o DIM trouxe iniciativas arrojadas nas áreas de sustentabilidade, economia solidária, inovação, gastronomia, cinema, música, dentre outras áreas. Alunos dos municípios de Andradas e São Brás do Suassuí, por exemplo, criaram biodiesel com óleo de soja; aquecedor solar ecológico; até gastronomia e cultura tiveram o potencial de integrar, ensinar e mobilizar.
Aquecedor solar ecológico 
Na Escola Estadual Desembargador Abrígio Ribeiro, em São Brás do Suaçuí, um aquecedor solar reciclável vem sendo o assunto predileto e mais curioso no município.

Escola Desembargador Abrígio Ribeiro

Desde o início do ano, a escola vem desenvolvendo iniciativas que promovam a sustentabilidade através do projeto “Escola Sustentável, Educação Verde”. São ações simples que vão desde a economia de papel à construção de equipamentos a partir de reciclados.
“Quando a Secretaria de Educação instituiu a disciplina ‘Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho’, a direção propôs aos professores que nesta aula fosse desenvolvido, entre outras atividades, o projeto de sustentabilidade, o que foi prontamente atendido. Os alunos abraçaram a causa e o projeto decolou”, conta o diretor Diego Jofafa dos Santos.
Os alunos do ensino médio noturno e EJA foram divididos em grupos. Um grupo elaborou um projeto para construção de um aquecedor solar a partir de material reciclado, com utilização de garrafas pets e caixas tetra pak.
A ideia do aquecedor solar ecológico é simples: uma tubulação ligada ao reservatório da residência mantém a água circulando por módulos de aquecimento. Estes painéis são construídos com embalagens longa vida pintadas de preto, que retêm o calor do sol.
Garrafas PET têm a função de proteger o conjunto de influências externas, como ventos e chuvas, e os canos, também pintados, passam por dentro das garrafas e transferem o calor das embalagens para a água.
O aquecedor foi destinado à cozinha da escola para limpeza dos utensílios, com a água quente ajudando a desintegração da gordura, e consequentemente, redução do uso de detergente. O aparato reciclável reduz a utilização de detergentes e na escola nada é jogado no rio, mas na fossa.
Além disso, os materiais são reutilizados, ou seja, reciclados. Então, este projeto tem contribuído para transformar a escola em um ambiente sustentável.
A ideia é promover a sustentabilidade na escola. “O envolvimento dos alunos têm sido enorme, eles foram os protagonistas. Propõem, buscam os materiais e realizam tudo com muito brilho nos olhos. Uma vez por semana eles se reuniam no pátio e cortavam garrafas, colavam, e se envolveram muito. A dedicação é visível”, comemora o professor de Física, um dos coordenadores à frente do projeto, Luiz Eduardo Guimarães.
A escola está com outros projetos, como a recém-construção de uma horta pelos alunos em alguns espaços ociosos em volta do prédio. Eles vêm cuidando e se alimentando do que é colhido durante os projetos. Alface, couve, cenoura, cebolinha, temperos e beterraba estão entre o plantio coletivo.
“Agora na segunda etapa, neste semestre, vamos ampliar o aquecedor e vamos fazer ele ficar maior e a tendência é aumentar o projeto cada vez mais. A escola mudou muito depois que os projetos começaram. Com a horta estamos utilizando os alimentos e queremos levar o aquecedor solar ecológico à toda comunidade”
Silvana Maria da Silva, 48 anos, aluna da Escola Escola Estadual Desembargador Abrígio Ribeiro

Escola Desembargador Abrígio Ribeiro
Biodiesel
Nas redondezas da Escola Estadual Adolfo Firmino Souza Marques, em Andradas, existe um grande problema de água que atinge o bairro. A partir desta dificuldade local, o professor de Química viu que os alunos poderiam trabalhar na área do empreendedorismo e em projetos que priorizassem a sustentabilidade. Lá, os alunos trabalham com o biodiesel e buscam parceiros para desenvolver uma miniusina.
“Esta inovação no currículo é diferente e faz os alunos colocarem a mão na massa. Estamos trabalhando o DIM em forma de experiência e o envolvimento dos alunos aumentou muito, a comunidade vem procurar saber, os pais vêm à escola e trazem as ideias deles. As aulas estão diferentes”, conta a diretora da escola, Aparecida Rita Lima Roberto.
“Os alunos trabalham o dia todo na agricultura da região. Chegam em casa, tomam banho e jantam na escola porque não dá tempo e vão às aulas em seguida. O DIM acontece às segundas-feiras justamente para os estudantes terem assunto para toda semana”, continua a diretora.
“Está sendo muito legal. Eu era muito tímido, mas o projeto me fez perder um pouco da timidez porque todos estão participando e estamos nos conhecendo melhor. Nós fomos arrecadando o óleo do pessoal da comunidade e produzimos três litros de biodiesel. Apesar de não termos o laboratório na escola, conseguimos fazer de modo artesanal. Queremos apresentar em breve à comunidade”
Edson da Costa Campinas, “Edinho”, 15 anos, da Escola Adolfo Firmino Souza Marques
“O biodiesel não é poluente porque emite CO2, ele vem do reino vegetal e é inteiramente reabsorvido, possibilitando o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade”, afirma o professor de Química, Paulo Roberto de Faria.
O biodiesel é definido como sendo “um combustível para motores a combustão interna com ignição por compressão, renovável e biodegradável, derivado de óleos vegetais ou de gorduras animais, que possa substituir parcial ou totalmente o óleo diesel de origem fóssil”.
Esse combustível pode ser usado puro ou como aditivo ao diesel de petróleo em motores do ciclo diesel, e apresenta uma série de vantagens ambientais tais com, isento de enxofre, isento de compostos aromáticos e baixa emissão de monóxido de carbono e particulados.
O metanol é geralmente empregado na produção de biodiesel devido à simplicidade do processo, ou seja, tempo de reação reduzido, separação espontânea da glicerina. Além disso, tem um custo menor e é utilizado em pequeno excesso no processo.
A diretoria da escola conta ainda que e os professores e responsáveis estão buscando parcerias com diversas instituições para fazer o investimento em uma miniusina para que o biodisel seja desenvolvido de modo eficaz, em larga escala e com excelência na qualidade para que possa ser usado nos caminhões, tratores e máquinas em geral que funcionem à base de biodisel.
DIM
A  Secretaria de Estado da Educação definiu, para o ano de 2016, a inclusão da disciplina DIM (Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho), com o objetivo de dinamizar o turno noturno das Escolas Estaduais de Minas Gerais.
A proposta foi um dos resultados das Rodas de Conversa, da campanha Virada Educação Minas Gerais (VEM), do ano passado, cujo objetivo era o de tornar a escola mais atrativa e conquistar os mais de 170 mil jovens entre 14 e 29 anos que não concluíram o ensino médio ou abandonaram a escola.
O monitoramento desses primeiros meses de experiência com a Diversidade, Inclusão e Mundo do Trabalho está sendo feito através de um questionário enviado às SREs para que possam responder sobre os resultados das inovações.
As diversas respostas ao novo conteúdo curricular ganharam um espaço nas redes sociais. Foi criado o facebook “Ensino Médio Noturno”, onde vários relatos vêm sendo postados. Segundo a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Educação, Cecília Resende, a SEE tem recebido inúmeros pedidos para que seja implantado nos demais turnos o conteúdo interdisciplinar.
Foto e fonte: Agência Minas
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PT homologa candidatura à reeleição da Prefeita Darcira em Açucena



O Partido dos Trabalhadores – PT, abriu  a corrida eleitoral na última quinta-feira (04), em Açucena, com sua convenção no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, alçando o nome da atual prefeita, Darcira de Souza Pereira à reeleição. A chapa de Darcira e seu candidato a vice-prefeito, Quinzinho, é composta por 08 legendas, PT, PCdoB, PTB, PSD, PSB, PTC, PROS e PSC, mais dois partidos de apoio, PRB e PDT.
O evento contou com a participação de filiados dos partidos, militantes, representantes de movimentos sociais, dos pré-candidatos a vereadores, e ainda do pré-candidato a prefeito de Periquito, Nereu Nunes Pereira, que representou o deputado estadual Durval Ângelo.
O deputado estadual, Bonifácio Mourão, também participou da convenção. O seu partido, PSDB não está mais na coligação em Açucena, por motivos internos do diretório municipal, mas o deputado fez questão de levar o seu apoio, fortalecendo o grupo da prefeita Darcira.
A prefeita Darcira participou durante todo o dia das convenções dos partidos da base aliada e foi bastante aplaudida quando afirmou categoricamente em seu discurso que está disposta a continuar lutando por uma Açucena melhor para todos. “Eu digo sim a continuidade do nosso mandato com o maior grupo político e com o apoio do nosso povo. Quero continuar trabalhando a favor do nosso município. Açucena está no caminho certo e vamos juntos, rumo à vitória!”, finalizou a prefeita.
Assessoria de Comunicação PT de Periquito.

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