CEZAR CANDUCHO

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

PTMG - PCdoB estará junto com o PT e Jô Moraes será vice de Reginaldo Lopes na disputa pela PBH.


O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comporá a chapa com o Partido dos Trabalhadores em Belo Horizonte nas Eleições 2016. A informação foi divulgada nessa quarta-feira (3), após um almoço entre a pré-candidata comunista à PBH, Jô Moraes – que será vice na composição – o pré-candidato do PT, Reginaldo Lopes, e o presidente do Diretório Municipal do PCdoB, Zito Vieira. Nesta quinta-feira (4), será realizada a Convenção Municipal do PT BH, às 19:30, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde deve ser anunciada oficialmente a aliança.
“Convidei a companheira Deputada Jô Moraes por sua história de militância, porque nossas propostas de governo apontam para a superação dos desafios do século XXI e englobam, entre outras coisas, importantes lutas comuns, como o combate à violência contra a mulher. Vamos fazer uma campanha e uma gestão compartilhada e a cidade terá um prefeito e uma prefeita”, explicou Reginaldo Lopes.
“Em um momento como o que vivemos hoje, uma pessoa comprometida com a democracia como eu não poderia se retirar da luta”, declarou Jô Moraes durante um encontro com agentes de Cultura e Comunicação no bairro Santa Tereza. Além de ser compor a candidatura a vice-prefeita, a representante do PCdoB também coordenará a campanha e terá o mesmo tempo de televisão do candidato à prefeito.

Foto: Rafael Gaia

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Escola sem partido ou retorno ao nazifascismo?


Ao fim da Segunda Guerra Mundial, foi encontrada em um campo de concentração a seguinte mensagem: “Prezado professor, sou sobrevivente de um campo de concentração. Meus olhos viram o que nenhum homem deveria ver. Câmaras de gás construídas por engenheiros formados. Crianças envenenadas por médicos diplomados. Recém-nascidos mortos por enfermeiras treinadas. Mulheres e bebês fuzilados e queimados por graduados de colégios e universidades. Assim, tenho minhas suspeitas sobre a educação. Meu pedido é: ajude seus alunos a se tornarem humanos. Seus esforços nunca deverão produzir monstros treinados ou psicopatas hábeis. Ler, escrever e aritmética só são importantes para fazer nossas crianças mais humanas”.
Além do desalento ante as atrocidades do nazismo, a carta revela o desmonte do sistema educacional da Alemanha promovido pelo governo de Adolf Hitler, particularmente após 1934, quando a visão crítica e reflexiva foi banida do ensino. “A educação geral é o veneno mais desintegrador e dissolvente já descoberto pelo liberalismo para a sua própria destruição. A plena liberdade educacional é um privilégio da elite”, afirmou o fürer, em 1932.
A proposta do movimento Escola sem Partido, criado em 2004, supostamente para combater o que chama de “doutrinação ideológica”, tende a reviver o nazifascismo no ambiente escolar brasileiro. Ela consta de proposições de leis em tramitação em Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. Ao defender que professores se limitem a formar para o campo profissional, sem estimular a capacidade de reflexão crítica, o projeto retira da instituição escolar seu caráter educacional.
Na prática, a proposta proíbe temas como homossexualidade ou referentes à conjuntura política e econômica, cabendo ao educador tratar a matéria curricular de forma isolada, sem relacioná-la à realidade mundial e do aluno. Veta, ainda, qualquer conteúdo ideológico e não esconde o partidarismo, ao relacionar em seu índex somente temas tradicionalmente considerados de esquerda. Sem dissimular sua inspiração, também prevê a afixação nas salas de aula de uma lista de “Deveres dos Professores”, assim como na Alemanha nazista, onde a educação tornou-se instrumento de doutrinação e massificação dos ideais hitlerianos.
O Escola sem Partido também nos remete aos “anos de chumbo” da história brasileira. “Estudante é para estudar, greve é coisa de subversivo”, afirmou, em meados de 1970, o então ministro da Educação, Jarbas Passarinho, acerca de uma greve de universitários da UnB, traduzindo o autoritarismo e o conservadorismo que, hoje, parecem encantar alguns setores.
Precisamos resistir a tamanho retrocesso! Professor há quase quatro décadas, tenho a plena convicção de que educar pressupõe preparar para o exercício da cidadania. Para tanto, a escola deve ser ambiente de prática libertadora, onde todos possam se colocar e contrapor visões de mundo, a partir da pluralidade e do respeito às minorias e à diversidade.
Assessoria de Comunicação deputado estadual Durval Ângelo

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