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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Temer e o vômito nosso de cada dia.






Por Bepe Damasco   

O usurpador que roubou a cadeira da presidenta Dilma completou recentemente seis meses de governo ilegítimo. Com resultados desastrosos sob todos os pontos de vista, ou a partir de qualquer parâmetro ou fundamento que se queira analisar, o golpista segue em frente na sua louca cavalgada para destruir a economia brasileira, torrar o patrimônio público e tungar os direitos do povo.
E nesses 180 dias de pesadelo há algo do qual me orgulho : nunca sacrifiquei meus ouvidos ouvindo Temer falar na TV, no rádio ou na internet. Claro que por dever de ofício sou obrigado a ler o conteúdo de suas falas. Mas sequer sei como é seu timbre de voz.
Além de me poupar de suas enfadonhas mesóclises e preservar minha saúde mental, não assisti-lo evita o vexame maior de não conter a ânsia de vômito - real e não a do emoji do facebook que tem tirado o sono do golpista.
Antes de procurar o facebook para tentar, de forma patética, censurar o bonequinho vomitando, seus assessores deviam saber que só há um remédio para esse mal-estar coletivo : a saída de Temer.
Jamais imaginei que um ser humano fosse capaz de provocar em mim tamanha repugnância e asco. Deparar com fotos suas na internet já é um suplício. Ler matérias sobre sobre seus planos e ações também é um calvário.
Quando o cerco se fecha e parece inevitável ouvir a voz do Judas, como em um restaurante com a televisão ligada, dou um jeito de desviar o olhar, tapar os ouvidos ou ir ao banheiro. Aliás, um hábito deplorável dos comerciantes brasileiros é manter as tevês ligadas o tempo todo, quase sempre sintonizadas na Globo.
Também me incomoda o tratamento de "presidente" dado ao traidor por determinadas personalidades da oposição, e até da mídia contra-hegemônica. Presidente é uma ova. Não passa de um conspiradorzinho vulgar, sem voto, sem liderança, sem carisma, sem tamanho nem mesmo para ser síndico de prédio.
Só mesmo uma mídia como a nossa, caso típico de esgoto a céu aberto, pode bajulá-lo. Mas aquela turma que lhe lambeu o chão no Roda Viva só o faz porque seus chefes, os barões da mídia, encheram ainda mais as burras de dinheiro desde que o golpe de estado se consumou.
Temer é um caso perdido, não só para a política e para as causas democráticas e republicanas, mas, sobretudo, para a vida. O que faz um ancião de 76 anos, que já deveria estar preocupado com sua imagem na posteridade, apunhalar pelas costas sua companheira de chapa e seguir vivendo como se nada tivesse acontecido ?
O que deve passar pelos recônditos da alma empobrecida desse cidadão quando ele sobe a rampa indevidamente, quando o Batalhão da Guarda Presidencial presta-lhe reverências que não são suas de direito, ou quando senta na cadeira de uma senhora que obteve 54 milhões de votos ?
A resposta é nada, porque pessoas abjetas como ele passam pela vida apenas para degradar a condição humana.

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