Estamos diante da situação clássica, onde um menino mimado que ganhou uma bola do seu avô, mesmo sem saber jogar quer impor as regras do jogo.
Os últimos acontecimentos políticos, principalmente em relação à movimentação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, demonstram que o senador Aécio Neves encontra-se despreparado para o embate na luta pela candidatura à Presidência da República em 2014.
Mimado, este é o termo correto. Pelos diversos partidos políticos em Minas Gerais, e inapetente em relação à participação da formulação de projeto político, Aécio acostumou-se a receber e comer pratos prontos. Jamais participou da elaboração de qualquer receita política, tudo vinha pronto, através de seu pai Aécio Cunha e do ex-governador Itamar Franco.
A seguir, o projeto política pretendido recebia uma maquiagem publicitária, incumbência de sua irmã Andréa, para ser distribuída para publicação na imprensa, através de milionária verba de publicidade. Este modelo adotado exauriu-se com a morte do pai de Aécio, ex-deputado Aécio Cunha e Itamar Franco.
Agora, quem está ao lado de Aécio são pessoas despreparadas sem qualquer referencia ou conhecimento histórico político. Lidam e decidem com base em relatórios de marqueteiros e sociólogos que analisam pesquisas colhidas na imprensa ou perante a população que refletem apenas a conjuntura social e política atual.
Enquanto isto seus concorrentes, preparados que foram para exercer suas funções políticas, nadam de braçada. Na prospecção para viabilizar a candidatura à Presidência em 2014, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, encontrou-se com o ex-governador José Serra (PSDB), na última sexta-feira, em São Paulo.
A aproximação com o tucano ocorre num momento estratégico para Campos, em que o presidenciável do PSDB, Aécio Neves (MG), é obrigado a administrar descontentamentos internos do próprio Serra que ameaçam seu projeto eleitoral em 2014.
Os movimentos de Campos em direção a Serra provocaram fortes reações no PT e na ala do PSDB ligada a Aécio Neves. Ainda que o PT tenha o conforto da popularidade da presidente Dilma Rousseff (63% aprovam a gestão e 79% aprovam a petista, segundo o CNI/Ibope), candidata à reeleição, petistas sabem que a disputa em dois turnos é incerta e trabalhosa.
Campos já disse aos tucanos que tem interesse na manutenção da candidatura de Aécio. O presidente do PSB acredita que o nome do tucano na urna ajuda a afastar a imagem de que ele seria um candidato de oposição a Dilma, papel que será ocupado pelo PSDB.
Matéria do Estadão relata ter apurado que Aécio soube nesta semana do encontro de Campos e Serra, e teria ficado "estupefato", segundo um correligionário. Chegou ao mineiro a informação de que o encontro fora intermediado pelo ex-senador catarinense Jorge Bornhausen (PSD).
Ter boa relação com tucanos em São Paulo é fundamental para o projeto de Eduardo Campos. Tanto que também está em curso nos bastidores uma negociação para o PSB apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin e, em troca, obter a vaga de vice na chapa, o que abriria espaço para uma campanha casada entre Campos e Alckmin no Estado.
Aécio não sabe que Serra é amigo dos Arraes desde a década de 60, quando chegou à presidência da UNE em 1964, com ajuda do então governador Miguel Arraes, avô de Campos. Assim como não sabe que Arraes articulava em 1964 ser vice na chapa do arquiinimigo de seu avô Tancredo, Magalhães Pinto à presidência da República.
Sem resolver a crise de desconfiança entre os grupos de Minas Gerais e de São Paulo, o PSDB ainda tem de administrar a ameaça de cisão no partido na véspera da eleição do novo presidente, ao que tudo indica o senador mineiro Aécio Neves. Nos bastidores, se aposta que o atual vice-presidente da executiva nacional, o ex-governador Alberto Goldman (São Paulo), será convidado a permanecer no cargo.
Em outra frente de desgaste, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, ameaça deixar o PSDB caso seja aprovada a unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual. Virgílio alega que a Zona Franca de Manaus seria muito prejudicada com a aprovação da proposta enviada pela presidente Dilma Rousseff porque não teria mais tarifa diferenciada.
Arthur Virgílio já foi procurado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, também presidente do PSB, que vem trabalhando a montagem de palanques em diversos Estados na tentativa de viabilizar sua candidatura à presidência da República.
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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
domingo, 24 de março de 2013
Aécio Neves: O menino mimado quer ser candidato à presidente.
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