segunda-feira, 4 de março de 2013

Apologia midiática: Yoani guerreira, Dilma ingrata(?)

Grande imprensa tratava Dilma melhor quando davam a entender uma aproximação com FHC.  Mas a presidenta não renegou suas filiações ideológicas e segue de braços dados com Lula, pecado mortal para os barões da mídia que elegeram Yoani Sanchez a mulher guerreira...
A velha imprensa brasileira exercita, de maneira bizarra, suas interpretações acerca de fatos.
E os divulga por esta ótica estranha seus comprometidos entendimentos.

Pois bem, para a Veja, aqueles que que vaiaram e se manifestaram, livremente, contra a blogueira cubana financiada pela direita são retratados "como a serviço de tiranos" e contra a liberdade de expressão.
Mas Yoani Sanchez que, livremente, critica o governo de seu país é elevada ao altar dos mártires da liberdade, apesar de não sofrer qualquer ameaça por parte daqueles que detrata que possa intimidar sua postura democrata, se é que possível rotular seus atos como sendo de quem busca tais objetivos políticos, simplesmente.

Agora o malabarismo editorial ocorre para rebaixar e desqualificar os discursos da presidenta Dilma, no necessário momento em que precisou desmentir a apologia da imprensa daquilo que chamam de "herança de FHC". Não a maldita, aquela que levou a economia do país a ruína, esta é escondida, propositalmente.

Mas a de que tucanos e demos no governo que faliu o país, entregaram a Lula um país com ótimos indicadores econômicos e sociais e que muito do que é bem sucedido hoje teve seu gênesis com FHC.

Assim, de forma simples e descontextualizada, passam à opinião pública uma visão distorcida do que foi o Brasil nos anos 1990 até 2002.

Principalmente no segundo mandato, entre 1999/2002, quando o povo brasileiro sofreu grandes amarguras, viu o governo, de pires nas mãos, socorrer-se ao FMI, mais de uma vez, para evitar uma quebradeira generalizada, além do apagão que paralisou a economia e penalizou os mais pobres com um racionamento de energia elétrica que durou cerca de 9 meses!

Dilma ao afirmar que o Brasil de hoje tem sólidos pilares econômicos, muito diferentes daqueles que encontrou em 2003, comprou mais uma briga: "quando no Brasil, no passado, a gente teria uma relação dívida-PIB de 35%? Quando? Quando, no passado, na área externa, com as nossas reservas?".

Nunca é demais lembrar: em 2002 o risco país ultrapassava os 2.400 pontos, o dólar encostava nos R$4, as reservas internacionais somavam pouco mais de US$30 bilhões e a taxa de desemprego era superior a 12%.

Hoje a realidade é outra, o que não diminui o tamanho do desafio de se melhorar, ainda mais, os indicadores em saúde, educação e distribuição de renda,por exemplo.

A taxa média de desemprego em 2012 fechou abaixo de 7%, as reservas internacionais se aproximam dos US$ 400 bilhões, ou seja, dez vezes mais que em dezembro de 2002, o risco país não alcança os 200 pontos e o dólar orbita em torno dos R$2.

Para setores da grande imprensa quando a presidenta Dilma usa tais dados para mostrar a grande diferença que existe entre estes governos, ela está sendo soberba e atacando, gratuitamente, o ex-presidente.

Mas quando o grão tucano saca de suas idéias ultrapassadas e convenientes, fartamente distribuída em jornais, este é taxado como crítico, tão somente, certamente apenas munido de boas intenções.

Muitos pesos e medidas desiguais.

A credibilidade dos que não enxergam e/ou não se enxergam, escoa, inevitavelmente, para a vala fétida da manipulação do discurso e da realidade. Falta combinar com o povo e fazê-los crer que ascender socialmente é algo ruim...

Basta constatar a campanha midiática que setores poderosos da imprensa, aliados à oposição demotucana, empreenderam contra o Brasil ao afirmarem, categoricamente, que o país corria sérios riscos de racionamento de energia elétrica no início de 2013... O que houve, de concreto, de tão sombrias previsões? Nada! Nem um vidente tão charlatão poderia protagonizar tamanha falsidade de propósitos sobre questões tão sérias.

Nada se concretizou, mas é possível afirmar que alguns males podem ter sido causados a economia e ao planejamento de algumas empresas na virada do ano.
É contra estes agentes que Dilma peleja e travará outras lutas inglórias até eleição em 2014.
Veículos de comunicação e articulistas que vendem veneração a uma blogueira sem representatividade de seu povo como líder de uma revolução sem militantes ou seguidores, mas defenestram àqueles que ousam colocá-la em seu devido lugar histórico, se perdem na disputa política que se metem como protagonistas de um dos lados.

Os mesmos que, insensatamente, constroem um altar para FHC e seus (mal)feitos, e que não perdoam ninguém que ouse contrariar seus vaticínios.

Dilma era melhor tratada quando a velha imprensa construía uma ideia de que ela tinha grande admiração e respeito pela figura do ex-presidente tucano.

Desde que a presidenta resolveu defender a herança bendita de Lula, virou vidraça.

Nenhum comentário: