| Analista de O Globo aposta em "novo" e "inevitável" racionamento de energia, por conta do baixo volume de água dos reservatórios. Artigo de Leitão parece ter sido escrito para derrubar popularidade de Dilma, mas de acordo com seu histórico, deve provocar chuvas intensas nas cabeceiras dos rios nos próximos meses... |
A colunista de O Globo e comentarista do Bom Dia Brasil, Miriam Leitão destilou, mais uma vez, todo o seu pessimismo partidário em relação ao país e, principalmente ao governo Dilma.
Em um artigo nomeado "Alta tensão", Leitão pinça um novo-velho quadro negativo e inevitável para a capacidade dos setor elétrico brasileiro continuar atendendo a demanda da economia brasileira em crescimento.
Fazendo justiça a colunista global, ela em momento algum tocou no assunto crescimento da economia em 2013, o que torna sua análise ainda menos sustentável, do ponto de vista técnico. Até porque Leitão não pode admitir que haverá crescimento da economia em 2013 e que isso aumentará a procura por energia pelo setor produtivo brasileiro, logo estaria admitindo que o governo conseguiria cumprir a meta de apresentar avanços econômicos significativos na economia as portas das eleições de 2014, pecado grave para quem ocupa uma posição de destaque na oposição, que nem papa Francisco seria capaz de perdoar...
Leitão preferiu citar um dado de um estudo que vai de encontro as suas análises catastróficas, como no trecho a seguir: "Há várias contas sendo feitas no setor elétrico sobre o impacto do uso das térmicas. Uma das menos assustadoras é a do Instituto Acende Brasil, que fala num custo acumulado de R$ 6 bilhões este ano."
A colunista apresenta uma conta com valores absolutos para chocar seus leitores. Mas, caso sejam, de fato cálculos reais, omite que esses valores não representam mais do que 0,15% do PIB de 2012, em valores correntes.
Não satisfeita Leitão, em alguns trechos ataca o governo Dilma de estar tomando medidas apenas para garantir resultados eleitorais: "...queda do preço da energia que foi anunciada em clima de campanha eleitoral. Quando um assunto técnico é politizado, não se encontram boas soluções.
[...]Tudo isso para manter uma parte da redução oferecida como um presente do governo aos consumidores-eleitores.
[...]E torcer também para um pouco mais de racionalidade - e menos de política eleitoral - na questão do abastecimento da energia no Brasil."
Para a jornalista econômica o governo tomou a medida, que foi comemorada pelo setor produtivo nacional e beneficiou a maioria dos brasileiros, somente para garantir a reeleição e que tais ações forma medidas meramente políticas, "presentes ofertados" aos consumidores-eleitores.
O que Leitão precisa confessar é que suas análises, todas desmentidas e contrariadas pela prosperidade que se instalou no país nos últimos anos, são sim, inegavelmente, peças políticas.
Além, é claro, de estar defendendo os interesses dos acionistas privados das empresas que aceitaram reduzir as tarifas de energia elétrica, em detrimento dos justos ganhos dos consumidores domiciliares e empresários.
Como seria possível uma analista de economia [e generalidades], com tamanho destaque na mídia ter errado todas as suas nefastas previsões para o Brasil desde 2003?
Não seriam estas ações puramente político-partidárias,visando atingir objetivos eleitorais?
Como esquecer a última cartada terrorista que lançou contra o país em dezembro último ao apostar no racionamento de energia elétrica, iminente e inevitável, a partir de janeiro deste ano?
Assim como sua colega Cantanhede, da Folha de São Paulo, Leitão foi sugada pelas turbinas das hidrelétricas que diluíram seus panfletos disfarçados de prognósticos...
Mas como a escriba de O Globo costuma ser contrariada pelos fatos, começo a crer que as chuvas elevarão os reservatórios das nossas usinas hidrelétricas em breve...
Confira a íntegra de seu "discurso" no púlpito do jornalão carioca:
As águas de março estão fechando o verão, e o nível de reservatório das hidrelétricas brasileiras está muito abaixo do que deveria estar, se comparado aos anos anteriores. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) calcula que o mês fechará com água em 52% da capacidade dos reservatórios no Sudeste e Centro-Oeste, subindo um pouco acima do ponto atual. Mas isso é o nível mais baixo em 10 anos.O gráfico com dados do ONS mostra como foi cada fim de março, desde 2003, nas duas regiões onde estão 70% dos reservatórios de água do país. Este ano, o Brasil usou as termelétricas durante todo o verão para poupar água, e a impressão geral foi de um período fortemente chuvoso. O problema é que a água tem caído mais no litoral do que nas cabeceiras dos rios das bacias onde estão as grandes hidrelétricas.
O baixo nível dos reservatórios significa que o país terá que continuar consumindo uma energia mais cara na travessia do período seco, do contrário as usinas podem chegar muito rapidamente num nível crítico. As térmicas funcionam a gás, óleo combustível e diesel.
No caso do gás, a fonte é também matéria-prima para a indústria. A Associação Brasileira das Distribuidoras de Gás Canalizado disse que pelo segundo mês consecutivo houve mais uso de produto para a geração de energia do que para insumo industrial. No caso do diesel, é combustível para os caminhões e ônibus. Além disso, o custo por MWh é muito maior do que as outras fontes de energia. O cobertor vai ficando curto.
Há várias contas sendo feitas no setor elétrico sobre o impacto do uso das térmicas. Uma das menos assustadoras é a do Instituto Acende Brasil, que fala num custo acumulado de R$ 6 bilhões este ano.
As regiões Sudeste e Centro-Oeste são as mais importantes em termos de geração de hidroeletricidade.
Os reservatórios estão, atualmente, antes do fim do mês, em 45% do nível máximo. É o mais baixo desde 2003.
O que causa estranheza no não especialista é que este ano o verão pareceu muito chuvoso, principalmente no litoral do Rio e São Paulo, com, inclusive, a repetição de calamidades públicas.
Mesmo assim, a chuva não caiu nos lugares certos.
Há vários problemas no setor de energia. Um é que esse custo extra da energia térmica virou uma batata quente na mão do governo. Ele não pode repassar para o consumidor porque isso anularia o efeito benéfico da queda do preço da energia que foi anunciada em clima de campanha eleitoral. Quando um assunto técnico é politizado, não se encontram boas soluções.
O que o governo está avisando é que vai dividir com as geradoras parte do custo e entregar uma parte para o Tesouro. Isso será um retrocesso no esforço de tornar mais transparente a conta de luz, além de ser um peso indevido para as geradoras carregarem. Tudo isso para manter uma parte da redução oferecida como um presente do governo aos consumidores-eleitores.
As empresas estão descapitalizadas, e os investidores privados, assustados com o grau de intervencionismo no setor. Isso pode significar menos investimentos no futuro.
Como o ano que vem é eleitoral - e ano da Copa do Mundo - o país não poderá correr o risco de falta de energia. Portanto, a perspectiva é de continuação do uso das termelétricas para complementar e poupar as hidrelétricas. Mas isso elevará ainda mais esse custo.
O melhor é torcer para que as chuvas continuem mais um pouco além de março e que desta vez caiam nos lugares certos para aumentar o nível dos reservatórios.
E torcer também para um pouco mais de racionalidade - e menos de política eleitoral - na questão do abastecimento da energia no Brasil.
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