domingo, 28 de julho de 2013

O FUTURO PROMISSOR DA AMÉRICA LATINA.

:
Dezenas de milhões saíram da pobreza. Nosso continente torna-se uma região cada vez mais estável e próspera. É o que explica este artigo da Vision of Humanity (Visão da Humanidade) publicado há poucas semanas no site dessa importante organização.
Rio de Janeiro, Brasil
Rio de Janeiro, Brasil.

Por: Vision of Humanity (*)

O Presidente dos Estados Barack Obama e o Vice Presidente Joe Biden visitaram recentemente uma América Latina e um Caribe muito transformados. Essas regiões são agora definidas a partir de um incremento do otimismo, da oferta de oportunidades, crescimento e democracia.
Falando no Rio de Janeiro, Joe Biden disse que o Brasil ensinou ao mundo que "não existe necessidade de se escolher entre desenvolvimento e democracia, entre o sistema de mercado livre e o crescimento real".
Cidade do México
Cidade do México.
Com efeito, esses objetivos aparentemente contraditórios são compatíveis, como os países dessas regiões estão demonstrando. Brasil, Chile e México, entre outros, têm sido pioneiros nos três principais vetores do desenvolvimento: ações mais proativas em termos de políticas desenvolvimentistas, grande integração com os mercados globais, inovações exemplares em políticas sociais, de acordo com o HUman Development Report elaborado pelo UN Development Programme (UNDP), das Nações Unidas.
A verdade é que a América Latina já emergiu. O Brasil é a sétima maior economia do mundo; Argentina, Brasil e México possuem assentos no G-20; Chile e México ingressaram no rol das nações desenvolvidas da Organisation for Economic Cooperation and Development. Mais importante ainda, a América Latina e o Caribe não estão experimentando ou exportando conflitos importantes.
Bogotá, Colômbia
Bogotá, Colômbia.
Ao longo da última década, a América Latina tornou-se uma região de países de renda média caracterizados por um índice de crescimento acima da média global, por redução dos déficits comerciais graças a um boom das commodities, a um incremento dos investimentos, ao crescimento dos mercados domésticos. A região resgatou da pobreza cerca de 58 milhões de pessoas desde 2002, inserindo-as na classe média.Os Estados Unidos continua sendo o maior investidor estrangeiro na região. Em 2012, as exportações norte-americanas para as Américas Central e do Sul mais o Caribe totalizaram 205 bilhões de dólares, frente aos 110 bilhões de dólares exportados para a China. Apenas para o México, as exportações norte-americanas atingiram 216 bilhões de dólares o ano passado.
Buenos Aires, Puerto Madero, Argentina
Buenos Aires, Puerto Madero, Argentina.
Apesar disso, as exportações norte-americanas para a América Latina e o Caribe retrocederam durante a última década. Esse vácuo está sendo preenchido pela China, enquanto o comércio da Índia com a região também cresce substancialmente. Os Estados Unidos tornaram-se o segundo maior parceiro comercial do Brasil depois da China. O comércio bilateral entre os dois países girou ao redor de 100 bilhões de dólares, mas o Vice Presidente Biden afirmou "não haver razão" para que esse número não possa subir a 400 ou 500 bilhões de dólares.Dentre as regiões em via de desenvolvimento, a América Latina e o Caribe ocupam o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano – uma medida que leva em consideração os indicadores de renda, saúde e educação – superados apenas pela Europa e a Ásia Central.
Santiago, Chile
Santiago, Chile.
Apesar de algumas recaídas autoritárias, a região experimenta o seu mais longo período de regime democrático, iniciado na década de 1990. A apatia transformou-se em ativismo, particularmente quanto à habilidade dos jovens na manipulação das mídias sociais. Cada vez mais, os cidadãos querem que seus governantes desempenhem um papel substantivo no incremento do emprego, educação e saúde.Problemas ainda existem, claro. Instituições frágeis, corrupção e falta de segurança dos cidadãos dificultam e atrapalham o desenvolvimento da região. Embora a pobreza e a desigualdade social tenham declinado nos últimos anos, 10 das 15 nações socialmente mais desiguais do mundo estão na América Latina e no Caribe. Mulheres, jovens, povos indígenas, afrodescendentes e aqueles que vivem no campo continuam sendo deixados para trás. Outra importante preocupação é o fato de que o crescimento foi orientado no sentido do consumo e é dependente de commodities em países estruturados sobre um sistema de impostos regressivos (impostos obrigatórios que devem ser pagos sem que se leve em conta a renda do cidadão).
São Paulo, Brasil
São Paulo, Brasil.
Embora o atual momento de turbulência da economia global seja causa de certo clima de incerteza, a América Latina, ao contrário do que sucedia no passado, é hoje parte da solução e não parte do problema. Se a região enfrentar com êxito os seus problemas pendentes, somando-se a isso sua população muito jovem, água abundante e fontes de energia renovável, capacidade de produção de alimentos, mercados crescentes, e democracias cada vez mais resilientes – o futuro da América Latina se apresenta promissor.
(*) http:// www.visionofhumanity.org/#/page/news/608

http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/109514/O-futuro-promissor-da-América-Latina.htm

Nenhum comentário:

Postar um comentário