sábado, 20 de julho de 2013

OAB-RJ alerta para fascismo nas manifestações.


Sabemos que a Polícia Militar do Rio de Janeiro é despreparada e tem um péssimo histórico de violências. O governador Sérgio Cabral, por sua vez, é um político que deve explicações, como qualquer outro, pelas acusações que seus adversários e setores da população lhe fazem. Mas as cobranças devem ser feitas ao Ministério Público, à imprensa, e qualquer tentativa de derrubar um governador eleito deve ser feita com os instrumentos apropriados, mediante uma votação de impeachment na Assembléia Legislativa. O ideal, contudo, é que os manifestantes se unam em torno de algum projeto político em comum, e comecem articulações para apoiar um candidato em 2014. Essa recusa sistemática de qualquer solução democrática está começando, de fato, a soar como o embrião de uma mentalidade golpista e fascista.
Manifestações, quando pacíficas, expressam o desejo de participação política da sociedade. Mas o que estamos vendo florescer, no Rio e em outros lugares, é uma espécie de volúpia pela violência. E não vale mais alegar a presença de “infiltrados”. Se os manifestantes aceitam a presença de mascarados, estão praticamente incentivando a “infiltração”. Todo tipo de delinquente pode botar uma máscara, fingir-se de “manifestante” e saquear lojas. Todo tipo de maluco pode incendiar canteiros de planta e depredar edifícios comerciais e públicos, sob a fachada de entrar protestando contra o capitalismo.
Estamos diante de um desafio. As depredações estão desmoralizando a ideia de manifestação. Parece até algo proposital, com objetivo de desestabilizar a nossa democracia e o país.
O papel da grande mídia tem sido curioso. Mesmo com a agressão sistemática a seus repórteres, que não podem sequer chegar perto dos manifestantes, sob risco de serem literalmente linchados, mesmo com a depredação de seu prédio no Leblon, a Globo publica hoje textos em que fala no “clima de paz” dos protestos.
Leia o texto abaixo, publicado no Terra:

OAB vê ‘claros sinais de fascismo’ em protestos no Rio de Janeiro.
Presidente da entidade participou de uma reunião no Palácio Guanabara nesta terça-feira.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro vê claros sinais de fascismo nas manifestações violentas na cidade. “Temos muitas criticas à ação da polícia, mas ninguém tem o direito de convocar pela internet para que se coloque fogo num palácio e ache que possa ser normal. Estamos vendo o fascismo prevalecendo”, afirmou Felipe Santa Cruz, presidente da entidade, depois de participar de uma reunião no Palácio Guanabara na manhã desta terça-feira.
Sobre a possibilidade de a polícia voltar a usar armas letais e gás lacrimogêneo no controle dos protestos, Cruz criticou a PM por ter tentado colocar os advogados da OAB entre eles e os manifestantes. “Estão querendo transferir para a Ordem a falta de preparo deles para a contenção das passeatas”, disse, estranhando que o Twitter da polícia tenha criticado a atuação da OAB nos protestos. “Queremos é a detenção dos que estão de rostos cobertos e com coquetéis molotov”, garantiu, afirmando que vai continuar defendendo o uso de armas não letais. “O que houve ontem foi uma injustificada ausência em partes do Leblon”, considerou.
O defensor geral público, Nilson Bruno, disse que a entidade vai seguir defendendo a população contra o excessos das forças policiais e que vá segurar defendendo as manifestações. “Desde que sejam dentro da ordem do Estado democrático de direito” disse. Felipe Santa Cruz disse que tem imagens de cerca de 50 advogados da OAB mostrando manifestantes depredando lojas, saqueando e ameaçando a população. “E essas pessoas têm que ser presas”, completou. (…)
Por: Miguel do Rosário.

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