quinta-feira, 11 de julho de 2013

Proposta de Aécio sobre reforma política é para tentar enganar e iludir.

No mesmo dia que ajudou a derrubar a proposta do plebiscito para a reforma política, o PSDB de Aécio Neves apresentou uma proposta de reforma política. Sem ouvir o povo, claro. Sem plebiscito.

Foram seis pontos apresentados, entre eles, o fim da reeleição para cargos executivos, com mandato de cinco anos em todos os cargos, e a adoção do voto distrital misto.

Aécio Neves apresenta agora uma proposta para enganar e iludir o povo, que apoia o plebiscito e quer a reforma política. Temeroso da ira popular, sabe que o descrédito atinge também o tucanato e seus aliados.

Defende agora o voto distrital misto, mas na Câmara sempre defenderam o voto distrital puro, afirmando que é incompatível com o financiamento público, que seria viável apenas com a lista fechada – uma outra falsidade, já que nada impede o financiamento público com o voto duplo na lista e no distrito, pois cada partido terá uma lista e um candidato por distrito.

Aécio também propõe a cláusula de barreira, já aprovada pelo Congresso Nacional e revertida numa decisão infeliz e invasora das prerrogativas do Legislativo pelo Supremo Tribunal Federal. E propõe o fim das coligações proporcionais, que o PSDB nunca quis votar, já que sempre obstruiu a reforma política na Câmara.

Puro casuísmo.

A proposta do fim da reeleição e de mudanças no tempo de TV e rádio é puro casuísmo do PSDB, que, na calada da noite e com graves denúncias de compra de votos, aprovou às vésperas da eleição de 1998 a reeleição, com o único objetivo de reeleger Fernando Henrique Cardoso.

A proposta de limitar o tempo de TV e radio à aliança majoritária para o Executivo, com o partido do presidente e do vice, também é puro casuísmo, já que outros partidos podem apoiar a chapa e, portanto, acrescentar o tempo.

A escandalosa recusa de colocar fim aos suplentes de senador revela o DNA tucano, com o financiamento da campanha pelos suplentes com poder econômico – medida, aliás, que o tucanato ajudou a rejeitar ontem no Senado, que derrubou a proposta que extinguia esse cargo.

Tudo isso revela que a maioria conservadora está aprovando de forma seletiva aquilo que as ruas pediram, ao não aprovar o plebiscito e o fim dos suplentes de senador.

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