terça-feira, 6 de agosto de 2013

A tônica da Folha: atacar PT, poupar tucanato e manipular a opinião pública.


Para a Folha de São paulo o episódio da compra de votos para a reeleição de FHC parece ter sido espontânea, sem interessados no fato escabroso…Já na história do mensalão, o nome do PT foi direto para capa.

Investigar e denunciar casos de corrupção, baseadas em evidências, é um dos serviços mais importantes prestados pela imprensa à sociedade.
Mas informar com indignação e pautas seletivas, aí tem outro nome: manipulação da opinião pública.
A grande imprensa radicalizou seu papel partidário, neoliberal e conservador em seu ofício de [des]informar, não restam dúvidas quanto a isso.
A Folha de São paulo, decadente diário paulista e em crescente crise econômica e de credibilidade, tem se utilizado de uma prática muito peculiar na apuração e publicação de escândalos.
A imagem que abre esta postagem são duas capas deste jornal em que, em um caso, trata da compra de votos para reeleição de FHC no Congresso, sem citar o nome do presidente tucano ou de seu partido.  Como se não houvessem interesses expressos para viabilizar o sucesso deste crime.  O PSDB e seus aliados perderiam as eleições de 1998 para Lula se não tivessem aprovado, a toque de caixa, a emenda da reeleição para um presidente em exercício e durante o “jogo sendo jogado”…
Mas as acusações de Roberto Jefferson, réu confesso de ter recebido valores de campanha não contabilizados nas eleições de 2004, se tornam a manchete para incriminar o PT e toda sua coletividade.
Corrupção precisa ser denunciada e exposta, ponto pacífico.
Mas é preciso cuidado para verificar quais seriam os objetivos ocultos quando grandes meios de comunicação utilizam seus vastos e poderosos artifícios midiáticos para contabilizar ganhos políticos.  Exagerando por um lado, omitindo por outro…
A Folha de São Paulo deixa bastante claro por qual lado atua, politicamente.  A divulgação das pesquisas de opinião pública foram distorcidas para tentar salvar tucano e prejudicar petista...
A Folha de São Paulo deixa bastante claro por qual lado atua, politicamente. A divulgação das pesquisas de opinião pública foram distorcidas para tentar salvar tucano e prejudicar petista…
O que está dito até aqui não é nenhuma novidade, isto é fato concreto, como afirmado tantas outras vezes, nem mais é um ato dissimulado, tem sido ostensivo e desajeitado.
Há uma grande disputa pelas versões midiáticas travadas entre governo federal e imprensa hegemônica.  O governo vem perdendo esta batalha e ainda financia com bilhões de reais em publicidade oficial a sobrevivência destas corporações, enorme prejuízo, isto sem considerar a manutenção de um ineficiente ministro das comunicações, bajulador da imprensa conservadora, Paulo Bernardo.
E não é só a Folha de São Paulo quem pratica manipulação contumaz para enganar e distorcer a realidade de seus leitores e audiência.  Estadão, Veja, Globo também estão juntas nesta tarefa.
Após duas semanas após a revista Isto É divulgar o escândalo do desvios de dinheiro público pelo PSDB, enfim a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre.  Mas não cita o nome do governador e nem de seu partido na manchete de capa...
Duas semanas após a revista Isto É divulgar o escândalo do desvio de dinheiro público do metrô pelo PSDB, enfim a Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre o esquema criminoso. Mas não cita o nome do governador e nem o seu partido na manchete de capa…
Não é mera coincidência o fato dos sucessivos governos paulistas “ajudarem” a grande imprensa com a compra indiscriminada de assinaturas de jornais e revistas, grupo Folha, Abril, Estadão e Globo, para escolas e bibliotecas públicas de São Paulo com dispensa de licitação.
Ocorre que o artigo 25 da lei federal 8.666/93 determina que a inexigibilidade de licitação, está prevista nos casos em que houver inviabilidade de competição em razão de exclusividade na oferta.  Como é possível que o governo de São Paulo possa determinar que revistas semanais e jornais diários, com pautas gerais, possam apresentar exclusividade na oferta de informação?
Os valores são altíssimos e talvez expliquem tamanha afinidade política, sem contar a publicidade oficial do Palácio dos Bandeirantes paga a estas empresas.  Quem não se lembra da publicidade da Sabesp veiculada na televisão no Acre?
Confira abaixo os valores dos recentes contratos e a representação da Ação Educativa contra a nefasta prática dos governos tucanos:
Eis os contratos, datas e seus valores, de acordo com o Diário Oficial:
  • 27/julho/2011  – Época
    - Contrato: 15/00628/11/04
    - Empresa: Editora Globo S/A
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Época” – 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 1.203.280,00
    - Data de Assinatura: 26/07/2011
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011 )
  • 29/julho/2011  – Isto É
    - Contrato: 15/00627/11/04
    - Empresa: Editora Brasil 21 LTDA
    - Objeto: Aquisição pela FDE, de 5.200 (cinco mil duzentas) assinaturas da “Revista Isto É”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: 1.338.480,00
    - Data de Assinatura: 25/07/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011 )
  • 3/agosto/2011  – Veja
    - Contrato: 15/00626/11/04
    - Empresa: Editora Abril S/A
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Veja”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
    - Projeto Sala de Leitura
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 1.203.280,00
    - Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011 )
  • 6/agosto/2011  – Folha
    - Contrato: 15/00625/11/04
    - Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 2.581.280,00
    - Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011 )
  • 17/agosto/2011  – Estadão
    - Contrato: 15/00624/11/04
    - Empresa: S/A. O Estado de São Paulo
    - Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “O Estado de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Salas de Leitura.
    - Prazo: 365 dias
    - Valor: R$ 2.748.616,00
    - Data de Assinatura: 01-08-2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011 )
Total: R$ 9.074.936,00.

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