A coluna semanal do senador Neves (26/08/2013) nada apresenta de novo. Nesse momento internacional de incertezas, tenta ele, mais uma vez, dizer que o Brasil é, no mundo, o que mais carece de confiança. É o famoso “se colar, colou”. Empresários aqui radicados estariam desconfiando do Brasil. Investidores estrangeiros também e por aí vai. Vamos aparteá-lo. Antes, porém, prestamos a ele aqui nossa solidariedade. Neste final de semana, ele lançou sua campanha presidencial em São Paulo num clima de desconfiança geral de seu partido: nem Alckmin, nem Serra compareceram. Crise de confiança no PSDB ou apenas memória de suas traições pretéritas? Bem, voltemos à sua coluna. Para ele, tudo no país é marketing. O PAC é um inventário de obras inconclusas. Suas insinuações sobre corrupção vêm na forma de crítica aos empréstimos feitos pelo BNDES, que estariam sem “transparência”. E seríamos, portanto, o patinho feio dos países emergentes. Se ele tivesse alguma credibilidade nacional e internacional, uma frase dessas poderia abalar a confiança de investidores, inclusive, com reflexo nas Bolsas. E ele ainda tem a coragem de dizer que o governo Dilma Rousseff não investe em saúde, nem em educação. Basta ver os relatórios técnicos do Tribunal de Contas de Minas Gerais para se constatar seus débitos com a saúde e com a educação de Minas Gerais. Felizmente, Aécio Neves não detém nem mesmo a confiança entre as principais lideranças de seu próprio partido. O que dirá da sociedade. Por isso suas palavras segundeiras ecoam ao vento e não trazem prejuízos. Apenas revelam suas imensas dificuldades em viabilizar seu projeto pessoal de poder. Os relatórios do PAC, públicos e publicados, mostram que o presidenciável tucano apresenta graves sinais de perda de consciência: listas inteiras de obras estão prontas e outras estão inconclusas, simplesmente porque estão... em andamento. Sobre corrupção ele anda muito comedido. O escândalo Alstom-Siemens acerta não só o tucanato em São Paulo, mas também velhos aliados de seu partido, como Roriz e Arruda. E mais: o acordo de leniência assinado pela Siemens e as investigações da falcatrua corroboram a famosa “Lista de Furnas”. Esta é uma coisa que Aecim não gostaria de ver na pauta de discussões. E ele conclui seu cantochão monótono pregando o seguinte: “Para voltar a apostar no futuro os brasileiros precisam recuperar a confiança no país. Para tanto é essencial que o governo faça pelo menos o básico: controle a inflação, equilibre as contas públicas, priorize os gastos em educação, saúde e segurança e crie condições institucionais para que os investimentos privados floresçam.” Ou seja, aumento de juros e recessão são suas receitas básicas. Educação, saúde e segurança é pura retórica de candidato sem programa. Agora ,ele acaba de dar um tiro no pé: entrou na onda podre de ataques ao programa “Mais Médicos”. Perdeu mais uma playboy.Anexo: Artigo aécio 26 agosto.doc http:// |
TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
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