quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Governo atendeu, sim, as reivindicações levadas às ruas nos últimos três meses.


Foi um verdadeiro balanço do atendimento às reivindicações das ruas nas manifestações dos últimos três meses a entrevista que a presidenta Dilma Rousseff concedeu no aeroporto de Congonhas, ao desembarcar para visita ontem a São Bernardo do Campo, no ABCD paulista.

A presidenta reconheceu, inclusive, que a onda de manifestações iniciadas em junho no país criou um ambiente político que "ajudou muito" na aprovação de medidas como a destinação de royalties do petróleo para a educação. A proposta do Executivo apresentada no início deste ano foi aprovada pela Câmara na última semana e está prestes a ser sancionada pela presidenta da República.

Na entrevista a duas emissoras de rádio do ABCD, a presidenta elogiou o Congresso pela aprovação da destinação de 75% dos royalties do petróleo do pré-sal para a educação, destacando que a nova lei vai aumentar investimentos em creches, na capacitação de professores, alfabetização na idade certa, ampliação do ensino médio em tempo integral e criação de universidades no interior do país. Segundo ela, no ano que vem, os royalties já deverão somar R$ 1,4 bi ao orçamento da educação, alcançando R$ 6 bi em 2016 e R$ 13 bi em 2018.

Governo ouviu, entendeu e atendeu as principais demandas.

A presidenta Dilma lembrou que a medida voltada para a Educação faz parte dos cinco pactos propostos por ela no final de junho como resposta aos protestos, que cobravam, entre outros pontos, melhorias no serviço público. E mencionou, ainda, outro pacto: a viabilização de mais médicos no interior e periferias das grandes cidades, programa que o governo propôs por Medida Provisória (MP) ao Congresso e que já está em andamento enquanto a proposta tramita.

"Nesses dois pactos - enfatizou a presidenta - (educação e saúde-médicos), vamos ter uma boa resposta", afirmou a presidenta na entrevista. Sobre os pactos anunciados em junho como resposta aos protestos, a chefe do governo acentuou que já foram todos encaminhados ao Congresso, de quem ela disse esperar "parceria" e "diálogo" para a aprovação.

A chefe do Estado citou ainda outros dois pactos firmados por ela junto a prefeitos e governadores em junho: a reforma política e a responsabilidade fiscal. No tocante à reforma política, mencionou recente pesquisa do Ibope que registrou apoio de 85% dos brasileiros a mudanças no sistema eleitoral e de 84% para que tenham validade nas eleições do ano que vem.

Já a mídia e conservadores criminalizam e querem o fim das manifestações.

Já em relação à responsabilidade fiscal - compromisso de não criar despesas que ultrapassem as receitas -, a presidenta afirmou que esta é "condição para os demais pactos". "Só podemos fazer aquilo que temos dinheiro necessário e não coloque em risco a estabilidade financeira,  a macroeconomia do país e o controle da inflação", alertou.

Como vocês veem pelo balanço apresentado, o governo ouviu e atendeu as reivindicações das ruas e jamais criminalizou as manifestações - salvo a recriminação, sempre, aos atos de baderna e vandalismo que as encerram várias vezes. Ao contrário, portanto, do que fazem a imprensa, a direita e conservadores em geral, conforme apontei em nota publicada aqui no blog ontem (leiam, também, Mídia empenha-se de novo em desqualificar manifestações. E volta a pedir repressão).

A mídia primeiro pediu repressão, depois tentou manipular e dirigir os atos jogando-os contra o governo. Para ela protestos só devem ocorrer se forem contra o PT e o governo. Não colou e agora quer repressão de novo e pede o fim das manifestações.

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