A pequenez da candidatura do líder tucano à presidência da República pode ser medida pela mediocridade de seus textos de segunda-feira, no jornal Folha de São Paulo.
Neste 2 de setembro de 2013, o que se publica chega a ser ridículo: ele propõe um “desalinhamento” da diplomacia do país, em relação à Bolívia, Venezuela, Irã, Cuba e, pasmem, à China, Índia, Rússia e África do Sul também.
Para ele, a diplomacia brasileira deixa “em posição secundária a cooperação com os países desenvolvidos para priorizar as relações com nações emergentes e com os vizinhos no continente, em especial os afinados ideologicamente”. E isso seria responsável pelo declínio de nosso comércio exterior!
Um candidato a presidente que usa como arma a desinformação não merece respeito.
Primeiro: o Brasil nunca exportou tanto como nos últimos 10 anos. Basta ver o gráfico que colocamos no início e perceberá. Segundo, o fluxo comercial com países “afinados ideologicamente” é irrisório, se consideradas as relações com os EUA e com os países da Zona do Euro.
Nos últimos 12 meses, nosso comércio internacional totalizou 474,7 bilhões de Dólares. Em 2002, em termos de balança comercial (que é a soma de importações e exportações), tivemos U$ 104,886 bilhões. Ou seja, tivemos 458,6% a mais na comparação entre os dois períodos. De agosto de 2012 ao mesmo mês de 2013, foram U$ 239,592 bilhões de exportações e U$ 235,102 bilhões de importações. Saldo positivo de 4,490 bilhões de Dólares.
Na conta das importações, desse último período, pesa a compra de petróleo. O que mostra uma economia dinâmica em relação ao mundo. Afinal, assim como o colesterol, tem-se importação “boa” e "ruim". A demanda interna por combustível, no nosso caso, é positiva.
Agora, façamos apenas mais uma comparação: o total de exportações em 2002 foram pífios U$ 55,6 bilhões. Era o último ano da tragédia de FHC e de Aécio na presidência da Câmara de Deputados. Meça esses 55,6 bilhões de 2002 com os 236,6 bilhões de 2013 e tire suas conclusões.
Antes, a prioridade era o que Aécio defende hoje: subordinação absoluta aos EUA, ao Japão e aos países da Zona do Euro. Agora, o Brasil diversifica e consegue exportar quase cinco vezes mais que em 2002! E os números da balança comercial com Cuba, Venezuela, Irã e Bolívia, como já dissemos, não tem essa pujança toda.
E quando importamos, a maior parte disso diz respeito à dinâmica de nossa economia, que aliás, só cresceu menos do que a China no último trimestre. Ah, e o montante de nossas transações comerciais com a Bolívia foi de menos 0,5% desse total, nos últimos meses. Com os demais países “afinados” ideologicamente, a soma não chega a 3% do total das transações comerciais.
Mesmo assim, Aécio quer menos ideologia. Quer falar grosso com a Bolívia. Para falar fino com os EUA.
Ao final, Aecin não quer menos ideologia, coisa alguma. Quer mais. Daquela que vende a tal cooperação prioritária com os países desenvolvidos, como uma senha para empresários insatisfeitos com o fluxo de seus concorrentes. Dito de outra forma: se o gringo “x” vendeu menos para o Brasil do que o seu concorrente, o gringo “y”, ele sinaliza ao “x” que contribua financeiramente na sua campanha e ele vai facilitar as coisas se for eleito
Eis o tamanho do projeto de Aecin. Fica comerciando apoio, vendendo mentiras e blefando com números, como se o país estivesse no fundo do poço, à semelhança dos tempos de FHC. Mesmo sendo um raso bacharel de economia, o senador tucano sabe muito bem que não há termos de comparação entre a solidez do Brasil atual com o dos tempos bicudos dos tucanos.
Enfim, o desalinhamento ideológico proposto por Aécio Neves só mostra que seu cérebro continua desalinhado. Desejamos melhoras ao senador!
Anexo: Artigo aécio 2 setembro.pdf
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TERRAS ALTAS DA MANTIQUEIRA = ALAGOA - AIURUOCA - DELFIM MOREIRA - ITAMONTE - ITANHANDU - MARMELÓPOLIS - PASSA QUATRO - POUSO ALTO - SÃO SEBASTIÃO DO RIO VERDE - VIRGÍNIA.
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