CEZAR CANDUCHO

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sábado, 17 de dezembro de 2016

Coercitiva de Malafaia mostra por que não se deve defender arbítrio.


Este texto é uma “homenagem” aos picaretas, safados, pilantras, sem vergonhas, ladrões, mistificadores, corruptos e sem-noção que gostam de acusar os outros de corrupção e pedir abusos contra eles – como faz a dupla na foto acima -, mas que, quando o abuso é contra si, clamam por “Estado de Direito”
Na foto, vemos José Serra, tão eloquente ao acusar Lula e outros petistas, mas literalmente mudo quando é acusado das mesmas coisas de que acusa seus inimigos.
Sobre Malafaia, há pouco a dizer sobre a condução coercitiva do “pastor” explorador de pobres, demagogo e picareta levada a cabo pelas autoridades nesta sexta-feira 16 de dezembro.Trata-se de figura abominável ligada a tudo que há de pior neste país e notório pela cara-de-pau.
Para que se tenha uma ideia do nível de picaretagem desse sujeito, ele afirma que os cem mil reais que é acusado de receber de um esquema de corrupção foram pagos para “orar” (?!!) pelo envolvido nesse esquema que fez o pagamento.
Eita oraçãozinha cara, não?
O que Malafaia fez ou deixou de fazer – e, se for investigado, não lhe sobram nem os poucos cabelos emoldurados pela careca – não é o que importa aqui. O que importa é que esse indivíduo constitui o melhor exemplo de por que não devemos defender arbítrio nem quando é praticado contra nossos desafetos, pois hoje foi com eles e amanhã será conosco.
Parece elementar, não é? Mas Malafaia não entende. Aliás, há tanta coisa elementar que esse ser não entende que não espanta que não entenda o simples fato de que arbítrio feito a uns é arbítrio feito a todos.
E, com efeito, por que conduzir esse picareta coercitivamente se ele nunca havia se recusado a depor? É exatamente o mesmo arbítrio praticado com Lula.
Não importa se você gosta ou não de Lula ou de Malafaia ou do raio que o parta: você não deve endossar ou até estimular abusos contra nenhum deles, pois abuso é daquele tipo de praga que quando escapa não escolhe vítimas.
Malafaia, quando Lula foi levado a depor coercitivamente, gravou um vídeo em comemoração. Foi opondo argumentos aos argumentos de Lula contra a própria condução coercitiva. Com Lula, foi tudo legal. O que a lei fez, tinha “direito” de fazer.

Cerca de nove meses depois, o feitiço vira contra o feiticeiro e ele prova do próprio remédio. Agora, Malafaia está “indignado com essa coisa de condução coercitiva”.


Perguntaram ao “pastor” por que a doação de cem mil reais feita a ele para “orar” pelo picareta envolvido em esquema de corrupção foi depositada em sua conta pessoal e não na conta de sua igreja. A explicação dele é um primor de “embromation”:
“(…) Recebo oferta, como vários pastores. Eu fui na igreja desse pastor Abud, que é meu amigo, em 2011. ‘Ore aqui por um empresário que está envolvido em negócios’. Eu orei por ele. Em 2013, o Michael Abud me liga e diz: ‘Silas, sabe aquele empresário por quem você orou? Ele quer fazer uma oferta pessoal (…)”
Não se pode afirmar cem por cento que Malafaia, Lula ou qualquer outro seja culpado antes que estejam esgotadas as suas chances de defesa. O problema é quando essa pessoa não só apoia abusos mas, quando é vítima daquilo que apoiou, diz que abuso contra os seus desafetos, tudo bem, mas consigo, não.
Chupa que é de uva, Malafaia. Fica aí querendo defender arbítrio só contra os outros achando que ficará a salvo. Arbítrio é arbítrio, baby. É como um leão. Não dá pra soltar e falar devore este, mas não aquele. Leões são como o arbítrio. Fora da jaula, investem contra o primeiro que aparecer na frente.
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