CEZAR CANDUCHO

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sábado, 14 de janeiro de 2017

PTMG - Lula manda recado: “Se eu voltar, é para fazer mais do que já fiz”


Em evento com trabalhadores em educação de todo País, ex-presidente defendeu eleições diretas e disse que Temer entrou “pela porta dos fundos”
Com plateia chamando “ Lula guerreiro do povo brasileiro”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu ao palco do Centro de Convenções de Brasília (DF), para fazer a fala de abertura do 33º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), na noite desta quinta-feira (12).
“Se cuidem, porque, se eu voltar a ser candidato a presidente da República, é para fazer muito mais do que já fizemos”, declarou Lula.
O ex-presidente criticou o usurpador Michel Temer, afirmando que o golpista não tem credibilidade para tirar o Brasil da crise.
“Para tentar recuperar esse País, é preciso que alguém tenha credibilidade, e só vai ter credibilidade uma pessoa eleita democraticamente pelo voto do povo brasileiro”, destacou.
Para Lula, Temer não tem credibilidade porque não teve voto e “chegou ao poder por um golpe, pela porta dos fundos”. O petista completou que todos têm o direito de ser presidente, mas que para isso precisa disputar eleição e pedir voto ao povo.
Na sua avaliação, o golpe que retirou a presidenta eleita Dilma Rousseff foi aplicado com o único objetivo cessar as conquistas sociais que foram alcançadas nos últimos 12 anos no Brasil.
“Aqueles que deram o golpe, não fizeram isso para construir nada de novo, deram o golpe para destruir o que fizemos”, disse.
O ex-presidente enfatizou que Dilma “não quebrou o País, como os golpistas ficam dizendo”.
“Quem quebrou o País, na verdade, foram os golpistas. Porque desde que Dilma ganhou as eleições e que o senhor Eduardo Cunha foi eleito presidente da Câmara, que ele trabalhou de forma incansável para não deixar a Dilma aprovar nenhuma das suas reformas”, lembrou.
Lula garantiu que vai continuar viajando pelo Brasil e disse que a principal discussão de 2017 será “quem vai tirar o País da lama”.
“Este ano, quem acha que vai me proibir de andar por esse País, pode se preparar, que eu vou voltar a viajar pelo Brasil para discutir com vocês o que precisamos fazer por este País. Porque o maior erro neste País é achar que dá pra governar sem contar com a participação da sociedade, sem ouvir o povo”, afirmou.
E mandou recado para os professores e dirigentes sindicais da área da educação, afirmando que eles terão que lutar ainda mais esse ano, “para que vocês passem para a história como a geração de educadores que não permitiu que esse País voltasse aos tempos negros do século XX, quando as pessoas mais pobres não tinham direito à educação”.
O ex-presidente finalizou afirmando que a tarefa de cada um é “lutar, lutar, lutar e conquistar o direto do povo brasileiro votar para presidente da República, quem sabe ainda em 2017”
Lula terminou sua fala do mesmo jeito que começou: com a plateia de pé chamando “Brasil urgente, Lula presidente”.
Fonte: Agência PT de Notícias.
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Secretaria de Saúde cria hotsite e esclarece dúvidas sobre a febre amarela e a vacinação.



Pessoas que vão visitar áreas com casos confirmados ou indícios da patologia precisam vacinar. Não há falta de doses e não há risco iminente de uma epidemia.
Secretaria de Estado de Saúde (SES) lançou, nesta quinta-feira (12/1), o hotsite que esclarece todas as dúvidas sobre a febre amarela. No endereço eletrônico www.saude.mg.gov.br/febreamarela o cidadão encontra orientações sobre vacinação, dicas de prevenção, respostas para as perguntas mais frequentes e as últimas notícias relacionadas ao assunto. A ideia da SES é desvendar mitos e levar informações claras e atualizadas à população mineira.
As principais dúvidas dos cidadãos estão relacionadas à vacinação. Afinal, quem deve vacinar? O Ministério da Saúde recomenda a vacinação às pessoas (homens e mulheres) que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata.
A vacinação também é altamente aconselhável às pessoas que vivem nas áreas endêmicas – imediações de Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema e Inhapim, onde foram notificados os casos suspeitos em Minas Gerais. A população rural e silvestre, agricultores, extrativistas e adeptos do turismo ecológico constituem o grupo de risco.
A vacina, única forma de evitar o contágio da doença, é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela está disponível nas unidades de saúde de forma gratuita e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes do deslocamento para as áreas de risco.
Todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população. Em 2016, foram repassados aos estados mais de 16 milhões de doses, sendo mais de 3 milhões para Minas Gerais. Devido ao aumento da demanda, pode ocorrer um desabastecimento pontual em alguns municípios, mas o estoque é logo recomposto.
O atual esquema vacinal contra febre amarela é composto por uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos quatro anos. Para pessoas que nunca foram vacinadas ou não possuem comprovante de vacinação, é preciso administrar a primeira dose da vacina e um reforço após 10 anos. Pessoas que já receberam duas doses ao longo da vida já são consideradas imunizadas. A vacina é contraindicada a gestantes e a pacientes com neoplasia, imunodeficiência primária, imunossupressão e submetidos a transplante de órgãos, entre outros.


Combate ao mosquito
Além da vacina, outra forma de prevenir a doença é eliminar os criadouros dos mosquitos. Entre as medidas preventivas indicadas estão: verificar se a caixa d’água está bem fechada, não acumular vasilhames no quintal, verificar se as calhas não estão entupidas, eliminar qualquer recipiente como pratos de vasos, latas e pneus contendo água limpa. Esses ambientes são ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos.
Essas dicas valem para quem vive na zona rural e também para aqueles que residem em áreas urbanas. O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil data de 1942. Mesmo assim, todo cuidado é pouco, já o que Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, também é o vetor da febre amarela no meio urbano.
Transmissão e sintomas
A infecção acontece quando uma pessoa que nunca tenha contraído a febre amarela ou tomado a vacina contra a doença é picada por um mosquito infectado. Além do ser humano, a infecção também pode acometer macacos, que podem desenvolver a febre amarela silvestre e ter quantidade suficiente de vírus para infectar mosquitos e, assim, transmitir a doença às pessoas.
A febre amarela não é contagiosa, ou seja, não há transmissão de pessoa a pessoa. A transmissão ocorre com maior frequência na estação das chuvas, quando há um aumento das populações de mosquitos, favorecendo a circulação do vírus.
As primeiras manifestações da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.
A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a doença.
Ações do Governo
As ações de prevenção e controle contra a febre amarela estão sendo desencadeadas principalmente nos municípios que estão em alerta e em outros de Minas Gerais que já apresentam registros de epizootias (morte de macacos) em 2016 e 2017, mesmo sem confirmação laboratorial.
Em vídeo divulgado neste semana, o governador Fernando Pimentel ressaltou que o Governo do Estado já está implementando ações de prevenção nas regiões em que foram identificados casos da doença, incluindo a vacinação das populações que moram em áreas rurais dos municípios afetados. Além disso, também estão sendo reforçados os leitos de hospitais dessas localidades para atendimento de casos graves.
“Não temos nenhum motivo de alarme. A situação de fato é preocupante, mas não é um risco iminente de epidemia. O que nós estamos fazendo é tomar ações preventivas nas regiões afetadas envolvendo especialmente a vacinação. Se você mora num dos municípios que está sendo afetado deve procurar um posto de saúde e se vacinar. Quem mora em área rural já está sendo contatado pelas nossas equipes de campo. Estamos indo de casa em casa vacinar as pessoas”, afirmou o governador.
Nesta sexta-feira (13/1), o governador visita os municípios de Caratinga e Teófilo Otoni, onde participa do Seminário Minas Gerais contra a Febre Amarela.
Confira outras dúvidas frequentes
Perdi meu Cartão de Vacinação. Ainda sim posso me vacinar contra a Febre Amarela?
Sim. Caso não esteja de posse do cartão de vacinação, por motivo de perda ou dano, é recomendado que o usuário procure o serviço de saúde próximo da sua casa que costuma vacinar ou que faça parte de seu território de abrangência. Lá, ele terá o chamado “cartão espelho”, no qual ficam arquivados os registros de doses que foram aplicadas.
Não me lembro se já vacinei contra Febre Amarela. O que eu faço?
A vacina contra a Febre Amarela faz parte do calendário de vacinação do SUS, por isso se você tiver com a sua imunização em dia provavelmente você já se vacinou. Basta conferir o seu Cartão de Vacinação. Mas, caso ainda tenha dúvida, procure a equipe de saúde na Unidade Básica de Saúde (UBS) para fazer a avaliação e a necessidade de se vacinar.
A febre amarela urbana e a febre amarela silvestre são a mesma doença? Há diferenciação dos sintomas ou gravidade?
Tanto a febre amarela silvestre quanto a urbana têm manifestações clínicas idênticas em ambos os casos de transmissão. O vírus e a evolução clínica são os mesmos; a diferença está apenas nos vetores. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela são os mosquitos Haemagogus e o Sabethes. Já no meio urbano, a transmissão se dá pelo Aedes aegypti.
Existe a possibilidade de uma pessoa infectada na área rural ir para a cidade, infectar mosquitos e iniciar a transmissão em área urbana?
Sim, existe essa possibilidade. Por isso, a prevenção por meio da vacinação e da eliminação dos criadouros do Aedes aegypti é fundamental. Clique aqui e confira alguns cuidados simples para evitar a transmissão do mosquito que também transmite a Dengue, Zika e Chikungunya.

Acompanhe as principais notícias sobre o tema no site e redes sociais da Secretaria de Estado de Saúde:
– Clique aqui e confira no Blog da Saúde MG o post especial com perguntas e respostas sobre Febre Amarela.
– Clique aqui e confira informações importantes sobre a atualização do Calendário Nacional de Vacinação.
– Clique aqui para acessar o Facebook da SES.
Fonte: Agência Minas

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