| A Câmara aprovou ontem o projeto de resolução (PRC 82/11) de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que dá o nome do ex-deputado Rubem Paiva ao corredor de acesso à biblioteca da Câmara dos Deputados. O texto aprovado prevê ainda que no local seja instalado um busto do ex-deputado, cassado e morto pela ditadura, com uma placa que conterá os dizeres: “Deputado Rubem Paiva – (1929 -1971) – Defensor da liberdade e da democracia”. Para Paulo Teixeira, esta é uma homenagem a um brasileiro que lutou pela democracia. “Rubem Paiva foi um parlamentar que, eleito, defendeu o Brasil e foi arrancado do Parlamento pelas forças de repressão. Hoje, o Parlamento recupera sua imagem e o coloca como um brasileiro que lutou e deu sua vida pela democracia”, ressaltou. Trajetória – Rubem Paiva foi eleito em 1962 deputado federal por São Paulo. Participou da CPI criada para examinar as atividades do IPES-IBAD (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais – Instituto Brasileiro de Ação Democrática). Nas investigações da CPI, Rubens Paiva começou a descobrir os cheques que eram depositados nas contas de alguns militares. Com o Golpe Militar de 1964, teve seu mandato cassado em abril do mesmo ano. Em janeiro de 1971, a casa de Rubens Paiva foi invadida por pessoas armadas de metralhadoras e levado guiando o próprio carro. Desde então Rubens Paiva foi dado como desaparecido. Rubens Paiva é reconhecido legalmente como morto, mas mesmo com a realização de escavações em locais em que possivelmente teria sido enterrado, seu corpo até hoje não foi encontrado. PT NA CÂMARA. . |
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
DEP. RUBEM PAIVA
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