| A presidente Dilma Rousseff chegou por volta das 18h35 desta segunda-feira (31) ao hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva --internado desde hoje para iniciar o tratamento contra um câncer de laringe, diagnosticado no fim de semana. Dilma chegou de helicóptero e deve ficar no local cerca de uma hora, antes de seguir para outro compromisso em São Paulo. O ex-presidente tem um tumor maligno na laringe de agressividade intermediária, de acordo com a equipe médica. Lula chegou ao hospital para se submeter à primeira sessão de quimioterapia por volta das 10h, desta segunda-feira (31). Ele deve passar a noite no hospital e voltar para seu apartamento, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na terça-feira (1º). Segundo o médico Paulo Hoff, que, ao lado dos colegas Roberto Kalil Filho, Artur Katz e Luiz Paulo Kowalski, concedeu uma entrevista coletiva no hospital mais cedo, o tumor na laringe do ex-presidente é o mais comum nesta região. "O resultado da biópsia foi claro. Nossa expectativa é de que ele responda bem ao tratamento", afirmou. Hoff disse que o tumor está "relativamente em um estado inicial", que é localizado e não se espalhou pela laringe. "O fato de ser um tumor localizado é muito importante. A chance de cura é muito maior", declarou. Cerca de três a quatro semanas após o fim do ciclo de sessões de quimioterapia, o ex-presidente deve se submeter ao tratamento com radioterapia. "As sessões de radioterapia devem começar entre os dias 10 e 12 de janeiro", disse Artur Katz. O médico afirmou que "não há nenhum planejamento de cirurgia no cronograma de tratamento". Caso Lula não responda bem ao tratamento, os médicos deverão considerar a possibilidade de uma cirurgia. "Seria uma cirurgia que preserva a voz. Mas ele tem uma chance muito boa para a cura sem a cirurgia", afirmou Luiz Paulo Kowalski. Após duas sessões de quimioterapia, os médicos já saberão se o tratamento teve sucesso. "O presidente levará uma vida próxima do normal. Acreditamos que ele não terá nenhuma dificuldade em voltar a uma vida absolutamente normal muito em breve", disse o médico Arthur Katz. De acordo com os médicos, caso o tratamento seja bem sucedido, o ex-presidente terá que continuar com um acompanhamento médico mais cuidadoso até o período de dois anos após o fim do tratamento, considerado crítico pelos médicos para eventual volta da doença. Segundo eles, somente após cinco anos depois do fim do tratamento e deste acompanhamento poderá se avaliar se Lula estará completamente curado. De acordo com os médicos, Lula se submeterá a sessões de quimioterapia a cada 21 dias, totalizando três sessões. Os médicos pretendem avaliar o ex-presidente entre a segunda e terceira aplicações.Uol "Diante da escala de agressividade, é um tratamento agressivo. No ex-presidente terá os efeitos colaterais da quimioterapia, incluindo a queda de cabelo", disse Paulo Hoff. "O tumor é localizado, a chance de cura é elevada", acrescentou. |
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
DILMA VISITA LULA
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